30 de outubro de 2008

Então não é que um senhor militar na reserva veio avisar que a nossa democracia pode estar em perigo por causa de jovens militares.
Para mim, mais do que um aviso, trata-se de uma ameaça e eu não gosto de me sentir ameaçado, posso mesmo dizer que detesto.
Mais, é preciso que o referido senhor, porque diz que sabe, explique bem estes avisos(ameaças).
Que saudades de Salgueiro Maia, Melo Antunes e tantos outros. A propósito recomendo para ler ou reler Melo Antunes, o sonhador pragmático.

Finalmente... As motas vão ser submetidas a uma inspecção obrigatória semelhante à que já existe para os automóveis. A proposta do Governo deverá entrar em vigor em Junho do ano que vem e deverá atingir cerca de 400 mil veículos. Talvez se acabem aí alguns artistas que mais não são do que perigos para a humanidade.

E agora como fica a Ordem dos Advogados? O caso das alegadas agressões à mãe da pequena Joana por parte de elementos da PJ que corre os seus termos no Tribunal de Faro, arrisca-se a ficar para a história. Segundo as notícias, ainda não existiu uma sessão que não ficasse pautado pelas contradições de Leonor Cipriano. Mas a grande bomba está no 24 horas de hoje. Julgo que estão reunidas as condições para o sr. Bastonário apresentar desculpas e chamar a contas o advogado da acusação.

Não aceito, é imoral. A proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2009 propõe que as empresas que não entreguem o IVA ao Estado dentro do prazo legal sejam punidas, independentemente de ainda não terem recebido dos seus clientes. Dizem que esta norma surge com o objectivo de contrariar recentes decisões dos tribunais que, face à legislação em vigor, entendiam que o fisco não podia "multar" os contribuintes que se recusavam a entregar o IVA por não terem recebido dos seus clientes.
Lamento mas não aceito. É uma norma imoral. O Estado chama para si uma verba que ainda não lhe pertence na realidade.
Talvez que se o OE09 consignasse uma norma intermédia, não me causasse tanta contestação. Talvez que se o Estado quisesse receber um terço ou mesmo a metade que fosse da verba do IVA fosse mais fácil de entender,
A continuar assim estamos perante uma norma preversa.

28 de outubro de 2008

Expliquem com calma. Aquando do último acidente na Linha do Tua foi aventado que algo de estranho se passava porque desde que se começara a falar das barragens começaram os acidentes e que neste caso o acidente ainda era mais estranho já que a carruagem tinha sido inspeccionada no dia anterior e que se tratava de um troço sem problemas.
Mais estranho se torna quando as "desconfianças" não se limitam a ser enunciadas pelos utentes e demais população, mas por outros responsáveis.
Afinal o relatório diz algo bem diferente.
O relatório final sobre o último acidente na Linha do Tua aponta para falhas na automotora, que não será a indicada para a linha em causa e também para a falta de manutenção da via.
A ser assim, não será verdade que a automotora tenha sido inspeccionada e que a via seja igualmente vistoriada, isto pelo menos nas devidas condições.
Talvez seja interessante passar em revista todas as declarações dos diferentes responsáveis, nomeadamente do presidente do Metro de Mirandela. Não me admiraria que escutássemos declarações contraditórias, mas isto sou a pensar.
A quem interessar aqui fica a página onde encontramos os relatórios produzidos: http://www.moptc.gov.pt/

Já que estamos em maré de explicações... Também gostaria que me explicassem o verdadeiro sentido do aumento do preço do pão quando a farinha e demais cereais descem; do aumento do arroz quando o preço desce e já agora o porquê do preço do leite e da carne não descer, já que eles desceram no produtor.

E ainda falam do Governo?! Eu assumo qualquer das funções por metade do ordenado.

