30 de dezembro de 2010

Os exemplos errados de Cavaco. Ontem durante o debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre e, a propósito do BPN, Cavaco Silva colocou em causa o trabalho da actual administração do BPN, dizendo que na Inglaterra muitos bancos ficaram em situação preocupante e que foram nomeadas administrações profissionais que resolveram a situação, dando o exemplo de Horta Osório.
Esteve mal Cavaco Silva. Se queria dar exemplos dava o do americano Madoff (julgado, preso e os bens vendidos para pagar as falcatruas).
E não julgue Cavaco que remetendo para a página da Presidência na internet que esclarece tudo na íntegra.
Aliás e a propósito da referida página, sempre que a conversa não lhe "cheirava" remetia para a tal página, parecendo que Cavaco faz dela a sua comunicadora oficial. Se assim é não entendo o porquê do show televisivo sobre o estatuto dos Açores...

26 de dezembro de 2010

"Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes". Uma frase que nunca fica bem a quem a diz. É muita presunção tecer afirmações de caracter sobre os outros. Tenhamos a corajem e a lucidez de nos julgarmos a nós próprios e nada mais.

21 de dezembro de 2010

Cavaco pede o que não tem: bom senso. Ontem dentro de uma iniciativa de campanha de recandidatura a Belem e, respondendo a uma questão, vestiu a pele de presidente e ameaçou vetar o diploma dos contratos com o ensino particular. Lá foi o bom senso.
É candidato? É presidente? É o quê?
Mas talvez fosse interessante que antes de vetos e demais observações estudasse devidamente o assunto. Que colégios têm contratos? Porquê na mesma zona só um tem direito a contrato? Quem são os frequentadores dos colégios com contratos?
É mais fácil falar em veto, conquistam-se mais votos...

Ainda sobre Cavaco importa não esquecer as suas declarações à revista "Sábado" de 16 a 22 do corrente mês. A propósito da polémica sobre o antigo regime disse o candidato Cavaco: “Não sei o que é que o regime pensava de mim nessa altura, mas tendo-me mandado para Moçambique 10 dias depois de casar, quando ainda estava em viagem de núpcias, e estando eu no terceiro ano do curso, não me tendo deixado terminar o curso, eu e a minha mulher com certeza que não pensávamos bem do regime”.
Espectáculo. Sacana de regime. Não o deixaram acabar o curso, nem gozar as núpcias. Sim era isto que Cavaco pensava do regime. Censura, repressão, presos políticos, liberdade,... nada disso era importante.

O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, disse ao Expresso (assim diz a 1.º página), que a governação é muito exigente e que o PSD tem de se preparar melhor e, assim sendo, considera que "É um erro o PSD querer chegar já ao poder".
Um partido de "corajosos" . Passos Coelho quer governar com o FMI e de preferência com Paulo Portas.
Claro, governar em crise exige, e não é qualquer um que tem estaleca para isso.

17 de dezembro de 2010

O Jornal de Negócios diz hoje que os comerciantes se arriscam a ter de passar sempre factura aos clientes.
Arriscam-se?! Mas não é obrigação passar sempre a factura?
Tem sido a nossa "vista grossa" aliada ao "xico espertismo" de alguns que permitem que a economia paralela represente um quarto do PIB.
É mais que tempo de vinte pagarem cinco em vez de cinco pagarem vinte como acontece hoje.

George Soros diz que "A Europa devia salvar os bancos antes dos Estados" e eu acresceitarei e liquidar com os "vampiros" dos especuladores.
É a modos que uma frase mais completa...

16 de dezembro de 2010

Eu sei que não se deve gastar cera com ruins defuntos, mas tenham lá dó... O presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou hoje que Portugal "não está numa democracia, mas num regime de pensamento quase único".
Presumo que ele estava a ver-se ao espelho que, convenhamos não deve ser nada pequeno...
E a independência quando é que lha damos para ele ver o que é bom para a tosse...

10 de dezembro de 2010

Não sou defensor da posição de Carlos César, antes pelo contrário. Se é para doer é para doer a todos sem excepção. Mas a minha discordância não significa que aceite as críticas do dr. Alberto João.
Se há pessoa que não tem moral para criticar Carlos César é o Alberto João. Pensemos nos seus gastos sumptuosos. Sim que eu não me esqueço do orçamento da Assembleia Legislativa da Madeira. Ele aqui fica.
Agora digam lá que moral tem o senhor...

9 de dezembro de 2010

Sem adjectivação possível. A Irlanda viu-se obrigada a recorrer ao fundo de estabilização financeira porque teve de segurar o seu sistema bancário. E para segurar o dito sistema concedeu aos bancos valores que representam cerca de 20% do PIB. Ora a estes 20% vieram adicionar-se os cerca de 12% de defice do próprio estado.
Assim sendo a Irlanda iria chegar ao final do ano com um defice de 32% do PIB. É obra...
Depois de muitos "ataques" a Irlanda recorreu ao fundo de emergência e levou cerca de 85 mil milhões de euros (esta verba é só para os bancos porque, no dizer do ministro das Finanças e do primeiro-ministro o país em si não precisa de fundos) que vai pagar a uma taxa de cerca de 5%.
A nossa quota para esse empréstimo é de mais ou menos 500 milhões. A solidariedade é assim.
Resumindo a Irlanda endividou-se para aguentar os bancos.
Pois bem o The Telegraph noticiou que o Allied Irish Bank está a preparar o pagamento de 40 milhões de euros em prémios aos funcionários na unidade de banca de investimento.
A ser assim o Estado Irlandês que peça somente 84960 milhões, já que pelo menos este banco tem 40 milhões livres.
A desfaçatez de uns quantos é algo que me consome as entranhas.
Li as declarações de Cavaco Silva na inauguração da sua sede de campanha em Santarém e fico perplexo.
A fazer fé no que está escrito, só Cavaco conhece a realidade do país, os outros candidatos são uns autênticos néscios sem nenhuma qualificação e preparação para o cargo.
Cavaco Silva já tinha grangeado a minha admiração pela forma de comer bolo rei; por ser político e pretender assumir-se como não político e tecer críticas aos políticos; por ter contribuído para o desbaratar de fundos europeus que chegaram a Portugal aquando do seu reinado como primeiro-ministro; por gostar de se assumir como "adivinhador-mor do reino", embora o dito reino em nada tenha beneficiado dessa sua actividade; enfim, por tudo aquilo que nunca fez nem como primeiro ministro, nem como presidente.
Tudo isto já era motivo bastante para a minha admiração, quando eis que uma nova qualidade desponta e esta sim, me deixa completamente rendido: a modéstia, ou melhor dizendo, a falta dela.

3 de dezembro de 2010

O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, considerou que a subida dos spreads cobrados nos créditos à habitação é normal face à situação vivida no sector financeiro devido à crise internacional, defendendo taxas acima dos 2%.
Não sei se hei-de rir, chorar, dizer um chorrilho de asneiras...
Que eu saiba o BCE está a emprestar aos bancos portugueses a 1.%. Mais, os últimos resultados dos bancos não demonstram que estes estejam a sofrer prejuízos.
O que falta a estes senhores é pagarem impostos como deve ser.

Não percebo e recuso-me mesmo a aceitar as excepções e esta é uma delas.

22 de novembro de 2010

E o inevitável lá aconteceu: a Irlanda recorreu à ajuda externa. Quase 100 mil milhões. Quanto nos vai caber em sorte na contribuição não sei, mas a solidariedade é assim mesmo e aí não levanto objecções. Preocupa-me mais o Banco Português de Negócios, sim porque ele já nos comeu mais (fala-se em dois mil e quinhentos milhões) do que emprestamos à Grécia, dentro do mesmo espírito de solidariedade). Já disse isto e volto a repetir: Madoff foi julgado e condenado num abrir e fechar de olhos por motivos idênticos, só que nos EUA.
Mas este texto não é sobre o BPN.
Voltando ao início, a Irlanda necessitou de ir pedir dinheiro porque o seu sistema bancário está falido e originou um défice de 32%.
Ironia ou não das coisas, estamos perante uma pescadinha de cauda nos beiços.
A banca que o Estado vai salvar, é a mesma que pede emprestado ao BCE a 1% e empresta ao Estado a 5 e a 6%. Mais, foi esta mesma banca que esteve na génese de todo este problema que atravessa diametralmente os Estados.
Podem dizer-me que é preciso salvar a banca para não permitir um descalabro ainda maior. Estou inteiramente de acordo.
Agora também penso ser esta a altura ideal para impor regras a um sector que perdeu à muito o sentido de ética e da decência.

No último post falei do tal pastor americano que "investiu" contra o Facebook porque ele fomenta o adultério.
Corre agora a informação que esse mesmo pastor é um devoto praticante de... swing. Tenham dó.

20 de novembro de 2010

É preciso ter uma paciência de santo para aturar alguns dislates, mas para este são precisas duas paciências.

Tenho respeito por quem faz greve e assume a sua feitura. Por outrolado, desprezo todos quantos não vão trabalhar e no dia seguinte preenchem a justificação com uma ida ao médico, acompanhamento de familiar ou um dia de férias. Acrescento igualmente que também não nutro especial simpatia pelos dirigentes que se perpetuam no lugar, longe do trabalho, alguns mesmo desfasados da realidade dos nossos dias e agarrados a chavões.
Tem este texto por motivo a próxima greve geral do dia 24.
Ao que parece os serviços mínimos nos transportes não estão nada fáceis. Dentro do meu respeito contesto. Estamos a falar de serviços públicos de transportes que pagamos principescamente com os nossos impostos, para além dos títulos de transporte diários e dos passes.
Assim, como eu respeito quem faz greve, é necessário que também me respeitem e respeitam-me se aceitarem a questão dos serviços mínimos.
E atenção que a questão dos serviços mínimos não se restringem só aos transportes, existem outros sectores que padecem da mesma "enfermidade".
O princípio é sempre o mesmo: contam com o meu respeito, se também me respeitarem.
CP e SOFLUSA. No Metro não há serviços mínimos para ninguém.

18 de novembro de 2010

De repente todos querem os combustíveis "low-cost". Para trás ficam os tempos em que todos referiam que estes combustíveis eram de inferior qualidade, que danificavam os veículos, etc e etc.
Agora é assim. Um pouco mais de honestidade intelectual e não se perdia nada.


Muleta oratória?! Já lhe ouvi chamar muita coisa, muleta é a primeira vez.

