26 de junho de 2008

Hipocrisia? Claro... Os Estados Unidos anunciaram hoje que levantarão algumas sanções comerciais que impuseram à Coreia do Norte e retirarão o país da sua lista de Estados que patrocinam o terrorismo. Para oferecer isto... o que é que eles querem?
Entretanto embargo a Cuba continua...
Desculpem, provocam-me náuseas.

25 de junho de 2008

Parece que o novo Código do Trabalho já foi aprovado pelos parceiros sociais. Ficou de fora a CGTP, o que não é novidade para ninguém, sendo que ficou de fora por "ordem" do PC como é habitual, mas isso "são outros quinhentos".
O que motiva este meu post é a posição da CAP.
Como as palavras do ministro da Agricultura foram injuriosas, a CAP estava fora da Consertação Social.
Não sei o que sucedeu, mas ela regressou a Consertação.
Mas vamos lá ver uma coisa, foi assim tão grave o que o ministro disse. Tirando a questão dos radicalismos (eu substituiria a palavra por "alinhamento") ele não falou verdade?
Qual é o sector que nós mais ouvimos a solicitar subsídios? É o sector agrícola.
Ele são os combustíveis, ele é o sol, ele é a chuva, ele é o granizo, ...
Com tanto subsídio deveríamos possuir uma agricultura de estalo, só que nem de "estalada".
Não conseguimos ser auto-suficientes nem nos produtos hortícolas, nem nas frutas, nem nos lacticínios.
Afinal para onde vão os subsídios? Se não servem para reforçar e melhorar as condições por forma a que possamos produzir sempre mais e melhor, servem para quê?
Para deixar os terrenos em pousio? Para ir brincando aos agricultores?
Alguma vez os agricultores, ou as associações que os representam indagaram os consumidores sobre os seus desejos em espécies agrícolas? Desde quando é que se ligaram às universidades, institutos, escolas, seja lá o que for, na procura de novas espécies, ou mesmo de uma qualquer inovação?
Dificilmente se encontrará um país onde a relação subsídios/produção seja tão deficitária.
Quem é que não se lembra do tempo das "vacas gordas" que pairou sobre a agricultura portuguesa. Ele era dinheiro para arrancar oliveiras, videiras, ele era dinheiro para plantar vinha, olival. Tempos em que 1hectare de terreno dava direito a ter combustível agrícola que chegava para lavrar o terreno ocupado por dois aeroportos e ainda sobrava para os mercedes, jipes e afins.
Foram tempos que só serviram para estragar fundos, sem que nada se fizesse.
Claro que hoje pagamos as asneiras desses e doutros tempos. Daqueles tempos em que se entraram por herdades dentro se formaram cooperativas que mais não serviram do que para implementar correntes políticas e desbaratar o que nesses campos existia. E aqui não culpo os agricultores. Culpo os que os incentivaram prometendo o paraíso e não foram capazes de lhe dar senão o inferno.
Esta é a nossa agricultura.
Culpado de tudo isto? Já morreu e não deixou descendência...

Só para que conste, continuo à espera que Manuela Ferreira Leite anuncie qual ou quais as obras públicas que devem ser anuladas e qual é a forma que as verbas a elas afectas vão ajudar no desenvolvimento social.

E para terminar gostaria de salientar que quando Menezes ganhou o PSD e Santana passou a líder da bancada e houve alteração de nomes, ouvi-se imediatamente a acusação de saneamento político e etc e tal.
Paulo Rangel, futuro líder da bancada social-democrata está a preparar uma limpeza dos santanistas.
Mudam-se os tempos, mas não os métodos.

24 de junho de 2008

“A CP decidiu substituir as viaturas afectas ao serviço do Conselho de Gerência da empresa, uma vez que os referidos veículos – um Mercedes, um Peugeot e três BMW – têm mais de quatro anos. E alguns dos quais têm quilometragem superior a 300 mil quilómetros”, estas são as declarações de Carlos Madeira, porta-voz da CP, quando confrontado com a aquisição de novos carros para o Conselho de Gerência da empresa. O mesmo Carlos Madeira disse ainda que os carros agora substituídos “tinham custos de manutenção elevados e fiabilidade reduzida, assim como níveis de emissão de CO2 desadequados para os padrões actuais”.
Já nem questiono que parte dos 300 mil quilómetros é que serviu para serviço efectivo da empresa, mas questiono o seguinte: quantos milhões de prejuízo acumulou a CP? Muitos com toda a certeza. Então parem com a ostentação se faz favor. O contribuinte agradece.
Ah, já me esquecia... os preços dos bilhetes vai aumentar a partir de 1 de Julho, deve ser por causa da subida do preço do petróleo.

