terça-feira, 8 de maio de 2007

Eu estranhei, mas... É verdade que eu estranhei o silêncio de Paulo Portas sobre as regionais de 2007 na Madeira, mas pensei que ele estivesse a documentar-se melhor. Afinal enganei-me.
Paulo Portas nada disse porque - pasmem senhores - nas eleições da Madeira perdeu o terceiro lugar para - pasmem de novo senhores - o PCP-PEV.
Que grande regresso dr. Paulo Portas. Logo nas primeiras eleições perde para o PCP.
Parece que o género Paulinho das feiras já não pega nem mesmo na Madeira. E escusa de atirar as culpas para cima de Ribeiro e Castro, que essa já não cola.
Porque importa dizer que nestes três anos o CDS/PP não só não angariou novos simpatizantes como, e pior que isso, perdeu votos.

Ainda as eleições. Parece-me que Marques Mendes vai sofrer novo revés.
Estavam os resultados ainda quentes e já o líder nacional do PSD galvanizava para si um bocado da vitória de Alberto João Jardim. "É minha convicção que começa hoje uma grande arrancada para a vitória em 2009", é disso exemplo claro.
Só que penso que ele falou sem ouvir o discurso de Jardim, discurso esse feito num tom mais conciliador e que afasta liminarmente a frase de Mendes ("Se há uma vitória de Alberto João Jardim, também há uma derrota de José Sócrates").
Para além do discurso mais leve existe também um esquema que tem por fim aproximar Alberto João de José Sócrates, esquema esse organizado pelo PSD-Madeira e que parece ter o beneplácito de Cavaco.
Ora todos sabemos que Mendes não é o "filho putativo" que Cavaco ou mesmo Alberto João desejem ter. Portanto não será de desprezar a ideia de que, e apesar de não ir haver alteração à Lei de Financiamento Regional, que daqui a algum tempo tudo esteja não bem, mas pelo menos encaminhado e Marques Mendes fique novamente mal na fotografia.

Leonardo da Vinci. Os manuscritos e desenhos originais de Leonardo da Vinci, que viveu entre 1452 e 1519, podem ser consultados, pela primeira vez, através de um arquivo digital, o E-Leo, desenvolvido pela Biblioteca Leonardiana e que será apresentado no próximo sábado.
São mais de 6 mil páginas de manuscritos e desenhos de Leonardo da Vinci que podem ser consultados gratuitamente, graças a uma iniciativa desenvolvida pela Biblioteca, que conta com financiamento da União Europeia.
A Biblioteca Leonardiana, inaugurada oficialmente em 1928 decidiu criar o E-Leo para que seja possível ler, estudar e compreender o autor
O E-Leo oferece a possibilidade de consultar em profundidade os manuscritos, cujas páginas estão reproduzidas em alta definição e os desenhos, além de oferecer um índice semântico e um glossário completo para decifrar a linguagem científica e técnica do Renascimento utilizada por da Vinci.
O projecto E-Leo não pretende parar na vasta obra de Leonardo da Vinci mas sim ir mais além, sendo que o objectivo final é realizar um arquivo digital de manuscritos da História da Ciência e da Técnica do Período Medieval e do Renascimento.
O arquivo E-Leo pode ser consultado através do endereço http://www.leonardodigitale.com/.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Vamos lá ao Mendes. Ontem foi dia de festa no PSD. Comemoraram-se os 33 anos do partido. Vai daí que aproveitando a festa Marques Mendes decidiu criticar o Governo, o que já vem sendo um hábito.
Mas tirando as críticas, ele quis marcar a diferença avançando com propostas.
Foram elas: descentralização de novas competências para o Poder Local, a baixa de impostos e a criação de um ministro para as pequenas e médias empresas.
São propostas importantes para o país sem nenhuma dúvida.
A primeira já é mesmo um facto estabelecido entre o Governo e os Municípios e aconteceu antes da ideia do PSD.
A segunda só quando o déficit estiver controlado poderá ter pernas para andar, diz o Governo e muito bem.
A terceira é a criação de mais um tacho.
Como se vê três propostas novas e de importância crucial para Portugal.
Faltou o novo aeroporto, a licenciatura de Sócrates, a "claustrofobia democrática" e a privatização da RTP.
Mas quando é que o PSD apresenta propostas reais e com sentido para este país?
Quando é que o PSD se assume como oposição responsável e construtiva?
A continuar assim tenho a certeza que não será difícil a José Sócrates se perpetuar por mais um mandato e quem sabe se não mesmo dois.
A propósito, já que Mendes estava em Aveiro poderia ter aproveitado para pedir ao presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, Paulo Teixeira para renunciar e promover eleições antecipadas, já que este se encontra indiciado por um crime de burla qualificada e dois crimes de falsificação de documentos.
Ou este é um dos casos especiais?
Também relativamente à história mal contada de Lisboa zero.
Mas terminou o discurso com a fabulosa promessa de que quando for governo vai colocar Portugal a crescer a 3% ao ano.

