30 de dezembro de 2010

Os exemplos errados de Cavaco. Ontem durante o debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre e, a propósito do BPN, Cavaco Silva colocou em causa o trabalho da actual administração do BPN, dizendo que na Inglaterra muitos bancos ficaram em situação preocupante e que foram nomeadas administrações profissionais que resolveram a situação, dando o exemplo de Horta Osório.
Esteve mal Cavaco Silva. Se queria dar exemplos dava o do americano Madoff (julgado, preso e os bens vendidos para pagar as falcatruas).
E não julgue Cavaco que remetendo para a página da Presidência na internet que esclarece tudo na íntegra.
Aliás e a propósito da referida página, sempre que a conversa não lhe "cheirava" remetia para a tal página, parecendo que Cavaco faz dela a sua comunicadora oficial. Se assim é não entendo o porquê do show televisivo sobre o estatuto dos Açores...

26 de dezembro de 2010

"Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes". Uma frase que nunca fica bem a quem a diz. É muita presunção tecer afirmações de caracter sobre os outros. Tenhamos a corajem e a lucidez de nos julgarmos a nós próprios e nada mais.

21 de dezembro de 2010

Cavaco pede o que não tem: bom senso. Ontem dentro de uma iniciativa de campanha de recandidatura a Belem e, respondendo a uma questão, vestiu a pele de presidente e ameaçou vetar o diploma dos contratos com o ensino particular. Lá foi o bom senso.
É candidato? É presidente? É o quê?
Mas talvez fosse interessante que antes de vetos e demais observações estudasse devidamente o assunto. Que colégios têm contratos? Porquê na mesma zona só um tem direito a contrato? Quem são os frequentadores dos colégios com contratos?
É mais fácil falar em veto, conquistam-se mais votos...

Ainda sobre Cavaco importa não esquecer as suas declarações à revista "Sábado" de 16 a 22 do corrente mês. A propósito da polémica sobre o antigo regime disse o candidato Cavaco: “Não sei o que é que o regime pensava de mim nessa altura, mas tendo-me mandado para Moçambique 10 dias depois de casar, quando ainda estava em viagem de núpcias, e estando eu no terceiro ano do curso, não me tendo deixado terminar o curso, eu e a minha mulher com certeza que não pensávamos bem do regime”.
Espectáculo. Sacana de regime. Não o deixaram acabar o curso, nem gozar as núpcias. Sim era isto que Cavaco pensava do regime. Censura, repressão, presos políticos, liberdade,... nada disso era importante.

O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, disse ao Expresso (assim diz a 1.º página), que a governação é muito exigente e que o PSD tem de se preparar melhor e, assim sendo, considera que "É um erro o PSD querer chegar já ao poder".
Um partido de "corajosos" . Passos Coelho quer governar com o FMI e de preferência com Paulo Portas.
Claro, governar em crise exige, e não é qualquer um que tem estaleca para isso.

17 de dezembro de 2010

O Jornal de Negócios diz hoje que os comerciantes se arriscam a ter de passar sempre factura aos clientes.
Arriscam-se?! Mas não é obrigação passar sempre a factura?
Tem sido a nossa "vista grossa" aliada ao "xico espertismo" de alguns que permitem que a economia paralela represente um quarto do PIB.
É mais que tempo de vinte pagarem cinco em vez de cinco pagarem vinte como acontece hoje.

George Soros diz que "A Europa devia salvar os bancos antes dos Estados" e eu acresceitarei e liquidar com os "vampiros" dos especuladores.
É a modos que uma frase mais completa...

16 de dezembro de 2010

Eu sei que não se deve gastar cera com ruins defuntos, mas tenham lá dó... O presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou hoje que Portugal "não está numa democracia, mas num regime de pensamento quase único".
Presumo que ele estava a ver-se ao espelho que, convenhamos não deve ser nada pequeno...
E a independência quando é que lha damos para ele ver o que é bom para a tosse...

10 de dezembro de 2010

Não sou defensor da posição de Carlos César, antes pelo contrário. Se é para doer é para doer a todos sem excepção. Mas a minha discordância não significa que aceite as críticas do dr. Alberto João.
Se há pessoa que não tem moral para criticar Carlos César é o Alberto João. Pensemos nos seus gastos sumptuosos. Sim que eu não me esqueço do orçamento da Assembleia Legislativa da Madeira. Ele aqui fica.
Agora digam lá que moral tem o senhor...

9 de dezembro de 2010

Sem adjectivação possível. A Irlanda viu-se obrigada a recorrer ao fundo de estabilização financeira porque teve de segurar o seu sistema bancário. E para segurar o dito sistema concedeu aos bancos valores que representam cerca de 20% do PIB. Ora a estes 20% vieram adicionar-se os cerca de 12% de defice do próprio estado.
Assim sendo a Irlanda iria chegar ao final do ano com um defice de 32% do PIB. É obra...
Depois de muitos "ataques" a Irlanda recorreu ao fundo de emergência e levou cerca de 85 mil milhões de euros (esta verba é só para os bancos porque, no dizer do ministro das Finanças e do primeiro-ministro o país em si não precisa de fundos) que vai pagar a uma taxa de cerca de 5%.
A nossa quota para esse empréstimo é de mais ou menos 500 milhões. A solidariedade é assim.
Resumindo a Irlanda endividou-se para aguentar os bancos.
Pois bem o The Telegraph noticiou que o Allied Irish Bank está a preparar o pagamento de 40 milhões de euros em prémios aos funcionários na unidade de banca de investimento.
A ser assim o Estado Irlandês que peça somente 84960 milhões, já que pelo menos este banco tem 40 milhões livres.
A desfaçatez de uns quantos é algo que me consome as entranhas.
Li as declarações de Cavaco Silva na inauguração da sua sede de campanha em Santarém e fico perplexo.
A fazer fé no que está escrito, só Cavaco conhece a realidade do país, os outros candidatos são uns autênticos néscios sem nenhuma qualificação e preparação para o cargo.
Cavaco Silva já tinha grangeado a minha admiração pela forma de comer bolo rei; por ser político e pretender assumir-se como não político e tecer críticas aos políticos; por ter contribuído para o desbaratar de fundos europeus que chegaram a Portugal aquando do seu reinado como primeiro-ministro; por gostar de se assumir como "adivinhador-mor do reino", embora o dito reino em nada tenha beneficiado dessa sua actividade; enfim, por tudo aquilo que nunca fez nem como primeiro ministro, nem como presidente.
Tudo isto já era motivo bastante para a minha admiração, quando eis que uma nova qualidade desponta e esta sim, me deixa completamente rendido: a modéstia, ou melhor dizendo, a falta dela.

3 de dezembro de 2010

O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, considerou que a subida dos spreads cobrados nos créditos à habitação é normal face à situação vivida no sector financeiro devido à crise internacional, defendendo taxas acima dos 2%.
Não sei se hei-de rir, chorar, dizer um chorrilho de asneiras...
Que eu saiba o BCE está a emprestar aos bancos portugueses a 1.%. Mais, os últimos resultados dos bancos não demonstram que estes estejam a sofrer prejuízos.
O que falta a estes senhores é pagarem impostos como deve ser.

Não percebo e recuso-me mesmo a aceitar as excepções e esta é uma delas.