23 de junho de 2008

Então lá decorreu o Congresso do PSD. Como estava previsto Manuela Ferreira Leite lá foi entronizada. Até quando, sinceramente não sei. Pelo Menos será até 2009.
Sim, que eu não acredito que ela consiga passar além dessa data.
E desta vez a vichyssoise será substituída por umas "papas de sarrabulho", embora o cozinheiro seja o mesmo.
Vamos a uns dias antes do Congresso.
Que Marcelo Rebelo de Sousa gosta de criar casos políticos, todos nós sabemos, aliás Maquiavel ao pé de Marcelo é um anjo com direito a auréola, asinhas e tudo...
Mas voltemos a Marcelo. Porquê o boato do "bloco central"? E ainda por cima a poucos dias do Congresso.
Tudo tem a sua explicação e seguimento.
Primeiro, as fontes que lhe demonstraram o desejo do bloco central são muito vastas - os empresários -, depois porque a questão do apoio ou não a Menezes na disputa com Mendes nunca ficou bem resolvida entre os dois.
Mas esta foi a primeira etapa.
A segunda ocorreu ontem nas "conversas em família", quando ele disse que o grande perdedor tinha sido Santana Lopes e que mesmo o seu discurso tinha sido o menos aplaudido, elogiando o discurso de Passos Coelho como o mais aplaudido.
Quem esteve no Congresso sabe que não foi assim e que os discursos mais inflamantes foram o de Santana Lopes, Ângelo Correia e Ribau Esteves, sendo que os discursos dos dois primeiros são dois excelentes discursos.
Será que podemos dizer que Marcelo já acendeu a fogueira? Apesar de ser um fogueiro experiente, o Professor tem de ter cuidado, os homens que a rodearam e que a vêem como única esperança de chegarem ao poder, poderão não estar interessados no lume, mesmo que seja brando.

Deixo-vos aqui o Boletim da Direcção Geral do Orçamento. É deveras importante a sua leitura, para que possamos perceber que nem tudo caminha como o dizem alguns profetas da desgraça que por aí vão debitando discursos.

Só faltava era mesmo esta. As companhias de seguros querem construir e gerir clínicas de reabilitação para as vítimas de acidentes de viação.
Já agora porque não serem elas a constituir as juntas de avaliação? Assim ficava tudo em casa.

Se a anterior já é de pasmar, esta dá-me volta ao estômago.
Aqui fica nua e crua e sem comentários que nem é preciso.
"O actual vereador do PSD em Lisboa processou a PT, que se negou a aumentar-lhe a reforma actual de 17.900 euros. Salter Cid esteve 17 anos nos quadros da empresa, mas só lá trabalhou durante seis. E enquanto membro do governo de Cavaco aprovou um suplemento de 15% às pensões da Marconi, a sua empresa de origem.
Salter Cid trabalhou apenas 6 anos na PT, já que na maior parte do tempo esteve requisitado pelo governo de Cavaco Silva na presidência da Comissão de Coordenação de Lisboa e Vale do Tejo, e na secretaria de Estado da Segurança Social. Anos mais tarde, seria o governo de Durão Barroso a requisitá-lo à PT para ir presidir à Companhia das Lezírias, acompanhado pela secretária e motorista que tinha na PT.

Diz o semanário Expresso que nessa altura o Tribunal de Contas questionou o montante do salário auferido (27.500 euros mensais, em média) e sobretudo a ausência de qualquer contrato. De facto, o contrato viria a ser assinado um ano depois de Salter Cid assumir funções na Companhia das Lezírias, e assinado por ele em nome desta entidade que o contratava.
O actual vereador do PSD afirma que tem direito a receber o mesmo que o trabalhador mais bem pago no activo, com a mesma categoria com que Salter Cid saiu da empresa em 2007. A saída aconteceu utilizando a figura da "suspensão de contrato", usada para os quadros da empresa se reformarem antes dos 55 anos quando não preenchem os requisitos para a pré-reforma (20 anos de casa, quando Salter Cid tinha apenas 17).
Enquanto secretário de Estado de Cavaco, Salter Cid alterou as regras das pensões do grupo Marconi, através da regulamentação do Fundo Especial de Melhoria da Segurança Social do Pessoal da Marconi. Entre outras benesses, os pensionistas passaram a poder somar um suplemento extra de 15% em relação ao valor da pensão estatutária calculada na data de saída do activo. Diz o Expresso que no ano passado, este Fundo de Melhoria Marconi tinha um passivo de 12,481 milhões de euros"

20 de junho de 2008

Porque espera o ministro da Economia para dar um abanão na ERSE? Estes senhores nasceram para regular o mercado ou para ajudar a EDP?
A Revisão do Regulamento Tarifário que se encontra em discussão pública é uma afronta ao consumidor (ver em no site da ERSE).
É a história de os cumpridores pagarem para os faltosos.
É a história da revisão de preços trimestral.
É a história de que os consumidores paguem para um fundo de maneio destinado a 'compensar as necessidades (das empresas) do desfasamento entre os prazos de pagamento ao fornecedor e os prazos de recebimento dos clientes'.
Alguém é capaz de explicar onde está o risco de ser empresa? É que assim não custa nada gerir uma empresa destas.
Onde paira o direito do consumidor a não ser roubado descaradamente?
Senhores da ERSE tenham juízo e se querem fazer algo de útil, então obriguem a EDP a publicitar na sua página quais são as dívidas incobráveis.

