terça-feira, 9 de outubro de 2007

Hoje queria escrever sobre Maddie, mas faltam-me as palavras, pois a morte acabou de levar alguém com quem privei e que conheci bem.
A morte, como em muitas outras situações foi injusta, cega e prepotente e roubou-nos o Fausto Correia.
Diz António Arnaut e muito bem, "a vida ficou a dever-lhe muitos anos".
Perdemos todos. Perdemos nós um amigo, a política um homem de causas, democrata e republicano dos sete costados e Coimbra perdeu alguém que sempre soube colocar a sua cidade acima das quezílias pessoais e/ou políticas e talvez poucos saibam, mas a fotografia também ficou a perder e muito.
Até sempre.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Pois não é que tenho razão?! Disse aqui ontem que as elites do PSD iriam ficar na penumbra até que pairasse uma qualquer réstea de Sol.
O primeiro já está. Chama-se Marcelo Rebelo de Sousa e declarou ontem no seu programa na RTP que não vai ao Congresso.
Diz o comentador que não vai aceitar o desafio de Santana Lopes, porque “não há nada a discutir, está tudo decidido”.
Claro que ficámos todos a perceber as verdadeiras razões do sr. Professor, são elas Manuela Ferreira Leite, Ângelo Correia, Santana Lopes, Duarte Lima e os próprios congressistas pois então.
Para quem se diz sempre de "peito aberto às balas", não é uma posição muito curial, ou então o kevlar já está fraco.

O "Diário Económico" dedica hoje 4 páginas (6, 7, 8 e 9) à questão das linhas de muito alta tensão e à REN.
As linhas de alta tensão da REN, do traçado sul Tunes-Portimão e de Sintra têm causado protestos das populações, queixando-se estas de desconhecimento dos projectos.
Claro que as pessoas podem contestar, é um direito que, felizmente, nos assiste.
Mas convém que os protestos não deixem argem para quaisquer dúvidas.
E por isso importa esclarecer o seguinte:
As populações querem o quê afinal? Que as linhas sejam retiradas? E porquê? Por questões de saúde? Por questões de estética?
Convém que quando as pessoas se manifestam saibam o porquê.
Há pessoas que vêem naquelas linhas o foco de problemas de saúde e acham que o melhor é retirar os postes e enterrar as linhas.
Também estou de acordo, só não entendo é como é que se as linhas passarem a subterrâneas acabam os problemas de saúde? Que eu saiba o que as linhas emitem são radiações e essas quer seja no ar quer seja no chão, propagam-se na mesma.
E a propósito de estética e de radiações, só espero que o Supremo não mande desligar as linhas para passado um mês a população autorizar a implantação de antenas de serviço movel no cimo dos seus prédios. Aí não haverá radiação que prejudique, antes pelo contrário, haverá antes vantagens económicas de sobra.

domingo, 7 de outubro de 2007

Algo que deve ser dito. A vitória de Luís Filipe Menezes no PSD veio provocar um sério problema ao partido.
O PPD original de Sá Carneiro foi à vida a partir do momento em que Cavaco chegou à liderança. Formaram-se uns grupos que tinham como fim último a chegada ao poder. Durão Barroso, Pacheco Pereira, Nogueira, Paulo Pereira Coelho, Calvão da Silva, Marques Mendes, Arnaut, Morais Sarmento, Ferreira Leite, Leonor Beleza e tantos outros que serviram devotamente Cavaco Silva, sempre na mira de um qualquer lugar ao sol. É gente que só se interessa pelo poder e só vive em função dele.
Foi pois este aparelho que foi derrotado nestas directas.
Como é evidente, esta derrota do aparelho partidário, significa também que as elites do cavaquismo foram encostadas às boxes e sendo assim existem, dentro do espaço político do PSD derrotados importantes, que, provavelmente, abandonarão a política e se não abandonarem o espaço político do PSD vão, pelo menos ficar em “hibernação” até que consigam vislumbrar alguma réstia de poder.
Desde Marcelo Rebelo de Sousa (que ficou muito desacreditado depois dos ataques a Ferreira Leite e a Duarte Lima e que hoje recebe um puxão de orelhas valente de Hermínio Loureiro) até Miguel Relvas, toda esta gente, que jogou contra Luís Filipe Menezes, dificilmente poderá ter lugar no futuro de um qualquer centro-direita em Portugal.Até mesmo o próprio cavaquismo, seja nas suas expressões tradicionais (Beleza, Ferreira Leite), seja nas suas versões mais actualizadas (o “Compromisso Portugal” de Alexandre Relvas, Carrapatoso e António Borges), acabou também por deixar de ter espaço para existir na política nacional. Seguindo esta lógica poderemos constatar que as elites do centro-direita vão existir somente nas universidades, fora da política, até que o PSD volte de novo ao poder e, apenas a partir daí, crie uma nova elite política, social e ideológica.Mas esta mudança não obriga a reposicionamentos somente dentro do PSD. Paulo Portas também ficou em apuros.
O “Paulinho” populista e demagogo só tinha penetração a Norte, já que a Sul o PC não lhe dá um milímetro que seja e se olharmos para Portas fora das feiras e de outros ajuntamentos, verificamos a sua insignificância e a prova disso mesmo foram as eleições para a Câmara de Lisboa.
Ora a Norte existe um novo líder nessa área do populismo, chama-se Luís Filipe Menezes e também não vai dar “abébias” ao Paulinho.
E Sócrates? Já aqui disse que face a algumas ideias proferidas por Menezes, Sócrates é o que está mais descansado. Mas isto não significa que possa estar descansado e algo vai ter que ser diferente.
É verdade que Luís Marques Mendes tinha “chateado” Sócrates com o caso da licenciatura e da Independente, mas era inofensivo para o Governo, não conseguia fazer passar a sua mensagem, para além de estar “refém” da Igreja Católica, de Belém e ainda de umas quantas elites académicas e económicas, sempre prontas e com maior empenho em negociar com a maioria socialista, em relançar o Bloco Central, ou ainda na Cooperação Estratégica do que propriamente em o ajudarem na oposição.
Ora um PSD mais populista, como fica a partir de agora, obriga o Governo a ser mais pedagógico na explicação das suas reformas, ou então a uma resposta mais eficaz na satisfação das classes médias.
Aliás não foi à toa que António Vitorino no seu comentário de segunda-feira na RTP, percebeu o que havia que mudar e avançou com o lema: "contra a demagogia usaremos a pedagogia".

