De dia para dia fico mais pasmo. Várias vezes tenho ouvido que os portugueses recorrem em demasiado à automedicação, sendo que isso é um problema sério em matéria de saúde, já que muitos dos medicamentos tomados sem serem prescritos não se coadunam com o male de que sofre o paciente, logo actuam muitas vezes a contrário do que se deseja, para além de poderem originar ou agravar outros problemas para a saúde.
Sendo assim acho de uma perfeita insensatez que a Associação Nacional de Farmácias vá lançar no próximo ano um cartão de crédito que permite acumular pontos por cada medicamento sem receita médica comprado nas farmácias e dessa forma obter descontos nas compras que realizarem nesses estabelecimentos.
Mais surpreso fico ao saber que o banco que está associado a este cartão é a Caixa Geral de Depósitos.
Até agora quando falávamos de nevoeiro, podíamos estar a referir-nos a duas coisas: ou D. Sebastião ou então do famoso nevoeiro que costuma abater-se sobre a cidade de Londres.
A partir de agora existe outra interpretação possível. Pode ser o nevoeiro resultante da reunião dos deputados do PSD e que se abateu por inteiro sobre Marques Mendes.
A deputada do Bloco de Esquerda Alda Macedo afirmou, a propósito do Governo português e o do Presidente da República não irem receber oficialmente o Dalai Lama, que «É incompreensível que a visita [do Dalai Lama] não seja devidamente aproveitada pelas figuras de proa do Estado português para produzir um debate sobre os direitos essenciais».
Estou inteiramente de acordo com a senhora deputada, mas claro que só se as figuras de proa do Estado português quiserem aderir ao Budismo.
Que eu saiba Dalai Lama não é nenhum Chefe de Estado e nem se assume como tal. Então porquê essa deferência?
Mas cito isto como também não aceito que as autoridades portuguesas bajulem o Papa, ou outro qualquer líder espiritual.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Tadinho. Toda a gente percebeu que o que o professor Charrua disse de José Sócrates, ele próprio o confirmou mais do que uma vez. No entanto, agora vem exigir uma indemnização e, ao que parece, um regresso à DREN.
Desgraçado país que tais filhos tem. Cá para mim ia é de carrinho dar aulas, se tivesse lugar e competência.
O representante da direita, o expoente máximo do liberalismo, o prepotente, o tudo e tudo e tudo foi alcandorado a pessoa primordial para a CGTP.
Carvalho da Silva, o ainda secretário-geral da CGTP-IN foi solicitar ao Presidente da República“uma afirmação mais forte da política em Portugal”, que possa sacudir “o marasmo económico” que atinge o país há já vários anos.
Carvalho da Silva a pedir ajuda a Cavaco? Prepara-te Mário Nogueira que a ascensão está próxima.
Eu achava que a contenda entre Mendes e Menezes já tinha descido ao ponto mais baixo. Afinal enganei-me.
Mendes afirmou que entre os actuais deputados faltam especialistas em áreas importantes como a saúde ou a macroeconomia, e que os deputados só podem ter sido escolhidos numa noite de nevoeiro.
Claro que este é um remoque directo para Santana, mas que se insere na pseudo guerrilha entre os dois candidatos.
Às tantas sou eu que sou maluco, mas
- Santana Lopes não escolheu Marques Mendes para deputado? Se estava nevoeiro não sei, se estava a chover não me lembro, mas que escolheu, escolheu;
- Santana Lopes não escolheu Patinha Antão e Miguel Frasquilho para deputados? Se estava nevoeiro ou sol não me recordo, mas o que eu sei é que o primeiro é presidente da Comissão de Economia e Finanças e o segundo é especialista e muitas vezes porta-voz de Marques Mendes para a área económica.
Isto são exemplos que me lembro no imediato. Se pensar melhor vou encontrar especialistas para outras áreas.
