30 de setembro de 2009

Pacheco Pereira não consegue aceitar que o PSD perdeu as eleições e não vai formar governo. Será que Pacheco queria ser ministro? E já agora de quê? Da propaganda, só pode.

Lembram-se de Cavaco, enquanto primeiro ministro, ter dito que se devia ajudar o presidente[Soares] a terminar o mandato com dignidade? Pois é, pela boca morre o peixe...

29 de setembro de 2009

Media Capital/TVI. A primeira parte da minha previsão já está, aguardemos pelo resto da festa. Claro que percebo o porquê de Manuela não querer sair.

Cavaco falou e aos costumes disse nada. Um discurso recheado de malabarismos linguísticos, mas pensado ao milimetro. Aliás saliento as análises feitas pelo director do "Expresso" no Jornal das 9 da SIC Notícias e a análise de Luís Delgado no Jornal das 10 também da SIC Notícias.
Para além disso importa esclarecer que o calendário que se aproxima é complicado para Cavaco. Após dar posse ao governo e durante seis meses não o pode demitir, depois não o pode demitir 6 meses antes das eleições presidenciais, assim sendo Cavaco está em maus lençois.
Outra coisa importante: Cavaco não pode tomar-nos por parvos.

28 de setembro de 2009

Vamos lá então.
Primeiro estou satisfeito porque tinha bilhetes para toda a temporada de Rodeo e se o BE ganhasse, tinha perdido o dinheiro já que eles iam proibir o espectáculo.
Segundo, as declarações de Maria José Nogueira Pinto à SIC devem figurar no anedotário nacional. Realmente não percebo qual foi a mais valia de ela ser candidata pelo PSD. Capaz de dizer aquilo tem o PSD aos montes e não os aproveita.
Terceiro, gostei de ver a fuga para a frente do "gazeteiro-mor" (José Pedro Aguiar Branco), de Deus Pinheiro e de Rui Machete.
Mais haveria para dizer, mas vamos à parte séria da coisa.
Contra tudo e contra todos, o Partido Socialista ganhou. Sei que se esgotaram os frascos de "Eno" e nem mesmo assim passou a azia para muitos.
Claro que todos eles dizem que venceram as eleições, mas é mentira.
No início da campanha todos estavam em igualdade de circunstâncias: zero votos, zero deputados.
Ontem à noite o PS teve mais votos e mais deputados (não é Eduardo Cintra Torres?!).
Mas avancemos.
Ontem o PS foi um vencedor, mas podemos engrossar a fila dos que se sairam bem da noite, juntando Paulo Portas.
É verdade o CDS/PP de Paulo Portas subiu estrondosamente para o terceiro lugar, beneficiando dos votos de quantos se recusaram a votar PSD/Manuela Ferreira Leite e, importa dizê-lo de uma excelente campanha, pensada e executada em pormenor.
O BE que se afirmou como um grande vencedor, não o foi tanto assim. Vejamos.
Louçã fez campanha para derrotar o PS e contra Sócrates e centrado num resultado que lhe permitisse ser a terceira força no Parlamento, por forma a que o PS se visse obrigado a recorrer ao BE. Enganou-se e falhou. Aliás só os seus votos, são insuficientes.
Quanto à CDU, caminha a passos largos para ser um partido residual. E ficará mais residual se perder alguma influência nos sindicatos.
O PSD, é o derrotado, arrastando Alexandre Relvas, Pacheco Pereira e Cavaco não fica nada bem também

27 de setembro de 2009

Deem a volta que quiserem, mas o PS venceu as eleições e os outros perderam, ponto final parágrafo.
Amanhã cá estaremos para falar.

25 de setembro de 2009

A campanha está a chegar ao fim. Agoras vamos todos reflectir e domingo logo veremos. Poderá haver surpresas. O Bloco deverá parar de crescer, a CDU deve efectivar a consolidação, o PP deverá crescer, o PSD deverá perder e possivelmente por 7 pontos e o PS vai ganhar.
E ganha porque a oposição decidiu, em vez de mostrar as suas propostas fizeram uma campanha pela negação: não ao Sócrates, não ao PS, não aos ministros. Não às obras públicas, não ao investimento, não, não, não...
Poderiam dizer, nós estamos aqui porque temos estas ideias para o país.