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Quando percebi que o "Sol" mais não era do que um rebuscado "Expresso" a cair para o "Povo Livre" semanal deixei de ser um comprador constante.
Para quê comprar imitação, que até é mais cara, se o original está mesmo ali ao lado?
Mas voltemos ao "Sol".
Hoje a grande parangona é com Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia.
Reza assim o jornal:
"Catalina Pestana
«Continuam os abusos na Casa Pia»
Hoje Finalmente livre, sem o peso que representava a liderança da Casa Pia, Catalina Pestana fala ao SOL. Revela que os abusos continuam, que foi instaurado um novo inquérito, e abre sem preconceitos e com orgulho o livro da sua vida. A segunda parte da entrevista será publicada na próxima edição"

Primeiro sou forçado a admitir que as vendas devem andar mesmo em baixo já que a entrevista foi dividida em duas para aumentar as vendas pelo menos durante duas semanas.
Segundo, li a primeira parte e a única coisa que vi foi um questionário "direccionado" para a pessoa de Paulo Pedroso.
Terceiro fico a saber que mesmo com esta senhora como Provedora os abusos continuaram, o que me deixa seriamente perplexo já que fora nomeada por ser muito competente e porque conhecia tudo e todos, logo era a melhor pessoa para dar uma volta à instituição.
Quarto acho interessante que a jornalista Felícia Cabrita inicie com a vida da senhora, mas vá introduzindo algumas derivações muito bem direccionadas, sempre no sentido que a entrevistadora deseja.
Quinto, estou convencido que na próxima semana será a vez de Carlos Cruz.
Sexto e para terminar, acho perfeitamente deplorável não que a senhora tenha apresentado queixa na PGR mas sim que não dê conhecimento à tutela.

Parece que Marcelo Rebelo de Sousa está mesmo entalado. Como se já não bastasse o desafio de Santana Lopes, vem agora Duarte Lima levá-lo a tribunal.

O 5 de Outubro de Cavaco Silva foi virado para a educação. O Presidente da República acredita ser na educação que está o futuro de Portugal e para que se recupere veio "propor aos portugueses um novo olhar sobre a escola, sobre o modelo escolar construído à luz da ideia da inovação social"
Estava ainda a digerir o discurso quando verifico que o líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, classificou como "positivos os avisos" do Presidente da Republica para "um novo olhar sobre a escola", adiantando que os democratas-cristãos vão apresentar projectos "para mudar verdadeiramente o sistema".
Não pude deixar de largar uma sonora gargalhada e porquê? Porque este mesmo Diogo Feio foi quem promulgou, enquanto secretário de Estado aquela tristeza das Tlebs (se já não se lembram vejam este blogue a 13 de Outubro de 2006; 20 de Outubro de 2006; 21 de Novembro de 2006; 6 de Dezembro de 2006; 18 de Janeiro de 2007 e 11 de Abril de 2007).

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Estava eu ontem todo satisfeito com a coragem que revelou Gonçalo Amaral, sem saber que as mesmas declarações que eu elogiei seriam também o motivo para o empurrar do cargo. Triste sina a de quantos não se lhe embarga a voz quando decidem chamar os bois pelos nomes.
Andou mal o sr. Director da PJ e pior ainda o ministro Alberto Costa.
Ainda a propósito deste tema, gostaria de dizer que o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ, Carlos Anjos, deve estar armado em inocente, aliás só assim se compreende que ele tenha dito que concorda com a saída de Gonçalo Amaral "se isto for para o resguardar enquanto ser humano dos ataques de que tem sido alvo" pelos media britânicos no caso Madeleine McCann.
Isto é tanto para o resguardar como eu sou a Madre Teresa.