23 de outubro de 2008

Não sou anão, mas também não sou parvo. No post de hoje tenho de regressar a Manuela Ferreira Leite, e não o faço por gosto de estar sempre a bater na senhora, mas não há menor dúvida que ela põe-se mesmo a jeito.
Ontem no Porto e quando pretendia responder ao ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse tão só isto acerca do crescimento de 0,6% previsto no OE09: “não temos aqui nenhuma característica endémica que faça com que o país não cresça. Não somos propriamente anões, daqueles que por mais que se faça não crescem. Mas não podemos crescer de certeza absoluta se nos dão um alimento que não faz engordar, faz só emagrecer”, ou seja que é possível crescer acima dos ditos 0,6%.
Primeiro não percebo a mistura de anões com emagrecimento ou com o engordar.
Segundo a utilização da figura do anão não fica bem.
Terceiro e último, não foi esta mesma senhora que disse na entrevista à TVI na segunda-feira "por uma questão de segurança dificilmente admito que o crescimento possa ser muito superior a 0,2, nunca andará muito longe disso, 0,3 no máximo".
Atenção que esta alteração de posição teve um dia de intervalo.
Assim, estamos bem lixados.

22 de outubro de 2008

Hoje a grande bronca situou-se na Lei de Financiamento dos Partidos (Lei 19/2003). Ora acontece que na pág. 207 da Proposta de Lei do Orçamento de 2009 vem consignada uma alteração ao artigo 7.º da Lei 19/2003 (a alteração não é só no 7.º, é também no 3.º, 5.º, 6.º, 16.º, 17.º, 19.º 20.º, 29.º e 30.º).
É verdade que o legislador deixou cair a expressão "são obrigatoriamente titulados por cheque ou transferência bancária", o que convenhamos não é muito curial.
É sabido por todos que existe legislação do Tribunal Constitucional que veda a entrega de dinheiro em numerário.
Eu percebo que se pretendeu alterar a questão do Salário Mínimo Nacional (SMN) para passar a ter como referente o Indexante dos Apoios Sociais (IAS), sei da imposição do tribunal Constitucional e sei do articulado do artigo 3.º, mas também acho que talvez fosse de bom tom proceder à alteração do articulado para o que inicialmente existia.
A não acontecer podemos cair numa lei confusa, controversa e passível de várias interpretações.
Para quem tiver interesse pode também consultar os outros documentos do Orçamento aqui.

Fiquei hoje a saber que os estudantes do ensino básico e secundário vão promover um dia nacional de luta a 5 de Novembro contra o novo modelo de gestão das escolas e contra o estatuto do aluno.
Basicamente as críticas vão direitinhas, na questão do estatuto, para o regime de faltas. Os estudantes não aceitam que terão de realizar uma prova de recuperação quando atingirem um número de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo, ou o triplo de tempos lectivos semanais por disciplina, nos demais ciclos; ou quando as faltas são injustificadas, atinja um número total de duas semanas para o 1.º ciclo ou o dobro dos tempos lectivos semanais para os restantes, sendo que se o aluno passar retoma o seu curso, se chumbar fica retido.
Na questão da gestão escolar, os alunos recusam a substituição dos conselhos executivos por um director com poderes reforçados.
Sobre isto tenho a dizer que lamento que o estatuto do aluno os obrigue a fazer uma prova. Para mim chumbavam por faltas e ponto final. Já no que respeita ao director, é uma lei que peca por tardia.

21 de outubro de 2008

Hoje apetece-me falar não especialmente do PSD, mas antes de um dos vice-presidentes de seu nome António Borges.
Para quem não sabe ou simplesmente se esqueceu, este senhor ocupou entre 2000 e 2008 o cargo de vice-presidente do banco de investimentos Goldman Sachs International, ou seja um dos que estão em situação catastrófica e um dos que distribuiu somas astronómicas aos seus altos dirigentes.
Deixo aqui alguns textos para que possam aquilatar a coerência dele.

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1324083
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=364007&visual=26&rss=0
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=22CD7042-BB6E-420C-A2CD-87309E6FE6A1

Se algum dia chega ou ao Banco de Portugal, tal como é seu desejo, ou a ministro das Finanças, bem podemos fugir.
E mais, leiam o que ele diz agora, com a certeza de que é contra a intervenção do Estado na economia.
Se não fosse o Estado a intervir no Goldman e noutros bancos de investimento eu queria-me rir.