12 de novembro de 2010

A sra Merkel e o sr. Sarkozy foram hoje derrotados pelo G20. Primeiro a Alemanha e depois veio a França apoiar, pretendiam que os investidores/possuidores de títulos de dívida pública fossem obrigados a assumir as perdas em caso de reestruturação da dívida de um Estado emissor desses títulos.
Ora os investidores dos mercados secundários não aceitaram isso e desataram a penalizar quem necessita de procurar dinheiro no mercado para se financiar, como é o caso da Grécia, de Portugal, da Irlanda, da Espanha e mesmo da Itália, embora a esta numa escala inferior já que a dívida é mais interna.
O que acontece é que a cimeira do G20, veio hoje dizer que não pode ser assim e que os investidores não podem, nem devem ser penalizados nesta matéria.
A partir daí os juros da dívida pública portuguesa e irlandesa baixaram de imediato.
É esta Europa a duas mãos que não entendo e recuso aceitar. De um lado o eixo franco-alemão(com mais uns três ou quatro países desejosos de entrar para esse alinhamento) e do outro lado estão os outros países).
A Europa não é isto.

9 de novembro de 2010

Cavaco Silva disse hoje que "Devemos fazer o trabalho que nos compete por forma a reduzir a nossa dependência do financiamento externo".
Que curioso, terá Cavaco feito o dele quando teve essa hipótese.
Socorro-me e um artigo de Daniel Oliveira no Expresso para também eu dizer que não, não fez. Por isso vir agora armado em moralista, é um acto de mero eleitoralismo.
Deixo mais um artigo de Daniel Oliveira que julgo deveras importante.
Depois do não aceito, mas aceito a subida de impostos; depois do pseudo-tabú do voto não voto, uma nova "grande ideia" foi lançada por Passos Coelho: a responsabilização civil e criminal os governantes que deixem resvalar a despesa.
Claro que isto só serve para encher páginas de jornais, porque na prática é nulo.
Se a despesa resvala de maneira criminosa, aplicam-se as leis já existentes e ponto final. Se a despesa resvala porque foram tomadas opções políticas erradas, também existe solução, esses decisores políticos devem ser castigados nos actos eleitorais.
É assim que funcionam os Estados democráticos.

A história do processo Casa Pia é uma vergonha que atinge de novo o poder judicial. A quando da alteração do crime ocorrido em Elvas, de imediato se aventou que poderia acontecer tudo isto. Como é que não atenderam a isso e prosseguiram, sabendo que estavam a dar seguimento a uma nulidade?
Quem é que paga este dislate?

5 de novembro de 2010

Ontem deixei aqui um post sobre a "zanga" de Passos Coelho com Ângelo Correia, só que inadvertidamente escrevi Ângelo Coelho.
As minhas desculpas pelo lapso e um obrigado a um grande amigo pela chamada de atenção para o erro.

4 de novembro de 2010

Aqui está um artigo deveras importante para ficar no esquecimento, penso mesmo que não seria nada má ideia tirar umas fotocópias e distribuí-las por alguns ilustres personagens que se costumam deliciar a tecer alguns pseudo-comentários. Até mesmo o insigne Medina Carreira, ministro das Finanças do I Governo Constitucional (1976-78) não pode tecer grandes loas ao vento.

Já acabou a zanga entre Passos Coelho e Ângelo Coelho? Eu ando mesmo preocupado com isto

2 de novembro de 2010

Assistir aos debates na AR é o melhor exercício para afastar este sentimento deprimente que teima em nos deitar abaixo.
Hoje o artista de serviço foi José Pedro Aguiar Branco.
Disse o referido deputado que José Sócrates "vai ter de passar pela vergonha de ser demitido".
Então não é que eu me recordei do XVI Governo Constitucional, onde o excelso deputado foi ministro da Justiça e percebi que ele sabe do que fala, já que foi o tal governo que foi "despedido" por Jorge Sampaio.

30 de outubro de 2010

Passos Coelho assumiu na conferência do Diário Económico que "a solução ideal era a Constituição permitir eleições" porque "as eleições dão mais verdade e mais força política às soluções"
Claro que eu percebo tudo isto e até estou de acordo com a segunda premissa.
Mas o problema de Passos Coelho é outro, os 42% que as sondagens lhe dão não estão seguros face ao número dos que não sabem ou não respondem. Este sim é o granda e verdadeira angústia de Passos Coelho.

E agora é o quê, onde e como? Que tal pedir uma contribuição aos eurodeputados?! Quanto é que já investimos no BPN? Julgo que foi bem mais.

26 de outubro de 2010

Cavaco apresentou hoje a sua recandidatura. Até aqui nada de novo. O discurso foi um conjunto de lugares-comuns sobre a sua preparação nestes tempos de crise. Aliás já na anterior campanha ele referiu isso e, como podemos confirmar, isso não nos trouxe nenhum valor acrescido.

25 de outubro de 2010

Numa altura em que todos (quase todos, para ser mais preciso) apertamos o cinto e fazemos mais uns quantos furos;
Numa altura em que as empresas se veem a braços com graves dificuldades;
Numa altura em que muitas instituições de solidariedade social estão em risco;
Numa altura destas, a Igreja continua a poder recuperar o IVA.
Tenham lá paciência... e se nos lembrarmos que vivemos numa república laica, então podemos dizer que não existe coragem política para terminar com estes privilégios.

Mas havia dúvidas!?... eu não tinha.

É isso mesmo... mas eu passo a ir ao cinema à borla.

21 de outubro de 2010

O resultado dos tabus, do "esticar a corda", deste digo eu e depois dizes tu..., pois é, o resultado está aqui.

É mesmo disto que o país precisa. Se adicionarmos a greve geral a 24. Somos um país rico.

20 de outubro de 2010

Comportam-se como se nós e o país tivesse todo o tempo do mundo.

Espectáculo. Nós que ganhamos meia dúzia de tostões pagamos uma estúpida fortuna. Eles que ganham uma estúpida fortuna, pagam meia dúzia de tostões.

Já se estava a adivinhar. Até isto temos de sustentar.

17 de outubro de 2010

Há vergonhas que merecem ser expostas sempre e a qualquer hora. Estou a referir-me às verbas para a RTP. Em altura de crise o governo decidiu, e bem, que haveria de diminuir as verbas a transferir para as empresas da órbita do Estado.
Pois que então o governo decidiu diminuir mais ou menos 30 milhões (33,1).
Face a isto pensei eu que a RTP iria fazer um esforço e colaborar nesta luta que é de todos.
Que ingenuidade a minha.
O governo decidiu, ao mesmo tempo que baixou a transferência, decidiu aumentar
em 29,3 por cento a taxa para o audiovisual, paga por todos os contribuintes na factura mensal da electricidade.
Um escândalo. Uma vergonha.
Isto é, o que o governo não transfere, vai chegar na nesma aos cofres da televisão, uma vez que cada contrato doméstico da EDP vai passar a dar para a RTP 2,25 euros por mês.
Feitas as contas de uma forma grosseira constatamos que a RTP/RDP vai receber com este aumento um valor total de 146 milhões, mais 33 milhões que no ano transacto (113 milhões em 2010).
Estão resolvidos os 33 milhões a menos.
Como ainda recentemente foi capa de jornal de que uma jornalista da RTP iria sofrer cortes no vencimento anuais no valor de 7 mil euros anuais, percebem-se os 33 milhões.
Acresce a este escândalo o facto de eu receber o sinal televisivo através de um distribuidor (ZON), assim sendo o problema não é meu, é da ZON. No dia em que a distribuidora decidir fechar a RTP, está à vontade. E assim sendo se eu deixar de ver o canal como é que o posso pagar?
Detesto que me tomem por parvo.

16 de outubro de 2010

O Orçamento é a pior "pancada" que alguma vez já levámos. Impostos directos, indirectos, congelamento de salários, de reformas. Podem dizer que é um mal necessário. Eu compreendo, mas também compreendia se as medidas de poupança tivessem sido aplicadas antes, e tenho a certeza que poderiam ter sido mais leves.
Algumas medidas pecam por tardias. E quando digo tardias, não é deste governo. É tardias de outros governos.
Diz-se agora que o governo vai extinguir, racionalizar e fundir organismos, serviços e empresas do Estado, o que deverá gerar uma poupança de 100 milhões de euros.
Alguém me pode informar desde quando é que existem estes organismos?
Vão ser diminuídas as administrações do sector empresarial do Estado. Curioso, há muito que nós já sabíamos que as administrações eram uma carga insuportável. Curiosamente nem estamos a falar de salários reais, falamos dos cartões, das despesas de representação, do carro, do combustível, enfim... calças de rico em "traseiro" de pobre.
Por mais taxas de solidadriedade ou novos impostos sobre os bancos que possaqm criar, o que se passa é que este orçamento vai novamente ao bolso da classe média.

Desabafos, nada mais do que desabafos.

Muito interessante esta visão.

13 de outubro de 2010

A ERSE está disposta a prolongar o prazo para pagamento do défice energético (aquela coisa esquisita que poucos percebem, mas que dita aumentos todos os anos).
Acho muito bem e, se não for pedir muito, pensem também naquela taxa que agora as câmaras decidiram aplicar e que se designa pomposamente direitos de passagem.
Ou seja, nós que pagamos impostos estupidamente para a coisa pública, somos ainda confrontados com o facto de essa mesma coisa pública, que nós sustentamos, exigir que as empresas que prestam serviços de interesse público paguem os direitos de passagem, direitos esses que as empresas revertem para o consumidor e que fazem mesmo questão de expor na factura detalhadamente (ver PT).
Não entendo como é que a Provedoria de Justiça e a Secretaria de Estado da Defesa do Consumidor continuam impávidas e serenas perante este ultrage que é feito a todos os cidadãos.

O "cardeal" enganou-se no caminho e em vez de ir a Fátima, foi à São Caetano à Lapa.

12 de outubro de 2010

Manuel Maria Carrilho é um ávido de poder. Mandou a filosofia às urtigas e, vá-se lá saber porquê, apontou baterias para o poder. Não um poder qualquer, mas um poder de topo. Governo, deputado, câmara (foi candidato), são os seus desejos. Qual o projecto, não sei, mas também pouco importa. Como por cá as coisas não estavam de feição, avançou até Paris, como embaixador na Unesco. Uma coisa supimpa.
Mas Carrilho tem um outro problema. Se as coisas não correm ao seu jeito, aqui del-rei que eu sou um triste infeliz, que todos me lixam, e etc e etc.
Pois bem, a sua saída de embaixador, foi coisa do outro, do líder do PS que não lhe perdoa não sei o quê, e assim sendo, barafustou céus e terras e chorou baba e ranho. Como toda a gente já o conhece, a sua escandaleira terminou rapidamente e com os mesmos intervenientes com que começou: ele próprio.
Mas claro que Carrilho não é homem de se ficar e por isso fez questão de gritar aos ventos e marés que, com Sócrates não há debate interno no Partido Socialista.
Como ele estava desejoso desse mesmo debate o que é que ele fez: assinou um contrato como comentador na TVI.
E só para rematar, vai fazer dupla com Santana Lopes. Espero ao menos que lhe aperte a mão.

A BBC, emissora pública do Reino Unido, decidiu despedir o seu director-adjunto, Mark Byford, como parte do compromisso para reduzir o número de cargos de direcção e cortar nos custos salariais.
Se a moda pega por cá na RTP, vai ser o bom e o bonito.

2 de outubro de 2010

No último post referi quatro ideias para poupar na despesa. Pois bem as minhas ideias estão inclusas no novo pacote de austeridade com que fomos brindados. Falta incluir a que refere que os veículos não podem servir para uso pessoal.
É pena que todos os governos, administrações, presidentes de câmaras, presidentes de institutos e afins não tenham a coragem de parar com este desperdício escandaloso.
Sobre as medidas anunciadas julgo que pecam por defeito no caso da frota automóvel, 20% é manifestamente pouco.
Estou deveras curioso no caso da diminuição das indemnizações compensatórias às empresas, no caso da reorganização do sector empresarial do Estado, na extinção e fusão de organismos do Estado e quanto à redução das transferências para as regiões autónomas e autarquias entre outras medidas.
Estou preocupado com a questão do abono de família, com a transferência do fundo de pensões da PT, o corte nas verbas do PIDDAC, com o limite das deduções no IRS.
Gostaria de ver as pensões de uns quantos serem suspensas. Umas em duplicado, em triplicado... Uns que foram enviados do governo para administrações dos bancos (CGD)e que um ano depois foram brindados com reformas chorudas e que hoje estão na administração de outros bancos (caso do banco de Américo Amorim em Moçambique ou Angola).
Hoje percebi, pelas palavras do presidente da CGD que esta instituição, que vive à nossa conta, pretende imputar os custos do novo imposto sobre os clientes.
Se tal acontecer apelo ao levantamento popular. Será uma das maiores vergonhas que alguma vez ocorreu.
Voltarei a este assunto.

Agora dirijo-me a todos quantos fizeram questão de dizer em tempos que deveríamos seguir o modelo da Irlanda.
Isso é que era. Gritamos porque o nosso défice atingiu nos primeiros seis meses 9,4%.
Pois bem a Irlanda espera atingir no final do ano, o valor de 32%.
Isto é que é um modelo de referência...

Dizem alguns economistas, especialmente ligados à área social-democrata que a Espanha está no bom caminho, ao contrário de nós.
Possivelmente têm razão. E se tivermos em consideração que a agência Moody's baixou a notação de nuestros hermanos, então não há a menor dúvida que é mesmo o bom caminho...

28 de setembro de 2010

Os tecnocratas da OCDE vieram a Portugal despejar uma série de ideias. É giro sentarmo-nos num gabinete em Paris e debitarmos ordens sobre os outros.
Curiosamente não os vi falarem na redução da despesa pelo combate ao despesismo e à inépcia.
Deixo aqui algumas ideias possíveis:
- suspendam de imediato as transferências para as fundações e afins;
- os veículos do estado, das autarquias, empresas municipais e afins, passam a ficar nas instalações e deixam de servir de transporte pessoal de e para o serviço, levar as crianças à escola, ir às compras ao fim de semana, e etc. e etc.;
- paremos com as parcerias publico-privadas;
- reveja-se os casos de pensionistas com duas e mais reformas.

Hoje fico por aqui, ma voltarei ao tema.

22 de setembro de 2010

O já famoso vídeo de um jovem a gozar com a ministra da Educação deve, antes de nos provocar o riso, ou mesmo depois deste, deve levar-nos a reflectir.
A primeira reflexão vai para o simples facto de um qualquer miúdo estar a gozar com um ministro, o que por si só configura um acto de falta de educação, e não estou a falar da educação relativa á formação académica.
A segunda vai para os progenitores. Por certo que tiveram conhecimento do acto, possivelmente até foram os incentivadores, e se julgam estar perante um grande facto, desenganem-se, não os abona em nada, antes pelo contrário (e é por demais evidente que este menino teve a ajuda de alguém).
A terceira vai para a educação. Toda a gente fala da importância da mesma. Os governos após Abril, afectam recursos, alteram legislação, encomendam estudos, etc. e etc.. Os docentes movimentam-se, os encarregados de educação acomodam-se, os alunos marimbam-se e o resultado é o que está à vista.
A quarta vai para a senhora ministra. A comunicação foi infeliz.
Felizmente, e no meio de toda esta amálgama, vão existindo honrosas excepções.

12 de setembro de 2010

O Expresso de ontem traz, no caderno de Economia, uma entrevista com Filipe Soares Franco. O ex-presidente do Sporting é actualmente não só o presidente da OPWAY mas também o presidente da ANEOP.
Questionado sobre se há muitas empresas no sector, Soares Franco respondeu assim: "Um excesso enorme! E o Governo - não apenas este - tem alguma responsabilidade nisso. E porquê? Empresas que não estão capitalizadas não são empresas fortes, não ajudam ao relançamento da economia. Embora não haja um instituto regulador do sector, é preciso um alvará que determine as obras que as empresas podem fazer."
Que curioso, então os Governos são os responsáveis? Quer dizer que a associação do sector está imaculada?
Toda a gente sabe que existem empresas de construção que possuem um escritório, um proprietário e uma administrativa.
Desde quando é que uma empresa do sector pode existir com este quadro de pessoal? E a associação não sabe disto? Que estranho?
Mas vamos ao mais curioso. Porque é que normalmente não são as empresas que ganham os concursos, as tais que têm alvarás, que fazem a obra?
A associação desconhece este facto?
Mas o que acontece neste sector, acontece noutros.
Estas derivações têm ou não implicações na economia? Claro que têm.
As derrapagens surgem porquê? Quanto é que se perde entre o vencedor do concurso e o executor?
Atirar as culpas para cima dos governos é fácil, é barato e pode dar milhões...

Diz ainda o Expresso no mesmo caderno que, nos primeiros seis meses se venderam 3 milhões de telemóveis, sendo que no segundo trimestre o segmento dos mais caros cresceu 79%. Mas qual crise???????!!!!!!!!!!!!

6 de setembro de 2010

Combustíveis low-cost. De repente a GALP decidiu avançar para os combustíveis não aditivados (seja lá isso o que for) e montar uma bomba para distribuir esses combustíveis. Claro que toda esta movimentação nada tem a ver com o cliente. Tem somente a ver com o facto de os hipermercados já terem uma quota de 25% na venda de combustíveis.
Alguém se recorda da guerra entre a ANAREC (Associação Nacional de revendedores de Combustíveis) e a APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição)?
Dizia a ANAREC que os combustíveis de marca branca eram «um produto tecnologicamente desfasado dos tempos em que vivemos, a que acresce menor consumo, maior emissão de CO2, com elevados prejuízos para o ambiente e principalmente um maior custo de oficina».
Então e agora? Já não faz mal?
Mas se tudo isto já transmitia uma má imagem da GALP, pior fica quando se escutam as razões (vídeo aos 19:44 minutos) aduzidas para o menor custo destes combustíveis.
Dizem que não existem talões de desconto, cartões de fidelização, cartões de pontos, intervenção humana na ajuda ao abastecimento...
Mas isto será gozo? Será que temos cara de palhaços? Em quantas bombas da GALP existem pessoas para meterem combustível nos veículos?
Cartões de fidelização? Tomara a GALP que todos os portugueses que possuem veículo automóvel tivessem cartão de fidelização, era sinal que eram todos seus clientes.
Cartões de pontos?! Devemos ser uns autênticos imbecis, já que estamos à espera dos pontos da GALP para adquirirmos produtos. Será que pensam que não sabemos fazer compras, ou que não temos noção dos preços?
Deixo-vos só um exemplo: uma sanduicheira da Flama, modelo 496FL custa em pontos GALP 3.100.
Fazendo as contas, são precisos 3.100 litros de combustível. Escolha-se a 95 sem chumbo e teremos 3.100x1.394€ (GALP Oeiras Parque, hoje). Ou seja para termos direito à tal sanduicheira, gastámos 4.321,4€.
Para que conste, a tal sanduicheira na Worten custa 22,99€!!!!!!!!!!!!!
Mas toda esta problemática leva-nos a pensar numa outra coisa.
A petrolífera refere e é secundada pela Autoridade da Concorrência e pela própria ANAREC, que o preço elevado dos combustíveis se ficavam a dever ao preço do petróleo e da refinação (coisa que nunca percebi face ao que se extrai de um barril de petróleo).
Afinal é tudo falacioso, pelo menos no que respeita à GALP. O preço elevado é culpa dos cartões, talões.
Decência meus senhores, decência...

3 de setembro de 2010

Pagar, mas exigir. Entrou agora em vigor a lei que obriga o Estado a pagar juros de mora sempre que este se atrasa a cumprir as suas obrigações face os seus fornecedores.
Até aqui, nada de extraordinário. Trata-se de uma norma que cumpre os bons princípios no que diz respeito às trocas comerciais entre dois parceiros, já que estabelece que não existindo um prazo pré-determinado os pagamentos deveriam ser efectuados no prazo de 30 dias. Sempre que fosse estabelecido um prazo, este não poderia exceder os 60 dias, a menos que houvesse uma qualquer razão deveras justificável. Assim não sendo, o Estado pagaria os correspondentes juros de mora.
Em face disto, esperar-se-ia que a lei entrasse em vigor de forma calma, sem sobressaltos, tal como acontece com tantas outras que diariamente engrossam as fileiras da legislação portuguesa. Mas qual quê?! À boa maneira portuguesa, vai de iniciar logo um “tumulto” entre as autarquias e as empresas de construção e obras públicas.
As autarquias defendem que a legislação apenas se aplica aos contratos celebrados a partir de hoje, ficando limpas de qualquer penalização as dívidas anteriores.
As empresas de construção e obras públicas, por exemplo, dizem o contrário.
Claro que eu percebo o ponto de vista de uns e outros. Uns porque não querem despender mais dinheiro, outros porque querem o “guito”.
Só que a lei não é explícita relativamente a essa questão, permitindo interpretações dúbias, tão características na nossa legislação.
Aliás, tão tardará muito tempo até que comecem a florescer pareceres de ilustres e reputados nomes para “combater” esta situação.
Mas digam lá o que disserem, isto só aconteceu porque o legislador foi inábil. Mas a culpa não foi só do legislador.
Esta lei foi aprovada em Março no Parlamento só entrou agora em vigor para que o Estado e as empresas se pudessem preparar para a sua aplicação.
Então neste tempo todo ninguém viu que a lei não era explícita relativamente aos contratos que já decorrem? Ou deixaram a “nuvem” de propósito?
O Estado porque “enquanto o pau vai e vem folgam as costas”, as empresas porque “pode ser que caiam umas verbas extras”
O que eu acho é que a legislação tem de ser explícita.
Mas convém aproveitar para referir que é justo que o Estado pague juros, mas também é justo que as empresas sejam castigadas pelos muitos subterfúgios relativamente a prazos de execução, à qualidade e custos (revisões devem ser proibidas).

