domingo, 15 de julho de 2007

"Reino de Portugal" (cerca de 1640), de João Teixeira Albernaz I. Foto do Expresso

A Biblioteca Nacional vai receber da Fundação Gulbenkian o primeiro manuscrito de um mapa de Portugal que representa a totalidade do território, criado por João Teixeira Albernaz I no século XVII.
O documento cartográfico com o nome de "Reino de Portugal" é composto por 1 mapa, em 6 folhas coladas: manuscrito, pergaminho, colorido; 132 X 234 cm.; escala ca 1:291 000 e tinha sido adquirido pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1964, à Livraria Pregliasco, de Turim.

Deplorável a entrevista de Saramago ao DN. Quantos escritores portugueses é que foram mandados às urtigas e que eu saiba nenhum emigrou. O que me preocupa é que vai nascer mais uma fundação. Em Portugal são como os cogumelos.
Leio esta entrevista e vejo no mesmo jornal referências a Torga e salta-me à memória o homem alto de nariz comprido e cara afilada com a sua voz forte a dizer-me a propósito de um acidente que sofri na caça: "Aleijaste-te rapaz?" "Foi ontem na caça!" respondi eu com a reverência devida a um médico famoso e insígne homem das letras. "Também caças?" questionou-me ele afundado numa cadeira no gabinete do grande amigo dele Padre Valentim. E sem que eu tivesse tempo de responder de imediato começou uma dissertação sobre as suas caminhadas por montes e vales na procura das perdizes. É este Torga que não ganhou o Nobel por razões que são estranhas à escrita (leiam o livro da "Correspondência entre Sophia e Jorge de Sena" e saberão as razões) e é por este Torga que fico pasmo face às declarações de Saramago.

sábado, 14 de julho de 2007

Continuo a não perceber. Ao que parece o Governo vai rever durante o próximo ano lectivo o regime de acesso ao Ensino Superior. Mariano Gago diz que "a actual lei encoraja as instituições, sobretudo as que captam poucos alunos, a concorrer umas com as outras diminuindo a exigência de acesso, algumas prescindem das provas específicas, o que é um absurdo".
Prescindir das provas específicas é na verdade um absurdo, mas pior que isso é as provas de acesso não serem públicas. Talvez assim fosse possível aquilatar essa tal exigência.
Mas claro que esta matéria é deveras complicada, até porque interaje com diversos factores e sejamos claros o ministério não está inocente.

Excelente artigo de opinião no DN de hoje. É para ler, reler e meditar.

Para terminar resta referir que Manuel Carvalho da Silva, dirigente da CGTP, obteve a nota máxima, no ISCTE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – ao defender a tese de doutoramento ‘Centralidade do Trabalho e Acção Colectiva’. Parabéns

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Será que sou eu que estou a ficar maluquinho?! O Ministério da Educação pretende que os resultados obtidos pelos alunos nos exames e na avaliação feita ao longo do ano escolar, o progresso na aprendizagem, a relação pedagógica com os estudantes e o nível de assiduidade dos docentes sejam alguns dos parâmetros que irão pesar no processo de avaliação de desempenho dos professores.
A questão da assiduidade ainda compreendo e aceito, agora os outros parâmetros... tenham lá paciência é uma idiotice chapada.