Ontem falei da noite dos facas longos, mas acreditem que agora, e em face da entrevista de ontem à TVI, eu percebo o porquê do PSD querer deitar por terra Manuela Ferreira Leite. Até Pacheco Pereira seu apoiante inquestionável, deve ter dado saltos no salão da Marmeleira. Enfim, é a vidinha...

20 de outubro de 2008

Ontem foi dia de eleições nos Açores. Pelo que se depreende das palavras dos dirigentes dos vários partidos, todos venceram.
Ainda bem, assim ficam todos satisfeitos, até a abstenção.
Extrapolar resultados para o Continente é algo que, como Ferreira Leite, também não faço.
Mas também não vou para os Açores fazer campanha contra o Governo do Continente e ela vai. Não vou para os Açores falar de falta de liberdade quando ao lado o meu companheiro de partido é o mais anti-democrata possível, mas ela vai. Feitios e ... incoerências.

Li uma entrevista de João Salgueiro ao Correio da Manhã de ontem e fiquei pasmo. Então não é que ele disse que nunca houve lucros fabulosos na banca!?
Quem é que se pode esquecer dos anúncios de somas fabulosas nos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007. Basta ler os relatórios trimestrais.

Manuela Ferreira Leite, caso se confirme a escolha de Santana Lopes para candidato à Câmara de Lisboa, arrisca-se a integrar a lista de ginastas que irão aos próximos Jogos Olímpicos, já que duvido que encontrem alguém melhor do que ela a fazer flic-flac à rectaguarda.
Para quem só votou Sanatana Lopes porque no boletim de voto estavam as setas do PSD e não o nome de Santana, ter de o ir buscar para candidato à Câmara é um hara-quiri político.
Mas este é tão só um dos problemas, já que o outro se prende com o cerco que alguns notáveis do PSD lhe estão a fazer.
Até pode ser que cada notável esteja a promover o seu cerco, mas não parece. Não acredito que, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa esteja moncomunado com Luís Filipe Menezes, mas até parece que há uma estratégia comum para deitar abaixo Manuela Ferreira Leite. Na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que os portugueses querem "que Manuela Ferreira Leite fale da crise" e "dê confiança", acrescentando que, na sua opinião, a líder do PSD devia convidar José Sócrates "a conjugar esforços com os partidos da oposição", mostrando a disponibilidade do PSD, "já que o primeiro-ministro não tomou a iniciativa e quis a bola só para ele". O professor referiu, ainda, que Ferreira leite não contava com uma crise desta dimensão e o resultado de uma recusa em adaptar essa estratégia vai ver-se nas sondagens: "Os portugueses confiam mais em José Sócrates, porque não se pode confiar em quem está ausente". Recorde-se que as últimas sondagens deram o PS, de novo, no limiar da maioria absoluta, depois de uma queda acentuada nas semanas anteriores ao deflagrar da crise mundial. Estas críticas de Marcelo surgiram na sequência de um discurso de Ferreira Leite, que o grupo especial de Ferreira Leite tinha considerado uma intervenção de fundo notável. Mais, as declarações de Marcelo caíram tão mal que veio de imediato o vice-presidente laranja Paulo Mota Pinto acusar o comentador de estar mal informado. O habitual comentário de Marcelo Rebelo de Sousa num jornal semanal de que a aceitação de Santana Lopes como candidato a Lisboa foi mais um erro de Ferreira Leite também caiu como uma bomba, em grande medida porque quinze dias antes tinha sido o próprio Marcelo a dar sinais de incentivo ao avanço de Santana. E se tivermos em conta que ontem voltou a "elogiar", na RTP, e face ao contexto, essa mesma escolha, e se ainda contabilizarmos as movimentações de Jardim, Santana, Menezes e Passos Coelho percebemos que a noite dos facas longas pode estar próxima.

