Eu ontem cometi um erro e hoje quero penitenciar-me. Ontem disse que os pescadores estavam em greve, mas enganei-me, quem está em greve são os armadores, o que é bem diferente.
A propósito deste tema fica para a história de que os armadores venderam o peixe, receberam o dinheiro e depois impediram que quem comprou e pagou o levantasse. Curioso.
Hoje o PSD vai escolher o 16.º presidente, mas seja qual for o resultado já voaram mosquitos por cordas. Há acusações de sindicatos de votos, pressões, caciquismos, ...
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Ontem assistimos a uma página negra do parlamentarismo português. A troca de insultos entre Sócrates e Louçã não foi bonito para nenhum deles. E mesmo que a razão possa estar do seu lado, Sócrates deve ser mais comedido nas palavras.
Por outro lado Louçã, membro ilustre da esquerda moderna (tipo esquerda do caviar) mas que no fundo nunca abandonou a velha matriz trotzquista, deve habituar-se a fazer ataques cara a cara, por forma a que os visados possam defender-se, caso contrário passará a ser conhecido pelo bate e foge, o que convenhamos não é muito bonito.
Ainda relativamente ao Bloco e a Louçã, gostaria de saber se Alegre, um dos uivadores, ainda está disponível para estar ao lado de Louçã no comício da esquerda (que mais não é do que um esquema bem delineado do BE).
Começou hoje a greve dos pescadores. Tenho pena que as coisas tenham chegado a este ponto, mas também afirmo que gostaria de ter visto estes mesmos homens a fazer uma greve contra os intermediários que são o verdadeiro cancro do sistema. Esses mesmos intermediários que sem trabalho nenhum ficam com a fatia de leão deste negócio. Mas claro, isto sou eu a dizer...
Valha-nos isso. Quem tem crédito à habitação vai passar a sentir uma melhoria nas prestações mensais que paga ao banco a partir de Julho. Isto fica a dever-se à entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 88/2008 que obriga a que a contagem de juros seja feita a 360 dias, quer sejam juros de depósitos, quer sejam de empréstimos.
À primeira vista esta pode parecer uma alteração de pouca monta, mas na realidade e se olharmos para a simulação elaborada pela Proteste podemos verificar que num empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, utilizando a média de Euribor a seis meses de Abril passado, a 365 dias, implica uma mensalidade de 857,53 euros. O mesmo empréstimo, mas com a Euribor a 360 dias, implica uma prestação mensal de 851,21 euro. Ou seja, há uma diferença mensal de 6,32 euros, que num ano é de 75,84 euros. A manter-se a situação por um prazo de 30 anos, implica uma poupança de 2275 euros.
O artigo de opinião de Menezes no DN de hoje é interessante.
Por outro lado Louçã, membro ilustre da esquerda moderna (tipo esquerda do caviar) mas que no fundo nunca abandonou a velha matriz trotzquista, deve habituar-se a fazer ataques cara a cara, por forma a que os visados possam defender-se, caso contrário passará a ser conhecido pelo bate e foge, o que convenhamos não é muito bonito.
Ainda relativamente ao Bloco e a Louçã, gostaria de saber se Alegre, um dos uivadores, ainda está disponível para estar ao lado de Louçã no comício da esquerda (que mais não é do que um esquema bem delineado do BE).
Começou hoje a greve dos pescadores. Tenho pena que as coisas tenham chegado a este ponto, mas também afirmo que gostaria de ter visto estes mesmos homens a fazer uma greve contra os intermediários que são o verdadeiro cancro do sistema. Esses mesmos intermediários que sem trabalho nenhum ficam com a fatia de leão deste negócio. Mas claro, isto sou eu a dizer...
Valha-nos isso. Quem tem crédito à habitação vai passar a sentir uma melhoria nas prestações mensais que paga ao banco a partir de Julho. Isto fica a dever-se à entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 88/2008 que obriga a que a contagem de juros seja feita a 360 dias, quer sejam juros de depósitos, quer sejam de empréstimos.