Não sei quem lhe deu a arma, mas que ele deu um tiro nos dois pés (eu até acho que foi no corpo todo, mas...), lá isso deu. Aliás não sei com que cara vai ele sentar-se na bancada. Se eu fosse deputado nos próximos debates mandava-o ... às malvas (porque sou bem educado) e deixava-o sozinho a debater.
Desgraçado país que tais filhos tem. Cá para mim ia é de carrinho dar aulas, se tivesse lugar e competência.
O representante da direita, o expoente máximo do liberalismo, o prepotente, o tudo e tudo e tudo foi alcandorado a pessoa primordial para a CGTP.
Carvalho da Silva, o ainda secretário-geral da CGTP-IN foi solicitar ao Presidente da República“uma afirmação mais forte da política em Portugal”, que possa sacudir “o marasmo económico” que atinge o país há já vários anos.
Carvalho da Silva a pedir ajuda a Cavaco? Prepara-te Mário Nogueira que a ascensão está próxima.
Eu achava que a contenda entre Mendes e Menezes já tinha descido ao ponto mais baixo. Afinal enganei-me.
Mendes afirmou que entre os actuais deputados faltam especialistas em áreas importantes como a saúde ou a macroeconomia, e que os deputados só podem ter sido escolhidos numa noite de nevoeiro.
Claro que este é um remoque directo para Santana, mas que se insere na pseudo guerrilha entre os dois candidatos.
Às tantas sou eu que sou maluco, mas
- Santana Lopes não escolheu Marques Mendes para deputado? Se estava nevoeiro não sei, se estava a chover não me lembro, mas que escolheu, escolheu;
- Santana Lopes não escolheu Patinha Antão e Miguel Frasquilho para deputados? Se estava nevoeiro ou sol não me recordo, mas o que eu sei é que o primeiro é presidente da Comissão de Economia e Finanças e o segundo é especialista e muitas vezes porta-voz de Marques Mendes para a área económica.
Isto são exemplos que me lembro no imediato. Se pensar melhor vou encontrar especialistas para outras áreas.
Não sei quem lhe deu a arma, mas que ele deu um tiro nos dois pés (eu até acho que foi no corpo todo, mas...), lá isso deu. Aliás não sei com que cara vai ele sentar-se na bancada. Se eu fosse deputado nos próximos debates mandava-o ... às malvas (porque sou bem educado) e deixava-o sozinho a debater.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Marques Mendes afirmou que o seu companheiro de partido e adversário nas directas de 28 de Setembro, Luís Filipe Menezes, é “levado ao colo” pelos socialistas, porque a oposição que tem feito desde que foi eleito “está no bom caminho”.
E depois quer ser levado a sério quando se afirma como candidato a primeiro-ministro...
Mas se Mendes não é levado a sério, Menezes também não lhe fica atrás. Vejam lá que vai apresentar aquele que será o seu projecto para uma revisão da Constituição da República Portuguesa, que irá para a frente se for eleito presidente do PSD nas eleições directas de dia 28. Menezes diz que quer "expurgar tudo o que sejam referências ideológicas da Constituição" porque acha que é tempo de "deixarmos de ter um texto que foi condicionado pelos cercos à Assembleia da República e que não está enquadrado com o País".
Mas Menezes não se fica por aqui e avança dizendo que "é preciso acrescentar alguns poderes ao Presidente, sem tornar o sistema em presidencial".
Claro que aproveitando o exemplo dos recentes vetos de Cavaco, avança, de mansinho é certo, mas com sofisma "É incrível se alguns destes vetos foram depois ultrapassados pela AR", pelo que propõe o que eu designo por um dos verdadeiros ataques à democracia. Menezes propôe que em "áreas de Estado, como os Negócios Estrangeiros, a Defesa, a Segurança e a Justiça, não sejam susceptíveis de verem diplomas vetados e depois ultrapassados por uma maioria".
Terrível. Analisem bem as consequências e digam de vossa justiça.
Os McCann regressaram a Rothley. Claro que a partir do momento que as investigações mudaram de rumo, eles só sonhavam em regressar.