Começa hoje o Congresso do PSD. Com a líder já eleita resta tão só saber qual é a composição dos novos órgãos nacionais que serão eleitos no domingo de manhã pelos 750 delegados com direito de voto.
E todos os candidatos vãoa apresentar listas.
Vai ser engraçado.

18 de junho de 2008

Mas está tudo doido!? A ERSE quer que sejam os consumidores com os pagamentos em dia a terem de se responsabilizar por pagar as dívidas dos faltosos e a DECO acha bem (felizmente que o ministro da Economia já disse que isso é impensável).
Como se isto não fosse suficiente a mesma DECO acha positiva uma outra ideia da ERSE relativa à revisão trimestral dos preços de electricidade.
Como é que alguém pode concordar com tal medida, sabendo de antemão que em Portugal isto significa o aumento dos preços no imediato. A experiência com os combustíveis não lhe serviu de nada.
Mas como o que fica dito antes não era suficiente vem agora a Comissão Europeia apostar em reduzir os preços de terminação nas chamadas móveis.
Bruxelas até pode ter razão na sua pretensão, só que os operadores aprestam-se para
responder com um modelo de facturação em que quem recebe a chamada também paga.
Então eu recebo uma chamada que não pedi e que muitas das vezes até dispenso e também tenho de pagar.
Imaginem o absurdo que é eu receber uma chamada a comunicar-me que tinha falecido um amigo, um familiar e eu para além de receber a notícia ainda vou ter de pagar por a ter recebido?
Se a imbecilidade pagasse imposto havia aí uns artistas que andavam repletos com o carimbo pago.

O Parlamento Europeu aprovou em Estrasburgo a chamada Directiva do Retorno, que pretende harmonizar, a nível comunitário, as regras para o repatriamento de imigrantes ilegais.
Criticada por uns aplaudida por outros, penso que esta lei nada mais não é do que a assumpção da culpa por parte dos europeus face a uma política para a imigração feita aos "arrepelões", que não poucas vezes optaram por olhar para o ar e assobiar, deixando avolumar problemas demasiadamente sérios em vários aspectos.

15 de junho de 2008

Por mim não pago. A ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) entendeu, vá-se lá saber porquê, e a contrario de entendimento no passado em que sempre considerou que o risco de cobrança teria que ser assumido pela empresa e que "os consumidores não deveriam suportar as dívidas dos maus pagadores, que os custos com as dívidas incobráveis da electricidade vão passar a ser pagos por todos os consumidores.
É chegado o momento de dizer basta.
Não pactuo com laxismos, facilitismos ou mesmo convites à não seriedade. Sim que isto é um convite a que deixemos de ser sérios e não liquidemos as contas da EDP.
Exigimos como consumidores que a EDP divulgue publicamente quem são os maiores devedores. Não devo andar muito longe da verdade se disser que serão alguns ministérios e autarquias locais.
Ora, estou farto.
Se os senhores da ERSE querem fazer "bonitos" peguem nos seus ordenados milionários e nas benesses que têm e paguem eles as contas.
Desde já lanço o desafio para se pensarem linhas de defesa face a este ataque feroz e brutal por parte de uma entidade reguladora.

Marcelo Rebelo de Sousa, criticou Manuela Ferreira Leite, por esta não ter dito uma palavra sobre a questão dos camionistas.
Então Marcelo pensava que o PSD ia falar sobre tal matéria? Para quê se um dos nomes grandes deste bloqueio (António Lóios) foi director de campanha de Patinha Antão e é membro do secretariado-distrital de Lisboa dos TSD (Trabalhadores Sociais-Democratas)?

Desde que cheire a poder... Helena Roseta faz de tudo para que o Bloco de Esquerda a transforme na sua candidata uma vez de Sá Fernandes está cada vez mais afastado do BE.
O que interessa é protagonismo. Seja no PSD, no PS, num qualquer movimento, seja no BE... pouco importa. O que interessa é cargo

12 de junho de 2008

A GNR aproveitou a hora do jogo Portugal-República Checa para fazer passar um camião com combustível destinado aos bombeiros de Almada. O piquete de greve que estava em Aveiras de Cima não se apercebeu de nada,já que entretanto desmobilizara para assistir ao encontro do Euro’2008. Comentários?! Para quê? É uma luta tão importante que os piquetes de greve abandonam o posto para irem ver o jogo.