A propósito de programas deixo aqui uma questão: o BE proibe os rodeos, mas não diz nada sobre touradas. Em Portugal existem, como todos sabemos milhares de rodeos e não existem touradas. E depois nos rodeos estamos a falar de animais que são montados por homens durante uma curta fracção de tempo e as touradas são espectáculos onde se espetam ferros nos animais.
Mas vocês querem saber o porquê?! Porque a única câmara do Bloco de Esquerda é Salvaterra de Magos, terra de touros e toureiros.
Estamos conversados...

Sobre a campanha, penso que deve ser feita uma alteração à lei eleitoral. Nesta campanha verificou-se que Louçã forçou a Universidade de Aveiro a abrir as portas para uma sessão de esclarecimento num dos auditórios durante o dia. Eu chamo a isto uma violação, tanto mais que a reitoria não queria aceder ao pedido e muito bem.
As campanhas deviam ficar fora de Universidades e de alguns outros locais, tais como forças de segurança, por exemplo.

A Casa Civil da Presidência da República não acerta uma. A seguir às escutas, decidiu colocar a "boca no trombone" acerca da visita do Papa no próximo ano.
Vai lá vai...

24 de setembro de 2009

Ferreira Leite deu ontem mais uma pancada em Santana Lopes. Manuela disse que o povo sempre foi sábio nas escolhas que fez.
É verdade, até quando derrotou Santana e deu a vitória a Sócrates, o povo foi sábio.
É gaffe atrás de gaffe, dra. Manuela.
E que feliz deve estar Santana.

Toda a gente sabe que Maria João Avillez é unha e carne com o inquilino de Belém, daí que as suas declarações à SIC no dia em que Fernando Lima foi afastado, não são obra do acaso.
Pois bem, hoje a "Visão", de forma muito inteligente, avança com um artigo muito bom "Cavaco e o País à escuta".
De uma forma subreptícia ficamos com a certeza de que a outra fonte da Presidência da República, é Suzana Toscano.
A ser assim percebe-se o porquê de Cavaco Silva estar em silêncio. Suzana Toscano é um dos nomes ministeriáveis caso o PSD ganhe as eleições e uma das apoiantes indefectíveis de Manuela.
Assim sendo penso que Cavaco está a poupar Suzana, Manuela e o próprio PSD.

Agora quero rir. Manuela Moura Guedes, solicitou à ERC sigilo sobre as suas declarações acerca do caso do Jornal da TVI.
Até aqui nada de mais. O engraçado é o motivo para o sigilo.
Segundo uma fonte da TVI declarou ao CM “Manuela receia dizer a verdade à ERC, porque tem um compromisso de lealdade para com a administração e normalmente o processo e respostas dadas à ERC são públicos”.
Boa. Lealdade para com a administração?!
Foi então por lealdade que lhes chamou estúpidos.

E para que conste, vou rir-me outra vez, só para que conste [http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1371228] . Ai Pacheco, Pacheco... e a história da mulher de César.

A Mulher de César
A história conta-se que terá tido lugar no 1 de Maio do ano 62 a.C., há precisamente 2067 anos.Nesse dia festejava-se a Bona Dea (“a boa deusa”) em casa de Júlio César, recentemente eleito pontifex maximus (sacerdote supremo). Tradicionalmente, o acesso a estas festas estava reservado às mulheres. Pompeia Sula, segunda mulher de Júlio César, era a jovem e bela anfitriã do que era conhecido como uma orgia báquica reservada ao sexo feminino. Nesse ano as festividades acabaram em escândalo: Publius Clodius, jovem nascido em berço de oiro, mas conhecido pela sua insolência e audácia, estando apaixonado por Pompeia, não resistiu. Disfarçou-se de tocadora de lira e introduziu-se em tão reservada celebração. As coisas correram mal a Publius Clodius que acabou por ser descoberto por Aurélia, mãe de César, sem usufruir da bela Pompeia.
O escândalo correu por Roma o que levou César a divorciar-se de Pompeia. Publius Clodius foi acusado de sacrilégio e julgado em tribunal. O povo estava com Clodius e César, chamado a depor como testemunha, disse que nada tinha, nem nada sabia contra o suposto sacrílego. Foi o espanto geral entre os senadores: “Então porque se divorciou da sua mulher?”. A resposta tornou-se famosa: “A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita”.A mulher de César ficou eternamente sob suspeita. Publius Clodius beneficiou da demagogia de Júlio César e do receio dos senadores de perderem apoio popular.