À primeira vista esta pode parecer uma alteração de pouca monta, mas na realidade e se olharmos para a simulação elaborada pela Proteste podemos verificar que num empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, utilizando a média de Euribor a seis meses de Abril passado, a 365 dias, implica uma mensalidade de 857,53 euros. O mesmo empréstimo, mas com a Euribor a 360 dias, implica uma prestação mensal de 851,21 euro. Ou seja, há uma diferença mensal de 6,32 euros, que num ano é de 75,84 euros. A manter-se a situação por um prazo de 30 anos, implica uma poupança de 2275 euros.
O artigo de opinião de Menezes no DN de hoje é interessante.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Parece que Manuel Alegre só agora nasceu. De repente alcandorou-se a defensor último das classes mais desfavorecidas. E logo ele.
Não sei onde esteve desde Abril até agora, ou se calhar até sei: esteve sentadinho no seu lugar de deputado, calmamente, sem fazer muitas ondas à espera que o Partido Socialista um dia o carregasse em ombros.
Como se quis andar teve de ser pelo seu próprio pé, hoje dispara a torto e a direito julgando-se a consciência crítica do PS.
Não sei porquê, mas faz-me lembrar aqueles miúdos que por não irem passear, fazem birra e desarrumam a casa toda.
Mas vamos lá ao debate de ontem. Se o da TVI tinha corrido mais ou menos, o de ontem na SIC correu muito mal.
Manuela Ferreira Leite esteve mal, muito mal mesmo. Sem ideias, com um discurso monocórdico que nada traz de novo, para além de que nas mesmas circunstâncias alinha com a actual política, em circunstâncias diferentes é um desastre (a criação do IMI, a titularização das dívidas à banca, etc e etc.), para além de não conseguir articular qual é a sua matriz social-democrata, o que é grave.
Patinha Antão foi conciso, acutilante q.b., só que daí a ser líder do PSD vai uma distância muito grande e fica-me a dúvida como é que ele está disposto a abdicar de 900 milhões de um lado, mais 300 milhões de outro e ainda mais 300 não sei de onde. São muitos milhões para se perder, numa altura em que os orçamentos são contados quase ao cêntimo.
Pedro Passos Coelho é o resultado de um trabalho de montagem muito bem elaborado, só que é um trabalho oco, só tem fachada. A sua única preocupação é descer o nível fiscal. Para ele tudo passa por aí e não é necessário mais nada, aliás por muito vastas que sejam as questões, a resposta é sempre só uma: a carga fiscal. Em matéria de populismo e de demagogia faz um duo espectacular com Portas.
Quanto a Pedro Santana Lopes pouco há a dizer. É deveras conhecido pela sua acção governativa quer a nível autárquico, quer a nível do poder central, sendo que não existem boas recordações da sua acção, mas para o PSD talvez seja o líder ideal, já que será capaz de colocar na ordem o partido que, como ontem se viu, é - e parafraseando o saudoso Acácio Barreiros enquanto deputado da UDP - um saco de lacraus que se mordem entre si e vêem quem fica vivo para vir morder o povo.
Então não é que a "Visão" foi mais rápida que a Autoridade da Concorrência.
Não sei onde esteve desde Abril até agora, ou se calhar até sei: esteve sentadinho no seu lugar de deputado, calmamente, sem fazer muitas ondas à espera que o Partido Socialista um dia o carregasse em ombros.
Como se quis andar teve de ser pelo seu próprio pé, hoje dispara a torto e a direito julgando-se a consciência crítica do PS.
Não sei porquê, mas faz-me lembrar aqueles miúdos que por não irem passear, fazem birra e desarrumam a casa toda.
Mas vamos lá ao debate de ontem. Se o da TVI tinha corrido mais ou menos, o de ontem na SIC correu muito mal.
Manuela Ferreira Leite esteve mal, muito mal mesmo. Sem ideias, com um discurso monocórdico que nada traz de novo, para além de que nas mesmas circunstâncias alinha com a actual política, em circunstâncias diferentes é um desastre (a criação do IMI, a titularização das dívidas à banca, etc e etc.), para além de não conseguir articular qual é a sua matriz social-democrata, o que é grave.
Patinha Antão foi conciso, acutilante q.b., só que daí a ser líder do PSD vai uma distância muito grande e fica-me a dúvida como é que ele está disposto a abdicar de 900 milhões de um lado, mais 300 milhões de outro e ainda mais 300 não sei de onde. São muitos milhões para se perder, numa altura em que os orçamentos são contados quase ao cêntimo.
Pedro Passos Coelho é o resultado de um trabalho de montagem muito bem elaborado, só que é um trabalho oco, só tem fachada. A sua única preocupação é descer o nível fiscal. Para ele tudo passa por aí e não é necessário mais nada, aliás por muito vastas que sejam as questões, a resposta é sempre só uma: a carga fiscal. Em matéria de populismo e de demagogia faz um duo espectacular com Portas.
Quanto a Pedro Santana Lopes pouco há a dizer. É deveras conhecido pela sua acção governativa quer a nível autárquico, quer a nível do poder central, sendo que não existem boas recordações da sua acção, mas para o PSD talvez seja o líder ideal, já que será capaz de colocar na ordem o partido que, como ontem se viu, é - e parafraseando o saudoso Acácio Barreiros enquanto deputado da UDP - um saco de lacraus que se mordem entre si e vêem quem fica vivo para vir morder o povo.
Então não é que a "Visão" foi mais rápida que a Autoridade da Concorrência.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Fico perplexo. Não sou capaz de perceber as afirmações de Fátima Araújo. Será que já está à espera da queda do chefe Nunes?
O candidato à presidência do PSD, Pedro Santana Lopes, mostrou-se ontem «agradavelmente surpreendido» com o anúncio de apoio à sua candidatura, manifestado pelo secretário-geral do PSD, Ribau Esteves.
Não sei o porquê de "surpreendido". Eu e sem ajuda de qualquer vidente, já sabia deste apoio.
Como o tal estudo da Autoridade da Concorrência ainda não viu a luz do dia deixo aqui algo que lhes pode servir de ajuda.
A Comissão Europeia, no dizer de Ferran Tarradellas Edspuny, porta-voz da Comissão Europeia responsável pela Política de Energia, está "muito interessada" em ouvir as ideias do ministro da Economia Manuel Pinho sobre as consequências da subida do preço do petróleo que serão apresentadas amanhã aos 27 em Bruxelas.
Então e nós, que nos doi a alma sempre que levamos o carro a abastecer, nós para além de interessados, estamos desejosos.
O candidato à presidência do PSD, Pedro Santana Lopes, mostrou-se ontem «agradavelmente surpreendido» com o anúncio de apoio à sua candidatura, manifestado pelo secretário-geral do PSD, Ribau Esteves.
Não sei o porquê de "surpreendido". Eu e sem ajuda de qualquer vidente, já sabia deste apoio.
Como o tal estudo da Autoridade da Concorrência ainda não viu a luz do dia deixo aqui algo que lhes pode servir de ajuda.
A Comissão Europeia, no dizer de Ferran Tarradellas Edspuny, porta-voz da Comissão Europeia responsável pela Política de Energia, está "muito interessada" em ouvir as ideias do ministro da Economia Manuel Pinho sobre as consequências da subida do preço do petróleo que serão apresentadas amanhã aos 27 em Bruxelas.
Então e nós, que nos doi a alma sempre que levamos o carro a abastecer, nós para além de interessados, estamos desejosos.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Hoje vejo-me na obrigação de voltar a colocar um novo comentário. O secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO) diz que só quem não sabe como funciona a indústria do petróleo e por ignorância é que pode organizar boicotes contra as gasolineiras, isto porque estão a ser feitos vários apelos para que ninguém abasteça, nos primeiros dias do próximo mês, nas principais gasolineiras.
Diz ainda o referido senhor que o sector não tem margem para fazer descer os combustíveis, porque os lucros finais são muitos pequenos, apenas de alguns cêntimos por litro.
Para completar o ramalhete vem ainda o presidente da BP/Portugal, António Comprido, dizer que se sentisse enganado pelas gasolineiras também faria boicote, mas considera que não é o caso e por isso não entende o protesto.
Devo desde já salientar que com muita pena minha não fui um dos mentores do boicote.
Depois detesto que me chamem ignorante e que ainda me tentem fazer de parvo.