Agora que a paralisação terminou, é hora de fazer contas e apresentar a factura. Milhares de litros de leite foram parar ao lixo, muitas fábricas encerraram por falta de matéria-prima e algumas empresas tiveram de optar por planos alternativos, com pesados custos adicionais. Claro que de todos o sector alimentar é o que mais sofreu com a paralisação, devido à curta validade dos produtos perecíveis.
Claro que quem vai pagar estes custos somos nós. Basta ver os aumentos que já se verificaram e os que ainda vão acontecer.
E para não faltar, a GALP deu mais um aconchego nos preços dos combustíveis.
É o salve-se quem puder. É o fartar vilanagem.

Ética, ética, mas... negócios à parte. Miguel Cadilhe sempre fez questão de se apresentar como o mais in em matéria de ética. Ataca a torto e a direito (estou a lembrar-me da entrevista ao Diário Económico -leiam e vejam).
Pois bem como não foi para a CGD, perdeu no BCP e no Banco de Portugal não aterra tão cedo, se é que aterra, vai de ir até ao BPN.
Ele por mim pode ir para onde quiser (atenção ao impedimento que ele refere na entrevista atrás citada).
Agora ir e levar na lista um reformado por invalidez(António Vila Cova) e o homem da CMVM(Rui Pedras) que estava a investigar o BPN, isso é que me parece pouco ético, para além de ser passível de suscitar problemas jurídicos.
Talvez seja este o país a que temos direito, não sei.

A paralisação nacional de transportadores e o boicote à circulação por piquetes de greve são um sinal da falta de autoridade do Estado. Estas são as palavras de Paulo Portas sobre a paralisação dos camionistas proferidas em Ourém, mas proferidas hoje que a situação já está resolvida, porque antes nada, nem a boquinha se abriu.
Estes artistas dão-me volta ao estômago.

Excelente: "Dá ideia de que o PSD foi de férias, deixando o país entregue às pedradas dos camionistas e aos êxitos da selecção". Constança Cunha e Sá no Público.

Se puderem escutem o Fórum TSF de hoje e vejam bem o que o futuro nos reserva.

11 de junho de 2008

São 23 horas e o sr. Ministro dos Transportes e Comunicações ainda está à espera que piquetes ilegais decidam se vão continuar a ser eles a dirigir o trânsito, relegando para segundo plano as autoridades.
Mas que raio de país e governo é este que espera por decisões de piquetes ilegais?
Em vez de e em conjunto com a Administração Interna colocar fim a toda esta ilegalidade, vai continuar à espera.
Mas à espera de quê? Que chova? Só se for isso!
Porque é que Sócrates ainda não veio a terreiro?
Nós cidadãos, que pagamos impostos, estamos condicionados por uns senhores que não sabemos quem são, nem verdadeiramente o que querem (nem eles próprios sabem).
Onde está a autoridade do Estado?
Onde estão as forças de segurança?
Onde está o Ministério Público? E a Procuradoria?
Onde está o Presidente da República?
Onde estão os partidos da oposição? Estão a ver o governo arder em lume brando como se não fosse nada com eles?
E para que conste a Procuradoria Geral da República deverá imputar a culpa pela morte, pelos feridos e pelos prejuízos a estes piquetes.
Olha que interessante. O PCP agendou para hoje um debate de urgência que visa confrontar o Governo com o que designam por "denunciar a política de estrangulamento" que recai sobre o ensino superior. O deputado Miguel Tiago vai mesmo mais longe e acusa o Governo de "chantagear" as universidades e as empurrar para o privado.
Não digo que as universidades não estejam a passar por um mau momento, algumas unicamente por sua culpa, mas aconselho vivamente ao PCP e ao seu deputado Manuel Tiago a ler já não digo o relatório do Tribunal de Contas, mas tão só o artigo do SOL e por certo que deixarão de ter tanta urgência.

A greve das empresas de camionagem. Persiste o lock-out. Por quanto tempo não sei. O que eu sei é que também vou fazer bloqueio:
- para que os juros dos empréstimos à habitação baixem;
- para que os bens de primeira necessidade baixem de preço;
- para que o preço dos combustíveis baixe;
- para que venha bom tempo para ir para a praia;
...;
...
Como é evidente cada português terá mais de cinquenta razões para fazer greve, bloqueio, birra, o que quiserem.
Vamos agora à parte séria da questão.
Aquilo que é uma luta, quer se aceite ou não, que se percebe transformou-se num arrazoado de atitudes pouco éticas e nada condizentes com a democracia e a liberdade individual.
O direito a lutar não se pode transformar num combate cego, desordenado (a própria Comissão deixou de responder seja pelo que for e é cada um dos piquetes que determina o que vai fazer), violador das liberdades de cada um (os trabalhadores do Minipreço não têm que sair escoltados com medo de represálias). A luta empreendida não lhes dá o direito de impedir de forma agressiva e com chantagem ("não nos responsabilizamos pelo que acontecer"), atirando pedras, furando depósitos de combustível ou incendiando veículos, os que querem trabalhar.
O discernimento já tinha ido. A credibilidade que ainda restava abandonou agora. O que resta desta luta? Infelizmente uma vítima mortal.

