De repente o que era consensual deixa de o ser. Altera-se o consenso para período de reflexão. É curioso.
Claro que só podia estar a referir-me ao caso BCP.
Mas antes de avançar com o comentário de hoje, devo deixar aqui expresso que nem cliente sou do referido banco.
Dito isto avancemos.
Sem querer fazer qualquer tipo de analogia por o BCP ser conhecido como Banco da Opus Dei, apetece-me dizer relativamente às listas que, tal como no Evangelho de S. João, cap.1, versículo 1, No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Depois já não era o Verbo, era somente verbo de encher e passou-se ao capítulo 2, o de mais gente para o cargo porque tinham de mostrar indignação face a Constâncio e vem o capítulo 3, aquele onde se pensa, pensa, pensa... até porque no dia 15 é importante que saia fumo branco da chaminé.
É neste capítulo 3 que acontecem as coisas mais engraçadas. Vejamos:
- primeiro, foi a Teixeira Duarte, que subscreveu a lista de Carlos Santos Ferreira, e que agora diz que "está em período de reflexão" e que Cadilhe "é uma hipótese de voto";
- João Rendeiro, do Banco Privado Português, diz que Cadilhe é uma alternativa válida a Santos Ferreira;
- Ulrich, do BPI - Banco que tem 8% do BCP -, quando confrontado com uma lista única, não apoiou, mas aceitou Santos Ferreira, afirmou, ontem, em Coimbra, ainda não está decidido o voto, mas que Cadilhe "tem provas dadas" no sector bancário.
Claro que todos nós estamos de acordo que Cadilhe é uma alternativa válida e que tem provas dadas no sector bancário. Quem é que já esqueceu que Miguel Cadilhe era o presidente do Banco de Fomento Exterior quando o BPI de Ulrich o comprou.
Aguardemos então o fumo branco para depois assistirmos, ou não, ao desaparecimento do BCP tal como é hoje.
Já mete nojo. Todos os dias se fala da nova lei do tabaco. Ou porque são os casinos, ou porque são as pessoas ao frio e à chuva a fumar, ou porque o inspector-chefe da ASAE foi apanhado a fumar, ou porque nas cadeias não se aplica a lei, enfim qualquer motivo é válido.
O último tem a ver com o facto de que os trabalhadores podem recusar-se a desempenhar funções em zonas de fumadores, criadas ao abrigo da nova lei do tabaco, «mediante avaliações objectivas» e deverão ser consultados sobre esse assunto, esta pelo menos é a tese do jurista João Dionísio da CGTP.
Vamos mas é acabar com esta hipocrisia.
Numa altura em que se criam salas de xuto com o dinheiro de todos nós, se multiplicam os programas de trocas de seringas, nas prisões e fora delas, também com o nosso dinheiro, precisamente nesta altura discriminam-se os fumadores, quase os fechando num "guetto".
Jorge Liça, dirigente da Redes Energéticas Nacionais (REN) confirmou que a Câmara de Sintra assumirá os custos do enterramento parcial da linha de muito alta tensão Fanhões-Trajouce, que custará entre 20 a 30 milhões de euros.
Tem assim tanto dinheiro?! Não parece. Basta ver o que está por fazer no concelho.
Não lembra a ninguém. Os pensionistas estão indignados por o Governo estar a dividir o aumento extraordinário das pensões para compensar o facto de as actualizações deixarem de ser feitas em Dezembro pelos 14 meses de prestações.
Vou servir-me da poesia "Cantata da paz" de Sophia e que diz "Vemos, ouvimos e lemos/Não podemos ignorar/..." para dizer que só as palavras de Zita Seabra me faziam rir. Por favor não ataque a minha inteligência.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Se alguém tinha dúvidas sobre o problema levantado pelo PSD à lista de Santos Ferreira para o BCP, Marcelo Rebelo de Sousa dissipou-as ontem na RPT. O problema não é a troca quarto-mundista de administradores entre bancos fortemente alardeada por Menezes, o problema tem um rosto e tem um nome: Armando Vara.
Marcelo disse que não reconhecia a Armando Vara competência para ocupar um cargo como banqueiro. Curiosamente eu julgava que Vara era candidato ao conselho de administração do BCP e não a dono. Mas se Marcelo diz que é a dono (banqueiro) é porque é verdade, já que ele sabe sempre tudo.
Acrescento que estou à vontade para falar sobre esta matéria porque fui um dos que coloquei reticências sobre a ida de Vara para a administração da Caixa.
Mas este episódio traz-me à memória outros dois de que ninguém fala, mas que são deveras importantes e elucidativos.
Primeiro, não sei se estão recordados da nomeação do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Fernando Gomes para a administração da GALP, foi um terramoto.
Job, boy, nomeação política, tacho, tudo adjectivos deveras cordatos.
Pelo que se sabe Gomes tem feito um excelente lugar, de tal forma que manteve o cargo, mesmo após Amorim ter ficado dono e senhor da GALP.
Segundo, estou errado ou um dos grandes nomes do PSD também já foi banqueiro (pelo menos seguindo a regra de Marcelo), sendo que não sei se porventura tem ou tinha qualquer qualificação para o lugar. Refiro-me a Dias Loureiro e ao BPN (Banco Português de Negócios).
Curiosamente ou não, apareceu agora a notícia de grandes débitos à CGD por parte de dois dos grandes accionistas do BCP, facto que pelo menos um deles já desmentiu publicamente.
Só espero que esta guerra a que o PSD deu início não seja a gota que faltava para transbordar o copo da destruição, ou que esta guerra e a entrada de Cadilhe não sejam um favor ao BPI para a fusão.
Aguardemos, mas uma coisa é certa, seja de que forma for e com as coisas neste ponto, quem sairá a perder no dia 15 será sempre o BCP e os seus accionistas, em especial os micro-accionistas.
