22 de maio de 2011

Numa entrevista à Lusa, Passos Coelho fez saber que quanto à idade de reforma, que Angela Merkel defendeu que deve subir em países como Portugal, a solução passa por "adoptar políticas de envelhecimento activo – não de modo a prolongar a idade da reforma para os 67 anos, mas incentivando aqueles que têm condições para poder trabalhar até mais tarde a poderem fazê-lo".
Sim, e depois digam-me como pretender promover o emprego?

16 de maio de 2011

Daniel Bessa deu uma entrevista ao DE. Até aqui nada de mais, é tão só mais um economista a prestar declarações.
O curioso são as próprias declarações.
Diz Daniel Bessa que “Em onze anos, endividamo-nos 2 milhões por hora” e ainda que “Portugal está numa trajectória de insustentabilidade desde os anos 90".
Possivelmente terá sido a presença no grupo "Mais sociedade" que promoveu esta maneira de pensar.
Mas persiste em mim uma dúvida!
Daniel Bessa foi ministro da Economia entre 1995 e 1996, ou seja nos tais anos 90.
Quando é assim, estamos conversados.

14 de maio de 2011

Hoje escutei Passos Coelho dizer que a razão estava do lado de Manuel Ferreira Leite. Confesso que não prestei atenção se as palavras foram proferidas hoje, se ontem. A reportagem passou no Primeiro Jornal da SIC.
Só não me ri porque a situação não está para risadas, antes pelo contrário.
Passos Coelho estava a falar de quê?
Da venda de créditos fiscais do Estado ao Citigroup?
Do fundo de pensões dos CTT?
Da venda da CREL à Brisa por trinta anos?
Pois se estava a falar disto, aceito.

9 de maio de 2011

E um pouco mais de respeito pelos eleitores?! É verdade, ontem foi alardeado com toda a pompa e circunstância que a Taxa Social Única (TSU)ia descer para as empresas. Questionado o PSD sobre se esta descida não iria trazer um outro agravamento de impostos para contrabalançar, foi respondido que o economista de serviço, Carlos Moedas, já tinha explicado tudo e que não era preciso explicar mais nada.
Afinal a montanha pariu um rato, melhor dizendo um ratito. Escutem aqui as explicações de Catroga e já ficarão a perceber.

Ontem assisti a uma cena curiosa. O CDS/PP foi fazer campanha para a Feira de S. Pedro de Sintra. Patrão-mor da coluna era Pedro Mota Soares, que igualmente seguia à frente e que ia distribuinda panfletos, utilizando as seguintes palavras: "É o CDS, o do Paulo Portas".
Claro que eu não estava à espera que Mota Soares soubesse que um partido não é do líder mas sim dos militantes e simpatizantes, mas pelo menoes esperava que o ex-líder de bancada não se depreciasse tanto a ele mesmo e dissesse alto e bom som: reepresentamos o CDS.
Mas claro, isso era pedir muito.

7 de maio de 2011

Pedro Passos Coelho foi, na quinta feira, à "city". É chique ir à "city", dá status.
Curiosamente foi no dia em que a "troika" ia apresentar o plano de resgate para o país. Dá para perceber? Talvez, quem sabe?!
Depois, porque também é muito mais chique, foi até à Embaixada de Portugal em Londres para comentar o memorando.
Fosse outro qualquer a viajar até ao estrangeiro e "botar lá faladura" sobre questões internas e de imediato seria imolado num qualquer altar de comentadores, jornalistas, políticos e mais uns quantos que tais. Mas seguindo...
Achei deveras caricato tudo isto.
Passos Coelho foi à "city" para se encontrar com um grupo de investidores enquanto o país levava com as medidas da "troika". Mas mais foi falar com investidores em nome de quem e investido em que funções?
Não sei porquê, lembrei-me de imediato do Futre.
Não vêm aí três "charters" carregadinhos de chineses, mas a ideia está aí, só que a "city" está-se marimbando como sempre tem feito desdo o Tratado de Methuen