O "menino guerreiro" não pára. Um espectáculo. Vejam este post do seu blog.

O editorial de hoje do DN merece ser lido, relido e seriamente debatido.

10 de junho de 2008

Com verruga e seria o emplastro-mor. Pois é verdade, a Paulo Portas só falta mesmo a verruga para ser um autêntico emplastro, já que queda para os meios de comunicação social tem ele.
Vem isto a propósito de mais uma "cantilena" proferida por Portas durante a sua visita à Feira Agrícola de Santarém.
Defendeu a existência de um "compromisso" que ultrapasse a crise que se vive no sector dos transportes, que considerou "demasiado nuclear no funcionamento da economia" para "haver braços de ferro". Disse que "o que está acontecer é a revolta da economia". Embora seja "pelo cumprimento da legalidade"afirmou que "mais que a forma" do protesto dos transportadores é preciso ver a "essência", frisando que os transportes, a agricultura, as pescas e uma parte da indústria onde os combustíveis têm um peso elevado nos custos "estão a passar um momento difícil". Aproveitou para criticar o executivo socialista por não ter percebido que as pequenas e médias empresas "são a vértebra essencial da economia" portuguesa e "estão sufocadas por impostos, juros, carga fiscal e agora pela alta dos preços dos combustíveis", para além de que para ele a situação da economia portuguesa "está a aproximar-se do pior de dois mundos", ou seja, "há inflação mas não há crescimento, os preços sobem mas a economia não cria riqueza".
Mas e embalado pelo contacto com o mundo rural, zurziu no governo acusando-o de não priorizar o mundo rural e os sectores produtivos, criticando o primeiro-ministro por, em três anos, nunca ter proferido um discurso no Parlamento sobre Agricultura e Pescas e foi mais além salientando que "venho [à Feira de Santarém] todos os anos, é meu dever, é um grande certame agrícola, o que o país produz, exporta, vende, a riqueza que cria na lavoura, está aqui. O primeiro-ministro, em três anos não veio uma só vez" e rematou "isto diz alguma coisa sobre a ausência de prioridade do mundo rural e dos sectores produtivos para este Governo. Cada um tire as lições que entender".
Isto foi o essencial das declarações.
Não é preciso ser especialista em Psicologia para concluir que Portas é um demagogo profissional.
Vejamos, quem ouvir este senhor há-de pensar que quando foi número dois no governo de coligação PSD/CDS-PP as suas preocupação foram a agricultura, as pequenas e médias empresas e as pescas. Que reformas fez para estes sectores? Nada, nothing, niente, rien, nichts, ...
Não o vi concretizar quaisquer medidas para o tal compromisso e para a crise resultante da subida dos combustíveis que afectam todos desde os trabalhadores aos empresários...
Para terminar importa salientar que é curioso que nas SCUTS defenda o princípio do "utilizador-pagador", no caso dos empresários já importa que devem ser "apoiados" por todos os contribuintes...

9 de junho de 2008

Não se deve perder o artigo de opinião de Ricardo Costa no Diário Económico. E já agora, não se fiquem só pelo artigo, que é excelente, avancem para os comentários ao artigo, já que eles são deveras elucidativos.

Vamos lá à greve dos patrões dos camionistas. Sim, o que está em causa é um lock-out e o restomé conversa fiada.
Li no Público as declarações de Júlio Fernandes da Patinter, uma das maiores transportadoras nacionais, e verifiquei estar perante alguém que tem uma visão ampla.
Eu também discordo quer do gasóleo profissional quer de "cirúrgicas intervenções" que caminham no sentido de aliviar no momento. É verdade que são necessárias reformas de fundo no sector. Mas a falta de reformas também se fica a dever à ANTRAM.
O que se pode constatar, como noutros sectores produtivos, é que as empresas de camionagem floresceram como cogumelos, talvez por ser um sector que permite, ou permitia, algum enriquecimento mais veloz. Ora esta multiplicação provocou que o sector entrasse em desequilíbrio, praticando preços incomportáveis para a sua sobrevivência enquanto empresa. Quando se entra num caminho destes, nada mais há a fazer.
O sector precisa de ser reestruturado e não de medidas pontuais.

Continuando na greve, estou curioso sobre o posicionamento dos grevistas de hoje quando os seus trabalhadores fizerem greve.