17 de outubro de 2008

Que engraçado. O PSD perdeu-se em deambulações técnicas sobre o Orçamento sem ter tempo para o analisar. O simples desejo de se perpetuar à frente do partido e o desejo de união é tão grande que qualquer forma de se impor é válida.
Mas não se pode aproveitar o Orçamento para resolver questiúnculas internas. Trata-se de um assunto demasiado sério.
Por outro lado, sempre que se critica é porque temos capacidade, ou pelo menos temos maneiras diferentes e mais vantajosas de fazer.
Ora não é este o caso em apreço. Manuela Ferreira Leite não só não tem ideias para fazer melhor, como não tem ideias para fazer diferente em tempo de crise como é o que vivemos.

Pacheco Pereira anda triste. Já não bastava o PSD e Ferreira Leite estarem mal nas sondagens, como ainda e ao que parece a líder do partido, que ele apoiou de forma categoria, vai apoiar Santana na corrida a Lisboa.
Ou Pacheco perdeu a importância que tinha ou Manuela quer salvar a face com a autarquia de Lisboa

16 de outubro de 2008

Porque ainda não dissequei toda a proposta de OE2009 sou obrigado a adiar os meus comentários. Entretanto, e porque faz bem desanuviar a alma, aqui vos deixo o Programa Eleitoral do Partido Democrático do Atlântico para concorrer às eleições regionais de 19 de Outubro próximo.
Leiam e deliciem-se. Quais Gato Fedorento, qual quê? PDA é que está a dar.
Chamo a especial atenção para a pág. 5 (vadiagem); pág. 7 (campo discente e mentalidades); pág. 8 (educação sexual) entre outras peças.

Já leram a Sábado de hoje? Pacheco Pereira não se conforma com a não capacidade do PSD ser alternativa e vai daí... é só descascar.

14 de outubro de 2008

Vamos lá falar do Orçamento. É hoje entregue o Orçamento de Estado para 2009. Importa desde já salientar que se não fosse o grande aperto que tem sido feito, o combate feito ao deficit, a organização parcial das contas públicas e bem que estaríamos tramados mais do que já estamos.
Mas sobre o Orçamente propriamente dito e em especial sobre as novas soluções para reduzir os encargos com a prestação da casa, fico com a sensasão de que os grandes beneficiados (mais do que as famílias propriamente ditas) vão ser os bancos, as construtoras e as imobiliárias.
Eu percebo que importa dinamizar a economia e que quer os bancos quer as construtoras, são partes da economia que não podem ser desprezadas, mas...
É este mas que me preocupa.
É ou não verdade que os bancos sempre apresentaram resultados loucos para um país tão pequeno como o nosso (28/10/05 e 12/12/06 por exemplo)?
Para onde foram esses lucros todos?
Para além disso e mais uma vez é o incumpridor que sai beneficiado.
Estou à espera do Orçamento ser tornado público para o analisar de alto a baixo, mas desde já digo que não concordo com a ideia de os arrendatários terem um dedução quase tão grande como os que pagam as suas prestações por aquisição de casa própria.
É preciso não esquecer que quem compra tem mais despesas e paga mais impostos que quem aluga por isso essa equivalência não está correcta.
Esta é a primeira abordagem ao OE 2009, mas vai haver outras.

13 de outubro de 2008

Que engraçado! A líder do maior partido da oposição vai discutir a crise económica e financeira para Bruxelas na mini-cimeira de líderes do Partido Popular Europeu.
Que porreiro, vai falar lá para fora, mas aqui está de bico calado.
Por muito que me custe sou forçado a apoiar Rebelo de Sousa nas suas últimas críticas à líder do PSD.