Ainda dentro do universo político. A propósito da RTP, estou convicto que a partir de ontem Marques Mendes não vai voltar a pedir a privatização da mesma.
Assistiram ontem ao Telejornal da RTP1? Então viram que José Alberto Carvalho silenciou a conferência de imprensa do líder do PS-Madeira para colocar no ar as declarações de Marques Mendes.
Mesmo em matéria jornalística deixa muito a desejar esta opção.
Aproveito este mesmo espaço para também referir que Marcelo Rebelo de Sousa não tem razão quando referiu que Vitalino Canas não saudou o PSD. Basta aceder ao à RTP Multimédia e ver o vídeo referente à segunda parte do Telejornal de 06.05.07 para verificarem a situação de Jacinto Serrão, de Vitalino Canas e de como Marcelo falha rotundamente na questão das felicitações. Aliás mesmo no caso de Jacinto Serrão o homem já estava a falar quando ligaram o directo.
Podemos ser maquiavélicos, mas com justiça.

Relativamente às eleições na Madeira. É inegável que Alberto João Jardim ganhou as eleições e que mais do que ganhar, reforçou a maioria.
Agora importa esclarecer dois ou três pontos, isto sem colocar em causa a vitória, que é inegável.
Primeiro. A campanha de Jardim veio retirar veleidades a Marques Mendes. E digo isto porque Mendes não poderá nunca falar de inaugurações e utilização dos meios do Estado para campanhas, tamanho foi o escândalo protagonizado por Alberto João. É caso para dizer que Jardim ganha, mas Mendes perde a face.
Segundo. Eu penso que a oposição não faz marcação política a Jardim. Teria sido curioso ver de manhã o presidente do Governo Regional a inaugurar e da parte da tarde os partidos da oposição a questionarem os custos, a utilização e demais vertentes do empreendimento (o caso da inauguração da estrada para uma pequena povoação que só aconteceu para pagar uma dívida a Maria, a empregada que o ajudou a cuidar dos filhos e que ali vive é sintomático).
Terceiro. Não percebo e não aceito que a Comissão Nacional de Eleições tenha sido tão resolutiva a castigar Mário Soares por apelar ao voto no filho e não seja resolutiva nos atropelos de Jardim. Algo está mal.