Por falar em greve, queria fazer aqui um comentário que julgo pertinente. A UGT veio propor o pagamento de uma taxa pelos trabalhadores não-sindicalizados que beneficiam dos acordos conseguidos em sede de contratação colectiva, à semelhança do que já acontece em Espanha.
Em declarações ao Público, João Proença defende que a lei devia estabelecer a possibilidade de haver um pagamento dos trabalhadores não-sindicalizados que beneficiam das negociações colectivas. Porque há um serviço prestado à comunidade e pago pelos associados, enquanto outros também dele beneficiam sem pagamento.
O secretário-geral diz que a taxa deve ter um valor simbólico, falando em 65 por cento da quota normal do associado, tendo no entanto de ser sempre inferior ao que paga um trabalhador sindicalizado, que tem outros benefícios, explica.
Recusando que esta seja uma forma de combater a redução do número de trabalhadores sindicalizados, João Proença salienta que o importante é lançar o debate sobre esta questão.
Claro que se entende o desejo das centrais sindicais, sim porque a CGTP também concorda. Até a CIP aprova(!). Numa altura em que o número de sindicalizados está num patamar deveras baixo e numa altura em que se começa a caminhar para negociações por empresa, é preciso fazer qualquer coisa que permita viabilizar a existência dos sindicatos.
Podia ser uma base para discussão se os sindicatos não contassem com subsídios directos e indirectos do Estado que pagam o "exército" de dirigentes remunerados a tempo inteiro.
Ora esses subsídios saem do bolso de todos, sindicalizados e não-sindicalizados.
Esta ideia é perfeitamente descabida e absurda porque é um atentado à liberdade sindical: de pertencer ou não a um sindicato.
Mas o facto de tal ideia ter sido proposta em sede de Consertação Social pela UGT, ainda me doi mais, já que é a mesma central sindical onde militei durante anos e que nasceu com o firme propósito de combater a unicidade sindical que agora, embora noutros moldes, propõe.

8 de junho de 2008

Não são só os almoços que não são grátis, os comícios também não. Têm dúvidas, não tenham que eu também não, mas se tiverem vejam aqui.

6 de junho de 2008

Sempre achei que Correia de Campos era um excelente ministro da Saúde. Aliás confesso que para mim só dois nomes fizeram ou tentaram fazer alguma coisa pela saúde em Portugal. Um foi Leonor Beleza, outro foi Correia de Campos. Os dois foram destruídos. talvez daqui a alguns anos sejamos capazes de perceber o errado que foi não lhes darmos atenção. Entretanto, e mesmo sendo suspeito, aqui deixo um atalho para lerem a excelente entrevista do ex-ministro da Saúde.

Por falar em entrevista devo dizer no que respeita à de Judite de Sousa ontem na RTP, só me vem à ideia a seguinte frase: vai e leva saudades que é coisa que cá não deixas.

A outra moção. Enquanto na Assembleia da República era debatida uma moção de censura ao governo por parte do CDS/PP, nas ruas havia uma outra moção, uma moção que contou com duzentos mil intervenientes (grosso modo metade do número de votantes no CDS/PP em 2005).
Claro que a situação não é de maravilhas. O nosso país, não possuindo uma economia bem alicerçada, debate-se com problemas graves, ainda por cima agudizados por uma grande crise internacional cuja origem se encontra no lado de lá do oceano. Os juros elevados, o aumento do preço do petróleo (gostaria de chamar a atenção para uma entrevista de George Soros ao Daily Telegraph sobre os preços dos combustíveis, onde ele diz que o problema são os especuladores e se ele diz é verdade já que nessa matéria ele é rei) e o aumento do preço dos produtos alimentares essenciais fez com que os portugueses vissem o seu nível de vida deteriorar-se de forma abrupta e profunda.
Isto tudo para dizer que os portugueses estão a atravessar tempos difíceis, que o são também devido à inoperância de governos anteriores e que até se percebe que se manifestem.
Mas uma coisa são as razões que antes ficam ditas e outra é o Código do Trabalho. Ou se produz uma alteração profunda de toda a legislação laboral e se abanam as consciências ou então esqueçamos que somos um país fechemos as portas e cometamos um suicídio colectivo, porque de outra forma não teremos hipótese.
E o pior é que a CGTP já percebeu isto mesmo, só que a sua direcção continua refem do PCP e portanto importa contestar seja sobre o que for.

A propósito de contestação. Os maquinistas da CP estão em greve às horas extraordinárias. A greve convocada pelo Sindicato dos Maquinistas, entre 00h00 de hoje e as 24h00 do dia 12, destina-se no dizer do Sindicato dos Maquinistas a exigir à CP o "pagamento da totalidade das despesas de deslocações e a humanização das escalas de trabalho"
Claro que a greve é um direito de todos e de cada um, só que esta greve penaliza-nos grande mente a todos e a alguns ainda duplamente.
Vejamos: a CP é uma empresa de capitais públicos com direito a subsídios estatais, logo lucro ou prejuízo é coisa que não interessa, já que pinga sempre dos cofres do Estado. Ora o que está nos cofres resulta do que pagamos em impostos. Mas mais grave é que para além de pagarmos todos existem ainda uns quantos que pagam duplamente já têm passes.