Este fim de semana ocorreu mais uma peregrinação a Fátima. Já anteriormente referi qual é a minha relação com a Igreja, sendo por isso escusado repetir tudo de novo.
Talvez esta minha relação me deixe mais à vontade para ver o outro lado das coisas, e sendo assim não posso deixar em claro as declarações do bispo de Leiria-Fátima.
D. António Marto defendeu a revisão "dos sistemas de remuneração e gratificação dos dirigentes de instituições financeiras" que, no seu entender, "contribuíram para a actual crise financeira mundial", tendo apelidado de "verdadeiramente escandalosos" estes sistemas, e desafiou a sociedade a interrogar-se "sobre as práticas especulativas que visam a rentabilidade máxima a curto prazo".
O prelado referiu ainda que "o mercado financeiro, através de investimentos socialmente responsáveis, deve ser reorientado para o serviço de uma economia produtiva, que tenha em conta as exigências ambientais".
Curiosamente até podemos dizer que o bispo até tem alguma razão. Basta pensar no que aconteceu na seguradora AIG e no banco Fortis.
Na primeira, e após o governo americano ter injectado dinheiro para salvar da falência, alguns dos seus executivos gastaram centenas de milhares de dólares num SPA de luxo na Califórnia, tendo a factura, paga pela AIG, chegado aos 330 mil euros em alojamento, partidas de golfe e massagens.
Já o segundo, o Fortis, e pouco tempo depois de o BNP Paribas o ter resgatado também da falta de liquidez, achou por bem organizar um evento gastronómico num dos melhores restaurantes do Mónaco. A factura foi de 150 mil euros por um pequeno-almoço para 50 pessoas no Hotel de Paris Monte Carlo, ou seja, três mil euros por pessoa.
Mas voltando ao prelado, sempre posso dizer que embora possa ter alguma razão, não tem autoridade moral.
Quem é que não se lembra do escândalo protagonizado por Paul Marcinkus qundo esteve à frente do Banco Ambrosiano?
Quando é que alguém ouviu uma palavra da Igreja sobre o BCP quando o seu líder era conotado com a prelatura do OPUS DEI?
Está ou não a Igreja e as empresas que gravitam em seu redor isentas de IVA?
Podemos ficar por aqui.

Sobre o Orçamento, falarei amanhã.

9 de outubro de 2008

Parece que adivinhava. Não estava à espera que, por o BCE ter descido a taxa directora, a Euribor descesse no imediato, mas pelo menos não subia.
Engano o meu - ou não - a Euribor subiu hoje mesmo.
Algo me diz que para o ano ainda andamos a solicitar à Autoridade da Concorrência pareceres e estudos sobre a não descida da Euribor.

Falemos de habitação social. Muito se tem falado sobre a distribuição de casas da Câmara Municipal de Lisboa. Sem querer desculpar a actual vereadora Ana Sara Brito, até porque continuo a pensar que a ética tem de ocupar uma posição suprema, e neste caso a ética está ferida de morte.
Mas isto não significa que esteja de acordo com a transformação de Ana Sara Brito no bode expiatório supremo da questão.
Importa que todos nós saibamos quem são os que usufruem desta situação para que possamos aquilatar da justeza ou não da distribuição. Essas casas são feitas com o dinheiro de todos nós, logo temos o direito de ser parte interessada, para além ter de ser um processo público e límpido.
Para além da limpidez terá de haver um aperto relativo às condições necessárias para usufruirem de tal benesse.
Temos de saber que as casas não são para realugar, que a quem são atribuídas não voltam às barracas para poder depois candidatar-se a outra. As casas devem ser inspeccionadas por pessoal da Câmara para se poder aquilatar de como estão a ser tratados os imóveis, a questão das rendas, ... isto entre muitas outras coisas claro.
Fingir que não existiram anomalias no passado é não querer ver a realidade e isso é pretender manter tudo na mesma.

8 de outubro de 2008

O calibre desta gente. O Banco Central Europeu reduziu a taxa de referência para a Zona Euro em 50 pontos base, ou seja, dos 4,25% para os 3,75%.
Numa primeira apreciação apetece dar pulos de contentamento.
Numa segunda apreciação apetece-me esganá-los.
Enquanto as famílias foram gritando o senhor Trichet e os seus compinchas estiveram surdos e só pensaran na inflação. Agora que o sistema bancário está de pantanas e os senhores administradores a ficarem sem ordenados e indemnizações, o sr. Trichet manda às urtigas a inflação e já desce o juro.
Fico a aguardar quais são os reflexos na euribor.