Vergonhosa a cedência que o Governo fez à Igreja Católica. Importa no imediato regulamentar a Concordata de 2004. Regressar às regras de 1940 é não respeitar a evolução que teve a sociedade. Talvez deva aqui ficar registado que foi somente com o Concílio Vaticano II, que ocorreu entre 11 de Outubro de 1962 e 8 de Dezembro de 1965, que a Igreja recebeu os primeiros laivos de democraticidade
É ou não a Constituição portuguesa suficiente para garantir o exercício pleno da liberdade de credo e de culto dos cidadãos?
Se o é porquê uma Concordata? Se mandarmos às urtigas o princípio republicano e constitucional da igualdade dos cidadãos, facilmente percebemos que a Concordata, seja a de 1940, seja a de 2004, mais não é do que um conjunto de normas que visam conferir um tratamento de favoritismo à comunidade católica.
Não nos esqueçamos que uma Concordata, ao tomar a forma de um «tratado internacional», e só podendo portanto ser alterada com o consentimento mútuo de ambas as partes, retira ao controlo democrático os privilégios de tal comunidade -ao contrário do que acontece com as demais igrejas e comunidades religiosas, sujeitas à Lei da Liberdade Religiosa, esta sim revogável pelas instâncias democráticas.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Tadita. Helena Roseta apresentou queixa contra os dois canais públicos de televisão "por tratamento jornalístico discriminatório". No dizer da candidata a RTP1 e a RTP2 devem "proporcionar ao público o conhecimento das ideias e acções de campanha de todas as candidaturas".
Estou inteiramente de acordo. Só não percebo é que não tenha pensado da mesma forma aquando do debate a sete na SIC.
É a coerência amigos, é a coerência.

E continuando... Diz a senhora arquitecta que só irá aceitar o pelourinho do Urbanismo caso este seja partilhado. A ilustrissíma candidata refere também que “não posso aceitar que o pelourinho do urbanismo na câmara seja dirigido por uma só pessoa” e acrescentou ainda que espera que os socialistas não obtenham a maioria absoluta, defendendo um executivo o mais alargado possível.
Primeiro: quem é que disse a esta senhora que ela vai ser eleita?
Segundo: se os outros candidatos não têm um programa coerente para governar Lisboa, como é que ela está disposta a fazer parte do elenco?
Terceiro: dá ideia que também ela quer ir para o urbanismo, se assim é, coloca-se a questão porquê? Há algo que ela sabe e que a gente não sabe?

As autárquicas. Marques Mendes e Paulo Portas vieram hoje, em conferencia de imprensa, salientar que as últimas questões que vieram a público sobre eles visam tão só que os seus partidos obtenham grandes resultados nas autárquicas de Lisboa.
Desculpem-me os dois mas eu tenho uma tese diferente.
Relativamente a Paulo Portas importa primeiramente não esquecer que foi jornalista.
Posto isto avancemos.
Telmo Correia corre sério risco de não ser eleito sequer. Colocadas as coisas nestes termos, teríamos assim que Paulo Portas arranca a segunda derrota seguida durante a sua presidência (a primeira foi a Madeira). Mas mais, não é uma derrota qualquer. É uma derrota protagonizada por um grupo composto por fiéis seguidores de Portas.
Logicamente que importa tentar alterar estas circunstâncias rapidamente. Assim, nada melhor que uma vitimização. Foi isto que Paulo Portas hoje fez: armou-se em vítima. A história dos submarinos nada tem a ver com Lisboa, assim como o caso Portucale também não.
Que eu penso que todos os que estão a ser investigados não se devem candidatar a funções governativas (nacionais ou autárquicas), isso penso, mas isso sou eu, como é evidente. A criação de factos ou pseudo-factos é um argumento que já não cola, por muito bem ensaiado que seja. E quanto a Portas estamos conversados.
Vamos ao líder do PSD.
Luís Marques Mendes cometeu uma gaffe do tamanho de um comboio (tipo os comboios americanos com muitas carruagens que vão de costa a costa). Estou a referir-me ao caso do arquitecto Manuel Salgado.
Marques Mendes disse o que disse e percebendo que tinha cometido uma gaffe descomunal refugiou-se no silêncio na esperança que a poeira baixasse.
Teve azar.
A questão do e-mail deitou por terra todas essas veleidades. Mais complicado ficou quando se tornou público ele era presidente da assembleia - com direita a remuneração - de uma empresa participada da empresa onde teve origem o e-mail.
Claro que a questão que hoje o Correio da Manhã levanta foi a gota de água que o forçou a vir a terreiro.
E aqui deve-se tirar o chapéu a Marques Mendes: em vez de explicar bem as coisas, fez uma fuga para a frente e esquivou-se dizendo que tudo isto era porque ele tinha colocado o dedo na ferida.
Não é ser má língua, mas a única ferida que eu vislumbro foi a que ele inflingiu a si próprio com o que disse e com as embrulhadas em que se meteu.
Mas Marques Mendes não tem que se preocupar. Menezes, Ferreira Leite, Morais Sarmento e Marcelo têm andado a cursar enfermagem e estão mais que aptos para o tratarem.