Quando aqui referi que gostaria de ver uma greve dos pescadores contra os intermediários, dois amigos meus que fazem o favor de ler este blog chamaram-me de lírico e acusaram-me de estar a defender o ministro e a crucificar os pescadores.
Pois bem, o DN de hoje vem dar-me inteira razão. Não houvesse tanta gente pelo caminho e o pescador podia ganhar mais e nós gastarmos menos.

4 de junho de 2008

Ontem pensava que a frase dada por Alegre como resposta a Vitalino Canas seria a última coisa neste assunto, mas afinal enganei-me. A noite veio trazer o que de pior havia neste assunto.
E não me vou debruçar sobre o líder da esquerda do caviar, de renovadores, e outras gentes. A minha dissertação vai tão só para Alegre e para o que ele disse.
Diz então Alegre que «esquerda não precisa de licença para se juntar». Eu sou da mesma opinião, mas convém saber que esquerda. É que esta esquerda é a que defende regimes e práticas contrárias à liberdade e à democracia.
E, por certo inspirado, avançou «queria dizer aqui com toda a clareza que a minha lealdade é com esses portugueses que passam momentos difíceis e que votaram socialista e que neste momento estão desempregados ou no trabalho precário». Curiosamente foi uma lealdade que nasceu no momento em que o PS não apoiou a sua candidatura a Presidente da República, porque antes não lhe ouvi nada sobre essa tal lealdade.
Mas não se ficou por aqui, atalhou caminho até «acto cultural», «quem está no desemprego ou no trabalho precário não tem a mesma liberdade que os outros», «é o défice social, o grande défice dos portugueses», «lógica cega de mercado», «esvaziamento de direitos públicos e sociais», «pobreza não é uma fatalidade», «esta é a diferença: nós acreditamos que é possível vencer a fatalidade», «humildade» e «quero dizer também com clareza que nunca precisei de pedir licença a ninguém para estar onde entendo que devo estar e com quem me apetece estar e hoje apetece-me estar aqui», entre muitas outras coisas.
Pois bem eu agora digo que Manuel Alegre ainda não entendeu, está a delapidar o seu capital político e que se torna ridículo o seu narcisismo.
O Deputado do PS Manuel Alegre faz o que lhe apetece, como se fosse a reserva moral não só do partido mas do País, possuidor dos verdadeiros pergaminhos revolucionários, e só ouve a voz da sua consciência e dos seus interesses, acompanhado sempre daquela senhora que quando soube que, embora se tenha oferecido, não era ela a candidata do PS à Câmara de Lisboa, deixou o partido e concorreu como independente.
Alegre para ser coerente, deveria de abdicar das muitas das regalias que tem tido, como político profissional. Abdicar da reforma que recebe da RTP.
Alegre para ser coerente, honesto consigo próprio, um homem de esquerda, deveria ter apresentado a demissão de todos os cargos e funções que desempenha e o PS deveria ajudá-lo a dar esse passo, embora eu perceba que não será necessário deitar abaixo Manuel Alegre porque ele cai sózinho.
Para terminar este assunto deixo aqui um comentário que li e uma frase do próprio Manuel Alegre.
O comentário é: É só clichés sem ideias práticas. Este pessoal anda sempre montado na carroça que outros, mal ou bem, puxam...
e a frase é: "[Estou]cansado da falta de rigor intelectual e das lições de moral que Francisco Louçã pretende dar a toda a gente" - Janeiro de 2006 - Campanha Eleitoral para as Presidenciais.
Agora sim, está tudo dito.

3 de junho de 2008

Vejam lá vocês que depois de um mês de árduo trabalho a Autoridade da Concorrência chegou à conclusão que não há cartelização de preços entre os operadores que actuam no mercado português nem abuso de posição dominante pela Galp Energia.
Diz o presidente da AdC que "não encontrámos indícios de que tenha havido qualquer entendimento ilícito entre dois ou mais operadores do sector e não encontrámos porque a informação está disponível e todos sabem os preços de cada um e os preços internacionais" e ainda "num mercado em que os preços nacionais antes de impostos são fortemente determinados pelos preços internacionais e uma vez que todos conhecem o que os outros fazem, os operadores tendem a adoptar um paralelismo de comportamento" e em jeito de conclusão rematou salientando que "não encontrámos indícios e o paralelismo [de preços] resulta de uma adaptação ao mercado".
Lindo, lindo. Palavreado mais a gosto, nem de encomenda.
Resta-me saber uma coisa: o que é isso de adoptar um paralelismo de comportamento? Será o que estou a pensar?