Os média britânicos continuam a sua campanha nojenta contra Portugal. A família do referido casal continua a fuga para a frente, recusando-se a, pelo menos, perceber que algo está errado, que existem demasiadas incongruências na história que os pais de Maddie contaram.
Quanto ao Governo britânico apraz-me dizer que está a cavar a sua própria "sepultura". O tratamento que o casal recebeu da parte da polícia quando chegou a Inglaterra é, no mínimo, escandaloso.
Espero ansioso pelas investigações.
Era supimpa o governo britânico tremer (e porque não cair) por ter metido o bedelho num assunto que diz respeito só e tão só à justiça portuguesa?!
E depois quer ser levado a sério quando se afirma como candidato a primeiro-ministro...
Mas se Mendes não é levado a sério, Menezes também não lhe fica atrás. Vejam lá que vai apresentar aquele que será o seu projecto para uma revisão da Constituição da República Portuguesa, que irá para a frente se for eleito presidente do PSD nas eleições directas de dia 28. Menezes diz que quer "expurgar tudo o que sejam referências ideológicas da Constituição" porque acha que é tempo de "deixarmos de ter um texto que foi condicionado pelos cercos à Assembleia da República e que não está enquadrado com o País".
Mas Menezes não se fica por aqui e avança dizendo que "é preciso acrescentar alguns poderes ao Presidente, sem tornar o sistema em presidencial".
Claro que aproveitando o exemplo dos recentes vetos de Cavaco, avança, de mansinho é certo, mas com sofisma "É incrível se alguns destes vetos foram depois ultrapassados pela AR", pelo que propõe o que eu designo por um dos verdadeiros ataques à democracia. Menezes propôe que em "áreas de Estado, como os Negócios Estrangeiros, a Defesa, a Segurança e a Justiça, não sejam susceptíveis de verem diplomas vetados e depois ultrapassados por uma maioria".
Terrível. Analisem bem as consequências e digam de vossa justiça.
Os McCann regressaram a Rothley. Claro que a partir do momento que as investigações mudaram de rumo, eles só sonhavam em regressar.
Os média britânicos continuam a sua campanha nojenta contra Portugal. A família do referido casal continua a fuga para a frente, recusando-se a, pelo menos, perceber que algo está errado, que existem demasiadas incongruências na história que os pais de Maddie contaram.
Quanto ao Governo britânico apraz-me dizer que está a cavar a sua própria "sepultura". O tratamento que o casal recebeu da parte da polícia quando chegou a Inglaterra é, no mínimo, escandaloso.
Espero ansioso pelas investigações.
Era supimpa o governo britânico tremer (e porque não cair) por ter metido o bedelho num assunto que diz respeito só e tão só à justiça portuguesa?!
sábado, 8 de setembro de 2007
A campanha para a liderança do PSD está aí. Mendes e Menezes lá vão enviando farpas um ao outro. Arregimentam-se nomes de um lado e outro da barricada, como se eles fossem o ponto primordial e fulcral de tudo isto. Entretanto quanto a ideias para o futuro é o deserto de sempre.
Ainda a campanha. Menezes afirmou, no jantar que assinalou o início da campanha para as eleições directas marcadas para 28 de Setembro, que Sócrates pode esperar, a partir do dia das eleições, uma «oposição diferente em atitude e propostas» e que «Vamos fazer oposição de manhã, à tarde e à noite onde há problemas."
Então e de madrugada? Não há problemas de madrugada?
O casal McCann. Quem for leitor deste blogue conhece a minha ideia relativamente ao desaparecimento da pequena Maddie. Não é uma ideia recente, foi fundada logo no início.
Apesar disso há algo que me deixa perplexo. Estou a referir-me aos assobios e vaias que acompanharam o casal, mais a mãe, quando esta entrou nas instalações da PJ de Portimão.
E fico perplexo porque isto está relacionado não com a culpa ou a inocência seja de quem for. Está relacionado com o trabalho dos media, melhor dizendo com a manipulação a que estamos diariamente sujeitos e é isso que se torna perigoso.
