quinta-feira, 5 de março de 2026

é caso para dizer que os americanos não aprendem com o passado.
os Estados Unidos apoiaram, através da CIA, os mujahideen afegãos, incluindo fações radicais, para expulsar a União Soviética do Afeganistão nos anos 80 (Operação Ciclone).
dentro dessas fações estava o grupo de Ossama Bin Laden
depois da retirada soviética, Bin Laden fundou a al-Qaeda e virou-se contra os EUA, especialmente após a Guerra do Golfo em 1991 e o ataque ao navio USS Cole em 2000.
a 11 de setembro de 2001 os Estados Unidos são atacados no seu "coração" e o ataque foi reivindicado em 2004 por Bin Laden.
agora, nesta guerra contra o Irão, os Estados Unidos preparam-se para apoiar os curdos iraquianos na criação de milícias contra o atual regime iraniano.
às vezes a história repete-se

quarta-feira, 4 de março de 2026

será que Paulo Rangel e Luís Montenegro já concertaram ideias sobre o que dizer da base das Lages?

já agora, Montenegro percebeu bem o que disse hoje no Parlamento sobre o direito internacional

segunda-feira, 2 de março de 2026

hoje foi a vergonha.
a primeira dama dos Estados Unidos presidiu a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU

domingo, 1 de março de 2026

alguém explique a Ascenso Simões que a aplicação do direito internacional é para todos e não só para alguns e que o que está a acontecer é uma guerra.


ao escutar alguns comentadores televisivos parece que estou a escutar candidatos a secretários de Estado de Trump ou a ministros de Netanyahu. 
curiosamente não escutei nenhum a falar do ataque à escola feminina no Irão.

todos sabemos que o regime iraniano é uma teocracia repressiva, mas violar o direito internacional atacando-o não é a melhor forma para uma transição democrática.
aliás esta vontade indómita dos países ocidentais do norte quererem transpor para o sul o seu conceito de democracia nunca deu bom sinal, antes pelo contrário.
para além disso, esta guerra tem muito da vontade de Israel, porque assim pode levar por diante a sua sofreguidão na anexação de vários territórios (Gaza, Cisjordânia) sem oposição de ninguém.
a França e a Inglaterra deviam meter a mão na consciência.

não deixa também de ser curioso assistir à vontade de Reza Pahlavi querer ser parte da solução, quando a sua família (o seu pai, o Xá Mohammad Reza Pahlavi) foi um líder autoritário que aliado à brutalidade da SAVAK (polícia política criada com a ajuda da CIA e da Mossad)  criou um clima de medo que contribuiu significativamente para o descontentamento popular que culminou na Revolução Islâmica de 1979.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

há ministros e há uns senhores que se sentam no Conselho de Ministros.
refiro-me a Gonçalo Matias.
depois de um ataque sério ao Tribunal de Contas que noutros tempos era o escrutinador perfeito para certas desmandas, e que hoje é um empecilho ao desenvolvimento do país, veio agora a analise às palavras de Passos Coelho.
o ex-primeiro ministro  disse a 24 de fevereiro ser "um precedente grave" a passagem direta de Luís Neves de diretor nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna, comparando-a à saída de Mário Centeno do governo para o Banco de Portugal.
pois bem, Gonçalo Matias disse, no debate sectorial do Parlamento, que "quanto às declarações do dr. Pedro Passos Coelho sobre a questão do Estado e das nomeações, eu penso que o dr. Pedro Passos Coelho estava a referir aos oito anos de governação do Partido Socialista"
isto é que é "comer azeitonas e arrotar a caviar".

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

e assim funciona (ou não) a ciência.
primeiro "dois tiros" na FCT e agora vamos lá estudar a coisa...







terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

pela primeira vez estou de acordo com Passos Coelho sobre o novo ministro da Administração Interna.

a Base das Lages tem sina de não se ajeitar com os governantes do PSD quando surgem "problemas na costa"
durante o "reinado" de Durão Barroso serviu de trampolim para o ataque às fatídicas armas de destruição maciça que nunca existiram no Iraque.
agora está a servir, com o beneplácito do atual governo para os americanos atacarem o Irão por uma bomba nuclear que só saiu da  boca de Steve Witkoff e que teve palmas de Israel 
curiosamente Paulo Rangel, esse inimaginável ministro dos Negócios Estrangeiros, conseguiu dizer coisas sobre a utilização da base que não estão no contrato, é de excelência...
sim que fora do âmbito da NATO, tem de existir autorização do governo português.
ou então o governo mente ao pessoal, dizendo que não é preciso, mas deu.

e no meio de tudo isto temos Cuba a ser assassinada lentamente, mas que importa isso ao Mundo se a asfixia está a ser feita por Trump

é caso para dizer que os americanos não aprendem com o passado. os Estados Unidos apoiaram, através da CIA, os mujahideen afegãos, incluindo...