Relativamente a França gostaria de dizer que os franceses estão pela hora da morte quando deixam que seja já um filho de emigrantes a ganhar as presidenciais. Eles, sempre tão ciosos da sua pureza devem estar que nem podem.
Gostaria ainda de dizer que não afino pelo diapasão de alguns que referem que o facto de Sarkozy ser filho de emigrantes vai permitir que compreenda melhor os emigrantes. Acho que estão enganados e que vai ser ainda pior. Nessa altura gostarei de ver a cara dos portugueses que o apoiaram com essa mesma perspectiva.

domingo, 6 de maio de 2007

Mãe com seus filhos, quadro do pintor francês William-Adolphe Bouguereau

Hoje é Dia da Mãe. As comemorações do Dia da Mãe podem ser remetidas às mais antigas festividades realizadas na Grécia Antiga, mais precisamente aquando da Festa da Primavera, onde se honrava Rhea – a Mãe dos Deuses. Na mitologia grega, Rhea era a irmã e esposa de Cronus e a mãe de Demeter, de Hades, de Hera, de Hestia, de Poseidon, e de Zeus.
Cronus, receoso do poder futuro destas crianças e com o desejo de fixar o seu domínio, comeu as suas próprias crianças… no entanto Rhea conseguiu salvar um filho, Zeus, escondendo-o na caverna de Dictean em Crete e deu a Cronus uma pedra envolvida na roupa da criança, que este engoliu. Com isto, Rhea fez com que Cronus acreditasse que todas as suas crianças estariam mortas. Quando Zeus alcançou a maturidade da sua idade e a força dos seus poderes, defrontou o seu pai e vingou a morte dos seus irmãos. Rhea, por ser a mãe de todos os deuses do Olimpo, é conhecida como Mãe dos Deuses e, geralmente, associada a leões ou a uma carroça de duas rodas puxada por leões.
Também em Roma, o Dia da Mãe era celebrado em honra de Cybele, a mãe dos deuses romanos, mesmo 250 anos antes do nascimento de Cristo.
A Inglaterra popularizou a Mãe com o chamado “Domingo da Mãe”, no século XVII, nos dias que antecediam o Domingo de Páscoa, homenageando assim todas as mães de Inglaterra. Nesse período, os servos que trabalhavam longe de casa e que viviam com os patrões, tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
O Cristianismo instituiu esta data que era celebrada como homenagem à “Igreja Mãe” que era a força espiritual que lhes dava vida e os protegia de todo o mal. Com os tempos, a festa da Igreja foi sendo associada à celebração do Domingo da Mãe no qual as pessoas começaram a homenagear tanto a igreja como as suas mães.
No continente Americano, mais precisamente nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerido em 1872 por Júlia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da Guerra Civil e lutavam por um dia dedicado à paz.
No entanto, a maioria das fontes é unânime é associar o Dia da Mãe a Anna Jarvis. Esta ideia surgiu quando aos 41 anos de idade, em 1904, Anna perdeu a sua mãe. Tanto ela como a sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães, através de presentes, palavras, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis de proporcionar prazer e felicidade aos seus corações. Anna Jarvis chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães, na esperança de que a celebração de um dia assim iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de criar e melhorar os laços familiares. Em 1907 Anna empreendeu o esforço necessário para a instituição do Dia da Mãe, e com ajuda dos seus amigos, pôs em execução uma campanha por correio com o objectivo de obter o apoio de congressistas, políticos e personalidades influentes da sociedade norte-americana, com o único objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.
Os seus esforços fizeram efeito, e a 10 de Maio de 1908, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente a família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton, encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas. Os cravos encarnados, a flor favorita da mãe de Anna, converteram-se no símbolo das mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson, declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe. Este dia, pouco e pouco, passou a ser comemorado em todas as partes do mundo, em diferentes datas mas com o objectivo único de celebrar o amor por aquela que nos põem no mundo.
Em Portugal, até há alguns anos atrás, o Dia da Mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, a Mãe de Cristo. http://diadamae.info/
Para a minha mãe.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Voltando a Marques Mendes. Ficou ontem perfeitamente evidente que a frase que transcrevi no ultimo post que coloquei era o que Mendes gostaria que tivesse acontecido.
Já que este é o meu desejo, porque não apresentá-lo em público, por certo que Carmona, embora sem dizer preto no branco, não me irá deixar ficar mal, até porque foi uma escolha pessoal minha contra Santana Lopes.
Apesar de não ter dons nem dotes adivinhatórios, estou convicto que não andarei muito longe do pensamento que empurrou Marques Mendes para a conferência de imprensa de quarta-feira.
Só que e reportando-me às palavras de uma leitora (Focamargarida) do por muito que... cagou-lhe o cão no caminho, ou seja o Carmona assentou-lhe ontem uns golpes e dispos-se a continuar a odisseia.
Claro que o presidente do PSD avisou de imediato os vereadores do PSD que se acompanhassem o presidente da CML naquela viajem ele de imediato lhe iria retirar a confiança política e claro está que eles já anunciaram que vão renunciar ao cargo.
Ontem disse que Mendes não está só, está abandonado.
Mas é muito pior do que isso.
Acho que toda a Lisboa consegue escutar as gargalhadas de Pedro Santana Lopes.
Cúmulo dos cúmulos, foi que o líder do PSD tinha ontem a entrevista com Judite de Sousa na RTP1. Convenhamos que é preciso ter muito azar.
Pois bem da entrevista o único facto que ressaltou foi que ele trata a entrevistadora por tu, já que quanto ao resto foi um estilo de pescadinha de cauda nos beiços. Limitou-se a dizer mais um conjunto de lugares comuns, nada acrescentando de novo quer em título quer em conteúdo.
Claro que assim percebe-se o porquê de o PSD não descolar na intenção de voto.