Portugal lá reconheceu a independência do Kosovo, aquele país que decidiu autoproclamar-se independente e que tem o apoio americano e dos senhores da alta finança, vá lá a gente perceber o porquê.
Vejam o novo país e percebam como é que é possível. Mergulhem na economia e já entendem a voracidade de uns quantos.
Não deixa de ser curioso o nosso reconhecimento, especialmente numa altura em que já se sabia que a Assembleia Geral da ONU iria solicita (como solicitou hoje) ao Tribunal Internacional de Justiça um parecer sobre a legalidade da declaração de independência do Kosovo.
Mas claro isto sou eu a pensar.

6 de outubro de 2008

Gostei de ouvir as palavras da ministra Ana Jorge a propósito da polémica das piscinas. É um assunto demasiado sério para ser aproveitado pela política e saliente-se que neste aspecto Macário Correia não esteve feliz.

Eu fico pasmo. O Movimento Esperança Portugal (MEP) afirmou-se ontem disponível para integrar um governo, no futuro. O partido liderado por Rui Marques, que este fim-de-semana reuniu pela primeira vez em congresso, estabeleceu como objectivo eleger "dois a quatro deputados" em 2009. "Na oposição iremos ser construção. Dessa forma consolidaremos a nossa capacidade de intervenção política e preparar-nos-emos para outras responsabilidades no futuro, nomeadamente a responsabilidade de governar", afirmou Rui Marques, na apresentação da moção de estratégia para 2009 aos congressistas que se reuniram na Ericeira.
Se não vivêssemos um período demasiado sério, apetecia-me dizer que estava perante uma ópera... mas bufa.

A crise financeira que assola quer a América quer a Europa poderia servir para, no caso do velho continente mostrar que existe união e que a União Europeia é mais do que um conjunto de normas ditadas por uns quantos burocratas.
Mas claro, com esta minha boa fé não vou longe.
O que é que aconteceu?
Os franceses convidaram os italianos, os ingleses e os alemães para uma cimeira por forma a estudar o problema, que é geral.
Cúmulo dos cúmulos: Durão Barroso esteve presente.
Desculpem, mas este nã foi o espírito de Jean Monet e Schuman, quando criaram a Europa Unida.

5 de outubro de 2008

Hoje comemora-se a implantação da República. É importante que não nos esqueçamos nunca desta data já que ela, conjuntamente com o 25 de Abril, são as datas definidoras do nosso ser como povo e nação.

Para quem deseja saber mais sobre a matéria aqui ficam alguns links importantes: http://lmf.di.uminho.pt/~lsb/lena/historia/5out.html; http://pt.wikipedia.org/wiki/Proclama%C3%A7%C3%A3o_da_Rep%C3%BAblica_Portuguesa.

a foto pertence a http://postaisportugal.canalblog.com/albums/portugal____evenements/m-Jun12516.JPG.

Olhando ainda para o feriado, mas especialmente para o discurso de Cavaco Silva, podemos confirmar o que eu já tinha avançado aqui acerca do relacionamento entre o Governo e o PR: terminou. Se escutarmos o discurso veremos que Cavaco Silva fala do momento difícil que estamos a viver, mas não tem uma palavra de incentivo para o Governo, antes pelo contrário. Este facto deixa-me perplexo até porque Sócrates já fez a inflexão do discurso - que se impunha, acrescente-se -o que pressupõe um combate por parte de todos contra esta hecatombe que se abateu sobre nós. E foi pena que o presidente não tivesse aproveitado o discurso para mostrar que o lamentável caso protagonizado por ele próprio e por Ferreira Leite acerca do Kosovo, não tinha passado disso mesmo: um caso lamentável.

Pacheco Pereira foi atacado por uma terrível falta de memória. Sobre o caso das habitações sociais da câmara esqueceu-se de referir no seu artigo da revista Sábado um elemento igualmente fundamental de seu nome Lipari. Será por este ser do PSD? Estou em crer que não, mas...