Cavaco Silva promulgou o diploma que institui o corte de 5% nos vencimentos, mas fez questão de salientar que há excluídos e que ele não percebe porquê, como são os casos dos gabinetes dos presidentes da Assembleia da República, Supremo Tribunal de Justiça, Tribunal Constitucional e Supremo Tribunal Administrativo.
Curiosamente o PS apresentou propôs alterações a este diploma apresentado pelo CDS/PP, alterações essas que iam na direcção das críticas agora apresentadas pelo Presidente, só que numa dasquelas alianças estranhas a oposição votou contra as alterações proposta e aprovou o texto do PP.
Agora verifica-se que outros órgãos de soberania com idênticos estatutos jurídicos em matéria de livre nomeação e exoneração ficaram fora desse corte. Porquê? Só a oposição o poderá exclarecer.

31 de agosto de 2010

Curiosamente, ou não, os utentes do Serviço Nacional de Saúde não partilham da mesma opinião so sr. Bastonário da Ordem dos Médicos e percebe-se bem porquê.

Até que enfim que encontramos alguém com tino na cabeça. E se aproveitássemos os conselhos de Joshep Levi e seguíssemos a recomendação cá no rectângulo luso?

26 de agosto de 2010

Que curioso... Ao que parece o governo está à espera da decisão do Banco de Portugal para ver se avança ou não com legislação para proibir a inclusão de cláusulas «abusivas» no crédito à habitação,cláusulas essas que se traduzem na possibilidade de os bancos alterarem o spread dos empréstimos como bem entenderem, alegando que o mercado assim o exige, e que foram objecto de denúncia por parte da DECO.
E eu acho que é curioso o governo estar à espera da decisão do Banco de Portugal. Será que no ministério das Finanças não existem juristas capazes de fazerem essa análise?
Mais, a própria Assembleia da República, através de um qualquer grupo parlamentar que seja, não poderá chamar a matéria à Comissão de Economia e Finanças? Ou as Comissões não servem também para isso? É por estarem no período de férias?
Seja de que forma for, trata-se de uma matéria deveras importante para todos nós e que não pode ser remetida para os infindáveis estudos tão característicos do nosso sistema.
Aqui fica uma ajuda disponibilizada pelo DE.

24 de agosto de 2010

Confesso que tenho alguma dificuldade em entender o alcance deste tipo de medidas. Vejamos, vamos pagar mais cara a electricidade para que as empresas possam ser subsidiadas?!
É curioso, nós pagamos a que consumimos e ainda temos de ajudar a pagar a que os outros utilizam. E o que recebemos em troca? Nada.
Mas o mais caricato, é não me consta que os que recebem esse subsídio, e que passam a ter menos custos na produção, diminuam os preços dos produtos.

Qual é o verdadeiro PSD? O das declarações do jornal i ou o das do jornal Sol?

Mas ainda havia dúvidas que ia ser assim? A comunidade internacional quando se trata de Israel, assobia e olha para o lado.

Mas onde paira a carta da DECO? Não levava selo e foi devolvida? A morada estava incorrecta? Se não fosse sério, dava para rir.

20 de agosto de 2010

Primeiro, o meu agradecimento ao leitor que postou o comentário a recordar-me da minha ausência. É bom ter este "feedback". Profundamente agradecido.
Agora, regressemos então.

João Silveira, vice-presidente da Associação Nacional de Farmácias, a propósito desta notícia referiu que as farmácias além «além da dispensa, informação dos medicamentos e o acompanhamento» prestam «um grande número de serviços à população totalmente grátis».
Não estou sequer a duvidar das palavras do sr. João Silveira, mas teria ficado muito mais esclarecido se, porventura, tivesse havido uma elencagem desse "grande número de serviços".
E isto porque se estão incluídos a medição de tensão arterial, índice de imc, peso, altura, isso é feito por máquinas que necessita de introdução de moedas.
Por outro lado, importa esclarecer que a proliferação de estabelecimentos farmacêuticos (tipo cogumelos) provocou que as pessoas se desloquem com maior assiduidade aos estabelecimentos que ofereçam uma maior gama de serviços. Assim sendo, esses serviços são como "marketing" e nada mais.
Para já fiquemos por aqui.

30 de julho de 2010

Pedro Passos Coelho voltou a falar do negócio da PT com a Telefónica (desta vez estava em Portugal).
Pois bem, disse o líder do PSD, quando questionado sobre as afirmações do ministro Pedro Silva Pereira, que “o Governo é que está agora a tentar encontrar uma forma de justificar a sua mudança de posição, porque em primeira linha o Governo não reconheceu a decisão que a Assembleia Geral da PT tomou e agora aceita a que a administração da PT tomou”, e acrescentou que “quem teve dois pesos e duas medidas foi o Governo, não foi o PSD”.
Mas não ficou por aqui o seu comentário.
Questionado se o negócio com a Oi protege melhores os interesses nacionais, Passos Coelho salientou que a única diferença entre a decisão anterior da PT e a decisão de agora no que toca ao preço é que “na primeira versão a PT receberia 7 mil 150 milhões de euros e depois poderia ir ao mercado ver qual era a melhor opção de reinvestir esse dinheiro, na Oi, nestes termos ou noutros termos” e que assim a PT vai receber 4,5 mil milhões à cabeça, daqui a meio ano vai receber mais mil milhões de euros e daqui a um ano vai receber mais dois mil milhões de euros, num total de 7,5 mil milhões, concluindo “do meu ponto de vista esta segunda hipótese tem mais risco do que a primeira, é praticamente a mesma, com um pouco mais de risco”, referiu.
Para concluir os seus comentários acrescentou que, se o Estado e o Governo não tivessem intervindo, “a PT iria negociar com 7 mil milhões no bolso a melhor aplicação que poderia fazer para futuro, sem pressa de encontrar uma saída para uma situação que foi criada pela intervenção do Governo” e que “no essencial, o negócio não muda muito, é basicamente o mesmo, talvez agora com um pouco mais de risco, o Governo é que precisa de encontrar uma forma de dizer que o superior interesse estratégico nacional passava a ser coberto por uma negociação que entretanto ocorreu com a Oi e por 300 milhões de euros de diferença”.
Para mim não há nada pior que a "fuga para a frente" e a tentativa serôria de nos fazer passar por burros.
E digo isto porque Passos Coelho sabe que com a primeira versão a PT receberia 7 mil 150 milhões de euros, mas ficava proibida de ter negócios significativos no Brasil.
O grande problema de Passos Coelho é que o negócio teve um final feliz para todas as partes, menos para ele que se estivesse no poder teria forçado a venda por um mísero prato de lentilhas.
Assim o Governo continua com os interesses estratégicos no Brasil defendidos (aliás país com quem Passos Coelho quer incrementar as relações comerciais, mas que estava disposto a abandonar neste negócio), os accionistas ganham mais 300 milhões e a administração vendeu metade de 59% por um valor superior à própria PT.
Era isto com Passos se deveria congratular e não com a tal retórica serôdia-

29 de julho de 2010

Ultimamente Passos Coelho tem-nos brindado com umas pérolas espectaculares. Umas ditas em Espanha, outras aos microfones da TSF, enfim um fartote.
Hoje, na entrevista dada à Ângela Braga da TSF foi um bodo aos pobres.
Disse o líder do maior partido da oposição que é necessário colocar «o Estado e as associações empresariais a trabalhar em conjunto para procurar novos mercados nas economias que estão a crescer a um ritmo mais vigoroso», sendo esse o caso do Brasil e Angola. Passos Coelho considera estes países cruciais e que podem servir de trampolin para a China e para a Índia sendo por este motivo que pretende ainda este ano desçocar-se ao Brasil, Angola e Moçambique.
Primeiro já todos tinhamos percebido que o nosso futuro está directamente ligado aos mercados emergentes, e quando digo todos, são mesmo todos. Bastaria ter tomado atenção à passagem de Lula da Silva pelo nosso país, ou a deslocação recente de Cavaco e Sócrates a Angola para perceber isso mesmo. Por isso se esta é a grande "cacha" de Passos Coelho, eu fico com a nota de rodapé.
Mas tudo isto ainda é mais curioso se nos recordarmos do pensamento do PSD quando Lula chegou à presidência: tinha sido um mau passo do Brasil, ter escolhido um esquerdista para presidente. Hoje já não pensam assim?!
Quanto a Angola até fico pasmo como é que o PSD já decide caminhar para um país governado por uma ditadura.
Isso significa que a entrada de Isabel dos Santos no capital da ZON já não levanta reservas?
Vai visitar os países ainda este ano. Acho bem, só lamento ter de fazer uma analogia com o ciclismo: já por lá passaram o primeiro, o segundo e o pelotão todo, agora é a vez do carro vassoura.
Mas desta entrevista ficou-me uma pulga atrás da orelha. O que quis dizer Passos Coelho com a aliança ibérica para garantir a presença de portugueses e espanhóis em novos mercados fora da Europa.
Se tomarmos como exemplo o caso da VIVO, podemos dizer que foi uma aliança que correu bem.
Quando se espera que o líder do maior partido da oposição tenha ideias concretas e importantes para o país, assistimos a isto.
É pois fácil de perceber o porquê do PSD começar a cair nas sondagens.
Não sou um leitor assíduo de Henrique Raposo do Expresso, mas ontem suscitou-me curiosidade o título e li o comentário.
Pois nem de propósito, hoje ao ler o Público lembrei-me de imediato do texto de ontem.
Então o Ministério Público queria ouvir Sócrates sobre o caso Freeport, tinha mesmo uma lista de 27 questões, só que não teve tempo para o fazer.
Não teve tempo? Quanto tempo tem o caso Freeport? 5 anos, 6 anos.
Henrique Raposo tem razão.