23 de setembro de 2009

O semanário "Sol" perdeu a decência. Na sua edição online de hoje apresentava as seguintes notícias:
Directora do CEJ demite-se por divergências com o ministério da Justiça e
Directora do CEJ confirma demissão e recusa divergências com o ministério
Como é que é possível. A senhora negou as divergências, mas mesmo assim o "Sol" manteve a notícia.

Era interessante que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) e a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ dissessem publicamente de onde partem os ataques ao dito sindicalismo.

Falam, falam, mas não dizem nada.

Sobre Rui Teixeira, continuo a dizer porquê a proposta votada no CSM para não homologação da nota do juiz ter partido de Laborinho Lúcio. Isto são factos e é a única coisa que gostaria de compreender.
Fui eu que percebi mal ou a história do juiz Rui Teixeira é diferente. Diz-se à boca cheia que o congelamento se ficou a dever aos três elementos indicados pelo Partido Socialista.
Ora hoje li declarações de Ferreira Girão, vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura, de onde se pode concluir que esta questão não é devida a partidarização, mas sim devido à votação de uma proposta de Laborinho Lúcio, ex-ministro da Justiça de Cavaco Silva.

Entrámos no hábito de dizer o que nos vem à cabeça, sem que depois sejam daí extraídas satisfações.
Vem isto a propósito das declarações proferidas pela Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos. Disse a senhora que as farmácias nos hospitais só conseguem dar margens de 30 por cento às unidades se recorrerem a meios ilícitos, como venda de medicamentos contrafeitos.
Num país às direitas, a senhora era de imediata chamada a provar as afirmações, mas como vivemos nesta espécie de país, as afirmações gravíssimas vão acabar no esquecimento.

22 de setembro de 2009

A coisa está pior do que eu pensava. O "gazetas" [Aguiar Branco] diz uma coisa, Pacheco Pereira diz outra, Luis Filipe Menezes diz outra e Marques Mendes só fala de ética.

Não sei se é verdade, mas a acreditar nas contas da Lusa, os pilotos da TAP que vão fazer greve na quinta e sexta, querem um aumento de 1000 euros.
Boa, são 800 pilotos...
Mas que importa a gente paga.
Por morrer uma andorinha, não acaba a Primavera, diz o povo e com razão. Aproveitando o ditado quero dizer que apesar de Cavaco Silva ter "liquidado" o mensageiro, não terminou o problema.

Manuela Ferreira Leite disse hoje, sobre a demissão de Fernando Lima: “Não tenho elementos suficientes para poder pronunciar-me sobre esse caso específico. Esse é um problema do senhor Presidente da República e eu não interfiro nas decisões do senhor Presidente da República. “
Realmente este é um problema de Cavaco, mas é um facto que Manuela e o PSD fizeram questão de aproveitar o caso até à exaustão, claro que com o beneplácito de Cavaco.

21 de setembro de 2009

Cavaco mandou Fernando Lima às urtigas. É fácil, é o assessor, e consegue tapar sol, só que com... uma peneira.
Alguem acredita que Lima, fiel escudeiro, actuasse à revelia?
Não brinquem comigo.
Cavaco quis entalar Sócrates e o PS, só que as contas sairam furadas.
E dêm lá as voltas que quiserem, mas o Presidente da República, tomou partido nestas eleições, assim sendo ficava-lhe bem regressar já a Boliqueime.
E O PSD deve desculpas.
Mas o que se passa com Belém? As fontes oficiais, oficiosas, sejam elas quais forem andam boas da mona? Primeiro da história de Fernando Lima e das escutas, depois veio uma fonte oficial da Presidência confirmar uma diligência no Palácio de Belém para detecção de eventuais escutas, excluindo o envolvimento da PJ e do SIS.
Excluído o envolvimento da PJ e do SIS ao que parece por não garantirem confidencialidade, só restava a secreta militar, a Divisão de Informações Militares (DIMIL).
O problema é que o Estado-Maior-General das Forças Armadas garantiu que não lhe foi solicitada uma operação no Palácio de Belém para detecção de eventuais escutas.
Afinal quem é que fez o trabalhinho? Outra secreta? Mas há mais secretas?
Tudo é estranho.


E tudo é estranho, tanto mais que Marcelo Rebelo de Sousa, o sr. vichyssoise, já veio dizer que tudo não passa de um equívoco.
Se é, é dos grandes...

E por falar em Marcelo, como é que ele sabe que se Sócrates ganhar só governa dois anos? Não me digam que foi mais alguma fonte oficial? Oficiosa?