Constatei que foi feita uma rectificação pelo "Avante" face às FARC, fico satisfeito mas só prova que aquilo que disse ontem está correcto.
Claro que para o PCP "[as FARC] são uma organização popular armada que há mais de 40 anos prossegue a luta pela real democracia na Colômbia e por uma justa e equitativa redistribuição da riqueza, dos recursos naturais e da posse e uso da terra".
Aliás penso que a ex-candidata presidencial em 2002, Ingrid Betancourt, tem a mesma opinião.
Ainda a campanha. Menezes afirmou, no jantar que assinalou o início da campanha para as eleições directas marcadas para 28 de Setembro, que Sócrates pode esperar, a partir do dia das eleições, uma «oposição diferente em atitude e propostas» e que «Vamos fazer oposição de manhã, à tarde e à noite onde há problemas."
Então e de madrugada? Não há problemas de madrugada?
O casal McCann. Quem for leitor deste blogue conhece a minha ideia relativamente ao desaparecimento da pequena Maddie. Não é uma ideia recente, foi fundada logo no início.
Apesar disso há algo que me deixa perplexo. Estou a referir-me aos assobios e vaias que acompanharam o casal, mais a mãe, quando esta entrou nas instalações da PJ de Portimão.
E fico perplexo porque isto está relacionado não com a culpa ou a inocência seja de quem for. Está relacionado com o trabalho dos media, melhor dizendo com a manipulação a que estamos diariamente sujeitos e é isso que se torna perigoso.
Constatei que foi feita uma rectificação pelo "Avante" face às FARC, fico satisfeito mas só prova que aquilo que disse ontem está correcto.
Claro que para o PCP "[as FARC] são uma organização popular armada que há mais de 40 anos prossegue a luta pela real democracia na Colômbia e por uma justa e equitativa redistribuição da riqueza, dos recursos naturais e da posse e uso da terra".
Aliás penso que a ex-candidata presidencial em 2002, Ingrid Betancourt, tem a mesma opinião.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Ao que parece o PCP considera que o primeiro-ministro José Sócrates possui "sinais de cariz fascizante", pelo menos é a opinião expressa por Casanova num editorial do Avante.
A ortodoxia do PC começa a cansar e alguns dos seus militantes com funções importantes, mais não fazem do que esparralhar-se.
Ruben de Carvalho mais não faz do que dizer barbaridades, o que se adicionarmos a fraca prestação como candidato a Lisboa, faz dele um político deveras fraco.
José Casanova é um ortodoxo puro e duro, desfazado por completo dos desejos da sociedade portuguesa. Bernardino Soares é um fraco líder parlamentar e Honório está muito aquém do seu camarada Octávio Teixeira
Lamento que António Filipe tenha sido empurrado para um lugar menor, Odete afastada do parlamento e Luísa Mesquita quase silicenciada, isto entre outros.
Mas nem só no que concerne ao aspecto nacional podemos ver o desfazamento do PCP. As relações internacionais demonstram igualmente que há uma quase recusa de evolução.
Bastará para tanto aceder ao Avante e ver as organizações convidadas para estarem na
Festa do Avante para percebermos isso mesmo.
PC da China? PC Colombiano? PT da RPD Coreia?
E porque não as FARC? São o braço armado do PC Colombiano.
É vergonhoso.
Vou voltar ao caso Maddie. Desde sempre que olhei para este caso de uma forma diferente. Olhei com revolta e indignação. Claro que com o passar do tempo a minha indignação aumentou. Aumentou contra o casal McCann, contra a hipocrisia do poder britânico e em especial contra os média tablóides e não tablóides.
Hoje vejo que as minhas convicções tinham razão de ser e sendo assim os meios de comunicação inglesa devem um pedido de desculpas públicas aos portugueses e mesmo o governo inglês deve desculpas a todos nós.
Desde o Tratado de Methuen que temos sido gozados. É tempo de dizer basta.
A ortodoxia do PC começa a cansar e alguns dos seus militantes com funções importantes, mais não fazem do que esparralhar-se.