Acabou-se a mama. Sempre aqui disse que era contra o facto de tribunais civis julgarem providências cautelares relativamente à disciplina dos militares. Pois bem o Conselho de Ministros aprovou ontem uma lei (brevemente estará na Assembleia) que preconiza que os casos de disciplina militar ficarão nas mãos dos tribunais administrativos superiores, sendo que para isso estes serão dotados de juízes e assessores militares.

Revolta?! Indignação?! Palhaçada?! Não sei! O caso que faz a manchete do "Correio da Manhã" de hoje tem tanto de absurdo como de caricato e conta-se em duas penadas:
Uma senhora com 70 anos e actualmente bastante debilitada fisicamente devia ter começado anteontem a responder num processo onde é arguida e que remonta a Outubro de 2005, quando a septuagenária, depois de mais uma consulta no Instituto Português de Oncologia, foi apanhada pelo segurança do supermercado Lidl. A senhora levava escondido debaixo da roupa que vestia um simples creme de beleza. Custava 3,99 euros, mas como não tinha dinheiro o funcionário obrigou-a a devolvê-lo ao estabelecimento, tendo sido isso que a senhora fez.
Em Janeiro deste ano, ou seja mais de 14 meses depois do furto, recebeu a acusação do Ministério Público do Porto, onde ficou a saber que responde então pelo crime de furto simples.
O Lidl não pede nenhuma indemnização, mas a septuagenária poderá vir a ser obrigada a entregar ao supermercado o valor do produto que tentou roubar.
O julgamento devia ter começado anteontem, só que a falta de comparência da arguida fez adiar a sessão para 23 de Maio.
E se o processo já é curioso atentem agora no facto de o juiz ter informado o advogado que se a arguida não comparecer no tribunal serão emitidos mandados de captura, para ser presente sob detenção na sessão que entretanto vier a ser marcada.
Um pai e uma mãe fazem muita falta, mas o juizinho quando prima pela ausência é o cabo dos trabalhos. Como é evidente esta parte do juizinho não é para a septuagenária.
Agora, para terminar, apreciem os custos deste processo que foram calculados pelo CM:
ADVOGADO OFICIOSO: O Estado paga 264 euros ao advogado por cada vez que aquele comparece em tribunal. Tem ainda de pagar as respectivas despesas e suportar as custas judiciais, já que a arguida fez prova de insuficiência económica.
FOLHAS: O processo tem pouco mais de 30 folhas: a queixa do gerente do Lidl, a audição da queixosa e a acusação do Ministério Público. Só em fotocópias (a arguida e o advogado tiveram de ser notificados da acusação) os custos ultrapassam os 3,99 euros em causa.
OPERADORES JUDICIAIS: A queixa do Lidl foi recebida no DIAP, um funcionário judicial teve de interrogar a arguida e um magistrado do MP deduziu a acusação. Agora, em tribunal, o processo volta a ocupar o tempo a pelo menos três operadores judiciários: funcionário, procurador e juiz.

