domingo, 1 de março de 2026

alguém explique a Ascenso Simões que a aplicação do direito internacional é para todos e não só para alguns e que o que está a acontecer é uma guerra.


ao escutar alguns comentadores televisivos parece que estou a escutar candidatos a secretários de Estado de Trump ou a ministros de Netanyahu. 
curiosamente não escutei nenhum a falar do ataque à escola feminina no Irão.

todos sabemos que o regime iraniano é uma teocracia repressiva, mas violar o direito internacional atacando-o não é a melhor forma para uma transição democrática.
aliás esta vontade indómita dos países ocidentais do norte quererem transpor para o sul o seu conceito de democracia nunca deu bom sinal, antes pelo contrário.
para além disso, esta guerra tem muito da vontade de Israel, porque assim pode levar por diante a sua sofreguidão na anexação de vários territórios (Gaza, Cisjordânia) sem oposição de ninguém.
a França e a Inglaterra deviam meter a mão na consciência.

não deixa também de ser curioso assistir à vontade de Reza Pahlavi querer ser parte da solução, quando a sua família (o seu pai, o Xá Mohammad Reza Pahlavi) foi um líder autoritário que aliado à brutalidade da SAVAK (polícia política criada com a ajuda da CIA e da Mossad)  criou um clima de medo que contribuiu significativamente para o descontentamento popular que culminou na Revolução Islâmica de 1979.

2 comentários:

  1. Decapitado, mas não morto: regime iraniano morde de volta com força.

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hoje foi a vergonha. a primeira dama dos Estados Unidos presidiu a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU