30 de outubro de 2010

Passos Coelho assumiu na conferência do Diário Económico que "a solução ideal era a Constituição permitir eleições" porque "as eleições dão mais verdade e mais força política às soluções"
Claro que eu percebo tudo isto e até estou de acordo com a segunda premissa.
Mas o problema de Passos Coelho é outro, os 42% que as sondagens lhe dão não estão seguros face ao número dos que não sabem ou não respondem. Este sim é o granda e verdadeira angústia de Passos Coelho.

E agora é o quê, onde e como? Que tal pedir uma contribuição aos eurodeputados?! Quanto é que já investimos no BPN? Julgo que foi bem mais.

26 de outubro de 2010

Cavaco apresentou hoje a sua recandidatura. Até aqui nada de novo. O discurso foi um conjunto de lugares-comuns sobre a sua preparação nestes tempos de crise. Aliás já na anterior campanha ele referiu isso e, como podemos confirmar, isso não nos trouxe nenhum valor acrescido.

25 de outubro de 2010

Numa altura em que todos (quase todos, para ser mais preciso) apertamos o cinto e fazemos mais uns quantos furos;
Numa altura em que as empresas se veem a braços com graves dificuldades;
Numa altura em que muitas instituições de solidariedade social estão em risco;
Numa altura destas, a Igreja continua a poder recuperar o IVA.
Tenham lá paciência... e se nos lembrarmos que vivemos numa república laica, então podemos dizer que não existe coragem política para terminar com estes privilégios.

Mas havia dúvidas!?... eu não tinha.

É isso mesmo... mas eu passo a ir ao cinema à borla.

21 de outubro de 2010

O resultado dos tabus, do "esticar a corda", deste digo eu e depois dizes tu..., pois é, o resultado está aqui.

É mesmo disto que o país precisa. Se adicionarmos a greve geral a 24. Somos um país rico.

20 de outubro de 2010

Comportam-se como se nós e o país tivesse todo o tempo do mundo.

Espectáculo. Nós que ganhamos meia dúzia de tostões pagamos uma estúpida fortuna. Eles que ganham uma estúpida fortuna, pagam meia dúzia de tostões.

Já se estava a adivinhar. Até isto temos de sustentar.

17 de outubro de 2010

Há vergonhas que merecem ser expostas sempre e a qualquer hora. Estou a referir-me às verbas para a RTP. Em altura de crise o governo decidiu, e bem, que haveria de diminuir as verbas a transferir para as empresas da órbita do Estado.
Pois que então o governo decidiu diminuir mais ou menos 30 milhões (33,1).
Face a isto pensei eu que a RTP iria fazer um esforço e colaborar nesta luta que é de todos.
Que ingenuidade a minha.
O governo decidiu, ao mesmo tempo que baixou a transferência, decidiu aumentar
em 29,3 por cento a taxa para o audiovisual, paga por todos os contribuintes na factura mensal da electricidade.
Um escândalo. Uma vergonha.
Isto é, o que o governo não transfere, vai chegar na nesma aos cofres da televisão, uma vez que cada contrato doméstico da EDP vai passar a dar para a RTP 2,25 euros por mês.
Feitas as contas de uma forma grosseira constatamos que a RTP/RDP vai receber com este aumento um valor total de 146 milhões, mais 33 milhões que no ano transacto (113 milhões em 2010).
Estão resolvidos os 33 milhões a menos.
Como ainda recentemente foi capa de jornal de que uma jornalista da RTP iria sofrer cortes no vencimento anuais no valor de 7 mil euros anuais, percebem-se os 33 milhões.
Acresce a este escândalo o facto de eu receber o sinal televisivo através de um distribuidor (ZON), assim sendo o problema não é meu, é da ZON. No dia em que a distribuidora decidir fechar a RTP, está à vontade. E assim sendo se eu deixar de ver o canal como é que o posso pagar?
Detesto que me tomem por parvo.

16 de outubro de 2010

O Orçamento é a pior "pancada" que alguma vez já levámos. Impostos directos, indirectos, congelamento de salários, de reformas. Podem dizer que é um mal necessário. Eu compreendo, mas também compreendia se as medidas de poupança tivessem sido aplicadas antes, e tenho a certeza que poderiam ter sido mais leves.
Algumas medidas pecam por tardias. E quando digo tardias, não é deste governo. É tardias de outros governos.
Diz-se agora que o governo vai extinguir, racionalizar e fundir organismos, serviços e empresas do Estado, o que deverá gerar uma poupança de 100 milhões de euros.
Alguém me pode informar desde quando é que existem estes organismos?
Vão ser diminuídas as administrações do sector empresarial do Estado. Curioso, há muito que nós já sabíamos que as administrações eram uma carga insuportável. Curiosamente nem estamos a falar de salários reais, falamos dos cartões, das despesas de representação, do carro, do combustível, enfim... calças de rico em "traseiro" de pobre.
Por mais taxas de solidadriedade ou novos impostos sobre os bancos que possaqm criar, o que se passa é que este orçamento vai novamente ao bolso da classe média.