Ainda sobre o BPN, deixo-vos um texto e a hiperligação para se quiserem ler mais:
Oliveira e Costa, Presidente do BPN
Os bancos não têm ideologias, mas sempre quiseram cultivar relacionamentos frutuosos junto do poder político. Diz-se do BPN que é o banco do PSD e um dos financiadores-chave do partido. Joaquim Coimbra, accionista de referência do BPN, e dono da Labesfal, é um notável do PSD. Oliveira e Costa, presidente do banco, foi ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva. Dias Loureiro, vice-presidente do BPN e apoiante de Santana Lopes, traz um portefólio de conhecimentos do mundo dos negócios e tem tido a incumbência de fazer alguns dos convites para o Governo. O banco não poderia estar mais próximo do novo executivo.
Mas claro que só os outros é que são maus, incompetentes. Marcelo tem de falar desses tempos.
Julgavam que eu estava a brincar quando à dias disse que Menezes deve estar preparado para tudo (Se ontem era estranho, hoje... nem sei?! )? Eu estava a falar muito a sério. Têm dúvidas? Então atentem no repasto promovido por Durão Barroso.
Andem, digam lá que eu é que sou carrasco.
Mas não fiquemos por aqui.
Pacheco Pereira sempre que pode faz a sua perninha e aqui não foi uma perninha, foram as duas. Aliás foi de tal forma, que Santana lá teve que vir a terreiro com o adamastorzinho.
Aquilo não é um partido, é uma manta de retalhos que não cobre ninguém, nem a eles próprios.
Ainda sobre Luiz Pacheco.
Marcelo disse que não reconhecia a Armando Vara competência para ocupar um cargo como banqueiro. Curiosamente eu julgava que Vara era candidato ao conselho de administração do BCP e não a dono. Mas se Marcelo diz que é a dono (banqueiro) é porque é verdade, já que ele sabe sempre tudo.
Acrescento que estou à vontade para falar sobre esta matéria porque fui um dos que coloquei reticências sobre a ida de Vara para a administração da Caixa.
Mas este episódio traz-me à memória outros dois de que ninguém fala, mas que são deveras importantes e elucidativos.
Primeiro, não sei se estão recordados da nomeação do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Fernando Gomes para a administração da GALP, foi um terramoto.
Job, boy, nomeação política, tacho, tudo adjectivos deveras cordatos.
Pelo que se sabe Gomes tem feito um excelente lugar, de tal forma que manteve o cargo, mesmo após Amorim ter ficado dono e senhor da GALP.
Segundo, estou errado ou um dos grandes nomes do PSD também já foi banqueiro (pelo menos seguindo a regra de Marcelo), sendo que não sei se porventura tem ou tinha qualquer qualificação para o lugar. Refiro-me a Dias Loureiro e ao BPN (Banco Português de Negócios).
Curiosamente ou não, apareceu agora a notícia de grandes débitos à CGD por parte de dois dos grandes accionistas do BCP, facto que pelo menos um deles já desmentiu publicamente.
Só espero que esta guerra a que o PSD deu início não seja a gota que faltava para transbordar o copo da destruição, ou que esta guerra e a entrada de Cadilhe não sejam um favor ao BPI para a fusão.
Aguardemos, mas uma coisa é certa, seja de que forma for e com as coisas neste ponto, quem sairá a perder no dia 15 será sempre o BCP e os seus accionistas, em especial os micro-accionistas.
Ainda sobre o BPN, deixo-vos um texto e a hiperligação para se quiserem ler mais:
Oliveira e Costa, Presidente do BPN
Os bancos não têm ideologias, mas sempre quiseram cultivar relacionamentos frutuosos junto do poder político. Diz-se do BPN que é o banco do PSD e um dos financiadores-chave do partido. Joaquim Coimbra, accionista de referência do BPN, e dono da Labesfal, é um notável do PSD. Oliveira e Costa, presidente do banco, foi ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva. Dias Loureiro, vice-presidente do BPN e apoiante de Santana Lopes, traz um portefólio de conhecimentos do mundo dos negócios e tem tido a incumbência de fazer alguns dos convites para o Governo. O banco não poderia estar mais próximo do novo executivo.
Mas claro que só os outros é que são maus, incompetentes. Marcelo tem de falar desses tempos.
Julgavam que eu estava a brincar quando à dias disse que Menezes deve estar preparado para tudo (Se ontem era estranho, hoje... nem sei?! )? Eu estava a falar muito a sério. Têm dúvidas? Então atentem no repasto promovido por Durão Barroso.
Andem, digam lá que eu é que sou carrasco.
Mas não fiquemos por aqui.
Pacheco Pereira sempre que pode faz a sua perninha e aqui não foi uma perninha, foram as duas. Aliás foi de tal forma, que Santana lá teve que vir a terreiro com o adamastorzinho.
Aquilo não é um partido, é uma manta de retalhos que não cobre ninguém, nem a eles próprios.
Ainda sobre Luiz Pacheco.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Tá maluco coitado. Um americano que diz chamar-se Kennet Alan Turing, mas apresenta um passaporte com o nome de Daniel Bates Jeffee. Garante que nasceu em Nova Iorque mas na identificação consta Los Angeles, Califórnia, deve ter pifado da cabecinha.
Então o homem não solicitou asilo político a Portugal? Curiosamente ou talvez não o pedido foi rejeitado.
Afirma que foi requisitado pela CIA à NSA, treinado e enviado para o Curdistão para tentar apurar por que razão o Echelon não conseguira captar as transmissões militares do Iraque que revelariam a preparação da invasão do vizinho Kuwait. Tinha igualmente por missão colaborar no apoio a uma insurreição curda para derrubar o ditador iraquiano Saddam Hussein.
No início de 1993, tem conhecimento de uma equipa especial das forças especiais Delta estava no Curdistão para o capturar e inicia uma fuga de aldeia em aldeia até vir a ser capturado pelos seus compatriotas. Conta que foi sedado e sujeito a sevícias durante os interrogatórios, nos quais era confrontado com a acusação de se ter tornado um agente duplo. Conta que as sessões prosseguiram quando localizou o primeiro sítio dos vários por onde passara: a base de Guantanamo, em Cuba.