É o Portugal dos pequeninos.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Marques Mendes mentiu. "É esta a posição do PSD. Foi isto mesmo que transmiti pessoalmente ao presidente da Câmara - que comigo coincidiu na orientação definida - e a todos os vereadores, a quem solicitei que renunciem aos seus mandatos para promover a realização de eleições".
Querem recordar a conferência de imprensa de ontem? Abram este link e procurem a 1.ª parte do telejornal de 2.5.07

Será uma falta de caracter?

Marques Mendes não está só. Está abandonado.
Marques Mendes lá decidiu ontem provocar a realização de eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa. Não sei se eleições completas, se somente meia eleição, já que quanto a esta matéria Mendes disse zero.
Numa declaração lida na São Caetano à Lapa, Mendes considerou que "não há condições políticas para gerir a Câmara com eficácia, a bem de Lisboa e dos lisboetas e que quando assim é "o melhor em democracia é devolver a palavra ao povo. Promover a realização de eleições para a Câmara de Lisboa."
Que não havia condições para governar já todos tinhamos percebido e o próprio Mendes também, o que ele não queria era provocar eleições, já que Carmona fora uma escolha pessoal do líder.
Entretanto o líder do PSD quis aproveitar para nos atirar com areia para os olhos dizendo que a sua atitude foi concertada com Carmona Rodrigues, como se nós acreditássemos, dizendo que: "É esta a posição do PSD. Foi isto mesmo que transmiti pessoalmente ao presidente da Câmara - que comigo coincidiu na orientação definida - e a todos os vereadores, a quem solicitei que renunciem aos seus mandatos para promover a realização de eleições".
Foi pena não ter aproveitado esta frase para esclarecer se tinha solicitado renúncia aos mandatos por parte dos deputados municipais.
Mas claro que se percebe a jogada de Mendes.
Mendes já percebeu que cometeu um erro estratégico que o vai penalizar em duas frentes. Uma das frentes é na imagem do PSD.
Claro que as pessoas vão olhar para o boletim de voto nas intercalares, independentemente de quem for o cabeça-de-lista do PSD, e vão lembrar-se deste período de tempo que não deixa boas recordações. Sim porque quer queiramos, quer não é um facto inquestionável que a autarquia lisboeta andou positivamente à deriva tantos foram os escândalos, situações menos claras, economia e finanças, enfim foi uma boda aos pobres. Sendo assim é claro que isto poderá repercutir-se nos votos e não será de descartar a hipótese de o PSD levar "nas orelhas". A ser assim Marques Mendes joga a sua cartada: mantém a assembleia maioritariamente afecta ao PSD, no sentido de tornar ingovernável caso vença a oposição. Logicamente e repercutindo o cenário da oposição sair vencedora, se a assembleia "manietar" o executivo é evidente que o PSD tudo fará para que o odioso da questão então se repercuta na oposição.
Esta foi a forma que Marques Mendes planeou para que os rombos na sua liderança sejam os menores possíveis.
Mas este caso da autarquia de Lisboa tem outra frente para Marques Mendes: trata-se da sua permanência como presidente do PSD.
As grandes cabeças pensantes do PSD (Borges, Sarmento, Menezes, Rebelo de Sousa, Santana Lopes entre outros) tinham estabelecido para Marques Mendes 2009 como prazo de validade. Quer isto dizer que Mendes iria conduzir os destinos do partido durante estes quatro anos, fazer um bom trabalho na oposição que com uma péssima performance do governo daria para que nas próximas legislativas um dos ilustres pensadores subiria à tribuna para disputar o lugar.
O que na realidade se tem verificado é que Mendes a cada dia que passa é uma oposição mais ineficaz tipo nem lá vou nem saio de cima, se é que entendem. Sendo prova disso o posicionamento quer do PS, quer do Governo, quer mesmo de Sócrates aliado ao facto de Mendes não conseguir que o partido descole dos valores protagonizados por Santana Lopes. Claro que isto é perceptível se ouvirmos os comentadores de serviço do PSD: Marcelo e Pacheco Pereira.
O primeiro no seu estilo vichyssoise aproveita para durante cinco minutos o defender para no minuto seguinte lhe desferir um golpe que só não é fatal porque de momento não interessa.
O segundo fica tão incomodado quando tem de do defender na "Quadratura do Círculo", que é um gozo tremendo assistir ao programa (para assistir em mp3 é seguir o link e verem a de ontem).