Se eles dizem... O deputado comunista António Filipe acusou o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, de mentir no Parlamento na semana passada a propósito das leis de Segurança Interna e de Investigação criminal e indiciou que o ministro tem uma agenda própria de «aspirações» de controlo do aparelho de justiça.
O mesmo deputado foi mais longe e acusou o Governo de estar a levar a cabo uma «operação legislativa que visa assegurar um controlo político do aparelho policial que não tem precedentes em democracia», sendo que «o objectivo é criar um super aparelho de controlo policial nas mãos do primeiro-ministro, com possibilidade de delegação no dr. Rui Pereira».
António Filipe não se ficou por aqui e salientou que Rui Pereira tem um longo percurso de passagem por funções no sector da segurança interna que denunciam uma ambição de controlo deste sector: Rui Pereira «após ter sido director do SIS, secretário de Estado da Administração Interna, chefe da Unidade de Missão para a Reforma Penal, depois de ter visto goradas as suas activas e pouco secretas esperanças de ser procurador-geral da República e depois de uma curta passagem de um mês e meio pela função, decerto pouco aventurosa, de juiz do Tribunal Constitucional, chega por fim a um cargo mais próximos das suas aspirações.»
Tenho inteira confiança no deputado comunista António Filipe e sei que em matéria de controlo do aparelho não há nada nem ninguém melhor que o PC, sendo assim é provável que o deputado comunista tenha razão, até porque sabe bem do que fala, tem uma boa escola em matéria de controlo.

A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia devido à concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha.
O valor total das multas impostas por Bruxelas eleva-se a 183 milhões de euros e aplica-se às cinco empresas envolvidas na concertação de preços, nomeadamente a BP, a Repsol, a Cepsa, a Nynas e a Galp.
Cá para mim penso que devemos fazer uma subscrição e comprar óculos novos à Comissão.
Então ela "vê" os preços do betume para asfalto em Espanha e não vê os preços doscombustíveis em Portugal? Só pode ser miopia!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Marcelo está metido numa embrulhada. Como seria de esperar a análise de Rebelo de Sousa na RTP1 provocou sérias ondas de choque.
Ferreira Leite está indignada e com razão já que Marcelo extrapolou o seu comentário do campo político para o pessoal e isso é imperdoável.
Com a história de "populismo" recebeu um desafio [Santana aproveitou para recordar, aos microfones da TSF, que Marcelo Rebelo de Sousa «previu, na sexta-feira, a vitória de Marques Mendes e por larga margem», acrescentando que o professor apoiava o ex-líder e nunca mostrou simpatia por Menezes. «Naturalmente quando ele agora traça cenários sobre a liderança de Luís Filipe Menezes, não será fácil... pensar que são para lhe facilitar a vida», para além disso ex-primeiro-ministro não gostou e desafiou Marcelo a tecer estas «considerações», no Congresso de Torres Vedras, daqui a duas semanas. «Há um sítio óptimo para fazer estes debates. E tenho a certeza que Marcelo Rebelo de Sousa não se ficará pelas análises na televisão e terá oportunidade para explicar o que pensa em Congresso»] de Santana Lopes que caso não aceite acabará por provocar mossa profunda na credibilidade do comentarista.

Parabéns a Gonçalo Amaral. As suas declarações não podiam ser melhores, só pecam por tardias.

Parece que Marques Mendes está inclinado a fazer uma travessia no deserto, ponderando abandonar o Parlamento.
Mesmo se ganhasse e com o "nevoeiro" que causou não estava a ver que a sua relação com a bancada fosse cordial, por isso percebo que se afaste.
Já agora, e se não for pedir muito, pode levar também a Paula Teixeira da Cruz?

Será que este espólio se vai perder? Seria mais um crime feito à nossa cultura.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

É de morrer a rir a análise de Marcelo Rebelo de Sousa à vitória de Menezes. N'"As escolhas de Marcelo" de ontem conseguiu fugir deliberadamente às questões de Flor Pedroso e só não disse que já sabia que Mendes ia perder porque seria demasiado fantasioso, mas esteve quase. Mais, conseguiu colocar o odioso da derrota sobre Manuela Ferreira Leite.
Para além disto conseguiu ainda falar bem do semanário "Sol", o que não admira já que é seu colunista.

O Bush e Aznar em discurso directo é simplesmente maravilhoso. Dá para perceber quanto existe de desprezo pelos outros e a chantagem que exercem. Vergonhoso.

1 de Outubro é o Dia Mundial da Música.

gostei das primeiras medidas de Péter Magyar. encerrar o serviço noticioso da televisão estatal e dizer ao Presidente da República para se d...