Por fim uma excelente notícia. A REN-Rede Eléctrica Nacional vai apoiar com 600 mil euros o estudo, restauro e digitalização de documentos relativos à inquisição e que desde 1825 se encontram depositados na Torre do Tombo (TT).
Trata-se de um importante contributo num projecto de um milhão de euros, 400 mil dos quais a suportar pela Direcção-Geral dos Arquivos/TT .
Esta acção vai possibilitar a preservação e colocar online cerca de 5000 processos e 800 livros, num total estimado em cinco milhões de imagens provenientes do Tribunal de Lisboa, estes documentos pertencem ao vasto fundo do Santo Ofício (que inclui os tribunais de Coimbra, Évora e Porto).

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Marques Mendes é remunerado por empresa é um dos temas de primeira página do Diário Económico de hoje.
Lá dentro a notícia é tão somente esta:

"Marques Mendes é remunerado por empresa
O presidente do PSD é também presidente da Assembleia Geral da Paínhas, S.A..

Marques Mendes é “remunerado” pelo exercício do cargo de presidente da assembleia geral da empresa Paínhas S.A., participada da FIX, função que acumula com o cargo de deputado confirmou ao Diário Económico o chefe de gabinete do líder da oposição. Ainda assim Pedro Vinhas da Costa, recusou revelar o montante.
Embora o exercício de ambas as funções não seja incompatível, e estejam expressas no registo de interesses apresentado na Assembleia da República, em 2004, é o suficiente para o PS alegar a interferência do líder social-democrata numa decisão da PT sobre a não adjudicação à FIX de dois negócios, em Aveiro e S. João da Madeira.
Em causa está um e-mail enviado pela FIX a Marques Mendes onde a empresa se queixa de ter perdido duas adjudicações da PT para o fornecimento de infra-estruturas de telecomunicações.
Depois de ter conhecimento da situação, Marques Mendes, através da sua secretária, enviou às 19h53 do dia 27 de Junho, um e-mail para a secretária de Henrique Granadeiro, presidente da PT, expondo-lhe a estranheza da FIX depois de ter perdido o concurso.
Henrique Granadeiro ficou surpreendido com o teor da mensagem, que demonstrava conhecimento de assuntos internos da PT.
No dia seguinte, a 28 de Junho, o administrador da PT, António Caria, fez uma exposição, na reunião da comissão executiva, sobre esta adjudicação onde referiu que, ao contrário do habitual, não houve qualquer problema ou registo de qualquer queixa. A versão foi contrariada pelo próprio Henrique Granadeiro que disse ter recebido um protesto através de Marques Mendes.
Ao que o Diário Económico apurou, o presidente da PT fez, uma semana depois, a 6 de Julho, um despacho onde referia o discutido na reunião de 28 de Junho, demonstrando surpresa pelo conhecimento que o e-mail enviado por Marques Mendes revelava sobre os assuntos internos da PT. Por isso, decidiu submeter o caso à comissão executiva a que preside e que reuniu nessa mesma tarde. No entanto, as dúvidas de Granadeiro acabaram por não ser discutidas por falta de tempo, sendo expectável que este seja um dos temas em cima da mesa no próximo encontro - ainda no decorrer desta semana.
Certo é que o PS não quer deixar cair este caso. Ontem, o deputado José Junqueiro exigiu mesmo a Marques Mendes “explicações detalhadas” sobre a “informação privilegiada” a que teve acesso.
Fonte da Portugal Telecom confirmou ao Diário Económico a recepção do e-mail do gabinete de Marques Mendes, no final de Junho, mas frisou que este “não teve qualquer influência na decisão, dado que esta já tinha sido tomada anteriormente.”
Fix fornece infra-estruturas para PT e EDP
A Fix é uma empresa de engenharia e telecomunicações, subcontratada pela PT para o fornecimento de infra-estruturas e prestação de serviços. A Paínhas S.A., da qual Marques Mendes faz parte da administração, é uma participada da Fix e actua na área de infra-estruturas de energia eléctrica e telecomunicações. Fundada em 1980, esta empresa conta, entre os seus clientes, com a PT, a EDP, a Oni, a TMN, a Siemens e a Alstrom, actuando nos cinco continentes. A polémica que envolve Marques Mendes começou quando o líder do PDS reencaminhou um email que recebeu da Fix, onde a empresa se queixava de ter perdido duas adjudicações da PT. O email com a reclamação foi reencaminhado pela secretária de Marques Mendes para a secretária de Henrique Granadeiro. O presidente da PT terá ficado surpreendido com o conteúdo do email recebido, que demonstra conhecimento sobre decisões internas da PT. Será por isso mesmo que a comissão executiva da operadora nacional irá abrir um processo de averiguação, para apurar as responsabilidades neste processo." Francisco Teixeira e Cátia Simões no DE.

