Eu bem gostava de me alhear de tudo e ir para férias, mas quê, Marques Mendes teima em ser meu carrasco e obriga-me a regressar às lides bloguistas, deixando de lado as férias.
O discurso do Pontal é tão mau que não pode passar em claro.
Primeiro, e que me desculpem os militantes social-democratas, acho perfeitamente a despropósito a intervenção de Marques Mendes.
Se o PSD queria fazer "reentré política" no Pontal e porque o partido atravessa uma momento de campanha interna em que Mendes é um dos intervenientes, deveria ter sido incumbido dos discursos Mendes Bota, líder do PSD/Algarve.
Assim, com esta atitude, Marques Mendes acabou por ter um comportamento ético pouco digno e de pouco respeito pelos outros candidatos.
E caso não bastasse o que anteriormente fica dito, Mendes avançou para caminhos pantanosos, onde em casa frase só se enterra.
Por exemplo, quando disse «Só há uma solução: unir esforços para derrotar este Governo e este primeiro-ministro em 2009. Para dar um novo rumo a Portugal. Para dar uma nova esperança aos portugueses. Não é preciso mudar os portugueses. O que é preciso é mudar o Governo de Portugal. Conto convosco. Não é o interesse partidário. É pelos jovens, pelos pais, pelas famílias», esqueceu-se de referir que foi também ministro durante três anos antes de Sócrates, três anos que representaram a desbunda nua e crua e o pior que se conhece em matéria de dirigir este país.
Por certo que Mendes não está a falar deste país quando refere que «[Sócrates] o maior cobrador de impostos do nosso País, é o primeiro-ministro que mais prometeu e menos cumpriu». Claro que é o maior cobrador de impostos, há que tapar a desbunda anterior, na qual ele participou.
Mendes referiu que o PSD vai lançar em Setembro a criação de um programa especial de redução das listas de espera nas doenças de cancro. Marques Mendes afirmou-se «chocado» que um doente oncológico chegue a esperar um ano por «uma consulta, tratamento ou operação».
Sobre estta matéria recomendo-vos uma leitura do Comunicado do Conselho de Ministros de 26 de Abril de 2002, sendo que nessa altura governava o país o XV Governo Constitucional.
Sobre a matéria estamos conversados.
Mais haveria a dizer, mas será suficiente dizer que afinal o discurso do Pontal, foi um pedido de socorro. A frase «Só há uma solução: unir esforços para derrotar este Governo e este primeiro-ministro em 2009» só tem uma leitura: acudam-me que eu não sou capaz de derrotar o homem sozinho.
É ridículo e confirma na íntegra a falta de capacidade para chegar algum dia a primeiro-ministro e já nem é preciso salientar que esta personagem foi à Madeira defender com unhas e dentes um indivíduo que já há muito devia estar erradiado da política portuguesa.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
O mercado hipotecário de alto risco americano está em crise, crise essa que produz mais ondas de choque que um terramoto.
Face a tudo isto, o BCE foi obrigado a tomar algumas medidas, entre as quais, injectar 155 mil milhões de euros no mercado interbancário e quem sabe, talvez se veja confrontado com a necessidade de evitar a subida das taxas.
O curioso disto é que os Bancos em Portugal já anteciparam a subida dos juros.
Estou curioso por constatar se, e caso não se verifique a subida, se os bancos recuam e voltam aos valores anteriores?
Mas mais, se isto não acontecer, será que algum organismo, ou alguma associação vai, por si só, pugnar pela defesa dos muitos prejudicados?!
Esta é a nota que vos deixo antes de férias. São apenas alguns dias para poder retemperar a saúde. Obrigado a todos os que visitam este espaço e felizmente são alguns.
Face a tudo isto, o BCE foi obrigado a tomar algumas medidas, entre as quais, injectar 155 mil milhões de euros no mercado interbancário e quem sabe, talvez se veja confrontado com a necessidade de evitar a subida das taxas.
O curioso disto é que os Bancos em Portugal já anteciparam a subida dos juros.
Estou curioso por constatar se, e caso não se verifique a subida, se os bancos recuam e voltam aos valores anteriores?