20 de setembro de 2009

Regressemos de novo às escutas. E regresso para falar de José Manuel Fernandes. O director do "Público" teve como primeira reacção, na sexta-feira, à aparição do mail, que esta se ficava a dever aos serviços secretos/informação.
Depois como percebeu que tinha metido o pé na argola, mudou. À noite, na SIC Notícias, a culpa já não era dos tais serviços, mas antes de alguém que os enviou de propósito da própria redacção do "Público".
Ontem a coisa alterou de novo. No Twitter, o sr. director passou a ter outra visão da coisa. Confirmou que não houve violação externa, mas diz que "nos mails há uma função chamada replay all e outra forward, misturar as duas dá asneira."
Isto diz ele do tal mail apagado dos computadores.
Mais, dá uma roda de inteligente aos que com ele trabalham.
E por falar em mails, parece que alguém andou a vasculhar o correio electrónico do provedor Joaquim Vieira.
E por falar no provedor dos leitores do "Público" é conveniente que o seu director, administrador, conselho editorial, de redacção, jornalistas, enfim os profissionais daquela casa, leiam com atenção o artigo de hoje "A questão principal", na página 39.

19 de setembro de 2009

Sobre as escutas importa destacar o seguinte:
- o "Público" vai ou não ser investigado pela ERC?
- José Manuel Fernandes vai ou não ser sujeito a investigação?
- José Manuel Fernandes vai ou não pedir desculpa aos serviços de investigação?
- O jornalista Alvarez vai ou não ser sujeito a processo?
- É verdade ou não que José Manuel Fernandes esteve para ir ou vai para o staff da Presidência da República? (CM)
- Cavaco vai continuar como Presidente depois disto?

Ainda sobre o caso. Se o caso foi de Abril de 2008 como é que o "Público" só o relata em Agosto de 2009, sendo que não pode dizer que esteve a investigar, já que o trabalho realizado na Madeira por um jornalista do mesmo jornal, nem sequer é referido?
O PS tem razões para dizer que está perante um combate desigual, uma vez que até o "árbitro" apoia escandalosamente uma das equipas.
Talvez que a matéria lhe caia no colo.

Para José Manuel Fernandes, o mail publicado pelo DN é verdadeiro, mas a notícia é falsa.
Que estranho, a notícia nada acrescenta, nem em nada difere do mail.

18 de setembro de 2009

O DN de hoje agarra para a primeira página um assunto que se vai estender ainda por muito tempo: a questão das escutas.
Esta questão nasceu em Agosto através de uma fonte anónima da Casa Civil da Presidência.
O Primeiro Ministro desvalorizou e o Presidente nem comentou, a meu ver erradamente.
Isto é um caso demasiado grave para se seguir a comédia protagonizada por Cavaco Silva e a fatia de bolo rei.
Logo em Agosto o Presidente tinha de ter tomado uma atitude: ou demitia o seu assessor ou apresentava queixa do Primeiro Ministro e do Governo na Procuradoria e demitia o Governo.
Agora perante o que sai a público a questão entra em bola de neve e não se vislumbra a maneira como acabará.
O que eu sei é que Fernando Lima, que curiosamente já tinha sido apontado como a tal fonte anónima por Louçã na semana passada no debate, tem de ser posto a andar, isto se o pPresidente quiser salvar a face.
Sim porque o Presidente perde toda a credibilidade ao vir citado como sendo o mandante desta história. E talvez até não seja um grande exagero referir que o Presidente deixou de ter capacidade de exercer o mandato.
A última palavra vai para o "Público". O Provedor do jornal, Joaquim Vieira, já falou sobre o caso no domingo com um texto com o título "Subitamente neste verão".
O director do "Público" já veio dizer que foi a secreta que entrou nos computadores do jornal. Claro que pode dizer o que quiser, até pode dizer que prestou um mau serviço ao jornalismo.
E a ser verdade o teor do mail de Alvarez (e nada me demonstra o contrário) ficamos a saber que o PR só acredita no "Público" e desconfia de todos os outros e pior que isso ainda fez questão de empurrar este assunto para cima de Alberto João Jardim.
O carácter também se vê aqui.

Alguns textos relacionados:

Ainda a deontologia jornalística. O código deontológico dos jornalistas é algo de muito sério. Pode mesmo dizer-se que estamos perante a bíblia da profissão.
Vem isto a propósito de que o JN, um jornal respeitável, cometeu uma falha inadmissível.
Refiro-me como é evidente à capa da edição de 17 de Setembro de 2009, que mostra os corpos das raparigas dentro do carro após o acidente que lhes provocou a morte.