Desabafos, nada mais do que desabafos.

Muito interessante esta visão.

13 de outubro de 2010

A ERSE está disposta a prolongar o prazo para pagamento do défice energético (aquela coisa esquisita que poucos percebem, mas que dita aumentos todos os anos).
Acho muito bem e, se não for pedir muito, pensem também naquela taxa que agora as câmaras decidiram aplicar e que se designa pomposamente direitos de passagem.
Ou seja, nós que pagamos impostos estupidamente para a coisa pública, somos ainda confrontados com o facto de essa mesma coisa pública, que nós sustentamos, exigir que as empresas que prestam serviços de interesse público paguem os direitos de passagem, direitos esses que as empresas revertem para o consumidor e que fazem mesmo questão de expor na factura detalhadamente (ver PT).
Não entendo como é que a Provedoria de Justiça e a Secretaria de Estado da Defesa do Consumidor continuam impávidas e serenas perante este ultrage que é feito a todos os cidadãos.

O "cardeal" enganou-se no caminho e em vez de ir a Fátima, foi à São Caetano à Lapa.

12 de outubro de 2010

Manuel Maria Carrilho é um ávido de poder. Mandou a filosofia às urtigas e, vá-se lá saber porquê, apontou baterias para o poder. Não um poder qualquer, mas um poder de topo. Governo, deputado, câmara (foi candidato), são os seus desejos. Qual o projecto, não sei, mas também pouco importa. Como por cá as coisas não estavam de feição, avançou até Paris, como embaixador na Unesco. Uma coisa supimpa.
Mas Carrilho tem um outro problema. Se as coisas não correm ao seu jeito, aqui del-rei que eu sou um triste infeliz, que todos me lixam, e etc e etc.
Pois bem, a sua saída de embaixador, foi coisa do outro, do líder do PS que não lhe perdoa não sei o quê, e assim sendo, barafustou céus e terras e chorou baba e ranho. Como toda a gente já o conhece, a sua escandaleira terminou rapidamente e com os mesmos intervenientes com que começou: ele próprio.
Mas claro que Carrilho não é homem de se ficar e por isso fez questão de gritar aos ventos e marés que, com Sócrates não há debate interno no Partido Socialista.
Como ele estava desejoso desse mesmo debate o que é que ele fez: assinou um contrato como comentador na TVI.
E só para rematar, vai fazer dupla com Santana Lopes. Espero ao menos que lhe aperte a mão.

A BBC, emissora pública do Reino Unido, decidiu despedir o seu director-adjunto, Mark Byford, como parte do compromisso para reduzir o número de cargos de direcção e cortar nos custos salariais.
Se a moda pega por cá na RTP, vai ser o bom e o bonito.

2 de outubro de 2010

No último post referi quatro ideias para poupar na despesa. Pois bem as minhas ideias estão inclusas no novo pacote de austeridade com que fomos brindados. Falta incluir a que refere que os veículos não podem servir para uso pessoal.
É pena que todos os governos, administrações, presidentes de câmaras, presidentes de institutos e afins não tenham a coragem de parar com este desperdício escandaloso.
Sobre as medidas anunciadas julgo que pecam por defeito no caso da frota automóvel, 20% é manifestamente pouco.
Estou deveras curioso no caso da diminuição das indemnizações compensatórias às empresas, no caso da reorganização do sector empresarial do Estado, na extinção e fusão de organismos do Estado e quanto à redução das transferências para as regiões autónomas e autarquias entre outras medidas.
Estou preocupado com a questão do abono de família, com a transferência do fundo de pensões da PT, o corte nas verbas do PIDDAC, com o limite das deduções no IRS.
Gostaria de ver as pensões de uns quantos serem suspensas. Umas em duplicado, em triplicado... Uns que foram enviados do governo para administrações dos bancos (CGD)e que um ano depois foram brindados com reformas chorudas e que hoje estão na administração de outros bancos (caso do banco de Américo Amorim em Moçambique ou Angola).
Hoje percebi, pelas palavras do presidente da CGD que esta instituição, que vive à nossa conta, pretende imputar os custos do novo imposto sobre os clientes.
Se tal acontecer apelo ao levantamento popular. Será uma das maiores vergonhas que alguma vez ocorreu.
Voltarei a este assunto.

Agora dirijo-me a todos quantos fizeram questão de dizer em tempos que deveríamos seguir o modelo da Irlanda.
Isso é que era. Gritamos porque o nosso défice atingiu nos primeiros seis meses 9,4%.
Pois bem a Irlanda espera atingir no final do ano, o valor de 32%.
Isto é que é um modelo de referência...

Dizem alguns economistas, especialmente ligados à área social-democrata que a Espanha está no bom caminho, ao contrário de nós.
Possivelmente têm razão. E se tivermos em consideração que a agência Moody's baixou a notação de nuestros hermanos, então não há a menor dúvida que é mesmo o bom caminho...