Mas mais, se isto não acontecer, será que algum organismo, ou alguma associação vai, por si só, pugnar pela defesa dos muitos prejudicados?!
Esta é a nota que vos deixo antes de férias. São apenas alguns dias para poder retemperar a saúde. Obrigado a todos os que visitam este espaço e felizmente são alguns.
domingo, 12 de agosto de 2007
Cadê os outros. O comunicado do candidato à liderança do PSD Castanheira Barros enviado à Lusa para posterior difusão é de ir às lágrimas de tanto rir.
Não é este mês que o Casino de Lisboa promove espectáculos de "stand-up comedy"?
Qual Bruno Nogueira, qual Aldo Lima? São meros aprendizes.
Ainda e hoje Torga. O DN tem feito um trabalho soberbo no Centenário de Torga. Hoje foi novamente uma peça excelente. Dá gosto ver este jornalismo.
Claro. Agosto está a ser o pior mês de sempre nas audiências da SIC desde que Penim tomou conta da programação (Setembro de 2005).
Eu só me admira é como é que tem dias que ainda fica à frente da RTP1. Vejam o caso da série "Uma casa na pradaria" transmitida este fim-de-semana.
É uma série por todos conhecida e que fez furor noutros tempos na RTP. Agora com uma roupagem nova e com outros actores regressou em dois episódios.
Porque conhecia a série fiquei entusiasmado em a visionar de novo em família.
Quando me apercebi do horário a que iria ser transmitida amaldiçoei quem decide a grelha de programação, ou seja o Director de Programas.
A série começou à 1hora da manhã de domingo e terminou (passaram as duas partes) às 4horas da manhã.
A imbecilidade paga-se cara e com asneiras destas não haverá santo Balsemão que o salve. E ainda bem.
Não gosto de falar de futebol, mas não posso evitar deixar aqui expresso que a vitória de ontem do Sporting sobre o Porto foi qualquer coisa. E digo isto não por aquilo que cada um jogou, ou pelos casos do jogo e que prejudicaram manifestamente o Porto. Mas digo isto face às declarações antes proferidas pelo treinador Jesualdo Ferreira que eu, pessoalmente, acho um petulante.
Disse o referido senhor que para quem estava no FCP vencer era algo de imperioso e normal, era como lavar os dentes. Pois bem, ontem este senhor deu um péssimo exemplo de higiene oral: não lavou a dentuça.
Não é este mês que o Casino de Lisboa promove espectáculos de "stand-up comedy"?
Qual Bruno Nogueira, qual Aldo Lima? São meros aprendizes.
Ainda e hoje Torga. O DN tem feito um trabalho soberbo no Centenário de Torga. Hoje foi novamente uma peça excelente. Dá gosto ver este jornalismo.
Claro. Agosto está a ser o pior mês de sempre nas audiências da SIC desde que Penim tomou conta da programação (Setembro de 2005).
Eu só me admira é como é que tem dias que ainda fica à frente da RTP1. Vejam o caso da série "Uma casa na pradaria" transmitida este fim-de-semana.
É uma série por todos conhecida e que fez furor noutros tempos na RTP. Agora com uma roupagem nova e com outros actores regressou em dois episódios.
Porque conhecia a série fiquei entusiasmado em a visionar de novo em família.
Quando me apercebi do horário a que iria ser transmitida amaldiçoei quem decide a grelha de programação, ou seja o Director de Programas.
A série começou à 1hora da manhã de domingo e terminou (passaram as duas partes) às 4horas da manhã.
A imbecilidade paga-se cara e com asneiras destas não haverá santo Balsemão que o salve. E ainda bem.
Não gosto de falar de futebol, mas não posso evitar deixar aqui expresso que a vitória de ontem do Sporting sobre o Porto foi qualquer coisa. E digo isto não por aquilo que cada um jogou, ou pelos casos do jogo e que prejudicaram manifestamente o Porto. Mas digo isto face às declarações antes proferidas pelo treinador Jesualdo Ferreira que eu, pessoalmente, acho um petulante.