22 de julho de 2010

Desenganem-se todos quantos pensaram que a apresentação destas propostas de alteração do texto constitucional promovidas pelo PSD é uma coisa de loucos e uma prova de imaturidade política como dizia ontem o PS.
Tudo isto foi pensado ao mílimetro.
Numa primeira etapa era necessária a imagem do preocupado, capaz de apoiar o Governo porque estava em causa o país (diziam). Na segunda etapa aparece uma meia dose de vangloriação, no sentido de fazer crer que se não fosse ele teria sido o descalabro total, o caos.
Agora chegou a terceira. Sem deixar de apontar a primeira e a segunda, eis que se lança para o que julga ser a ofensiva final. Enquanto vai ameaçando com a não aprovação do próximo orçamento vai lançando para o ar alguma "poeira".
Claro que a terceira etapa só chegou com esta rapidez porque o PSD aparece com 40% das intenções de voto, mais seis pontos do que os 34% do PS.
Antes de se avançar para alterações ao texto fundamental importa que se responda com toda a honestidade e sereriedade à seguinte questão: é a actual Constituição que impede o desenvolvimento económico e social do nosso país?
Claro que não. Há questões bem mais prementes que a Constituição.
E Passos Coelho sabem muito bem disso e também sabe que a Constituição só pode ser alterada com o apoio do PS. Só que assim aproveita o debate para passar a sua mensagem e afasta-se da colagem ao Governo que ficou das negociações do plano de austeridade e apresenta as suas políticas.
Claro que isto não vai ficar por aqui, pelo menos é a minha convicção.
Resta-nos esperar para ver quais sãos as novas poeiras a lançar.
Uma coisa é certa: o PSD começou a sua campanha eleitoral e por muito que Passos diga que apoia Cavaco, percebe-se que os timmings do líder do PSD estão muito para além dos de Cavaco.

2 de julho de 2010

Em Maio do corrente ano o engenheiro Belmiro de Azevedo, patrão da Sonae, disse, numa palestra do Instituto Superior de Gestão, que "prometer e não cumprir é pecado", que discordava do aumento de impostos previsto no plano de austeridade aprovado pelo Governo, alertando que o Executivo "está a brincar com o fogo" porque "o povo quando tem fome tem o direito de roubar", e que "não há outra saída".
Pois muito bem, a PJ deteve um grupo que se dedicava ao assalto de hipermercados e ourivesarias.
Não sei se o Continente e/ou o Modelo estão na lista de estabelecimentos assaltados, mas julgo que se estiverem e face às palavras do sr. Engenheiro, devem ser retirados da acusação.

1 de julho de 2010

Os artistas do Finantial Times escreveram, a propósito do veto do governo ao negócio PT/Telefónica que «A estupidez colonial ainda não morreu».
Por certo que lhe faltam espelhos. Pois se os tivessem veriam quem são os verdadeiros colonizadores, e não é necessário andar muito para trás no tempo: vamos só até à invasão do Iraque.
Mas seria bom que estes senhores tivessem tido o mesmo julgamento aquando do célebre caso da francesa EDF/SUEZ e os italianos da ENEL (excelente artigo no Avante) e ainda o caso da ON alemã e a Endesa espanhola no mesmo artigo.
Nessa altura era só proteccionismo, agora como são os portugueses é colonialismo.
Decência, senhores, decência.

Decência também aqui e da parte de todos se faz favor. Pena suspensa...

12 de junho de 2010

Acho deveras importante que o Papa peça perdão pelos sacerdotes, só acho que ao ritmo que os casos estão a aparecer (e não me refiro somente aos casos de pedofilia), estou em crer que o Papa, vai ter de repetir este pedido por mais algumas vezes.

E porque estamos a falar de sacerdotes gostaria de referir que não percebo muito bem o alcance da carta publicada no "Expresso" pelos Católicos de Portugal com o título "Carta aberta aos padres de Portugal/ a todos".

1 de junho de 2010

Não fosse Israel se julgar acima das leis internacionais e não fosse a cobardia de muitos e o barco humanitário que se dirigia à Faixa de Gaza teria chegado ao seu destino.
Dizem-se cobras e lagartos sobre os piratas somalis, mas esses tanto quanto se sabe nunca atacaram barcos humanitários.

Parece que o Banco Ambrosiano está de novo na berra http://www.ionline.pt/conteudo/62546-banco-do-vaticano-suspeito-lavagem-dinheiro. Não vejo onde está a admiração. Lembram-se de Paul Marcinkus ter escapado à prisão só porque quando desceu do avião em itália foi metido de imediato num carro do Vaticano que o levou logo para o Vaticano.

Palavras, palavras e nada mais do que palavras. Coragem para acções concretas que é bom... nada http://www.ionline.pt/conteudo/62519-onu-condena-ataque--frota-humanitaria-mas-nao-censura-israel.

"Nova taxa de IRS entra hoje em vigor. Ninguém escapa ao aperto". É este o título do jornal i, mas está errado. Há por aí uns artistas que escapam sempre.

Podem ter muita razão, mas eu ainda não atingi o alcance da medida http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/idade-pediatrica-passa-a-ser-os-18-anos.

30 de maio de 2010

A Igreja em bicos de pés. A Igreja está em bicos de pés porque Cavaco não vetou o diploma sobre o casamento gay.
Claro está que vivemos num Estado laico, mas isso para alguns não significa nada.
Aliás uma estrutura como é a Igreja tem sérias dificuldades em perceber o conceito democracia.
Tratem das muitas questões internas que têm e deixem lá o resto.

18 de maio de 2010

O risco da dívida portuguesa é o quarto que mais sobe no mundo recentemente, colocando Portugal na sétima posição da tabela mundial dos países com maior risco de incumprimento.
Se pensarmos que os mercados estavam a acreditar no esforço português, não se percebe tudo isto, ou será que mais alguma coisa existe?
Claro que existe mais.
Josef Ackerman, presidente do Deutsche Bank, e um dos interessados em estabilizar os mercados, decidiu manifestar as suas reservas sobre a capacidade de Portugal resolver o problema do défice.
Não bastava os ataques dos especuladores, era preciso vir também este artista.
Mas o problema não fica só por aqui.
O que realmente está a acontecer é que de uma forma mais ou menos encapotada, alguns dos maiores da Europa apontam o dedo aos países mais frágeis, por forma a estarem fora da mira dos que ganham à conta da desgraça alheia.
Sim, não nos podemos esquecer que a dívida externa da Alemanha é assombrosa, a da Espanha ultrapassa a nossa, a Itália está como está, etc. e etc.
Quando o Comissário Almunia disse o que disse, todos lhe "foram ao osso". Ackerman falou e todos se encolheram.
Será que é por ser alemão?! Tenham lá paciência.

Porque estamos numa de economia gostaria de falar dos bancos portugueses. À não muito tempo era fácil encontrar as instituições bancárias a oferecerem tudo e mais alguma coisa nos créditos aos particulares, a encentivar o governo a avançar desbragadamente para grandes obras, enfim uns "mãos largas".
De repente, como o dinheiro ficou caro e não está aí à mão de semear, aqui del-rei que está tudo mal.
Vai daí que os spreads aumentam assustadoramente e as grandes obras têm de ser travadas.
Palavras para quê...

15 de maio de 2010

Foram-nos ao bolso. É verdade. Em nome de um déficit maluco que por cá se instalou, acharam por bem irem-nos de novo ao bolso. Nós que já possuímos uma das cargas fiscais mais onerosas da Europa vemos subir o IVA -pasme-se que é nos 3 escalões -, ser criado um novo imposto sobre o trabalho, ser actualizado o IRS e isto em cima do que já estava definido pelo PEC.
Estamos perante um dos maiores agravamentos fiscais de que há memória.
Enquanto isso, a classe política e os gestores das empresas públicas vêem o seu ordenado ser reduzido em 5% (na Espanha foi 15).
A somar a tudo isto vem aí o aumento do gás, já estabelecido, a ministra já fala no aumento da água e claro o resto também deve levar um abanão.
Não há hipótese meus senhores. Não é possível sobreviver.
Esperava a subida do escalão máximo do IVA em 2% e tudo igual nos outros escalões. Esperava ouvir que os cartões de crédito de directores, gestores e outros que tais estavam cancelados. Esperava ouvir dizer que algumas empresas públicas e municipais que só servem de "albergue" eram encerradas. Esperava ouvir dizer que a frota automóvel iria ser reduzida. Esperava ouvir dizer que os carros das empresas públicas e do Estado estavam proibidos de andar por aí, especialmente ao fim-de-semana.

A Standard & Poor desceu o rating da dívida da PT. E desceu precisamente num momento em que a PT é atacada pela congénere espanhola Telefónica. Somos mesmo pequeninos.

8 de maio de 2010

Assis diz que não exclui o Bloco Central, acho muito bem. Mas se não se importar muito, podia excluir os tiros nos pés: nomeações no Instituto de Emprego, o caso de maria de Medeiros, o deputado Ricardo Rodrigues...
Aliás sobre este último, não entendo como é que o deputado ainda não pediu escusa da sua eleição para a Segurança.

Também estou de acordo, mas acho que não devem ser só os colégios, deve ser também as aulas de natação, o ballet, a equitação...

Chavez contratou mais gente para o ajudar no Twitter do que palavras pode escrever...

5 de maio de 2010

A pirotecnia. O nosso país tem uma tradição reputada em matéria de pirotecnia. E se bem que vão longe os tempos áureos desta actividade, não podemos deixar de olhar para esta indústria com preocupação.
O recente acidente ocorrido em Canidelo, em Vila do Conde, e que lamentavelmente provocou um morto é o exemplo disso mesmo.
Mas vamos resolver esta preocupação com seriedade.
Não conheço as oficinas em causa, para poder emitir juízo sobre as condições de funcionamento, mas uma coisa eu sei, nomeadamente neste caso: a fábrica de pirotecnia foi fundada antes do jardim de infância e das demais casas.
Por isso vir agora de peito inchado reclamar a saída da oficina daquele lugar, é uma abordagem pouco séria da questão.
Quem licenciou as casas e o jardim de infância?
Se há negligentes, não são os donos da indústria em causa.
Não é vergonha nenhuma dar a mão à palmatória e admitir a falha.
A honestidade intelectual é um bem supremo...

Por uma questão de ética, não teria sido desejável que as questões elaboradas pela comissão parlamentar chegassem primeiro às mãos do primeiro ministro e só depois aos meios de comunicação...

Olhando para as restrições de segurança e de movimentação impostas pela PSP (http://24horasnewspaper.com/user/mostra.php?link=aHR0cDovL2NvbnRlbnQueXVkdS5jb20vTGlicmFyeS9BMW5ta28vMjRob3JhczM0NDQyZGVNYWlvL3Jlc291cmNlcy9pbmRleC5odG0/cmVmZXJyZXJVcmw9aHR0cDovL2xvZ2luLnl1ZHUuY29tL1l1ZHUvdmlld0xpYnJhcnlFZGl0aW9uLmh0bSUzRm5vZGVJZCUzRDI3ODE5NjA=&edicao=3444) (página 12)devido à visita de Bento XVI, acabamos por pensar que está tudo louco, então a que determina que o mobiliário urbano deve ser retirado no dia anterior deve ficar no anedotário nacional. Espero que depois sejam tão lestos a recolocá-los como a retirá-los.
Estou à espera na visita de um outro qualquer presidente de um outro qualquer Estado, também seja dada tolerância de ponto (numa altura destas isto vem mesmo a calhar).

