De luxo o artigo de Fernanda Câncio hoje no DN.
A Autoridade da Concorrência (AdC) acusou sete empresas que fornecem refeições a instituições públicas, nomeadamente a hospitais e a escolas, de concertarem preços nos serviços que prestam, actuação que é ilegal por configurar a prática de cartelização.
Não era nada que já não se esperasse.
Agora o ridículo é o facto de a multa que podem receber ascender a 30 e poucou milhões quando, a AdC estima em 172 milhões de euros o prejuízo para o Estado desta actuação ilícita e concertada entre estas sete empresas.
Afinal o crime compensa.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
"No continente não há democracia". Esta é a tirada de luxo de Manuela Ferreira Leite e foi proferida na passada terça-feira na ilha Terceira. A líder do PSD estabelecendo um paralelismo entre os governos socialistas da Região e do continente, afirmou que se vivem tempos que lembram "aquela fase da ditadura longa que não gostamos de lembrar"."Espero bem que ponderem seriamente se não vale a pena apostar em algo diferente", disse Ferreira Leite"Antigamente os portugueses não falavam porque tinham medo de perder a liberdade; agora não falam porque têm medo de perder o negócio". A comparação vale para os Açores em particular e para o país em geral, acusa Manuela Ferreira Leite. Secundando Carlos Costa Neves, o líder local do PSD que afirma que "a democracia respira mal" no arquipélago chefiado pelo socialista Carlos César, a líder social-democrata aproveitou a comparação para criticar forte e feio o Executivo de José Sócrates, que acusa de "não olhar a meios para alcançar os fins".
Agora percebe-se porque Pacheco Pereira teima em dizer que um líder não deve falar sempre e teima em multiplicar-se a escrever coisas que afastem o povinho quer da cara quer do discurso da líder do partido.
Com ela faz todo o sentido a velha máxima de que quando fala ou entra mosca ou sai asneira. Como não há moscas...
Devem pensar que somos débeis mentais. A questão do preço dos combustíveis está a provocar uma razia na já pouca credebilidade das petrolíferas que operam no nosso país, mas a razia não se fica só por elas.
Nem mesmo Ferreira de Oliveira, com o seu ar angelical, é capaz de nos demonstrar por A+B que a "sua" GALP não se está a encher de dinheiro à custa desta pseudo-especulação que por aí anda. O petróleo desceu em média entre quarenta a cinquenta dólares o barril (refiro o brent porque é o que nos serve de referência) e não vislumbro uma descida tão forte no caso da gasolina e do gasóleo (atenção que um barril de petróleo dá para muitos litros).
Mas não são só as petrolíferas que ficam mal na fotografia. O ministro da Economia e a Autoridade da Concorrência acompanham-lhe os passos.
O ministro faz mal em dizer o que disse. Esperava-se é que chamasse os senhores administradores ou os donos das petrolíferas a operar no mercado nacional e lhes desse um prazo curto para resolverem a questão. Isso sim, isso era actuar.
Ficou para o fim a Autoridade da Concorrência, não por ser mais ou menos culpada, mas por ser tão só mais caricata.
Em tempos idos a AdC elaborou um relatório, que demorou uma eternidade, onde concluiu que o preço dos combustíveis estava correcto face aos preços de compra, que não havia arranjo de preços, cartelização outros achaques que tais.
Como se isto não bastasse ainda examinou e arquivou várias denúncias sobre o comportamento do mercado dos combustíveis em Portugal, após a investigação que fez ao sector em Junho passado, a pedido do Governo (continuam em investigação oito processos sobre este mercado que transitam já da anterior gestão liderada por Abel Mateus).
Então após tudo isto aqueles senhores têm a distinta lata de dizerem pediram às petrolíferas um conjunto adicional e alargado de informação sobre o funcionamento do mercado para que, a partir do final de Setembro, possam realizar uma análise mais aprofundada.
Então o estudo de Junho não foi aprofundado? Vão esperar até ao fim de Setembro porquê? São as férias? Têm muito trabalho?
Juízo senhores, juízo...
Quem também parece que tem falta de algum, são os chineses. Esta história do leite com melanima é, no mínimo surreal e criminoso.