Disse o referido senhor que para quem estava no FCP vencer era algo de imperioso e normal, era como lavar os dentes. Pois bem, ontem este senhor deu um péssimo exemplo de higiene oral: não lavou a dentuça.
sábado, 11 de agosto de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
São mesmo uns queridos. Fiquei a saber pelo JN de hoje que o mês de Setembro deverá marcar a reabertura do roteiro "Passear na literatura" com Miguel Torga, uma visita guiada que dá a conhecer os lugares emblemáticos da cidade de Coimbra relacionados com o escritor, cujo centenário de nascimento é assinalado no domingo.
Mário Nunes, vereador (ainda ninguém percebeu como) da Cultura da edilidade conimbricense, disse à Lusa, que o sucesso da iniciativa, lançada em Janeiro, e a inauguração, no domingo, da Casa-Museu Miguel Torga, fazem com que a autarquia projecte retomar os percursos já no próximo mês. "A nossa expectativa é que, com a abertura ao público da Casa-Museu, haja maior curiosidade das pessoas para fazerem o percurso"
Este vereador é um "must". e acho a ideia interessantíssima, só que...
Como é que o roteiro faz quando chegar à parte da Brasileira e do Arcádia os míticos cafés da Rua Ferreira Borges, que Torga frequentava com o saudoso Fernando Valle e que hoje são lojas de pronto-a-vestir?
Como é que o roteiro vai fazer quando chegar ao Bairro de S. José, é que a Gráfica de Coimbra está hoje sita na Palheira?
Mas claro isto sou eu a questionar?
Ainda sobre Torga, um excelente artigo no DN de hoje. Era dispensável o inserir de Alegre.
A mim pouco me importa se é o Marques Mendes ou o Menezes a vencer a disputa interna no PSD.
Mas já me fazem alguma impressão as declarações de Paula Teixeira da Cruz ao CM e que reputo mesmo de perfeitamente a destempero.
Aliás só as interpreto como uma tentativa desesperada de Teixeira da Cruz para ser candidata a qualquer posto.
Mário Nunes, vereador (ainda ninguém percebeu como) da Cultura da edilidade conimbricense, disse à Lusa, que o sucesso da iniciativa, lançada em Janeiro, e a inauguração, no domingo, da Casa-Museu Miguel Torga, fazem com que a autarquia projecte retomar os percursos já no próximo mês. "A nossa expectativa é que, com a abertura ao público da Casa-Museu, haja maior curiosidade das pessoas para fazerem o percurso"
Este vereador é um "must". e acho a ideia interessantíssima, só que...
Como é que o roteiro faz quando chegar à parte da Brasileira e do Arcádia os míticos cafés da Rua Ferreira Borges, que Torga frequentava com o saudoso Fernando Valle e que hoje são lojas de pronto-a-vestir?
Como é que o roteiro vai fazer quando chegar ao Bairro de S. José, é que a Gráfica de Coimbra está hoje sita na Palheira?
Mas claro isto sou eu a questionar?
Ainda sobre Torga, um excelente artigo no DN de hoje. Era dispensável o inserir de Alegre.
A mim pouco me importa se é o Marques Mendes ou o Menezes a vencer a disputa interna no PSD.
Mas já me fazem alguma impressão as declarações de Paula Teixeira da Cruz ao CM e que reputo mesmo de perfeitamente a destempero.
Aliás só as interpreto como uma tentativa desesperada de Teixeira da Cruz para ser candidata a qualquer posto.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Cá, funciona ao contrário. É comum ouvir que a liberalização tem como finalidade beneficiar o consumidor.
Não coloco em dúvida as intenções do legislador, só não sei o que se passa em Portugal que a liberalização é sinónimo de aumento.
Foi assim com os combustíveis, foi assim com os medicamentos de venda livre, vai ser assim com a electricidade e o mais que surja no futuro.
No caso dos combustíveis já aqui falei e mais que uma vez, por isso não me vou repetir, agora o caso dos medicamentos é interessante.
Os laboratórios aproveitaram a questão dos medicamentos de venda livre e aumentaram-lhes o preço. O porquê não sei, mas que aumentaram, aumentaram.
Vejamos o exemplo do Thrombocide (sendo que há outros). Em 2005 o seu valor era de 1,6 euros e agora custa 2,4 euros, ou seja teve um aumento de 45%.