Lá foi o sr. arquitecto. O cabeçalho do semanário "Sol" tem inscrito desde o primeiro número, em Setembro passado, a frase "Um jornal que vale por si. Este semanário não oferece brindes nem faz promoções".
Treta sr. arquitecto.
O que se passa é que o jornal que iria destronar o "Expresso" em meia dúzia de meses, não consegue implantar-se (actualmente vende 60 mil exemplares contra 100 mil do "Expresso") e o seu director, José António Saraiva, "morreu" como o peixe: pela boca, já que a administração decidiu distribuir entre Junho e Agosto com a sua edição semanal uma colecção de livros de História.

Uma exposição polémica. Chega este fim-de-semana a Lisboa a polémica exposição sobre o corpo humano.
Estamos perante uma concepção diferente e inédita que permite ao público em geral explorar os mistérios de sua própria existência. Trata-se da exposição: "O corpo humano como nunca se viu".
São 16 corpos e 225 órgãos verdadeiros que revelam - em todos os seus aspectos - o funcionamento do corpo humano e dos seus sistemas.
Esta exposição tem um carácter prioritariamente educativo, e foi desenvolvida sob a direcção médica do norte-americano Dr. Roy Glover. Ela apresenta corpos e órgãos de indivíduos acometidos de morte natural, que optaram por participar num programa de doação dos seus próprios corpos em benefício da ciência e da educação, realizado pela República Popular da China.
A iniciativa fornece material anatómico para comunidades médicas e científicas, para fins educacionais e de pesquisa, não só em território chinês - onde se encontram os maiores especialistas na dissecação de corpos - como também no exterior.
A história da Humanidade é fértil em grandes personalidades que estudaram e escreveram sobre o corpo humano: Aristóteles, Platão, Hipócrates, Vesalius e Descartes. Também artistas como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Raphael e Rembrandt contribuíram com significativos legados no que se refere à imagem do corpo a partir da combinação do talento e da observação detalhada. Com base nas raízes deste conhecimento e propondo um tratamento inovador e de muito respeito ao tema, esta exposição utiliza corpos e órgãos dissecados para revelar a função de um sistema anatómico completo e seu papel no corpo como um todo, e para possibilitar uma melhor compreensão de como os maus hábitos ou doenças podem interferir no seu funcionamento estão colocados lado a lado órgãos saudáveis e não-saudáveis.
A exposição é dividida em nove sectores para representar cada sistema do organismo humano: "Esqueleto" e suas mais de 100 juntas, evidencia o papel condutor e regulador do "Sistema Muscular"; a velocidade impressionante de comunicação das células do "Sistema Nervoso"; a utilização do oxigénio pelo "Sistema Respiratório" e os processos químicos e mecânicos que compõem o "Sistema Digestivo".
Contempla ainda o processo de filtração contínuo do "Sistema Urinário", a combinação única dos cromossomas do óvulo e do esperma e a formação embrionária no "Sistema Reprodutor"; a manutenção da vida pelo "Sistema Circulatório" e a preservação de um corpo saudável graças aos avanços das pesquisas médicas e tecnológicas. Neste último segmento, são lembrados ainda o desenvolvimento de próteses para a maioria das partes do corpo e os equipamentos que auxiliam os médicos na sala de cirurgia.
O Processo
1. Um espécime humano é preservado temporariamente para parar a decomposição.
2. O espécime é dissecado para apresentar sistemas e estruturas específicos.
3. A dissecção é imersa em acetona para evacuar toda a água do corpo.
4. Desidratado, o espécime é colocado num banho de polímero de silicone e selado numa câmara em vácuo.
5. Em vácuo, a acetona sai do corpo em forma de gás e é substituída pelo polímero de silicone até ao mais profundo nível celular.
6. O polímero de silicone endurece com a cura.
7. O espécime preservado permanentemente, com a estrutura intacta, está preparado para ser examinado e estudado.
A mostra está aberta ao público a partir de Sábado, no Palácio dos Condes do Restelo, ao Príncipe Real e estará aberta até Setembro.