Ruben de Carvalho mais não faz do que dizer barbaridades, o que se adicionarmos a fraca prestação como candidato a Lisboa, faz dele um político deveras fraco.
José Casanova é um ortodoxo puro e duro, desfazado por completo dos desejos da sociedade portuguesa. Bernardino Soares é um fraco líder parlamentar e Honório está muito aquém do seu camarada Octávio Teixeira
Lamento que António Filipe tenha sido empurrado para um lugar menor, Odete afastada do parlamento e Luísa Mesquita quase silicenciada, isto entre outros.
Mas nem só no que concerne ao aspecto nacional podemos ver o desfazamento do PCP. As relações internacionais demonstram igualmente que há uma quase recusa de evolução.
Bastará para tanto aceder ao Avante e ver as organizações convidadas para estarem na
Festa do Avante para percebermos isso mesmo.
PC da China? PC Colombiano? PT da RPD Coreia?
E porque não as FARC? São o braço armado do PC Colombiano.
É vergonhoso.
Vou voltar ao caso Maddie. Desde sempre que olhei para este caso de uma forma diferente. Olhei com revolta e indignação. Claro que com o passar do tempo a minha indignação aumentou. Aumentou contra o casal McCann, contra a hipocrisia do poder britânico e em especial contra os média tablóides e não tablóides.
Hoje vejo que as minhas convicções tinham razão de ser e sendo assim os meios de comunicação inglesa devem um pedido de desculpas públicas aos portugueses e mesmo o governo inglês deve desculpas a todos nós.
Desde o Tratado de Methuen que temos sido gozados. É tempo de dizer basta.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Adquiri recentemente o DVD dos Trovante "Uma noite só" que reproduz o magnífico concerto do Pavilhão Atlântico de 12 de Maio de 1999. A faixa 12 tem o tema "Timor", tema aliás bem conhecido de todos nós.
Pois bem, este tema musical em conjunto com as declarações proferidas ontem pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português no final de uma visita a Timor, declarações essas onde defende que os cooperantes portugueses em Timor-Leste, "sobretudo os professores", passarão em breve a ter cursos de tétum antes de iniciar a sua missão, vão servir à minha reflexão sobre o que se está a passar naquele longínquo país.
Devo esclarecer desde já que tenho um profundo respeito pelo povo maubere, pela luta que travaram durante anos e por Xanana Gusmão. Dito isto, vou explanar o meu pensamento.
Achei plenamente correcto que Xanana fosse Presidente da República e que Ramos Horta fosse ministro dos Negócios Estrangeiros. Claro está que perante isto Mário Alkatiri teria de ser o primeiro-ministro.
Composto que estava o governo achei de mau tom a ingerência da Igreja numa tentativa clara de que a sua voz tivesse um peso especial nos destinos do país.
Sei que o povo timorense é um povo profundamente católico e que a Igreja timorense teve um papel importante durante o domínio indonésio na defesa dos timorenses, mas isso não faz dela um elemento activo da governação.
Continuando. Estava tudo a correr mais ou menos quando se dá uma reviravolta e Alkatiri é afastado, ocorrem convulsões e Ramos Horta é chamado para primeiro-ministro.
Que me desculpem todos aqueles que são apoiantes incondicionais de Xanana e Horta, mas eu penso que houve aí um imbróglio qualquer que nunca foi explicado e que se destinou a colocar as duas ilustres personagens à frente dos destinos do país.
Claro está que esta atitude desencadeou ondas de contestação por um lado e de apoio por outro, facto que até seria normal, caso não tivesse imperado a violência e a destruição.
Mas tudo ainda fica pior quando Xanana empurra Horta para candidato à presidência, fora do âmbito da Fretilin ou de quaisquer outros partidos e movimentos.
Ramos Horta vence e avisa que quer Xanana como primeiro-ministro.
Acontecem as legislativas e a Fretilin vence, embora sem maioria, tendo ficado o movimento de Xanana em segundo lugar.