27 de abril de 2010

Como eu gosto de tudo isto. Digam-me que eu não estou a ver mal? "Portugal vai emprestar 500 milhões a Angola".
Somos uns gajos ricos. Andamos apertadinhos como tudo, mas emprestamos dinheiro a quem vai crescer mais que o triplo comparado com o nosso crescimento.
Espero que os juros sejam alguma coisa de jeito.
E já agora, o empréstimo é para pagar às construtoras. À do Tâmega também?

Uma asneira com custos imprevisíveis. Pior que isto só mesmo quando foram fechadas as escolas comerciais e industriais.

23 de abril de 2010

Os deputados da oposição começaram e Jaime Gama acabou hoje com a comissão de inquérito ao negócio da TVI.
Como era de esperar e depois dos deputados da oposição terem pedido o acesso às escutas do caso do Taguspark, era de esperar que o ex-administrador Rui Pedro Soares, como arguido no caso Taguspark, se remetesse ao silêncio.
Os deputados da oposição bem podem clamar, mas foram eles que os únicos culpados.
Não consigo entender que entre tantos especialistas em leis, ninguém se tenha lembrado da argolada que estavam cometendo...

19 de abril de 2010

É uma Europa com a mania de rica. Idosos com mais de 65 anos, pensionistas, jovens entre os 18 e 25 anos, famílias com "dificuldades sociais, financeiras ou pessoais" e portadores de deficiência, todos poderão vir a beneficiar de férias com um subsídio da Comissão Europeia, que pode cobrir até 30% das despesas.
A proposta recebeu o nome de A expansão do turismo social, foi dada à estampa pelo comissário europeu da Indústria e Empreendedorismo, Antonio Tajani, e deverá ser posta prática até 2013.
Claro que viajar é um direito de todos, mas quando a Europa se encontra a braços com uma acentuada crise económica, com um nível de desemprego altíssimo, quando um vulcão conseguiu instalar o caos, quando muitos idosos não têm o suficiente para comprar os medicamentos que necessitam (e não é só em Portugal), quando sabemos que existe fome por essa Europa fora (e novamente não é só em Portugal) vamos brincar às férias.
Tenham juízo.
Utilizem o poder europeu (se é que tal coisa existe) para criar políticas sociais sérias, para fazer da geriatria não um fardo mas um direito, para afrontarem essas grandes empresas do medicamento...

A semana que findou ficou marcada pela crise na aviação civil e, internamente, pela questão do manso.
Pessoalmente devo referir que não é desta forma que a Assembleia sai prestigiada. Mas se Sócrates não esteve bem, Louça não esteve melhor.
O vocábulo utilizado pelo líder do BE, tem em si mesmo uma provocação gratuita, maldosa e que revela pouca educação.
Claro que eu estava à espera que a comunicação social criticasse Sócrates, mas, lá no fundo, sempre esperei que alguém referisse que Louça não esteve bem.
Bem podia esperar sentado...
E até mesmo Jaime Gama, tão pródigo a fazer reparos, foi incapaz de dizer fosse o que fosse
A democracia tem as costas largas, mas acreditem que a revolução que vamos comemorar não se fez para isto.

Desde a história do "Império dos Sentidos" (em 1991, a RTP transmitiu "o Império dos Sentidos" - pequeno excerto em http://www.youtube.com/watch?v=xPz-ovc5oBU&feature=related - filme que caiu como uma bomba na Igreja, tendo na altura, o arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, afirmado ter aprendido em dez minutos de filme mais do que na vida inteira (!)) que eu não me divertia tanto e curiosamente o protagonista é o mesmo.
O arcebispo emérito de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, criticou a "perseguição" que, segundo ele, está a ser feita à pessoa do Papa Bento XVI a propósito do escândalo de pedofilia que abala a Igreja católica.
"Estamos num tempo em que a Igreja se vê alvo de inúmeras críticas e é vítima de perseguição", disse D. Eurico, na homília da missa de sufrágio que hoje teve lugar por alma do falecido cónego Melo. Fez ainda questão de dizer que "a comunicação social parece empenhada em denegrir e até perseguir a Igreja católica, esquecendo os méritos que tem na vida das comunidades em todo o mundo" e que "nesta perseguição tenta-se atingir de forma despudorada o seu chefe supremo, o Papa Bento XVI".
O referido arcebispo emérito considerou ser "dever" dos cristãos orar pelo seu líder "para que tenha força para enfrentar a perseguição de que é alvo".
Não deixa de ser curioso que alguém tenha aproveitado a homilia de uma missa por alma do cónego Melo para falar em perseguições. Para mim quando se fala no cónego eu lembro-me sempre do ELP e do padre Max, porque será!?
Depois falar de perseguições a Bento XVI, recorda-me que o cardeal Ratzinger perseguiu Leonardo Boff sem apelo nem agravo.

12 de abril de 2010

Já tinha percebido que a chegada de Passos Coelho à presidência do PSD não trazia nada de novo, antes sim mais do mesmo.
Hoje confirmou-o nos "Sinais de Fogo".
Não tem soluções e mesmo os seus pensamentos são divagantes e sem profundidade.
Estou convicto que não chega imitar Obama.
Hoje salientou que “Vamos ter de ter mais disciplina. Há pessoas que recebem prestações sociais que não deviam receber e outras que o deviam receber e não o recebem”.
Estou inteiramente de acordo.
Não percebo como é possível tantas pessoas terem duas e três reformas escandalosas.
Julgo que era destas que ele falava.

Capucho não tem razão. A polémica em torno da sugestão de Luís Filipe Menezes de que António Capucho deveria ceder o seu lugar a Passos Coelho no Conselho de Estado parece estar longe do fim.
À TSF, o autarca de Cascais afirmou que o ex-líder do PSD 'perdeu uma excelente oportunidade de estar calado', já que Passos Coelho reafirmou-lhe a confiança e 'não aceitou de maneira nenhuma' que colocasse o lugar à disposição.
Pois é, tudo muito certo. Mas que tal se Capucho se lembrasse do que fez quando relativamente à mesma matéria quando Menezes foi eleito...

23 de março de 2010

Parece que a greve dos pilotos da TAP foi desconvocada. A razão prende-se com o facto de administração da TAP e sindicato terem chegado a acordo, acordo esse que inclui, para além de "um aumento salarial de 1,8 por cento", a "repartição equitativa dos ganhos de produtividade" entre a empresa e os pilotos.
Eu acho muito bem, só que como um dos portugueses que paga estupidamente para a companhia aérea portuguesa e porque vou ter de apertar o cinto até ao último furo, espero que não sejam só os ganhos de produtividade a serem repartidos. Acho que estou no direito de exigir que os milhões de euros de prejuízos que a TAP dá anualmente sejam divididos equitativamente também pela empresa e os mesmos pilotos.
Assim sempre será menor a fatia que nos caberá a nós.

Não me entusiasma a história de privatizar a REN e os CTT. Não é por nada, mas a liberalização do mercado dos combustíveis, deixou-me más recordações, e não me apetece passar o mesmo relativamente ao gás e à electricidade.
Quanto aos CTT, é tão óbvio que nem merece comentário.

Também não aprovo a contratação de médicos já reformados.

Ontem vi Passos Coelho a fazer campanha num lar da terceira idade. Alguém diz ao senhor que a campanha é para presidente do PSD e não para primeiro-ministro?!

20 de março de 2010

Não há nada que mais me aborreça do que a demagogia barata e hoje tivemos mais um pedacinho dela.
Tornou-se moda agora virar a agulha contra os prémios dos gestores das empresas públicas.
Hoje foi a vez de Passos Coelho.
Mas se estamos numa de demagogia barata, porque não clamar igualmente para quem usufrui duas ou três reformas milionárias.
Lembro-me de Cavaco Silva, Manuel Alegre, Manuela Ferreira Leite, entre muitos outros.
Mas claro isto sou eu a dizer...

O artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso de hoje merece uma leitura atenta e uma reflexão profunda.

17 de março de 2010

Passadas que estão cerca de 72 horas após a reunião magna dos social-democratas, o que é que resta de importante?
Pois é, somente a "lei da rolha".
É isto que o PSD tem de importante para dizer ao país?
Convenhamos que ser o principal partido da oposição, reunir um congresso e só dizer isto ao país...
Mas esta temática não pode, nem deve ser vista somente por este prisma.
Estão ainda bem presentes as declarações sobre asfixia democrática, proferidas por muitos responsáveis do PSD. Mais, ainda pairam no ar dois discursos bem mediatizados de Paulo Rangel, um dos candidatos à liderança do PSD. Um proferido por ocasião da comemoração do 33 aniversário do 25 de Abril no Parlamento (o tal da claustrofobia democrática) e o outro proferido já como eurodeputado.
Mas se a coisa já era complicada com estas duas situações, mais ainda fica com o facto de todos os candidatos à liderança só no final do congresso e depois da intervenção da comunicação social, é que vieram condenar a aprovação da referida norma, mas entretanto e aquando da sua votação deram o seu sim.
Primeiro deram o sim, depois, e para não ficarem mal na fotografia, vieram a público dizer não.
Vasco Santana dizia no seu filme "Pai Tirano": oh inclemência...
E eu direi somente: oh incoerência...
Mas não nos fiquemos só pela incoerência.
Acreditando que leram a alteração estatutária que estavam a votar, porque não votaram contra?
Ou será que não leram e disseram sim, como podiam ter dito não. Um jeito de Maria vai com as outras...
Se assim é como é que serão se chegarem ao poder?
Mas se o PSD atirou nos pés, nos braços, na cabeça, enfim... em todo o lado, o PS não esteve melhor.
Para quê levar a matéria à AR? Por certo que a Assembleia tem coisas mais importantes para tratar...