Mas o crime não fica só por isto.
Importa ouvir isto e gritar bem alto a nossa indignação e exigir a verdade.
Agora percebe-se porque Pacheco Pereira teima em dizer que um líder não deve falar sempre e teima em multiplicar-se a escrever coisas que afastem o povinho quer da cara quer do discurso da líder do partido.
Com ela faz todo o sentido a velha máxima de que quando fala ou entra mosca ou sai asneira. Como não há moscas...
Devem pensar que somos débeis mentais. A questão do preço dos combustíveis está a provocar uma razia na já pouca credebilidade das petrolíferas que operam no nosso país, mas a razia não se fica só por elas.
Nem mesmo Ferreira de Oliveira, com o seu ar angelical, é capaz de nos demonstrar por A+B que a "sua" GALP não se está a encher de dinheiro à custa desta pseudo-especulação que por aí anda. O petróleo desceu em média entre quarenta a cinquenta dólares o barril (refiro o brent porque é o que nos serve de referência) e não vislumbro uma descida tão forte no caso da gasolina e do gasóleo (atenção que um barril de petróleo dá para muitos litros).
Mas não são só as petrolíferas que ficam mal na fotografia. O ministro da Economia e a Autoridade da Concorrência acompanham-lhe os passos.
O ministro faz mal em dizer o que disse. Esperava-se é que chamasse os senhores administradores ou os donos das petrolíferas a operar no mercado nacional e lhes desse um prazo curto para resolverem a questão. Isso sim, isso era actuar.
Ficou para o fim a Autoridade da Concorrência, não por ser mais ou menos culpada, mas por ser tão só mais caricata.
Em tempos idos a AdC elaborou um relatório, que demorou uma eternidade, onde concluiu que o preço dos combustíveis estava correcto face aos preços de compra, que não havia arranjo de preços, cartelização outros achaques que tais.
Como se isto não bastasse ainda examinou e arquivou várias denúncias sobre o comportamento do mercado dos combustíveis em Portugal, após a investigação que fez ao sector em Junho passado, a pedido do Governo (continuam em investigação oito processos sobre este mercado que transitam já da anterior gestão liderada por Abel Mateus).
Então após tudo isto aqueles senhores têm a distinta lata de dizerem pediram às petrolíferas um conjunto adicional e alargado de informação sobre o funcionamento do mercado para que, a partir do final de Setembro, possam realizar uma análise mais aprofundada.
Então o estudo de Junho não foi aprofundado? Vão esperar até ao fim de Setembro porquê? São as férias? Têm muito trabalho?
Juízo senhores, juízo...
Quem também parece que tem falta de algum, são os chineses. Esta história do leite com melanima é, no mínimo surreal e criminoso.
Mas o crime não fica só por isto.
Importa ouvir isto e gritar bem alto a nossa indignação e exigir a verdade.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Desde quando é que a Comissão Nacional de Eleições faz apreciações políticas de Leis ou projectos de Lei.
Que tal a Comissão debruçar-se sobre casos concretos. Lembro-me das eleições autárquicas em Lisboa (podem ler também aqui).
Hoje a justiça volta a estar em destaque. Primeiro, pela entrevista do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, depois pelo que desencadeou.
Desencadeou palavras do presidente da Associação Sindical dos Juízes, António Martins, e mais tarde por Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados.
Pouco me importa o que disseram estes dois personagens, mas já me importa, e muito, o que disse Noronha do Nascimento.
Disse o Presidente do STJ que «O sistema remuneratório dos juízes vem de 1992», o que pode afectar a «independência e qualidade» do trabalho dos magistrados, levando os melhores a irem embora e provocando «situações menos claras».
Podem dar as voltas que quiserem, mas ele disse isto. Eu penso o que me apetecer, porque a frase dá essa possibilidade.
E como não bastasse disse ainda mais. Referiu que sobre os Novos Códigos Penal e de Processo Penal um ano não é suficiente para que se façam sentir os efeitos das alterações legislativas, logo ainda é cedo para fazer um balanço das mesmas.
Digam o que quiserem senhores magistrados, mas a entrevista não vos favoreceu.
Que tal a Comissão debruçar-se sobre casos concretos. Lembro-me das eleições autárquicas em Lisboa (podem ler também aqui).