Já começou a comédia. Manuela Ferreira Leite foi eleita no sábado e já começou o fado.
Vejamos: Quando Ferreira Leite se lançou na corrida não tinha nada preparado. O programa e demais trabalhos foram nascendo durante a campanha, sendo que ainda não houve tempo para ter tudo bem delineado, até porque o Congresso também está aí e importa ter tudo bem organizado, não vá o diabo tecê-las e de repente haver soldados que decidam mudar de general e originar problemas no exército.
Ora, como é evidente, todos estes meandros são do conhecimento do "menino guerreiro". Assim sendo ele decidiu meter uns grãos de areia na engrenagem.
Assim, o ainda líder parlamentar, Pedro Santana Lopes, anunciou a intenção de convocar eleições para a bancada para dia 11.
Se isto fosse um jogo de batalha naval, era um tiro em cheio no porta-aviões. Primeiro, porque é a véspera do debate quinzenal com o primeiro-ministro e Manuela Ferreira Leite está longe de ter a equipa pronta para pegar no partido e a pressa de Santana em deixar de ter responsabilidades vem dificultar a escolha das peças para colocar no tabuleiros de xadrez da direcção já que obriga a uma decisão rápida. Mas para além do debate existe uma moção de censura ao Governo do CDS-PP agendada para quinta-feira. Assim sendo quem liderará a bancada parlamentar?
É caso para dizer: a procissão ainda não saiu da igreja, mas o andor já abanou.

Ainda sobre Manuela Ferreira Leite importa ler o artigo de João Miguel Tavares hoje no DN.

Se alguém tinha dúvidas de que o facto de Alegre estar hoje no Teatro da Trindade era ainda a resposta ao facto de não ter recebido o apoio de Sócrates na candidatura a Belém, penso que a resposta a Vitalino Canas as dissipa por completo.
Diz Alegre que «antes do Dr. Vitalino Canas saber o que era a política, já eu tinha sido preso por lutar pela liberdade». Tá tudo dito. Felizmente Senadores é noutras paragens que não Portugal.

2 de junho de 2008

Gostei de ler a entrevista do ministro Vieira da Silva ao JN. Para além de estar a desempenhar um papel importantíssimo e de ser uma peça fundamental este governo, teve ainda discernimento bastante para ir além das palavras de circunstância.

Por falar em JN, parabéns pelos 120 anos. Um feito notável no seio do jornalismo nacional.

Mudando de assunto, vejam lá o quanto é de curioso... O Conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo escutado em conversas com Fátima Felgueiras foi ilibado pelo Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais.
O órgão que gere a disciplina dos juízes dos Tribunais Administrativos e Fiscais não aceita o uso de escutas telefónicas como meio de prova em processos disciplinares contra magistrados.
Isto de julgarmos em causa própria é porreiro, não é...
Depois, mesmo que não queiramos, somos obrigados a olhar com simpatia algumas das tomas de posição do Bastonário da Ordem dos Advogados.

Vamos às eleições no PSD. Manuela Ferreira Leite venceu as eleições no PSD e é a primeira mulher a liderar um partido em Portugal.
Depois de dizer isto importa passar para outro ponto.
Ferreira Leite venceu as directas, não ganhou o partido e a prová-lo estão os resultados eleitorais:
RESULTADOS
APTOS A VOTAR: 77090
VOTAÇÕES: 46046/59,34%
MANUELA FERREIRA LEITE - 17342/38%
PEDRO PASSOS COELHO - 14224/32%
PEDRO SANTANA LOPES - 13519/30%
MÁRIO PATINHA ANTÃO - 309/0,7%

Estes resultados são uma máscara no sentido do futuro do PSD. O "menino guerreiro" não vai lançar fora os 30% que arrecadou. Eu acho que ele vai fazer render até mais não ser.
Pedro passos Coelho com os seus 32% vai ficar à espreita de 2009 e apesar de dizer que o que importa é a união, ele e os que o rodeiam não abdicam do poder. Depois porque entre Passos Coelho e Ferreira Leite nem tudo foram rosas durante a campanha.
A somar a isto importa referir que a elite do barrosismo está dividida entre Passos e Manuela, sendo que esta divisão tem por finalidade chegar ao poder. E quem chegar fica a liderar o barrosismo (Morais Sarmento com Manuela e a atacar Passos; Miguel Relvas com Passos e seu estratega.
Manuela não teve uma tão grande vitória e tem um passado como ministra das Finanças que deixa desde logo muitos apreensivos, para além de representar muitos ismos que mais não querem senão cher ao poder.
Perante os resultados obtidos, recordando os últimos dias de campanha fico com a ideia que estas directas só serviram para posicionamento para a corrida de 2009, e o resto é folclore.