Em face deste resultado Ramos Horta não se fez rogado e mandou a Fretilin às urtigas e convidou Xanana a formar governo.
Não é por nada, mas estamos perante algo de esquisito sendo que quer Horta quer Xanana não têm coragem de explicar o que os move.
Os dois não souberam sair pela porta grande. Acredito que brevemente terão de saltar pela janela porque não haverá porta grande ou pequena por onde possam sair.
E agora, um excelente artigo de João Miguel Tavares no DN de hoje.
Pois bem, este tema musical em conjunto com as declarações proferidas ontem pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português no final de uma visita a Timor, declarações essas onde defende que os cooperantes portugueses em Timor-Leste, "sobretudo os professores", passarão em breve a ter cursos de tétum antes de iniciar a sua missão, vão servir à minha reflexão sobre o que se está a passar naquele longínquo país.
Devo esclarecer desde já que tenho um profundo respeito pelo povo maubere, pela luta que travaram durante anos e por Xanana Gusmão. Dito isto, vou explanar o meu pensamento.
Achei plenamente correcto que Xanana fosse Presidente da República e que Ramos Horta fosse ministro dos Negócios Estrangeiros. Claro está que perante isto Mário Alkatiri teria de ser o primeiro-ministro.
Composto que estava o governo achei de mau tom a ingerência da Igreja numa tentativa clara de que a sua voz tivesse um peso especial nos destinos do país.
Sei que o povo timorense é um povo profundamente católico e que a Igreja timorense teve um papel importante durante o domínio indonésio na defesa dos timorenses, mas isso não faz dela um elemento activo da governação.
Continuando. Estava tudo a correr mais ou menos quando se dá uma reviravolta e Alkatiri é afastado, ocorrem convulsões e Ramos Horta é chamado para primeiro-ministro.
Que me desculpem todos aqueles que são apoiantes incondicionais de Xanana e Horta, mas eu penso que houve aí um imbróglio qualquer que nunca foi explicado e que se destinou a colocar as duas ilustres personagens à frente dos destinos do país.
Claro está que esta atitude desencadeou ondas de contestação por um lado e de apoio por outro, facto que até seria normal, caso não tivesse imperado a violência e a destruição.
Mas tudo ainda fica pior quando Xanana empurra Horta para candidato à presidência, fora do âmbito da Fretilin ou de quaisquer outros partidos e movimentos.
Ramos Horta vence e avisa que quer Xanana como primeiro-ministro.
Acontecem as legislativas e a Fretilin vence, embora sem maioria, tendo ficado o movimento de Xanana em segundo lugar.
Em face deste resultado Ramos Horta não se fez rogado e mandou a Fretilin às urtigas e convidou Xanana a formar governo.
Não é por nada, mas estamos perante algo de esquisito sendo que quer Horta quer Xanana não têm coragem de explicar o que os move.
Os dois não souberam sair pela porta grande. Acredito que brevemente terão de saltar pela janela porque não haverá porta grande ou pequena por onde possam sair.
E agora, um excelente artigo de João Miguel Tavares no DN de hoje.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Após alguns dias de lazer, cá estou de novo, disposto a continuar este meu diário. Voltei eu e podem (e devem) os meus amigos leitores regressarem também.
Comecemos pelas alterações ao Estatuto da Carreira Docente. Que me desculpem os meus amigos professores, mas esta história dos exames tem razão de ser. Aliás estou convicto que esse meus amigos partilham na íntegra esta ideia. Mas especifiquemos.
Segundo o "Correio da Manhã" os «futuros» professores terão que mostrar o que valem numa prova de ingresso na profissão.
Prova essa que é constituída por dois exames escritos e um oral, sendo que aqueles que não tiverem uma nota mínima de 14 valores, estão excluídos da «corrida».
A proposta de portaria apresentada pelo Governo e que regulamenta o Estatuto da Carreira de Docente é bem explícita ao determinar que os erros gramaticais, as más construções frásicas e uma dificuldade em expor ideias em público vão impedir o acesso ao ensino dos jovens professores licenciados.