Hoje a justiça volta a estar em destaque. Primeiro, pela entrevista do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, depois pelo que desencadeou.
Desencadeou palavras do presidente da Associação Sindical dos Juízes, António Martins, e mais tarde por Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados.
Pouco me importa o que disseram estes dois personagens, mas já me importa, e muito, o que disse Noronha do Nascimento.
Disse o Presidente do STJ que «O sistema remuneratório dos juízes vem de 1992», o que pode afectar a «independência e qualidade» do trabalho dos magistrados, levando os melhores a irem embora e provocando «situações menos claras».
Podem dar as voltas que quiserem, mas ele disse isto. Eu penso o que me apetecer, porque a frase dá essa possibilidade.
E como não bastasse disse ainda mais. Referiu que sobre os Novos Códigos Penal e de Processo Penal um ano não é suficiente para que se façam sentir os efeitos das alterações legislativas, logo ainda é cedo para fazer um balanço das mesmas.
Digam o que quiserem senhores magistrados, mas a entrevista não vos favoreceu.
sábado, 13 de setembro de 2008
Hoje tinha pensado passar o dia no descanso, mas ao ver a notícia não resisti. Dizia um jornal diário que a PSP do Porto interceptou na madrugada de ontem, na zona do Marquês, no Porto, o motorista particular do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, durante uma mega operação policial que visou as principais áreas e bairros problemáticos da cidade.
Dizia ainda o mesmo jornal que o referido motorista não soprou no balão, mas foi na mesma condenado. Agora pasmem senhores porquê?
Foi condenado porque transportava duas senhoras no seu veículo, sendo que este só permite o condutor e um passageiro.
Só para que conste, o dito motorista é proprietário de um luxuoso BMW Z3.
Toma lá...
E já que estamos em tempo de pasmar, aqui vai mais uma pasmadela.
Então não é que Cavaco Silva comparou Manuel Alegre a Camões, a Garret e a Pessoa.
Ei sei o que estão a pensar, mas é falso, porque eu não bebo bebidas alcoólicas.
Dizia ainda o mesmo jornal que o referido motorista não soprou no balão, mas foi na mesma condenado. Agora pasmem senhores porquê?
Foi condenado porque transportava duas senhoras no seu veículo, sendo que este só permite o condutor e um passageiro.
Só para que conste, o dito motorista é proprietário de um luxuoso BMW Z3.
Toma lá...
E já que estamos em tempo de pasmar, aqui vai mais uma pasmadela.
Então não é que Cavaco Silva comparou Manuel Alegre a Camões, a Garret e a Pessoa.
Ei sei o que estão a pensar, mas é falso, porque eu não bebo bebidas alcoólicas.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Fernanda, de 49 anos, tratou da documentação para importar da Venezuela um contentor que transportava polvo congelado por via marítima. Entre o polvo vinham dissimuladas cinco toneladas de cocaína.
A PJ a 22 de Dezembro de 2007 capturou a droga, que vinha em elevado estado de pureza, e prendeu sete pessoas, entre as quais essa mesma Fernanda.
Presente ao juíz, foi-lhe decretada prisão preventiva, por ser suspeita de integrar uma rede de tráfico de droga internacional e por haver perigo de fuga para Cabo Verde.
Entrou para Tires a 14 de Fevereiro.
Então não é que o o Tribunal Central de Instrução Criminal devolveu a liberdade a 15 de Agosto porque a arguida apresentou um pedido de ‘habeas corpus’ em que alegou excesso de prisão preventiva, por não ter sido decretada especial complexidade do processo e deduzida acusação nos prazos definidos por lei.
Quer isto dizer que o Ministério Público teria de ter deduzido a acusação em seis meses e não o fez.
De quem é a culpa?
A Magistratura, a Procuradoria e a oposição dirão que foi do ministro Rui Pereira, do Governo e dos novos Códigos.
E eu digo para... terem juízo
E que tal lerem o artigo de João Marques Santos.
A PJ a 22 de Dezembro de 2007 capturou a droga, que vinha em elevado estado de pureza, e prendeu sete pessoas, entre as quais essa mesma Fernanda.