Não é por nada, até porque não morro de amores pelo cardeal Pina Moura, mas julgo que este deve estar a rir-se à gargalhada, é que se bem se lembram Marques Mendes e os seus compagnons de route (que já são poucos) sempre fizeram questão de clamar alto e bom som contra o facto de Pina Moura ser administrador da Iberdrola e permanecer como deputado. Pois é...
Também me lembro que foi Marques Mendes que atacou o arquitecto Salgado por este estar na lista de Costa às eleições de Lisboa, dizendo que o arquitecto tinha interesses na zona da Portela.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Sete anos depois o Vaticano volta a "atacar". João Paulo II em audiência concedida a 16 de Junho de 2000, ao então Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, ratificou e confirmou a Declaração «Dominus Iesus».
Na altura o Conselho Ecuménico de Igrejas que congrega todas as comunidades cristãs históricas, incluindo a Ortodoxa e os anglicanos, considerou a «Dominus Iesus» como uma «tragédia» para a continuidade do diálogo ecuménico, iniciado após o Concílio Vaticano II, em 1965.
Numa breve análise ao documento, percebia-se que o Conselho estava carregado de razão. Quem não tivesse o conhecimento profundo dos Evangelhos e lesse esta Declaração, ficaria com a ideia de que Jesus Cristo é um professor de catecismo que nos veio ensinar uma doutrina sobre Deus e, agora, o cardeal Ratzinger vem publicamente dizer que nós não passamos no exame da fé. Mas o texto vai mais longe. No n.º 7 (diferença entre Fé e Religião) classifica a Igreja como expressão pura e directa da fé revelada directamente por Deus, enquanto as outras religiões seriam buscas humanas que Deus não revelou.
Para não alongar mais a matéria termino dizendo que esta declaração da Cúria Romana revela o intento de corrigir o caminho que, o papa e as igrejas percorriam. O papa, por mais que uma vez tinha pedido perdão pelos erros da Igreja e/ou dos seus filhos. O documento frisa que a Igreja sempre foi fiel e perfeita no testemunho do Evangelho, sendo que por isso não há que pedir perdão. Teólogos/as e o próprio papa diziam que o Espírito de Deus actuava em todas as religiões e não só no cristianismo. Esta declaração ensina que não é bem assim. Deus é católico romano. Embora tenha dado alguns sinais de presença noutras religiões, fez isso só para que as pessoas o descubram e entrem na Igreja Católica Romana. Quem segue outra religião está objectivamente em situação de erro e ilusão.
Ratzinger, hoje Bento XVI, publicou um novo documento onde reafirma que as comunidades protestantes não são Igrejas e que a Igreja Católica é a única verdadeira.
Com o título «Respostas a questões relativas a alguns aspectos da Doutrina sobre a Igreja» este texto assinado pelo Perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal William Levada, com data de 29 de Junho, elabora uma síntese de um conjunto de documentos do Concílio Vaticano II, de declarações dos Papas Paulo VII e João XXIII e de um polémico documento de João Paulo II, a «Dominus Iesus».
O Papa refere que o documento hoje divulgado pretende «dar com clareza a genuína interpretação» sobre a constituição da Igreja fundada por Jesus, a Declaração é elaborada de forma singular, em jeito de pergunta e resposta. E logo se esclarece que é na Igreja do Papa de Roma que subsiste «a continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo». Por isso, conclui que as comunidades protestantes não podem ser consideradas de Igrejas. Porquê? «não têm sucessão apostólica» – aquilo que Roma considera como uma linha sucessória, de continuidade entre os papas, desde S. Pedro – e por esta razão as Igrejas protestantes estão privadas daquele «elemento essencial».
Estou curioso sobre a forma como irão reagir as demais Igrejas. Curiosamente não vejo estas matérias serem discutidas nas reuniões da Conferência Episcopal Portuguesa.
Para além disso, de que serve usar e abusar do conceito de ecumenismo? Só se for por pura hipocrisia.