quarta-feira, 2 de maio de 2007

É fácil, é barato e dá diploma. Claro que me estou a referir aos mais de 250 mil adultos que aderiram ao Programa Novas Oportunidades o que, e no dizedr de especialistas, é equivalente a cerca de 7,5 por cento da população activa sem o Ensino Secundário completo.
Dizem ainda os mesmos entendidos que o programa é procurado maioritariamente por mulheres (57 por cento para a conclusão do Ensino Básico e 55 por cento para conclusão do Ensino Secundário) e por empregados (62 por cento para conclusão do Básico e 75 por cento para conclusão do Secundário).
Este Programa das Novas Oportunidades tem como finalidade mobilizar os jovens e os adultos para a possibilidade de aumentarem as suas qualificações ao nível do 12º ano de escolaridade.
Quer isto dizer que é um ver se te avias. Toma lá meia dúzia de aulas, assim muito pela rama, já que não é preciso estares agora a cansar-te e no fim dessas aulas dou-te o diploma.
Formidável! Espectacular!
A falta de respeito pelos alunos - mas os alunos sérios - que andaram noites e noites a frequentar o ensino recorrente é uma coisa fenomenal.
É o país que temos.

Fosse eu e era um manguito. Hoje era o dia escolhido pelo DIAP para ouvir Carmona Rodrigues como arguido.
Vai daí que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, achou por bem solicitar um adiamento, embora não se lhe conheça qualquer compromisso público agendado para hoje, ou para os próximos dias que pudessem obstaculizar a audição.
Claro está que se fosse eu, era ouvido de certeza, já que me mandariam pastar caracóis caso eu solicitasse um qualquer adiamento que fosse.
Sobre este tema veja-se o excelente artigo de Manuel Serrão no JN.

Peça desculpas dr. Paulo Portas. foram precisos 33 anos após o 25 de Abril e o 1.º de Maio de 74 para que no Dia do Trabalhador, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, dissesse durante a campanha eleitoral na Madeira: “Nós acreditamos no valor do trabalho. Nós acreditamos que o trabalho liberta. Nós acreditamos que o trabalho é a forma das pessoas legitimamente subirem na vida” (citado pela Rádio Renascença).
A frase "O trabalho liberta" encontra-se nos portões de vários campos de concentração que os alemães construíram durante a Segunda Guerra Mundial.


Entrada de Auschwitz I: Arbeit macht frei ("o trabalho liberta") (Foto Wikipédia)








www.spaz.org/node/328

Se forem precisos mais exemplos é só pesquisar, porque são abundantes.

simplesmente caricato e de repente o ministro da segurança nacional de Israel, Ben Gvir escreve na rede social X: "É hora de o Estado d...