Significa isto que após a frequência universitária e o mestrado, os candidatos terão de ser avaliados em três exames distintos se quiserem seguir a via do ensino.
Num primeiro exame escrito, com a duração de duas horas, serão avaliados os conhecimentos de Português dos «futuros» professores. De acordo com o documento, «o domínio escrito da língua portuguesa, tanto do ponto de vista da morfologia e da sintaxe, como no da clareza da exposição e organização de ideias» são essenciais. O Governo só não deixa explícito se a avaliação também incide sobre os erros ortográficos, mas e para bem de todos, espero que sim.
Numa segunda prova escrita, específica para cada área de ensino, o ministério pretende avaliar as competências de «ordem científica e tecnológica» dos licenciados.
O terceiro e último exame é oral e incide sobre a postura do candidato, a forma como fala, os erros linguísticos que comete e a forma como lida com as novas tecnologias.
Ora quem é que não está de acordo com isto? O sindicato pois claro.
Para estes senhores o que interessa é que tudo vá para professor, mesmo que acabem no desemprego.
Para estes senhores pouco importa se o docente tem ou não capacidades de leccionar. Aliás não é inédito encontrarmos alguns "assassinos da língua-pátria" a leccionar no ensino básico, o que para mim corresponde a um crime contra a humanidade.
Mas esta norma vai ficar só por aqui?
Comecemos pelas alterações ao Estatuto da Carreira Docente. Que me desculpem os meus amigos professores, mas esta história dos exames tem razão de ser. Aliás estou convicto que esse meus amigos partilham na íntegra esta ideia. Mas especifiquemos.
Segundo o "Correio da Manhã" os «futuros» professores terão que mostrar o que valem numa prova de ingresso na profissão.
Prova essa que é constituída por dois exames escritos e um oral, sendo que aqueles que não tiverem uma nota mínima de 14 valores, estão excluídos da «corrida».
A proposta de portaria apresentada pelo Governo e que regulamenta o Estatuto da Carreira de Docente é bem explícita ao determinar que os erros gramaticais, as más construções frásicas e uma dificuldade em expor ideias em público vão impedir o acesso ao ensino dos jovens professores licenciados.
Significa isto que após a frequência universitária e o mestrado, os candidatos terão de ser avaliados em três exames distintos se quiserem seguir a via do ensino.
Num primeiro exame escrito, com a duração de duas horas, serão avaliados os conhecimentos de Português dos «futuros» professores. De acordo com o documento, «o domínio escrito da língua portuguesa, tanto do ponto de vista da morfologia e da sintaxe, como no da clareza da exposição e organização de ideias» são essenciais. O Governo só não deixa explícito se a avaliação também incide sobre os erros ortográficos, mas e para bem de todos, espero que sim.
Numa segunda prova escrita, específica para cada área de ensino, o ministério pretende avaliar as competências de «ordem científica e tecnológica» dos licenciados.
O terceiro e último exame é oral e incide sobre a postura do candidato, a forma como fala, os erros linguísticos que comete e a forma como lida com as novas tecnologias.
Ora quem é que não está de acordo com isto? O sindicato pois claro.
Para estes senhores o que interessa é que tudo vá para professor, mesmo que acabem no desemprego.
Para estes senhores pouco importa se o docente tem ou não capacidades de leccionar. Aliás não é inédito encontrarmos alguns "assassinos da língua-pátria" a leccionar no ensino básico, o que para mim corresponde a um crime contra a humanidade.
Mas esta norma vai ficar só por aqui?
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gostei das primeiras medidas de Péter Magyar. encerrar o serviço noticioso da televisão estatal e dizer ao Presidente da República para se d...
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e pronto, mais uma aventura de Luís Montenegro. agora com os imóveis claro que depois tem de dizer coisas várias, mas nenhuma delas credível...
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o Ministério Público tirou mais um coelho da cartola. sempre que há eleições algo aparece para investigar que arraste o Partido Socialista. ...