Mais tarde seria levado para outras prisões no território dos EUA e acabaria libertado enviado de regresso a Los Álamos, a sede da NSA, no estado do Novo México, em meados de 1995.
Daqui conseguiu libertar-se porque conseguiu chantagear o então director da CIA, George Tenant, com informações que recolhera sobre o seu relacionamento com George Bush, o pai do actual presidente e antigo director daquela «secreta».
É um excelente argumento, só é pena ter tanta acção, o que afasta de imediato Manuel de Oliveira da realização.
É assim que resolvem?! O cardeal Hummes, que no Vaticano lidera o gabinete de supervisão dos padres de todo o mundo, ordenou, numa carta enviada aos bispos de todo o mundo, a promoção de missas especiais para rezar pelas vítimas de abuso sexual por padres.
Isto é para levar a sério ou é para rir?
E agora?! Faleceu ontem o escritor e crítico literário Luiz Pacheco, de 82 anos
Nasceu em Lisboa a 7 de Maio de 1925, Luiz José Gomes Machado Guerreiro Pacheco desde cedo manifestou talento para a escrita, tendo frequentado o primeiro ano do curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, mas acabou por desistir devido a dificuldades financeiras.
Foi admitido em 1946 como agente fiscal da Inspecção de Espectáculos, de onde um dia se demitiu dizendo que estava farto do emprego.
Luiz Pacheco publicou dezenas de artigos em vários jornais e revistas, incluindo o antigo Diário Popular e a Seara Nova, e acabou por fundar a editora Contraponto em 1950, onde publicou obras de escritores como Raul Leal, Mário Cesariny, Natália Correia, António Maria Lisboa, Herberto Hélder e Vergílio Ferreira.
Dedicou-se também à crítica literária e cultural, ganhando fama como crítico irreverente, que denunciava a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime do Estado Novo. Com uma vida atribulada, por vezes sem meios de subsistência para sustentar a família, Luiz Pacheco chegou a viver situações de miséria que ia ultrapassando à custa de esmolas e donativos, hospedando-se em quartos alugados e albergues.
Nos últimos anos Luiz Pacheco viveu num lar em Lisboa, de onde se tinha mudado há alguns meses para casa de um filho e, posteriormente, para um lar no Montijo.
Nada voltará a ser como dantes.
A sua obra é vasta
História antiga e conhecida in Bloco (vários autores). Reeditado em Crítica de circunstância e em 2002 com o nome "Os doutores, a salvação e o menino Jesus" (1946)
Caca, cuspo & Ramela (1958?)(com Natália Correia e Manuel de Lima)
Carta-Sincera a José Gomes Ferreira (1958)
O Teodolito (1962)
Surrealismo/Abjeccionismo (antol.org: Mário Cesariny, c/versão abreviada d'O Teodolito (1963) Comunidade (1964)
Crítica de Circunstância (1966)
Textos Locais (1967)
O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor (1970; 1992)
Exercícios de Estilo (1971)
Literatura Comestível (1972)
Pacheco versus Cesariny (1974)
Carta a Gonelha (1977)
Textos de Circunstância (1977)
Textos Malditos (1977)
Textos de Guerrilha 1 (1979)
Textos de Guerrilha 2 (1981)
Textos do Barro (1984)
O Caso das Criancinhas Desaparecidas (1986)
Textos Sadinos (1991)
O Uivo do Coiote (1992)
Carta a Fátima (1992)
Memorando, Mirabolando (1995)
Cartas na Mesa (1996)
Prazo de Validade (1998)
Isto de estar vivo (2000)
Uma Admirável Droga (2001)
Os doutores, a salvação e o menino Jesus - Conto de Natal (2002)
Mano Forte (2002)
Raio de Luar (2003)
Figuras, Figurantes e Figurões (2004)
Diário Remendado 1971-1975 (2005)
Cartas ao Léu (2005)
Alguns links de consulta obrigatória:
http://www.triplov.com/luiz_pacheco/
http://bibliomanias.no.sapo.pt/comunidade.htm
http://esplanar.blogspot.com/2005/05/luiz-pacheco.html
http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2007/08/luiz-pacheco.html
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=237508&idselect=19&idCanal=19&p=22
http://luizpacheco.no.sapo.pt/default.htm
Então o homem não solicitou asilo político a Portugal? Curiosamente ou talvez não o pedido foi rejeitado.
Afirma que foi requisitado pela CIA à NSA, treinado e enviado para o Curdistão para tentar apurar por que razão o Echelon não conseguira captar as transmissões militares do Iraque que revelariam a preparação da invasão do vizinho Kuwait. Tinha igualmente por missão colaborar no apoio a uma insurreição curda para derrubar o ditador iraquiano Saddam Hussein.
No início de 1993, tem conhecimento de uma equipa especial das forças especiais Delta estava no Curdistão para o capturar e inicia uma fuga de aldeia em aldeia até vir a ser capturado pelos seus compatriotas. Conta que foi sedado e sujeito a sevícias durante os interrogatórios, nos quais era confrontado com a acusação de se ter tornado um agente duplo. Conta que as sessões prosseguiram quando localizou o primeiro sítio dos vários por onde passara: a base de Guantanamo, em Cuba.
Mais tarde seria levado para outras prisões no território dos EUA e acabaria libertado enviado de regresso a Los Álamos, a sede da NSA, no estado do Novo México, em meados de 1995.
Daqui conseguiu libertar-se porque conseguiu chantagear o então director da CIA, George Tenant, com informações que recolhera sobre o seu relacionamento com George Bush, o pai do actual presidente e antigo director daquela «secreta».
É um excelente argumento, só é pena ter tanta acção, o que afasta de imediato Manuel de Oliveira da realização.
É assim que resolvem?! O cardeal Hummes, que no Vaticano lidera o gabinete de supervisão dos padres de todo o mundo, ordenou, numa carta enviada aos bispos de todo o mundo, a promoção de missas especiais para rezar pelas vítimas de abuso sexual por padres.