Presente ao juíz, foi-lhe decretada prisão preventiva, por ser suspeita de integrar uma rede de tráfico de droga internacional e por haver perigo de fuga para Cabo Verde.
Entrou para Tires a 14 de Fevereiro.
Então não é que o o Tribunal Central de Instrução Criminal devolveu a liberdade a 15 de Agosto porque a arguida apresentou um pedido de ‘habeas corpus’ em que alegou excesso de prisão preventiva, por não ter sido decretada especial complexidade do processo e deduzida acusação nos prazos definidos por lei.
Quer isto dizer que o Ministério Público teria de ter deduzido a acusação em seis meses e não o fez.
De quem é a culpa?
A Magistratura, a Procuradoria e a oposição dirão que foi do ministro Rui Pereira, do Governo e dos novos Códigos.
E eu digo para... terem juízo
E que tal lerem o artigo de João Marques Santos.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Esta também cai inteirinha no dr. Rui Rangel. É o novo Código que manda que ao homem que feriu gravemente um outro com três tiros dentro da esquadra da PSP de Portimão sejam aplicadas como medidas de coacção, o de Termo de Identidade e Residência, apresentações diárias na esquadra da PSP e a proibição de se ausentar do concelho e do país.
Atenção que o homem foi indiciado pelos pelos crimes de homicídio simples na forma tentada e posse de arma proibida.
Se o bom senso não fosse uma batata, o que iria acontecer é que este senhor ficaria atrás das grades, quanto mais não seja pelo local escolhido, a esquadra de polícia, mas claro a magistratura é que decide...
Atenção que o homem foi indiciado pelos pelos crimes de homicídio simples na forma tentada e posse de arma proibida.
Se o bom senso não fosse uma batata, o que iria acontecer é que este senhor ficaria atrás das grades, quanto mais não seja pelo local escolhido, a esquadra de polícia, mas claro a magistratura é que decide...
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Muitos dos que acompanham as minhas crónicas ficaram indignados comigo quando um dia disse que Roseta ainda "regressaria".
Pois bem para os mais cépticos de então aqui fica o artigo de hoje do DN.
E por falar em DN importa reter o artigo de hoje de Baptista Bastos.
Começou mal. Paulo Pedroso decidiu começar mal o seu regresso à vida política activa.
É um facto que ainda paira na retina dos portugueses quer a sua prisão, quer a sua libertação e posterior passagem pelo Parlamento, sendo que esta nunca foi entendida por ninguém.
É um facto que Pedroso foi ilibado e tem todo o direito a regressar aos seus afazeres, mas penso que cumpriu um período de nojo muito curto, ou então que se empolou em demasia esse regresso. Mandaria o bon senso que fosse um regresso menos espalhafatoso.
Como se isto já não fosse suficiente, Pedroso decidiu ainda dar uma entrevista à TSF(que passa hoje às 17 horas).
E também aqui falhou a toda a prova.
Numa altura em que o PS tem de lutar por uma nova maioria, vem ele traçar cenários de coligação.
Este é um dos casos que vale a pena perguntar: mas quem é que lhe encomendou o sermão.
Pois bem para os mais cépticos de então aqui fica o artigo de hoje do DN.
E por falar em DN importa reter o artigo de hoje de Baptista Bastos.
Começou mal. Paulo Pedroso decidiu começar mal o seu regresso à vida política activa.
É um facto que ainda paira na retina dos portugueses quer a sua prisão, quer a sua libertação e posterior passagem pelo Parlamento, sendo que esta nunca foi entendida por ninguém.
É um facto que Pedroso foi ilibado e tem todo o direito a regressar aos seus afazeres, mas penso que cumpriu um período de nojo muito curto, ou então que se empolou em demasia esse regresso. Mandaria o bon senso que fosse um regresso menos espalhafatoso.
Como se isto já não fosse suficiente, Pedroso decidiu ainda dar uma entrevista à TSF(que passa hoje às 17 horas).
E também aqui falhou a toda a prova.
Numa altura em que o PS tem de lutar por uma nova maioria, vem ele traçar cenários de coligação.
Este é um dos casos que vale a pena perguntar: mas quem é que lhe encomendou o sermão.
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