Se a este aumento juntarmos a margem de lucro do vendedor - a farmácia ou a loja, constatamos de imediato que a liberalização foi um negócio chorudo mas para os laboratórios e para quem vende.
E digo para quem vende porquanto antes da liberalização, as margens estavam fixadas - a farmácia só podia ter um lucro até 20%, mas hoje cada estabelecimento cobra o que entende.
Mas e ainda relativamente aos medicamentos, não podemos ficar só por aqui.
Curiosamente a Deco fez um estudo onde sobressai o Antigripine como o medicamento que mais encareceu (42%). Mas na referida tabela da farmácia, a subida por unidade de toma é de 8% à saída da fábrica. O que não explica os 42% de aumento encontrado - produto das margens do grossista e do estabelecimento de venda.
Face a tudo isto só nos resta pedir para que não liberalizem mais nada, caso contrário...


Não coloco em dúvida as intenções do legislador, só não sei o que se passa em Portugal que a liberalização é sinónimo de aumento.
Foi assim com os combustíveis, foi assim com os medicamentos de venda livre, vai ser assim com a electricidade e o mais que surja no futuro.
No caso dos combustíveis já aqui falei e mais que uma vez, por isso não me vou repetir, agora o caso dos medicamentos é interessante.
Os laboratórios aproveitaram a questão dos medicamentos de venda livre e aumentaram-lhes o preço. O porquê não sei, mas que aumentaram, aumentaram.
Vejamos o exemplo do Thrombocide (sendo que há outros). Em 2005 o seu valor era de 1,6 euros e agora custa 2,4 euros, ou seja teve um aumento de 45%.
Se a este aumento juntarmos a margem de lucro do vendedor - a farmácia ou a loja, constatamos de imediato que a liberalização foi um negócio chorudo mas para os laboratórios e para quem vende.
E digo para quem vende porquanto antes da liberalização, as margens estavam fixadas - a farmácia só podia ter um lucro até 20%, mas hoje cada estabelecimento cobra o que entende.
Mas e ainda relativamente aos medicamentos, não podemos ficar só por aqui.
Curiosamente a Deco fez um estudo onde sobressai o Antigripine como o medicamento que mais encareceu (42%). Mas na referida tabela da farmácia, a subida por unidade de toma é de 8% à saída da fábrica. O que não explica os 42% de aumento encontrado - produto das margens do grossista e do estabelecimento de venda.
Face a tudo isto só nos resta pedir para que não liberalizem mais nada, caso contrário...
Hoje 9 de Agosto Nagasaki tal como Hiroxima a 6


Nagasaki antes e depois
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Ao que parece os McCann pediram ontem protecção à polícia por forma a impedir a "devassa" da sua privacidade. Aliás a questão da comunicação social já tinha sido objecto de repara por parte da família de Maddie durante uma entrevista à BBC, onde Kate McCan afirmou que se sentia "enjoada" com o assédio que estavam a sofrer por parte da comunicação social, presumo que só a portuguesa, porquanto continuam a dar entrevistas a órgãos ingleses.
Mas voltando ao essencial da questão importa dizer que estas declarações não deixam de ser anedóticas.
Primeiro porque a comunicação social não pode ser boa quando serve os nossos interesses e má quando noticia coisas de que não gostamos ou que não desejamos.
Segundo, não entendo a animosidade contra os órgãos portugueses, já que estes, desde o desaparecimento, nunca descuraram a matéria, o mesmo não se tendo passado com os órgãos britânicos.
Terceiro, recuso acreditar que esta animosidade toda se deva ao facto de as investigações terem tomado outro rumo e isso mesmo ter sido notícia nos multiplos e variados órgãos de comunicação social.
Quarto, importa que fique bem esclarecido que para mim, e desde sempre, o casal McCan é o autor, não digo que material porque não sei, moral do desaparecimento da criança. Por isso mesmo afirmo que lhes fica mal o papel de vítimas.
Fossem compatriotas nossos a abandonar três crianças em casa sozinhas para irem jantar e já tinham sido trucidados, como são ingleses e com um certo estatuto social, são tratados nas palminhas.