Isto é para levar a sério ou é para rir?
E agora?! Faleceu ontem o escritor e crítico literário Luiz Pacheco, de 82 anos
Nasceu em Lisboa a 7 de Maio de 1925, Luiz José Gomes Machado Guerreiro Pacheco desde cedo manifestou talento para a escrita, tendo frequentado o primeiro ano do curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, mas acabou por desistir devido a dificuldades financeiras.
Foi admitido em 1946 como agente fiscal da Inspecção de Espectáculos, de onde um dia se demitiu dizendo que estava farto do emprego.
Luiz Pacheco publicou dezenas de artigos em vários jornais e revistas, incluindo o antigo Diário Popular e a Seara Nova, e acabou por fundar a editora Contraponto em 1950, onde publicou obras de escritores como Raul Leal, Mário Cesariny, Natália Correia, António Maria Lisboa, Herberto Hélder e Vergílio Ferreira.
Dedicou-se também à crítica literária e cultural, ganhando fama como crítico irreverente, que denunciava a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime do Estado Novo. Com uma vida atribulada, por vezes sem meios de subsistência para sustentar a família, Luiz Pacheco chegou a viver situações de miséria que ia ultrapassando à custa de esmolas e donativos, hospedando-se em quartos alugados e albergues.
Nos últimos anos Luiz Pacheco viveu num lar em Lisboa, de onde se tinha mudado há alguns meses para casa de um filho e, posteriormente, para um lar no Montijo.
Nada voltará a ser como dantes.
A sua obra é vastaHistória antiga e conhecida in Bloco (vários autores). Reeditado em Crítica de circunstância e em 2002 com o nome "Os doutores, a salvação e o menino Jesus" (1946)
Caca, cuspo & Ramela (1958?)(com Natália Correia e Manuel de Lima)
Carta-Sincera a José Gomes Ferreira (1958)
O Teodolito (1962)
Surrealismo/Abjeccionismo (antol.org: Mário Cesariny, c/versão abreviada d'O Teodolito (1963) Comunidade (1964)
Crítica de Circunstância (1966)
Textos Locais (1967)
O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor (1970; 1992)
Exercícios de Estilo (1971)
Literatura Comestível (1972)
Pacheco versus Cesariny (1974)
Carta a Gonelha (1977)
Textos de Circunstância (1977)
Textos Malditos (1977)
Textos de Guerrilha 1 (1979)
Textos de Guerrilha 2 (1981)
Textos do Barro (1984)
O Caso das Criancinhas Desaparecidas (1986)
Textos Sadinos (1991)
O Uivo do Coiote (1992)
Carta a Fátima (1992)
Memorando, Mirabolando (1995)
Cartas na Mesa (1996)
Prazo de Validade (1998)
Isto de estar vivo (2000)
Uma Admirável Droga (2001)
Os doutores, a salvação e o menino Jesus - Conto de Natal (2002)
Mano Forte (2002)
Raio de Luar (2003)
Figuras, Figurantes e Figurões (2004)
Diário Remendado 1971-1975 (2005)
Cartas ao Léu (2005)
Alguns links de consulta obrigatória:
http://www.triplov.com/luiz_pacheco/
http://bibliomanias.no.sapo.pt/comunidade.htm
http://esplanar.blogspot.com/2005/05/luiz-pacheco.html
http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2007/08/luiz-pacheco.html
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=237508&idselect=19&idCanal=19&p=22
http://luizpacheco.no.sapo.pt/default.htm
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Ontem foi dia de engulhos para o PS. Eduardo Ferro Rodrigues, ex-ministro de Guterres, ex-secretário Geral do PS e actual embaixador na OCDE decidiu, após três anos de silêncio, sair a terreiro para - eu diria - defender a sua "honra".
Importa desde logo salientar que Ferro é um homem vindo do MES (Movimento de Esquerda Socialista), tal como Jorge Sampaio entre outros, o que por si só será suficiente para que não seja um fã convicto deste socialismo mais social democrata.
Depois importa não esquecer que Ferro Rodrigues saiu zangado por Sampaio não ter avançado logo para eleições, deixando que Santana ocupasse o lugar.
Para além disso existe ainda a história da Casa Pia.
Tudo junto provoca-lhe um grande amargo de boca que ele pretendeu agora descarregar na entrevista.
Seria fácil para mim optar por uma de duas situações: ou criticava Sócrates, coisa que até está na moda e dá algum status, dando por isso inteira razão a Ferro, ou, pelo contrário carrego forte e feio em Ferro fazendo juz ao seu desconhecimento sobre o que se está a fazer e assumo com isso uma posição de pouca seriedade.
Não percorro esses dois trilhos.
Julgo que nem Ferro está a leste da situação, nem Sócrates está a fazer tão mal assim.
A minha opinião vai noutro sentido: o Governo tem alguma, para não dizer muita, dificuldade em que a sua mensagem seja apercebida, sendo que o erro está no emissor e não no receptor.
Por outro lado Ferro não tem razão quando fala nos governos de Guterres.
É hoje um dado adquirido que, e a começar no Cavaco e indo até Santana, se se tem avançado com as reformas, hoje seríamos um outro país e não tinha custado tanto.
Para terminar julgo que Ferro não tem margem para ajuste nem de contas e muito menos com a história, e porque é isto que eu penso, fica-lhe mal dizer "ninguém se esquece nunca de nada" porque isto significa vingança e isso a acontecer só se for dele próprio.
E por falar em Governo... O bastonário da Ordem dos Médicos responsabilizou ontem o Governo e o primeiro-ministro pela morte de uma idosa no Hospital de Aveiro, atribuindo a situação à sobrecarga da urgência, e ilibou a unidade de saúde e os profissionais.