Para ler com urgência o Editorial do DN.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Foi destaque de hoje no "Público" a reunião do conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que vai ocorrer amanhã, em Fátima, reunião essa que tem uma agenda carregada de zangas com o Governo: solidariedade, comunicação social, educação, segurança social, capelanias hospitalares e prisionais e aplicação da Concordata.
Não é novidade para ninguém que o Governo e o seu líder estão a passar por um período complicado. Algumas das medidas que foram e continuam a ser tomadas merecem sérias reservas de todos nós e sendo que elas eram prementes, elas foram objecto de ou de má regulamentação, ou de má explicitação e algumas até de má aplicação.
Mas o facto de estarmos conscientes não é justificação para a Igreja se colocar em bicos-de-pés. O que também aqui aconteceu é que a revisão da Concordata veio retirar uma série de prerrogativas a alguns elementos da Igreja. Para além disso a Igreja nunca aceitou os resultados do referendo da interrupção da gravidez. Se a isto juntarmos o facto de terem perdido o monopólio relativamente aos casamentos e algumas outras situações, tem provocado uma certa azia na CEP.
O que acontece é que em vez de tomarem uns sais de fruta, decidiram reunir-se.
Acho muito bem.
E já agora aproveitem a reunião para fazer uma introspecção. Libertem-se do obscurantismo que ainda pregam por muitas vilas e aldeias deste país.
Quando a democracia for parte integrante da Igreja, quando pensarem que todos somos iguais aos olhos de Deus, deixaram de querer somente para si alguns privilégios.
E para terminar convém não esquecer: a Deus o que é de Deus, aos homens o que é dos homens.

Um espectáculo. Leiam e depois falemos de ética.

Porque estamos a uma semana das eleições em Lisboa, talvez seja interessante falar de um livro cujo tema são as eleições em Lisboa, mas as de 2001.
A obra foi escrita pelo jornalista João Ramos de Almeida, tem por título «Eleições Viciadas» e
é o resultado de uma investigação às eleições autárquicas de 16 de Dezembro de 2001, em que o social-democrata Santana Lopes conquistou a Câmara de Lisboa e derrotou o socialista João Soares por 856 votos, contribuindo assim para a demissão do primeiro-ministro António Guterres.
O livro nasceu a partir das suspeitas de Alberto Silva Lopes (entretanto falecido), sendo que o autor salienta que «alguém, algures entre o apuramento nas freguesias e a comunicação ao Governo Civil, alterou os resultados eleitorais de 27 das 53 freguesias do concelho de Lisboa».
O jornalista escreve ainda que o conjunto das diferenças «foi mesmo superior à vantagem de 856 voto com que a lista do social-democrata Pedro Santana Lopes venceu a noite das eleições para a Câmara Municipal de Lisboa».
Este é um livro que merece uma leitura atenta, por isso prometo voltar a ele quando terminar.

gostei das primeiras medidas de Péter Magyar. encerrar o serviço noticioso da televisão estatal e dizer ao Presidente da República para se d...