14 de março de 2010

Este fim-de-semana ocorreu o congresso do PSD. Na génese desta convocação esteve o trabalho laborioso de Santana Lopes que pretendia colocar a política de novo no centro de actividade do partido.
Primeiro tenho de contestar a escolha do local. Com a Ericeira ali tão perto escolheram as paredes sombrias de um convento ao invés de uma praia de areias limpas e de sol doirado.
Mas de repente eis que o conclave que se destinava a discutir política, passa a ter um daqueles casos de politiquice de pé-de-chinelo: o congresso tem um ou dois dias?
Depois de estar resolvido esse imbróglio, entrou-se na normalidade.
Marcelo perdeu a última oportunidade, mesmo para ser candidato a PR, encerrou aqui a sua hipótese.
Mas desta reunião magna ressalta o seguinte: o partido está bipolarizado: Passos Coelho e Rangel.
Rangel tem a vantagem de ter vencido as europeias, mas tem um handicap muito grande, veio do CDS.
Passos Coelho tem a vantagem de ter estado afastado da política e não ter participado nos últimos desvarios do PSD, mas tem um handicap muito pesado, é uma criação de Ângelo Correia e este ainda tem mais handicaps.
Afinal o congresso resumiu-se à aprovação de uma regra deveras importante: alterar o artigo 2, sobre "normas sancionatórias", de forma a que quem violar a norma sobre lealdade ao programa e estatutos do partido, "especialmente quando a mesma se consubstanciar na oposição às directrizes do partido do período de sessenta dias anterior à realização de actos eleitorais nos quais o PSD se apresente ou apoie candidatura".
Para quem tanto critica a falta de liberdade de expressão que diz existir, estamos falados.

Não gosto do PEC. Estou farto de ser um dos que tem pago sempre as aventuras deste país.

4 de março de 2010

Ontem lá tivemos Manuela Moura Guedes na tal Comissão de Ética. Independentemente de acreditarmos ou não na dita senhora importa colocar aqui algumas questões.
Continuamos no campo de disseram-me, eu li, eu tive conhecimento que aqueles senhores disseram, tudo numa terceira, quarta, quinta, sexta, talvez até mais pessoas.
Para além disso atirou para a confusão o Rei de Espanha, a PJ e mais pessoas que nada tiveram ou têm a ver com isto.
Acusou os seus colegas, os seus administradores, tudo e todos.
No final, para além dos processos crime que vai arranjar, recebeu desmentidos de vários elementos citados.
Curiosamente após isto o PSD decidiu chamar mais uns jornalistas da TVI.
Depois desta comédia será que ninguém vai parar para pensar.

2 de março de 2010

28 de fevereiro de 2010

Geralmente nos inquéritos de rua que fazem sobre o que faz falta a Portugal, nunca ouvi ninguém dizer que falta mais educação e falta vergonha na cara a muita gente.
Não dizem, mas é mesmo o que falta. Duvidam? Vejam se eu não tenho razão.
A falta de vergonha leva a que se perca a noção do ridículo.
A notícia é sobre um banqueiro que lançou um livro com o título Testemunho de um Banqueiro. A sinopse da obra fala por si: «Esta é a história do banqueiro, filho de um casal proprietários de uma sapataria em Campo de Ourique, que do nada chegou ao topo no mundo das Finanças, com negócios em Portugal, Espanha, Brasil e África». No livro, João Rendeiro desvenda a sua estratégia de fazer negócios e investir na Bolsa, bem como a melhor forma de sobreviver à crise financeira despoletada pelo "subprime".
Curiosamente o livro foi lançado quando o banco já se encontrava em elevado estado de falência.
Depois passado algum tempo o banqueiro aparece no Jornal i com uma entrevista que nos deixa de boca aberta perante tanta desfaçatez.
Mas ao que parece as coisas ainda não podiam ficar por aqui e ei-lo na primeira página do caderno de economia do Expresso.
Agora está decidido a apoiar todos os vão processar o Estado para recuperarem o dinheiro que tinham investido no banco que ele levou à falência.
Complicado? Nada disso. É o nacional porreirismo.

Ainda dentro da economia. Quando o Comissário Almunia disse o que disse e que motivou de imediato uma subida dos juros da dívida portuguesa caiu o carmo e a trindade
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1490344
http://noticias.portugalmail.pt/artigo/20100208/anmp-reclama-demissao-do-comissario-europeu-joaquin-almunia
http://www.timesofearth.com/Portugal/?NT=9&nid=17220
http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId=%7B3ED20B69-11C0-4621-B221-C410E9F60256%7D
http://www.josemanuelfernandes.eu/news_v.asp?id=1943&site=12:

Manuela Ferreira Leite disse o que disse na Câmara de Comércio Luso-Francesa e tudo bico calado.
Ora abóbora minha gente

23 de fevereiro de 2010

Não sei o que pensar?! Esperava tudo, menos isto. A tragédia ocorrida na Madeira merece-me a m im e a todos um profundo respeito e não pode nem deve ser usada para nada.

Se são só seis pessoas, será fácil descobrir o(s) autor(es) da calhandrice. Estou para ver se é mais um inquérito...

A 23 de Fevereiro de 1987 de novo "A morte saiu à rua" e perdemos Zeca Afonso. http://www.youtube.com/watch?v=2yZkC3YCU20

21 de fevereiro de 2010

Para que queremos nós "artistas" destes?! Paulo Rangel, em entrevista ao «DN» e à «TSF», declarou que «... acho que não é apetitoso ser primeiro-ministro nas circunstâncias em que se encontra o país. Sinceramente, não acho que seja um apetite ser primeiro-ministro num país que vai ter que fazer sacrifícios, fazer a inversão de políticas e oferecer, durante alguns anos, sangue, suor e lágrimas aos portugueses. Não acho que isso seja apetitoso».
Ora toma, o sr. quer ser líder do PSD, mas do país, só quando for apetitoso, ou seja quando não houver problemas.
Quando o país não tiver problemas até o "Tatonas" pode ser chefe do governo.
Assim também se vêem os grandes líderes...

Moita Flores tem razão na crónica do CM.

Terminei agora a leitura das entrevistas, publicadas este fim-de-semana, dadas pelo administrador da PT Rui Pedro Soares.
Independentemente do que pensamos sobre o caso, numa coisa ele tem razão: a publicação das escutas onde ele aparece é uma acção criminosa que atenta na devassa da vida privada.
Que eu saiba, a devassa da vida privada ainda é um atentado aos direitos constitucionais. Lamento que ninguém, excepto o funcionário judicial, se tenha empenhado em fazer cumprir as leis deste país.
E para alguns que hoje criticam com tanta veemência a providência cautelar e o seu autor, gostaria de vos deixar aqui um facto do passado: em 2008 Manuela Moura Guedes interpôs uma providência cautelar visando as publicações do grupo Impala que, segundo a jornalista, faziam a devassa da sua vida privada.
Para que conste a providência cautelar foi aceite.

Para rematar, "A bufaria" de Marinho Pinto no JN de 14-02.2010.

18 de fevereiro de 2010

Foi dado à estampa um documento elaborado pelo Grupo de Reflexão da SEDES. Neste grupo pontua, entre outros, Luís Campos e Cunha que, para quém não se lembra foi o primeiro ministro das Finanças de Sócrates.
Curiosamente foi o que ocupou o cargo pelo menor tempo. Assim sendo acho curioso que quando podia ter feito alguma coisa, deu de soleta, hoje não para de dar bitaites.
É um país de artistas...

Como é que é possível Mário Crespo ter actuado da forma que actuou na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura? Creio que a situação é demasiado séria para que as coisas possam descambar para o show-off.
Crespo nunca pensou que Nunes Liberato fizesse o que fez.
O PSD deve ter caído da cadeira quando viu o comunicado no site da presidência.

17 de fevereiro de 2010

Vamos lá descer à terra após a folia carnavalesca.

E comecemos pelo Carnaval. Dizia um diário de hoje que as "Câmaras a arder com prejuízos no Carnaval".
É engraçado as Câmaras pagam os sambódromos portugueses (sambódromos que é, como todos sabemos, uma tradição portuguesa de séculos).
Mas não pensem que estamos a falar de quantias simples, antes pelo contrário. Dizem que as verbas estipuladas para Ovar e Torres Vedras chegavam aos 600 mil euros.
Os romanos forneciam pão e circo, aqui ficamo-nos só pelo circo.

E porque falamos de Câmaras tenho de deixar aqui a nota de que o preço do gás natural vai aumentar a partir de 1 de Julho e a razão é curiosa: as câmaras vão cobrar aos operadores uma taxa de ocupação do subsolo, facto que as empresas vão reverter sobre o cliente final, tal como já acontece com a PT.
Isto já era curioso fazendo a analogia com o post anterior. Mas mais curioso se torna se pensarmos que estamos a falar de o subsolo em causa é nosso por direito, são domínios públicos. Traduzindo: nós pagamos impostos que cobrem esses mesmos terrenos públicos e depois vamos pagar novamente.

Tenham lá paciência, mas entre este e o da Kim Bassinger, fico-me pelo dela.

12 de fevereiro de 2010

O arquitecto deve estar a esfregar as mãos de satisfação, estes últimos acontecimentos têm servido para fazer publicidade ao fiasco que era o "Sol".
Quanto a tudo o que se tem passado, acredito que estamos perante uma adição de "boutades". O "revanche" é mau conselheiro.
Felizmente ainda vão existindo algumas vozes com discernimento como a de Miguel Sousa Tavares.

Fiquei a saber na "Quadratura do Círculo" que Pacheco Pereira apoia Paulo Rangel. Era perfeitamente esperado. Dois trauliteiros, só que um julga-se mais intelectual.

10 de fevereiro de 2010

Regressa Maria de Lurdes. O ministério consultou os pais sobre este retrocesso? Claro que não!
Melhor seria que dessem o diploma a todos. Escusava de haver aulas. Poupávamos uns milhões em ordenados de professores. Poupávamos nos edifícios, nos funcionários... em tudo.
Ainda falam em formação...
A SIC-Notícias acaba de confirmar aquilo que referi no post anterior, pelo menos em parte. Paulo Rangel avança contra Passos Coelho.
Agora fica para resolver a questão de Aguiar Branco e não vai ser uma questão fácil.
Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos.
Afinal está tudo esclarecido. Se existiam dúvidas acerca das movimentações do PSD, o regresso de Rangel ao Porto vieram colocar-lhe um ponto final.
Tudo o que se tem passado recentemente tinha por finalidade atirar Sócrates para a demissão. O actual PSD fez tudo para que o Governo caísse antes que Passos Coelho chegasse à presidência do partido.
Como tal não se verificou, há que mudar a estratégia.
Claro que muitos cavalgaram a onda, especialmente uns quantos que foram apertados na legislatura passada.
Só que nem tudo corre bem.
Para além das indecisões que vão grassando e que fazem de Passos o único candidato assumido, nem tudo seguiu da forma como alguém planeou.
A tentativa de empurrar para as mãos de Cavaco a decisão, saiu-lhes furada, não que Cavaco não tivesse apetite, mas isso não lhe era favorável para a reeleição.
Agora e como num passe de mágica Aguiar vai para a frente e Rangel, pressionado por Manuela, decide avançar. Aliás, aquele discurso na Europa era o pronúncio desse avanço e a viagem apressada até ao Porto, mostram que tudo se precipitou.
De repente de um candidato passa a três, vai ser engraçado.