Vamos lá ver se eu percebo: A doente, que apresentava dificuldades respiratórias, foi conduzida ao hospital por indicação do médico de família e acompanhada pelos Bombeiros de Albergaria, concelho onde residia cerca das 14horas. Após ter passado pela triagem, que lhe atribuiu uma pulseira amarela (situação urgente, mas não crítica) foi colocada numa maca, num corredor das Urgências, antes de lhe ser prestada assistência. Quando finalmente ia ser observada por um médico, pelas 17:45, três horas e 45 minutos depois de ter dado entrada, estava morta.
Claro que se a senhora foi por indicação do médico de família, devia levar alguma comunicação escrita e está instituído que estes doentes têm prioridade.
Mais, as declarações da directora clínica do hospital, Lurdes Sá, são caricatas, para não dizer absurdas: Disse a senhora: “A doentinha não foi vista atempadamente porque houve um grande afluxo de doentes nesse dia. Mal nos apercebemos de que estávamos perante um pico de afluência a equipa médica – de 43 clínicos – foi reforçada com mais dois elementos e foram abertas mais 12 camas no serviço de Medicina Interna para obviar o problema. Infelizmente não foi possível evitar este desenvolvimento”.
A doentinha?! O que é isso?
O sr. Bastonário deveria ter vergonha e ir saber in loco o que tinha corrido mal. Como é que foi feita a triagem e onde está o documento da médica de família.
Aliás, estou convicto que isto não é um caso nem de primeiro-ministro, nem governo, nem nada disso. Isto é tão só um caso de polícia por desrespeito pelas normas.
E já que falei em normas. Já aqui referi que esta lei de proibição de fumar chegou à máxima hipocrisia. E se acham que eu estou errado, basta atentar no caso do cidadão de Elvas que foi conduzido à esquadra onde foi identificado e levantado um auto de contra-ordenação que teimou em fumar, ontem à tarde, num café no centro histórico da cidade. Só lhe faltou ser presente ao juiz de instrução criminal.
Já com o investigador-mor da ASAE, apanhado a fumar depois da meia-noite no Casino do Estoril de 31 para 1, foi um deus-nos-acuda.
Agora é mesmo gala em qualquer telejornal ou noticiário fazer reportagens sobre os fumadores que estão à porta, à chuva e ao frio, como se de delinquentes se tratassem proibidos de entrar nos estabelecimentos.
De repente os fumadores deste país são equiparados a um bando de malfeitores ou então impregnados de peste, sendo-lhes retirado por isso o direito a permanecerem ao lado de qualquer pessoa.
Os não fumadores têm direitos, mas os fumadores também têm. Ponto final na hipocrisia.
Atenção eu deixei de fumar no dia 5 de Agosto de 2006 e fumei durante 36 anos (dos 9 aos 45), por isso estou perfeitamente à vontade para falar no assunto.
Importa desde logo salientar que Ferro é um homem vindo do MES (Movimento de Esquerda Socialista), tal como Jorge Sampaio entre outros, o que por si só será suficiente para que não seja um fã convicto deste socialismo mais social democrata.
Depois importa não esquecer que Ferro Rodrigues saiu zangado por Sampaio não ter avançado logo para eleições, deixando que Santana ocupasse o lugar.
Para além disso existe ainda a história da Casa Pia.
Tudo junto provoca-lhe um grande amargo de boca que ele pretendeu agora descarregar na entrevista.
Seria fácil para mim optar por uma de duas situações: ou criticava Sócrates, coisa que até está na moda e dá algum status, dando por isso inteira razão a Ferro, ou, pelo contrário carrego forte e feio em Ferro fazendo juz ao seu desconhecimento sobre o que se está a fazer e assumo com isso uma posição de pouca seriedade.
Não percorro esses dois trilhos.
Julgo que nem Ferro está a leste da situação, nem Sócrates está a fazer tão mal assim.
A minha opinião vai noutro sentido: o Governo tem alguma, para não dizer muita, dificuldade em que a sua mensagem seja apercebida, sendo que o erro está no emissor e não no receptor.
Por outro lado Ferro não tem razão quando fala nos governos de Guterres.
É hoje um dado adquirido que, e a começar no Cavaco e indo até Santana, se se tem avançado com as reformas, hoje seríamos um outro país e não tinha custado tanto.
Para terminar julgo que Ferro não tem margem para ajuste nem de contas e muito menos com a história, e porque é isto que eu penso, fica-lhe mal dizer "ninguém se esquece nunca de nada" porque isto significa vingança e isso a acontecer só se for dele próprio.
E por falar em Governo... O bastonário da Ordem dos Médicos responsabilizou ontem o Governo e o primeiro-ministro pela morte de uma idosa no Hospital de Aveiro, atribuindo a situação à sobrecarga da urgência, e ilibou a unidade de saúde e os profissionais.
Vamos lá ver se eu percebo: A doente, que apresentava dificuldades respiratórias, foi conduzida ao hospital por indicação do médico de família e acompanhada pelos Bombeiros de Albergaria, concelho onde residia cerca das 14horas. Após ter passado pela triagem, que lhe atribuiu uma pulseira amarela (situação urgente, mas não crítica) foi colocada numa maca, num corredor das Urgências, antes de lhe ser prestada assistência. Quando finalmente ia ser observada por um médico, pelas 17:45, três horas e 45 minutos depois de ter dado entrada, estava morta.
Claro que se a senhora foi por indicação do médico de família, devia levar alguma comunicação escrita e está instituído que estes doentes têm prioridade.
Mais, as declarações da directora clínica do hospital, Lurdes Sá, são caricatas, para não dizer absurdas: Disse a senhora: “A doentinha não foi vista atempadamente porque houve um grande afluxo de doentes nesse dia. Mal nos apercebemos de que estávamos perante um pico de afluência a equipa médica – de 43 clínicos – foi reforçada com mais dois elementos e foram abertas mais 12 camas no serviço de Medicina Interna para obviar o problema. Infelizmente não foi possível evitar este desenvolvimento”.
A doentinha?! O que é isso?
O sr. Bastonário deveria ter vergonha e ir saber in loco o que tinha corrido mal. Como é que foi feita a triagem e onde está o documento da médica de família.