Tenham lá santa paciência...
Então não é que Ruben de Carvalho, candidato da CDU à Câmara de Lisboa, veio acusar o PS de estar a governamentalizar a Câmara.
Até aqui nada de novo, até porque estamos mais que habituados às observações absurdas por parte deste camarada.
O que me causa ainda mais admiração é que não satisfeito com o absurdo da acusação apresenta a justificação ainda mais absurda.
Diz ele que a governamentalização advém do facto de ao Marcos Perestrello ter sido atribuída a vice-presidência da Câmara embora ele fosse somente o número quatro na lista do PS.
Acho bem que ele consulte um médico, porque ao que parece o sol afectou-lhe a massa cinzenta.
Tudo acontece a Marques Mendes. Então não é que um dos notáveis apoiante de Mendes na batalha interna do PSD veio contradizer aquele que o seu grande cavalo de batalha, ou seja a baixa de impostos.
Eduardo Catroga, no final da primeira reunião do grupo que colabora na elaboração da moção de estratégia global que Marques Mendes vai apresentar nas eleições para a presidência do PSD, admitiu que não existem ainda condições para reduzir os impostos, argumentando que só no final da actual legislatura deverá ser dado "um sinal de alívio da carga fiscal".
O antigo ministro das Finanças reconheceu que "é preciso dar um sinal de alívio da carga fiscal para as empresas e famílias" — o que poderá acontecer "em 2008 ou 2009" —, mas sublinhou que até lá os esforços devem concentrar-se na criação de condições para baixar os impostos.
É mesmo não ter sorte...
Mas voltando ao essencial da questão importa dizer que estas declarações não deixam de ser anedóticas.
Primeiro porque a comunicação social não pode ser boa quando serve os nossos interesses e má quando noticia coisas de que não gostamos ou que não desejamos.
Segundo, não entendo a animosidade contra os órgãos portugueses, já que estes, desde o desaparecimento, nunca descuraram a matéria, o mesmo não se tendo passado com os órgãos britânicos.
Terceiro, recuso acreditar que esta animosidade toda se deva ao facto de as investigações terem tomado outro rumo e isso mesmo ter sido notícia nos multiplos e variados órgãos de comunicação social.
Quarto, importa que fique bem esclarecido que para mim, e desde sempre, o casal McCan é o autor, não digo que material porque não sei, moral do desaparecimento da criança. Por isso mesmo afirmo que lhes fica mal o papel de vítimas.
Fossem compatriotas nossos a abandonar três crianças em casa sozinhas para irem jantar e já tinham sido trucidados, como são ingleses e com um certo estatuto social, são tratados nas palminhas.
Tenham lá santa paciência...
Então não é que Ruben de Carvalho, candidato da CDU à Câmara de Lisboa, veio acusar o PS de estar a governamentalizar a Câmara.
Até aqui nada de novo, até porque estamos mais que habituados às observações absurdas por parte deste camarada.
O que me causa ainda mais admiração é que não satisfeito com o absurdo da acusação apresenta a justificação ainda mais absurda.
Diz ele que a governamentalização advém do facto de ao Marcos Perestrello ter sido atribuída a vice-presidência da Câmara embora ele fosse somente o número quatro na lista do PS.
Acho bem que ele consulte um médico, porque ao que parece o sol afectou-lhe a massa cinzenta.
Tudo acontece a Marques Mendes. Então não é que um dos notáveis apoiante de Mendes na batalha interna do PSD veio contradizer aquele que o seu grande cavalo de batalha, ou seja a baixa de impostos.
Eduardo Catroga, no final da primeira reunião do grupo que colabora na elaboração da moção de estratégia global que Marques Mendes vai apresentar nas eleições para a presidência do PSD, admitiu que não existem ainda condições para reduzir os impostos, argumentando que só no final da actual legislatura deverá ser dado "um sinal de alívio da carga fiscal".
O antigo ministro das Finanças reconheceu que "é preciso dar um sinal de alívio da carga fiscal para as empresas e famílias" — o que poderá acontecer "em 2008 ou 2009" —, mas sublinhou que até lá os esforços devem concentrar-se na criação de condições para baixar os impostos.
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