17 de setembro de 2009

Gostei de ler as declarações de José Miguel Júdice à "Revista Sábado". Diz o antigo Bastonário dos Advogados que não vota na lista de António Costa para a CML, apesar de ter sido o ex-mandatário de Costa e apesar de apoiar António Costa. O que se passa é que Júdice não é capaz de apoiar quem, segundo ele, o enxovalhou.
A situação não se prende directamente com Costa, mas sim com Sá Fernandes que, desta vez, integra a lista do PS.
Só é pena que esta integridade não seja do âmbito geral.


Talvez fosse interessante saber quem foi o "garganta funda" que deu à estampa o caso dos votos comprados no PSD.


Por falar em "garganta funda" o Presidente da República discursou na entrega dos prémios Gazeta 2008 e falou do diálogo que manteve com o assessor, para fazer o discurso. Será que é este o assessor que se sente espiado?
Já agora, muitos salientam o discurso como uma excelente peça de humor. Desculpem, mas eu discordo- De humor não tem nada.

16 de setembro de 2009

Mira Amaral não pára de me surpreender. Hoje foi no "Expresso".

Por falar em "Expresso", o artigo de Miguel Sousa Tavares, na edição de fim-de-semana, é de luxo.

O atleta do lançamento do peso, o tal da "caminha" teve agora a seguinte frase numa entrevista ao Jornal i: "Por isso já ninguém liga ao que diz o Zé Povinho, que só pensa nas medalhas".
Alguém diz a este senhor que é o Zé Povinho que lhe paga para ele dizer estes dislates.

14 de setembro de 2009

Li um artigo interessante. É um artigo de Paulo Gaião no "Semanário".

Que estranho, oito greves e nove manifestações durante a campanha, a CGTP quer entrar directamente na campanha.

Fui fazer uma revisão de história universal e vejam o que encontrei. Em 2003, estávamos nós em recessão, o nosso governo era liderado por Durão Barroso e o ministro das Finanças era a Dr. Manuela Ferreira Leite que assinou com o governo espanhol o tal memorandum sobre o TGV.
O governo espanhol era liderado por José María Aznar, o líder do PP espanhol, ou seja o líder da direita de Espanha.
O que acontece hoje é que Espanha tem como Primeiro-Ministro o socialista Zapatero.
Assim sendo Manuela Ferreira Leite não aceita o TGV. Fosse o Raroy ouo Aznar e a música era outra, enfim...

12 de setembro de 2009

Nunca fui um grande adepto de Mira Amaral, mas sou forçado a tirar o chapéu à entrevista de hoje no jornal i.

Acabou o debate entre Sócrates e Ferreira Leite. Sócrates acaba por ganhar o debate, é verdade que por pouco, mas ganha. Sócrates ganha na parte política, na parte económica e mete umas farpas na parte social.
Mais uma gaffe fenomenal e que sabe que é mentira e baixa: o TGV e os espanhóis.

8 de setembro de 2009

Tenho de dar a mão à palmatória e recomendar aqui um excelente artigo de Daniel Proença de Carvalho. Chama-se "Liberdae/Dignidade" e foi dado à estampa no DE de ontem.

Mas o DE não se ficou só pelo artigo anterior. Marques de Almeida deixou igualmente uma excelente peça, que aliás vem na sequência de um outro escrito também no mesmo Jornal.

7 de setembro de 2009

Manuela Ferreira Leite perdeu ontem o debate com Francisco Louçã. Começa a configurar-se alguns problemas no interior do PSD.
As declarações hoje proferidas na Madeira são a prova cabal de que afinal ela precisa desesperadamente dos votos de Jardim.
Só que isto não augura nada de bom e também traz alguns encolhos aqui no continente.

João Palma, Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, diz que o caso Freeport só no próximo ano. Mas vale a pena ler bem a entrevista.