Aliás, estou convicto que isto não é um caso nem de primeiro-ministro, nem governo, nem nada disso. Isto é tão só um caso de polícia por desrespeito pelas normas.
E já que falei em normas. Já aqui referi que esta lei de proibição de fumar chegou à máxima hipocrisia. E se acham que eu estou errado, basta atentar no caso do cidadão de Elvas que foi conduzido à esquadra onde foi identificado e levantado um auto de contra-ordenação que teimou em fumar, ontem à tarde, num café no centro histórico da cidade. Só lhe faltou ser presente ao juiz de instrução criminal.
Já com o investigador-mor da ASAE, apanhado a fumar depois da meia-noite no Casino do Estoril de 31 para 1, foi um deus-nos-acuda.
Agora é mesmo gala em qualquer telejornal ou noticiário fazer reportagens sobre os fumadores que estão à porta, à chuva e ao frio, como se de delinquentes se tratassem proibidos de entrar nos estabelecimentos.
De repente os fumadores deste país são equiparados a um bando de malfeitores ou então impregnados de peste, sendo-lhes retirado por isso o direito a permanecerem ao lado de qualquer pessoa.
Os não fumadores têm direitos, mas os fumadores também têm. Ponto final na hipocrisia.
Atenção eu deixei de fumar no dia 5 de Agosto de 2006 e fumei durante 36 anos (dos 9 aos 45), por isso estou perfeitamente à vontade para falar no assunto.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
O que tu queres sei eu! É apanhar um pifo jeitoso, ser caçado pela PSP a conduzir e apanhar um juiz porreiro.
Esta poderia ser a nova versão do spot publicitário elaborado pelos Gato Fedorentos para os produtores de bebidas alcoólicas.
Claro que isto se refere ao José Diogo Quintela e ao facto de ter sido apanhado com 1,6grs de alcool no sangue.
Poderia dizer "palavras para quê, é um artista português", mas não estaria a ser justo, já que outros artistas houve e com menor taxa que não tiveram a mesma sorte (por exemplo a Rita Ferro Rodrigues com uma taxa menor -1,35grs. - foi obrigada a entregar a carta de condução).
Para completar o ramalhete falta dizer que, e segundo o CM, o humorista:
-À chegada [ao tribunal], José Diogo Quintela estacionou o seu Peugeot no parque dos advogados e juízes, entrando no Palácio da Justiça deitado no banco de trás do Mercedes dos advogados. À saída, e para voltar a evitar os jornalistas, tornou a receber ‘boleia’ no banco traseiro do Mercedes, que o conduziu até ao estacionamento;
-A equipa de advogados de José Diogo Quintela pediu ao tribunal que fosse concedida ao actor a entrada para o Palácio de Justiça por uma porta lateral, para “evitar as objectivas fotográficas”;
-Depois de ter sido interrogado pelo Ministério Público, José Diogo Quintela teve de aguardar pelo despacho do juiz. A longa espera foi feita na sala de advogados do 2.º piso do Palácio da Justiça, longe dos outros arguidos e dos olhares dos jornalistas.
Não é uma espécie de privilégio... é privilégio mesmo.
Se ontem era estranho, hoje... nem sei?! É verdade, ontem referi que o PSD não tinha comentado a mensagem de Natal do Presidente da República, sendo que não tinha achado a situação normal.
Pois bem, se não achei bem a falta de comentário, hoje fico deslumbrado com a atitude de Menezes. O líder do PSD vai estar à porta do Hospital da Anadia, protestando contra o encerramento das urgências, decretadas pelo Governo, numa manobra demagógica e populista que eu admitia acontecer com Portas e nunca com o líder do PSD. Mas claro, o líder social-democrata tentará capitalizar a favor do seu partido mais esta medida impopular protagonizada pelo ministro da Saúde.
Mas ainda o mais estranho disto tudo é que, e segundo Ribau Esteves, secretário-geral dos sociais-democratas, o "PSD não se deve colocar na posição de comentador do Presidente", para além de que "o PSD tomou a devida nota. As palavras-chave foram exigência e esperança, como aliás havíamos previsto."
Das duas uma: ou o PSD não tinha previsto aquele discurso e Cavaco e ficou às aranhas, ou então já viu que o Presidente não está disposto a fazer favores ao seu partido e parte em direcção a outros rumos.
E eu digo isto, porque se houve áreas em que Cavaco apoiou, foi a área da saúde, sendo que para o PR, o único problema é que o Governo não consegue passar a mensagem do que se está a passar e do que vai acontecer no sector.
Ora se o Presidente apoia as alterações e Menezes vai para a porta do Hospital de Anadia protestar contra a medida, algo vai mal e eles não previram nada e Cavaco acaba de dizer novamente que não é esta a oposição que deseja.
Com tudo isto estou a ver a cara de satisfação de Marcelo, de Manuela Ferreira Leite, de Pacheco Pereira e o espaço de manobra de Menezes a estreitar cada vez mais.
A propósito, por onde anda Ângelo Correia? E Passos Coelho.
Ou me engano muito ou a bicefalia directiva do PSD (Santana e Menezes - muito diferente de Menezes e Santana) ainda vão ter um péssimo acordar numa qualquer manhã antes de 2009.
Um excelente trabalho do Público.
E para terminar um bom artigo de Sousa Tavares.
Esta poderia ser a nova versão do spot publicitário elaborado pelos Gato Fedorentos para os produtores de bebidas alcoólicas.
Claro que isto se refere ao José Diogo Quintela e ao facto de ter sido apanhado com 1,6grs de alcool no sangue.
Poderia dizer "palavras para quê, é um artista português", mas não estaria a ser justo, já que outros artistas houve e com menor taxa que não tiveram a mesma sorte (por exemplo a Rita Ferro Rodrigues com uma taxa menor -1,35grs. - foi obrigada a entregar a carta de condução).