Por último e em resposta a todo este emaranhado de falsidades como é que os dois senhores justificam que a BP, por exemplo, tenha tido no primeiro trimestre deste ano, um lucro superior em 63% relativamente ao mesmo período do ano anterior.
Podemos não ser economistas de renome, mas não somos ignorantes ao ponto de acreditar que são as reduzidas margens de cêntimos que originam estes lucros fabulosos.
Tenham lá paciência e respeito pela inteligência dos outros.
Diz ainda o referido senhor que o sector não tem margem para fazer descer os combustíveis, porque os lucros finais são muitos pequenos, apenas de alguns cêntimos por litro.
Para completar o ramalhete vem ainda o presidente da BP/Portugal, António Comprido, dizer que se sentisse enganado pelas gasolineiras também faria boicote, mas considera que não é o caso e por isso não entende o protesto.
Devo desde já salientar que com muita pena minha não fui um dos mentores do boicote.
Depois detesto que me chamem ignorante e que ainda me tentem fazer de parvo.
Por último e em resposta a todo este emaranhado de falsidades como é que os dois senhores justificam que a BP, por exemplo, tenha tido no primeiro trimestre deste ano, um lucro superior em 63% relativamente ao mesmo período do ano anterior.
Podemos não ser economistas de renome, mas não somos ignorantes ao ponto de acreditar que são as reduzidas margens de cêntimos que originam estes lucros fabulosos.
Tenham lá paciência e respeito pela inteligência dos outros.
Como não podia deixar de ser li com toda atenção o artigo de opinião de Mário Soares publicado no DN de hoje.
Como é evidente e sem carreirismos nem seguidismos políticos importa dizer que é difícil não partilhar da mesma opinião expressa por Soares. E estou à vontade para o dizer já que nem sempre partilhámos, quer no passado quer no presente, das mesmas opiniões.
Não percebo e muito menos entendo a resposta de Mário Lino e fico atónito face à divergência entre o ministro e o porta-voz do PS.
Espero para ver qual deles fala verdade, sendo que Lino à muito que está "chumbado".
E por falar em Mário Lino... Penso que seja do seu "departamento" as alterações produzidas nas inspecções dos veículos e a serem, bem "pode limpar as mãos à parede" por tal inovação.
Até aqui a data limite para as inspecções dos veículos tinha como referência o mês da matrícula.
Pois bem um ou um grupo (para o caso pouco importa a quantidade, antes a qualidade e ela é pouca) de iluminados achou por bem que a data limite para inspecção seja o dia da matrícula e não o mês (Comunicado do Conselho de Ministros de 23 de Maio de 2008, ponto 16).
Não sei porque não foi escolhida a hora, o minuto ou até mesmo o segundo.
Estou para ver se os centros de inspecção passam a estar abertos ao domingo.
Alguém já viu o famigerado estudo encomendado à Autoridade da Concorência sobre a formação do preço dos combustíveis?
Como é evidente e sem carreirismos nem seguidismos políticos importa dizer que é difícil não partilhar da mesma opinião expressa por Soares. E estou à vontade para o dizer já que nem sempre partilhámos, quer no passado quer no presente, das mesmas opiniões.
Não percebo e muito menos entendo a resposta de Mário Lino e fico atónito face à divergência entre o ministro e o porta-voz do PS.
Espero para ver qual deles fala verdade, sendo que Lino à muito que está "chumbado".
E por falar em Mário Lino... Penso que seja do seu "departamento" as alterações produzidas nas inspecções dos veículos e a serem, bem "pode limpar as mãos à parede" por tal inovação.
Até aqui a data limite para as inspecções dos veículos tinha como referência o mês da matrícula.
Pois bem um ou um grupo (para o caso pouco importa a quantidade, antes a qualidade e ela é pouca) de iluminados achou por bem que a data limite para inspecção seja o dia da matrícula e não o mês (Comunicado do Conselho de Ministros de 23 de Maio de 2008, ponto 16).
Não sei porque não foi escolhida a hora, o minuto ou até mesmo o segundo.
Estou para ver se os centros de inspecção passam a estar abertos ao domingo.
Alguém já viu o famigerado estudo encomendado à Autoridade da Concorência sobre a formação do preço dos combustíveis?
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