6 de setembro de 2009

Então não é que o 24horas decidiu fazer igualmente trabalho de investigação jornalística. Leiam os trabalhos publicados ontem e hoje e irão descobrir uma nova verdade na TVI.
Claro que isto tem sido um clamor. A história da asfixia democrática e de suspender quem discorda então tem assumido foros de número um.
Claro que talvez o facto de as pessoas quererem comemorar os 50 anos do queijo Limiano com algum excesso de ingestão deste lacticínio tenha provocado alguma amnésia.
Por exemplo Pacheco Pereira, candidato a deputado e que atropela tudo e todos no programa "Quadratura do Círculo", que agora vem muito indignado acusar Sócrates de ser o culpado do fim do Jornal da TVI. Claro que Pacheco Pereira esqueceu-se que enquanto deputado e mesmo líder da bancada do PSD, foi quem proibiu os jornalistas dentro da Assembleia da República.
Manuela Ferreira Leite diz que Sócrates e o governo afastam quem dele discorda.
Será que já se esqueceram que Pedro Passos Coelho, apesar de ser desejado pelas bases, foi afastado das listas de deputados só porque disputou o poder a Manuela. E não foi só ele.
Portas tem de olhar para trás e lembrar-se que afastou Nobre Guedes. Louçã deve recordar Joana Amaral Dias que porque apoiou Soares, foi dispensada. Do PCP basta recordar alguns dos militantes que se afastaram do líder e que de imediato foram afastados do Comité Central.
Mas voltando ao início, espero que o 24horas continue com as investigações.

4 de setembro de 2009

Continua a saga da Moura Guedes, só que vão aparecendo novos desenvolvimentos que talvez permitam começar a esclarecer esta situação.
Sem querer meter as mãos no fogo por ninguém gostaria de aqui dizer que o final do telejornal de sexta da TVI é mais prejudicial do que benéfico a Sócrates e ao PS. Assim sendo não acredito que tal seja obra do PS e do seu Secretário-Geral.
Mas registo que apesar de Vasco Beirão dizer que foi contra a decisão não se demitiu, E mais, afinal nem todos assinaram o baixo-assinado.
Para além disso, todos sabíamos que Manuela estava naquele lugar porque Moniz assim o quiz.
Mas importa também não esquecer que Henrique Garcia que estava indicado e foi o organizador do TVI24 e que à última hora foi afastado por Moniz.
E alguém acreditou na justificação para a saída de Júlio Magalhães da TVI24?
Saíu o Moniz e os clãs agitaram-se.
Esperemos por novas desventuras.
Importante também as declarações de Paes do Amaral.

3 de setembro de 2009

Tive o cuidado de ler tudo o que o "Portugal Diário", jornal da Media Capital dona da TVI, foi publicando sobre as demissões no canal de Queluz de Baixo

Veja aqui na íntegra o abaixo-assinado da redacção da TVI
TVI: redacção assinou abaixo-assinado de repúdio
Governo nega interferência na TVI
TVI: Sindicato mostra «repulsa e indignação»
ERC: cancelamento do Jornal Nacional é «inaceitável»
Moniz: cancelamento do Jornal de Sexta é «um escândalo»
Direcção de Informação da TVI demite-se

e creiam que fico estupefacto com um questão:

se está em causa os valores do jornalismo democrático e a pressão do Governo através da Prisa, como é que o director-geral da TVI não pediu a demissão?
Segundo Moniz, Vasco Beirão era o seu braço direito e partilhavam das mesmas ideias para a TVI e defendiam os mesmos valores, para além de uma amizade inquestionável.
Algo está muito mal contado e tal como pedi no caso de Alexandre Relvas, peço agora também: vamos todos ser crescidinhos e vamos falar a realidade.
Concorrência. A Autoridade da Concorrência (AdC) aplicou a maior multa de sempre às empresas do Grupo PT e Zon Multimédia, por abuso de posição dominante no mercado de acesso à banda larga. Ao todo são 53,062 milhões de euros.
Os factos remontam a 2002 e 2003, altura em que a Zon ainda integrava o Grupo Portugal Telecom. O regulador avança agora que depois das investigações em curso concluiu que existia um abuso de posição dominante por parte da PT e da Zon, nos mercados grossista e retalhista de acesso em banda larga.
O Conselho da Autoridade da Concorrência explicou numa nota enviada aos jornalistas que «decidiu aplicar às arguidas que integram o Grupo PT uma coima de 45,016 milhões euros e às arguidas que integram o Grupo ZON uma coima de 8,046 milhões de euros, perfazendo um total 53,062 milhões de euros».
Agora expliquem-me uma coisa, como na altura as duas empresas eram da PT, quem é que paga? Cada uma a sua? A PT tudo?
Como não têm força para as petrolíferas, vão acertando o passo às outras.
Assim é que é.

Alguém me explica como é que a Filipa de Castro a ex do jogador Beto é mandatária da juventude para o PS do Seixal? E a mandatária da juventude Carolina Patrocínio? São modelos de quê? Dignifiquemos a política se faz favor.