Para completar o ramalhete falta dizer que, e segundo o CM, o humorista:
-À chegada [ao tribunal], José Diogo Quintela estacionou o seu Peugeot no parque dos advogados e juízes, entrando no Palácio da Justiça deitado no banco de trás do Mercedes dos advogados. À saída, e para voltar a evitar os jornalistas, tornou a receber ‘boleia’ no banco traseiro do Mercedes, que o conduziu até ao estacionamento;
-A equipa de advogados de José Diogo Quintela pediu ao tribunal que fosse concedida ao actor a entrada para o Palácio de Justiça por uma porta lateral, para “evitar as objectivas fotográficas”;
-Depois de ter sido interrogado pelo Ministério Público, José Diogo Quintela teve de aguardar pelo despacho do juiz. A longa espera foi feita na sala de advogados do 2.º piso do Palácio da Justiça, longe dos outros arguidos e dos olhares dos jornalistas.
Não é uma espécie de privilégio... é privilégio mesmo.
Se ontem era estranho, hoje... nem sei?! É verdade, ontem referi que o PSD não tinha comentado a mensagem de Natal do Presidente da República, sendo que não tinha achado a situação normal.
Pois bem, se não achei bem a falta de comentário, hoje fico deslumbrado com a atitude de Menezes. O líder do PSD vai estar à porta do Hospital da Anadia, protestando contra o encerramento das urgências, decretadas pelo Governo, numa manobra demagógica e populista que eu admitia acontecer com Portas e nunca com o líder do PSD. Mas claro, o líder social-democrata tentará capitalizar a favor do seu partido mais esta medida impopular protagonizada pelo ministro da Saúde.
Mas ainda o mais estranho disto tudo é que, e segundo Ribau Esteves, secretário-geral dos sociais-democratas, o "PSD não se deve colocar na posição de comentador do Presidente", para além de que "o PSD tomou a devida nota. As palavras-chave foram exigência e esperança, como aliás havíamos previsto."
Das duas uma: ou o PSD não tinha previsto aquele discurso e Cavaco e ficou às aranhas, ou então já viu que o Presidente não está disposto a fazer favores ao seu partido e parte em direcção a outros rumos.
E eu digo isto, porque se houve áreas em que Cavaco apoiou, foi a área da saúde, sendo que para o PR, o único problema é que o Governo não consegue passar a mensagem do que se está a passar e do que vai acontecer no sector.
Ora se o Presidente apoia as alterações e Menezes vai para a porta do Hospital de Anadia protestar contra a medida, algo vai mal e eles não previram nada e Cavaco acaba de dizer novamente que não é esta a oposição que deseja.
Com tudo isto estou a ver a cara de satisfação de Marcelo, de Manuela Ferreira Leite, de Pacheco Pereira e o espaço de manobra de Menezes a estreitar cada vez mais.
A propósito, por onde anda Ângelo Correia? E Passos Coelho.
Ou me engano muito ou a bicefalia directiva do PSD (Santana e Menezes - muito diferente de Menezes e Santana) ainda vão ter um péssimo acordar numa qualquer manhã antes de 2009.
Um excelente trabalho do Público.
E para terminar um bom artigo de Sousa Tavares.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Ontem houve alteração no IVA: taxa aplicada ao desporto será reduzida de 21 por cento para cinco por cento.
É uma medida que reputo de fundamental, já que tem por fim baixar os preços cobrados ao público em geral que frequenta actividades desportivas em instalações do sector privado, bem como os preços dos bilhetes dos espectáculos desportivos.
Já estou a ver o acréscimo de pessoas quer nos ginásios a tornear o corpinho, quer nos estádios de futebol e noutros eventos desportivos.
E que tal passar estes também para os cinco por cento, penso que era mais interessante
LISTA II - Bens e serviços sujeitos a taxa intermédia
1 - Produtos para alimentação humana:
1.1 - Conservas de carne e miudezas comestíveis:
1.1.1 - Produtos transformados à base de carne e de miudezas comestíveis das espécies referidas na verba 1.2 da lista I anexa ao CIVA.
1.2 - Conservas de peixe e de moluscos:
1.2.1 - Conservas de moluscos, com excepção das ostras.
1.3 - Frutas e frutos:
1.3.1 - Conservas de frutas ou frutos, designadamente em molhos, salmoura ou calda e suas compotas, geleias, marmeladas ou pastas.
1.3.2 - Frutas e frutos secos, com ou sem casca.
1.4 - Produtos hortícolas:
1.4.1 - Conservas de produtos hortícolas, designadamente em molhos, vinagre ou salmoura e suas compotas.
1.5 - Gorduras e óleos comestíveis:
1.5.1 - Óleos directamente comestíveis e suas misturas (óleos alimentares).
1.5.2 - Margarinas de origem animal e vegetal.
1.6 - Café verde ou cru, torrado, em grão ou em pó, seus sucedâneos e misturas.
1.7 - Aperitivos à base de produtos hortícolas e sementes.
1.8 — Produtos preparados à base de carne, peixe, legumes ou produtos hortícolas, massas recheadas, pizas, sandes e sopas, ainda que apresentadas no estado de congelamento ou pré -congelamento e refeições prontas a consumir, nos regimes de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicílio.
1.9 - Aperitivos ou snacks à base de estrudidos de milho e trigo, à base de milho moído e frito ou de fécula de batata, em embalagens individuais.
1.10 - Vinhos comuns.
2 - Outros:
2.1 - Flores de corte, folhagem para ornamentação e composições florais decorativas. Exceptuam-se as flores e folhagens secas e as secas tingidas.
2.2 - Plantas ornamentais.
2.3 - Petróleo, gasóleo e gasóleo de aquecimento, coloridos e marcados, e fuelóleo e respectivas misturas.
2.4 - Aparelhos, máquinas e outros equipamentos exclusiva ou principalmente destinados a:a) Captação e aproveitamento de energia solar, eólica e geotérmica;b) Captação e aproveitamento de outras formas alternativas de energia;c) Produção de energia a partir da incineração ou transformação de detritos, lixo e outros resíduos;d) Prospecção e pesquisa de petróleo e ou desenvolvimento da descoberta de petróleo e gás natural;e) Medição e controlo para evitar ou reduzir as diversas formas de poluição.
