23 de março de 2010

Parece que a greve dos pilotos da TAP foi desconvocada. A razão prende-se com o facto de administração da TAP e sindicato terem chegado a acordo, acordo esse que inclui, para além de "um aumento salarial de 1,8 por cento", a "repartição equitativa dos ganhos de produtividade" entre a empresa e os pilotos.
Eu acho muito bem, só que como um dos portugueses que paga estupidamente para a companhia aérea portuguesa e porque vou ter de apertar o cinto até ao último furo, espero que não sejam só os ganhos de produtividade a serem repartidos. Acho que estou no direito de exigir que os milhões de euros de prejuízos que a TAP dá anualmente sejam divididos equitativamente também pela empresa e os mesmos pilotos.
Assim sempre será menor a fatia que nos caberá a nós.

Não me entusiasma a história de privatizar a REN e os CTT. Não é por nada, mas a liberalização do mercado dos combustíveis, deixou-me más recordações, e não me apetece passar o mesmo relativamente ao gás e à electricidade.
Quanto aos CTT, é tão óbvio que nem merece comentário.

Também não aprovo a contratação de médicos já reformados.

Ontem vi Passos Coelho a fazer campanha num lar da terceira idade. Alguém diz ao senhor que a campanha é para presidente do PSD e não para primeiro-ministro?!

20 de março de 2010

Não há nada que mais me aborreça do que a demagogia barata e hoje tivemos mais um pedacinho dela.
Tornou-se moda agora virar a agulha contra os prémios dos gestores das empresas públicas.
Hoje foi a vez de Passos Coelho.
Mas se estamos numa de demagogia barata, porque não clamar igualmente para quem usufrui duas ou três reformas milionárias.
Lembro-me de Cavaco Silva, Manuel Alegre, Manuela Ferreira Leite, entre muitos outros.
Mas claro isto sou eu a dizer...

O artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso de hoje merece uma leitura atenta e uma reflexão profunda.

17 de março de 2010

Passadas que estão cerca de 72 horas após a reunião magna dos social-democratas, o que é que resta de importante?
Pois é, somente a "lei da rolha".
É isto que o PSD tem de importante para dizer ao país?
Convenhamos que ser o principal partido da oposição, reunir um congresso e só dizer isto ao país...
Mas esta temática não pode, nem deve ser vista somente por este prisma.
Estão ainda bem presentes as declarações sobre asfixia democrática, proferidas por muitos responsáveis do PSD. Mais, ainda pairam no ar dois discursos bem mediatizados de Paulo Rangel, um dos candidatos à liderança do PSD. Um proferido por ocasião da comemoração do 33 aniversário do 25 de Abril no Parlamento (o tal da claustrofobia democrática) e o outro proferido já como eurodeputado.
Mas se a coisa já era complicada com estas duas situações, mais ainda fica com o facto de todos os candidatos à liderança só no final do congresso e depois da intervenção da comunicação social, é que vieram condenar a aprovação da referida norma, mas entretanto e aquando da sua votação deram o seu sim.
Primeiro deram o sim, depois, e para não ficarem mal na fotografia, vieram a público dizer não.
Vasco Santana dizia no seu filme "Pai Tirano": oh inclemência...
E eu direi somente: oh incoerência...
Mas não nos fiquemos só pela incoerência.
Acreditando que leram a alteração estatutária que estavam a votar, porque não votaram contra?
Ou será que não leram e disseram sim, como podiam ter dito não. Um jeito de Maria vai com as outras...
Se assim é como é que serão se chegarem ao poder?
Mas se o PSD atirou nos pés, nos braços, na cabeça, enfim... em todo o lado, o PS não esteve melhor.
Para quê levar a matéria à AR? Por certo que a Assembleia tem coisas mais importantes para tratar...

14 de março de 2010

Este fim-de-semana ocorreu o congresso do PSD. Na génese desta convocação esteve o trabalho laborioso de Santana Lopes que pretendia colocar a política de novo no centro de actividade do partido.
Primeiro tenho de contestar a escolha do local. Com a Ericeira ali tão perto escolheram as paredes sombrias de um convento ao invés de uma praia de areias limpas e de sol doirado.
Mas de repente eis que o conclave que se destinava a discutir política, passa a ter um daqueles casos de politiquice de pé-de-chinelo: o congresso tem um ou dois dias?
Depois de estar resolvido esse imbróglio, entrou-se na normalidade.
Marcelo perdeu a última oportunidade, mesmo para ser candidato a PR, encerrou aqui a sua hipótese.
Mas desta reunião magna ressalta o seguinte: o partido está bipolarizado: Passos Coelho e Rangel.
Rangel tem a vantagem de ter vencido as europeias, mas tem um handicap muito grande, veio do CDS.
Passos Coelho tem a vantagem de ter estado afastado da política e não ter participado nos últimos desvarios do PSD, mas tem um handicap muito pesado, é uma criação de Ângelo Correia e este ainda tem mais handicaps.
Afinal o congresso resumiu-se à aprovação de uma regra deveras importante: alterar o artigo 2, sobre "normas sancionatórias", de forma a que quem violar a norma sobre lealdade ao programa e estatutos do partido, "especialmente quando a mesma se consubstanciar na oposição às directrizes do partido do período de sessenta dias anterior à realização de actos eleitorais nos quais o PSD se apresente ou apoie candidatura".
Para quem tanto critica a falta de liberdade de expressão que diz existir, estamos falados.

Não gosto do PEC. Estou farto de ser um dos que tem pago sempre as aventuras deste país.

4 de março de 2010

Ontem lá tivemos Manuela Moura Guedes na tal Comissão de Ética. Independentemente de acreditarmos ou não na dita senhora importa colocar aqui algumas questões.
Continuamos no campo de disseram-me, eu li, eu tive conhecimento que aqueles senhores disseram, tudo numa terceira, quarta, quinta, sexta, talvez até mais pessoas.
Para além disso atirou para a confusão o Rei de Espanha, a PJ e mais pessoas que nada tiveram ou têm a ver com isto.
Acusou os seus colegas, os seus administradores, tudo e todos.
No final, para além dos processos crime que vai arranjar, recebeu desmentidos de vários elementos citados.
Curiosamente após isto o PSD decidiu chamar mais uns jornalistas da TVI.
Depois desta comédia será que ninguém vai parar para pensar.

2 de março de 2010