3 de outubro de 2008

Também é culpa do Código? Audrey Villegente, 27 anos, foi sentenciada a cumprir 20 anos de prisão pelo Tribunal de Albufeira porque atirou a filha recém-nascida ao mar. foi condenada pelo Tribunal de Albufeira a cumprir 20 anos de prisão pelo homicídio, no entanto viu a pena ser reduzida para 4 anos pela Relação de Évora, noticia hoje o Correio da Manhã.
Mas porque a Relação de Évora concordou com a tese de defesa de «infanticídio cometido sob influência perturbadora do parto», para além de considerar atenuante o facto de a mulher ter sido vítima de abusos sexuais na infância decidiu reduzir a pena para 4 anos.
As atenuantes valeram-lhe menos 16 anos... espectáculo
O facto da bebé ter sido atirada ao mar, dentro de um saco do lixo, uma hora depois de ter nascido e a autópsia ter revelado que a menina sobreviveu oito horas, o que significa que viveu sete horas fechada num saco de plástico no mar, nem sequer colheu como agravante.

E aqui não digam que é o Código, digam antes que aculpa foi de quem o sentenciou só com cinco anos por violação de uma sobrinha-neta de 12 anos.

Manuela Ferreira Leite enganou-se no avião e na vez de ir aos Açores ajudar na campanha eleitoral enganou-se e aterrou no Funchal.

2 de outubro de 2008

A taxa do nosso descontentamento. É verdade, a taxa euribor continua a torrar a paciência e o dinheiro daqueles que decidiram comprar habitação com recurso a crédito bancário.
E se falo hoje e aqui nesta matéria é porque me parece que na taxa vai acontecer o mesmo que com o petróleo. O petróleo desceu, mas os combustíveis não desceram. A taxa de juro do BCE mantém-se, mas a taxa euribor agravou-se. Será que quando a taxa do BCE descer a euribor também descerá?

Já se sabia que Manuela Ferreira Leite alinha as suas declarações pelas de Cavaco Silva, mas que o alinhamento ia até à independência do Kosovo...

1 de outubro de 2008

Hoje é dia de greve na função pública. Hoje é dia de guerra de números entre a CGTP e o Governo.
Não estando em causa o direito à greve e muito menos à contestação, sempre gostaria de saber o motivo porque o Sindicato dos Ferroviários está em greve? É por pertencer à CGTP ou por fazer parte de uma empresa que nós pagamos princepescamente e que dá sempre prejuízos.
As indemnizações que são entregues a título compensatório poderiam ser aplicadas por exemplo na educação ou no aumento das reformas.
Como este outras situações existirão.
Mas este é o país que temos e provavelmente o que merecemos.
A Federação dos Sindicatos da Função Pública pode se ir entretendo nestas acções de luta, sendo certo que no dia em que os trabalhadores do privado estiverem fartos de contribuir acabará de imediato alguma desta comédia.

Uma boa notícia. A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra inaugurou esta semana a Biblioteca Digital de Botânica (BDB/FCTUC), que permite percorrer cerca de 2.500 títulos e fazer o descarregamento integral de livros e outras publicações. É este o endereço.

Mas também há notícias beras. A partir de hoje acabou a grande bandeira da FNAC: o desconto de dez por cento, também conhecido por "preço FNAC" em todos os livros. A partir de agora só para quem tem cartão de cliente.
Claro que o grupo pode adoptar a política de preços que quiser e que lhe seja mais conveniente. Não pode é, como justificação desta sua atitude, dizer que isto se deve ao facto de a concorrência ter começado a fazer o mesmo.
Nem toda a gente é burrinha.

O Grupo Leya a que pertencem a ASA, a Gailivro, a Nova Gaia e a Texto Editora, continua a ter manuais escolares atrasados. Talvez seja importante que para o próximo ano lectivo e aquando da escolha dos manuais, este atraso seja tomado em devida conta.