2.5 - Utensílios e alfaias agrícolas, silos móveis, motocultivadores, motobombas, electrobombas, tractores agrícolas como tal classificados nos respectivos livretes, e outras máquinas e aparelhos exclusiva ou principalmente destinados à agricultura, pecuária ou silvicultura.
3 - Prestações de serviços:
3.1 - Prestações de serviços de alimentação e bebidas.
Para ver Código IVA completo e actualizado.
Que estranho! O PSD, até ao momento, ainda não comentou o discurso de ano novo do Presidente da República.
Não gostou?! Estava à espera de mais contundência? Não queria aplausos ao Governo!?
E salários altos? Estou admirado! O Banco de Portugal tem fama e proveito de pagar bem.
É uma medida que reputo de fundamental, já que tem por fim baixar os preços cobrados ao público em geral que frequenta actividades desportivas em instalações do sector privado, bem como os preços dos bilhetes dos espectáculos desportivos.
Já estou a ver o acréscimo de pessoas quer nos ginásios a tornear o corpinho, quer nos estádios de futebol e noutros eventos desportivos.
E que tal passar estes também para os cinco por cento, penso que era mais interessante
LISTA II - Bens e serviços sujeitos a taxa intermédia
1 - Produtos para alimentação humana:
1.1 - Conservas de carne e miudezas comestíveis:
1.1.1 - Produtos transformados à base de carne e de miudezas comestíveis das espécies referidas na verba 1.2 da lista I anexa ao CIVA.
1.2 - Conservas de peixe e de moluscos:
1.2.1 - Conservas de moluscos, com excepção das ostras.
1.3 - Frutas e frutos:
1.3.1 - Conservas de frutas ou frutos, designadamente em molhos, salmoura ou calda e suas compotas, geleias, marmeladas ou pastas.
1.3.2 - Frutas e frutos secos, com ou sem casca.
1.4 - Produtos hortícolas:
1.4.1 - Conservas de produtos hortícolas, designadamente em molhos, vinagre ou salmoura e suas compotas.
1.5 - Gorduras e óleos comestíveis:
1.5.1 - Óleos directamente comestíveis e suas misturas (óleos alimentares).
1.5.2 - Margarinas de origem animal e vegetal.
1.6 - Café verde ou cru, torrado, em grão ou em pó, seus sucedâneos e misturas.
1.7 - Aperitivos à base de produtos hortícolas e sementes.
1.8 — Produtos preparados à base de carne, peixe, legumes ou produtos hortícolas, massas recheadas, pizas, sandes e sopas, ainda que apresentadas no estado de congelamento ou pré -congelamento e refeições prontas a consumir, nos regimes de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicílio.
1.9 - Aperitivos ou snacks à base de estrudidos de milho e trigo, à base de milho moído e frito ou de fécula de batata, em embalagens individuais.
1.10 - Vinhos comuns.
2 - Outros:
2.1 - Flores de corte, folhagem para ornamentação e composições florais decorativas. Exceptuam-se as flores e folhagens secas e as secas tingidas.
2.2 - Plantas ornamentais.
2.3 - Petróleo, gasóleo e gasóleo de aquecimento, coloridos e marcados, e fuelóleo e respectivas misturas.
2.4 - Aparelhos, máquinas e outros equipamentos exclusiva ou principalmente destinados a:a) Captação e aproveitamento de energia solar, eólica e geotérmica;b) Captação e aproveitamento de outras formas alternativas de energia;c) Produção de energia a partir da incineração ou transformação de detritos, lixo e outros resíduos;d) Prospecção e pesquisa de petróleo e ou desenvolvimento da descoberta de petróleo e gás natural;e) Medição e controlo para evitar ou reduzir as diversas formas de poluição.
2.5 - Utensílios e alfaias agrícolas, silos móveis, motocultivadores, motobombas, electrobombas, tractores agrícolas como tal classificados nos respectivos livretes, e outras máquinas e aparelhos exclusiva ou principalmente destinados à agricultura, pecuária ou silvicultura.
3 - Prestações de serviços:
3.1 - Prestações de serviços de alimentação e bebidas.
Para ver Código IVA completo e actualizado.
Que estranho! O PSD, até ao momento, ainda não comentou o discurso de ano novo do Presidente da República.
Não gostou?! Estava à espera de mais contundência? Não queria aplausos ao Governo!?
E salários altos? Estou admirado! O Banco de Portugal tem fama e proveito de pagar bem.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Cá estamos neste primeiro dia de 2008. Que todos os vossos desejos se concretizem são os meus votos.
E agora de novo na luta.
Como eu o compreendo. Alberto João Jardim afirmou, após uma audiência com o líder nacional do PSD que realiza uma visita pessoal à Madeira para assistir à passagem de ano no Funchal, a sua «solidariedade canina» para com os líderes nacionais do partido, tendo acrescentado que «se há zona do país que precisa ver-se livre do engenheiro Sócrates é a Madeira».
A primeira não sei o que é, mas como já fui caçador e já tive vários cães, só a vejo como uma ofensa a esses fiéis e devotados amigos.
Quanto à segunda compreendo-a, pois jamais existiu alguém que lhe fizesse frente.
E agora de novo na luta.
Como eu o compreendo. Alberto João Jardim afirmou, após uma audiência com o líder nacional do PSD que realiza uma visita pessoal à Madeira para assistir à passagem de ano no Funchal, a sua «solidariedade canina» para com os líderes nacionais do partido, tendo acrescentado que «se há zona do país que precisa ver-se livre do engenheiro Sócrates é a Madeira».
A primeira não sei o que é, mas como já fui caçador e já tive vários cães, só a vejo como uma ofensa a esses fiéis e devotados amigos.
Quanto à segunda compreendo-a, pois jamais existiu alguém que lhe fizesse frente.
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