9 de fevereiro de 2010

Um excelente artigo que espero seja lido por muitos.

Acho graça a Paulo Rangel. Vai para a "Europa" colocar-se em bicos de pés contra o primeiro-ministro do país que o elegeu, mas não foi capaz de ir contra o sr. Almunia que com um discurso provocou o caos na nossa bolsa e nos juros da dívida pública portuguesa.
Com eurodeputados destes o melhor que temos a fazer é emigrar...

7 de fevereiro de 2010

Marques Mendes está indignado com o caso das escutas. Diz ele que 'É muito grave pelas consequências que tem, pois fica claro, no plano político, que o Governo tinha um plano ao mais alto nível para controlar a informação'.
Realmente haveria poucos no PSD com a categoria de Marques Mendes para falar de televisão.
Convém não esquecer que este senhor foi o controleiro da RTP durante muito tempo.

6 de fevereiro de 2010

Ricardo Costa está de parabéns. A sua análise de hoje no Jornal da Noite de hoje foi muito boa, direi mesmo, a melhor coisa que ouvi sobre o que vai acontecendo com a história de Sócrates e da comunicação social e atenção que eu até nem sou um grande fã deste comentador.

Por falar em comunicação social, li a entrevista a Mário Crespo publicada no Expresso. Já aqui disse que admiro o jornalismo de Mário Crespo e embora nem sempre esteja de acordo com o que ele diz, sei que é uma voz importante no panorama do actual jornalismo que se faz no nosso país.
Assim sendo, não percebo o porquê de estar sempre a igualar-se à Moura Guedes. Encontrar similitudes nos dois jornalismos é mais difícil que encontrar uma agulha num palheiro.
Assim sendo seria interessante que Crespo respeitasse a nossa inteligência e não dissesse que a crónica onde falou do palhaço e que publicou no JN é um ensaio literário.
Reconhecer que se erra também é dignificante.

Ontem vi deputados do CDS a bater palmas a deputados do Bloco. Tão amigos que nós somos...

Durão Barroso mantem Almunia como comissário. Espero que tenha revisto a sua posição relativamente ao novo cargo da excelência...

4 de fevereiro de 2010

Hoje tive o cuidado de acompanhar as reportagens sobre as manifestações dos estudantes do ensino básico e secundário e constatei o que estava à espera grupos de jovens sem saberem muito bem o que estavam ali a fazer, excepção feita aos jovens líderes. Esses sabiam. Percebia-se que tinham engolido a cassete e que se o reporter os interrompesse eles perderiam o fio do discurso.
E afinal querem o quê? Mudar o regime de faltas? Acabar com as aulas de substituição? Acabar com os exames?
Se houver juízo na cabeça dos nossos governantes, nada será alterado. E espero que os pais estejam do lado do poder.

3 de fevereiro de 2010

É engano meu, ou ainda não vi nem escutei nada que indicasse que quer o ministério do Ambiente, quer o das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, tenham aberto um inquérito a derrocada de terras que interrompem a circulação na CREL.

Digam que eu não estou maluco. Digam, caso contrário eu acredito que estou demente e que isto faz parte da minha alucinação.

2 de fevereiro de 2010

Será que ainda existem assessores políticos e de imagem em São Bento? Temo bem que não. Se existissem não aconteciam estas verdadeiras derrocadas.
O caso Mário Crespo não tem nexo absolutamente nenhum. Trata-se de um jornalista com J maiúsculo, com provas dadas de um grande independência.
Agora o que fica curioso é que, ao que parece, o JN aproveitou este caso para resolver um problema, sim as crónicas de Crespo a bater em Sócrates e noutras figuras, Cavaco incluído, estavam a tornar-se um caso bicudo para o jornal.
Assim, caso resolvido.
No meio disto tudo, fica-me uma pulga atrás da orelha: como é que a crónica enviada somente para o jornal foi "desviada" para o site do Instituto Sá Carneiro.

1 de fevereiro de 2010

Estou preocupado... A história hoje vinda a público sobre o jornalista Mário Crespo da SIC deixa-me preocupado.
Mário Crespo é das melhores coisinhas em matéria de jornalismo, que por aí andam. Ter a ousadia, como já vi e ouvi hoje, de comparar Mário Crespo co Manuela Moura Guedes é um insulto à nossa inteligência.
Depois é a leviandade com que tudo é feito. Já era mau ser feito, mas à mesa de um restaurante?
E aquela linguagem...
Eu ainda penso como é possível? Já não bastou tudo o que aconteceu?
Mais, a explicação do JN não convence ninguém e é um péssimo exemplo.
Falta uma coisa importante. Mário Crespo deve dizer publicamente quem era o executivo da televisão.

27 de janeiro de 2010

Fiquei hoje a saber que os enfermeiros estão em greve. Pelos números dados pelo sindicato, desconfio que nem os serviços mínimos estão assegurados.
Pelo que pude escutar o problema reside nos valores salariais, no extenso horário laboral e na questão das carreiras.
Eu percebo que toda a gente queira melhores salários, só não sei se é viável.
Percebo que queiram trabalhar menos, só que aqui não sei se é para descansar, se é para terem mais tempo para estarem nos outros empregos(clínicas particulares, companhias de seguros, hospitais particulares, casas de repouso, etc e etc.

Ontem lá foi entregue o Orçamento de Estado. Se é o que todos desejávamos, é evidente que não. Mas este é o orçamento que se impunha para os tempos que vivemos, para podermos continuar a manter os apoios à economia e os apoios sociais e ainda para mostrarmos ao exterior que desejamos inverter o caminho que trilhamos.

Gostava mesmo de entender, mas... O tribunal de Contas criou, para funcionar no seu âmbito, um Conselho de Prevenção da Corrupção.
Nesse sentido, este Conselho solicitou que lhe fosse remetido um plano anti-corrupção, plano esse que deveria ser feito até ao final de 2009 por todos os «órgãos dirigentes máximos das entidades gestoras de dinheiros, valores ou patrimónios públicos, seja qual for a sua natureza». O próprio Tribunal de Contas realizou um plano interno para Prevenção de Riscos de Corrupção.
Curiosamente a Procuradoria Geral da República achou que não estava integrada nesse conjunto de entidades, pelo que não remeteu plano nenhum.
Agora, e embora continue a pensar da mesma maneira decidiu elaborar o plano.
Nun caso deste e face a uma entidade como é a PGR, julgo que nem se põe em causa o envio, quer ele seja ou não obrigatório. O que está em causa é que se trata de uma entidade com especiais responsabilidades no combate à corrupção, assim sendo toda a união de esforços é pouca, talvez por isso estou com uma elevada dificuldade de entendimento face a estes jogos palacianos.
Todos juntos somos poucos, na luta pela derrota desse cancro social que é a corrupção.

23 de janeiro de 2010

Vítor Constâncio afirmou em entrevista à NBC que a situação económica do país não obrigava a uma redução de vencimentos da função pública, bastava tão só o congelamento.
Claro que percebo.
Uma coisa é continuar a ganhar 20 ou 30 mil e a outra é passar a ganhar 18 ou 27 mil...

Já Passos Coelho, na entrevista de hoje no "Expresso", afina por diapasão diferente. Propõe uma redução nos vencimentos dos políticos.
Claro que também o compreendo. A ele não o afecta e sempre transmite uma imagem porreira.
Mas claro de "porreiros" estamos nós fartos e quanto a demagogia já temos quanto baste.

Vamos iniciar uma nova semana e o folhetim Marcelo versus RTP mantém-se na ordem do dia.
Tenham lá paciência, mas já não há pachorra nem para o folhetim e muito menos para os protagonistas.
Ah... convém não esquecer que um dos protagonistas é pago do nosso bolso e a peso de ouro

É impressão minha ou Pacheco Pereira "meteu a viola no saco" relativamente ao artigo de Fernando Lima no "Expresso" de sábado passado?
Estou curioso sobre a reacção que vai tomar relativamente ao artigo de Rui Paulo Figueiredo no "Expresso" de hoje.

E por falar em "Expresso". No sábado foi a "verdade" de Fernando Lima, no de hoje é Blanco de Morais. São Bento não tem descanso

22 de janeiro de 2010

Devagar, devagarinho... Pois é, devagar devagarinho, lá vamos sendo roubados. Atentemos nos combustíveis.
Dei-me ao trabalho de fazer uma pesquisa sobre o preço dos combustíveis e do brent, tendo-me socorrido de um trabalho publicado pelo IMTT.
Tal como podemos verificar na tabela em 25 de Julho de 2007, o preço do brent era de 129,16USD/barril e de 82,25EUR/barril (a taxa de câmbio era de USD/EUR 1,5704). O resultado disto é que o PVP da gasolina 95 era 1,510 euros.
Hoje o brent estava a 74,72USD (o câmbio EUR/USD 1,4115) e o preço da 95 sem chumbo é de 1,354€ (Galp de Mem Martins, Sintra).
Vejam a diferença do preço final, mas analisem também os outros.
É caso para dizer que embora as circunstâncias sejam diferentes o preço final pouco altera e tudo está calmo e sereno.

20 de janeiro de 2010

De quando em vez, somos "atropelados" por ideias perfeitamente idiotas, mas claro se ficarmos só pelas ideias é mau, mas não vem grande mal ao Mundo.
Mas se esses "pensadores" chegam ao limite de quererem verter essas mesmas ideias para leis, então o caso torna-se perigoso.
Estou a referir-me a um caso italiano. O ministro italiano da Administração Pública, Renato Brunetta, propôs a criação de uma lei que obriga os filhos adultos a sair de casa dos pais. Brunetta considera que os filhos deviam ser obrigados a sair de casa dos pais aos 18 anos.
É a idiotice a liderar.
Mas se isto nos parece patético, o que não devemos nós pensar da situação que esteve na génese desta ideia?
Pois esta ideia aparece após um tribunal de Bergamo, ter obrigado um pai de 60 anos a contribuir para as despesas da filha de 32 anos, que ainda mora com a família mas que já acabou a licenciatura há oito anos.
É muita asneira junta. Já não era suficiente o país ser liderado por Berlusconi, ainda tinha de ter por lá espalhados artistas deste quilate.
Para que conste, o referido ministro esteve em casa dos pais até aos 30 anos.

Li, reli, voltei a ler, mas acreditem que estou um bocado confuso.