31 de março de 2009

O caso Freeport está ao rubro. É verdade, se quisermos ser justos o Freeport tem tido mais movimento nas notícias que de clientes.
Eu já tinha dito que o recém presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), João Palma deveria esclarecer rapidamente quem eram os autores das pressões.
Pois bem, afinal o caso complicou-se. Os magistrados passaram por cima do Procurador-Geral da República e foram a Belém.
Afinal hoje veio o PGR dizer que não há pressões nenhumas, o que existiu foi um almoço com um procurador que até está no EUROJUST.
Que trapalhada amigos.
Um caso que era judicial passou inevitavelmente a ser político com a agravante de ser um ano de eleições.
Mas o PGR tem de dizer que se não há, ou não houve pressões porquê esse tal procurador do EUROJUST poder ser alvo de medidas disciplinares?
Estaremos nós porventura perante uma guerrilha entre a Procuradoria e o SMMP?

A partir de hoje as farmácias vão dar ao cliente a possibilidade de optar pelo medicamento genérico, mais barato, mesmo que o médico tenha prescrito um fármaco de marca. A medida é anunciada ao final da manhã pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), que classifica a iniciativa como "o cumprimento de uma responsabilidade social do sector perante os doentes num quadro de crise social e económica muito acentuada", segundo a circular enviada às farmácias associadas - quase todas as que existem no país.
Será esta a verdadeira razão? Convém não esquecer que as vendas baixaram bruscamente.
E se assim as vendas subirem?
Só espero que não aconteçam acidentes......

30 de março de 2009

Que estranho?! Domingos Névoa, um dos administradores da Bragaparques e recentemente condenado por corrupção, acaba de ser nomeado para a administração da Braval, nada mais nada menos que a empresa multimunicipal que procede à valorização e tratamento dos resíduos sólidos, no Baixo Cávado(Vila Verde, Amares, Terras do Bouro, Braga, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho).
Claro que só neste nosso país de faz de conta.

29 de março de 2009

De quando em vez devemos rir. Fiquei hoje a saber que a aldeia de Ruivós, no concelho do Sabugal, não tem saneamento básico, mas desde esta semana os seus habitantes podem aceder à Internet sem fios gratuitamente.
Fantástico.
Não sei quantos da menos meia centena de habitantes tem computadores ou mesmo conhecimentos informáticos capazes de aproveitarem a oferta na sua plenitude.
Não sei quanto a Junta de Freguesia vai dispender nesta iniciativa e também não sei quanto custaria o saneamento básico, o que eu sei é que neste país do faz de conta e em ano de eleiçoes autárquicas alguem trocou o saneamento básico por internet para um computador.

O novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), João Palma, declarou ao PÚBLICO, que “as pressões sobre os magistrados estão a atingir níveis incomportáveis” e admitiu a hipótese de as denunciar.
Mas que de que está à espera este senhor? Tem provas? Se tem vamos lá colocar a boca no trombone. Deixemo-nos de rodriguinhos. Haja coragem,

19 de março de 2009

O recente caso da votação contra o empréstimo protagonizada pelo PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, serve de motivo para a análise que se segue.
Vale a pena continuar com esta hipocrisia política, ou devemos arranjar uma qualquer forma de obrigarmos os políticos a fazer da seriedade o seu combate. Atenção que seriedade não se aplica no sentido de desonesto, corrupto ou outro que tal, mas tão só no sentido da coerência.
Diz o PSD que o Estado deve pagar as suas dívidas para que as empresas possam sobreviver.
É verdade, concordo inteiramente. Mas é verdade hoje com o PS no Governo, como era verdade ontem com o PSD no Governo e, sinceramente, não me lembro de ver uma cruzada tão grande em prol da regularização das dívidas.
Curiosamente o empréstimo em questão tinha condições muito vantajosas e tinha como limite Agosto e como finalidade o pagamento a pequenas e microempresas das dívidas da Câmara Municipal de Lisboa.
Para quem proclama o pagamento das dívidas, votar contra o empréstimo, não é um grande exercício de seriedade política.
Mas já que estamos sob esse signo, vale a pena adicionar mais dois pequenos casos.
O primeiro prende-se com as críticas feitas por Marcelo, por em tempos de crise ter sido escolhido o ministro do Emprego e da Segurança Social, Vieira da Silva, como coordenador eleitoral do Partido Socialista.
Mas ainda não tínhamos digerido esta, aparece o PSD/Lisboa a criticar o facto de António Costa continuar na “Quadratura do Círculo” da SICNotícias.
Pois bem, é de estarrecer e porquê? Porque não consigo perceber como é que Marcelo comentador pode aceitar ser Conselheiro de Estado?
É que a seriedade política não pode ter só uma direcção.
Mas como referi aqui a crise e escutei hoje Manuela Ferreira Leite dizer que está “segura” que vai ser a futura primeira-ministra, apetece-me navegar sobre o que foi alguma da política nestes últimos quatro anos.
Dizer que nos últimos quatro anos tudo foi excelente, era ser mais papista que o Papa.
Dizer que hoje estamos melhor que há quatro anos atrás, é cometer uma heresia.
Mas temos de ser verdadeiros, por isso é uma verdade de La Palisse o facto de que estamos pior devido à crise internacional e de que foi a política de contenção do défice público (com crescimento económico reduzido, mas mesmo assim positivo), que permitiu que o país não tivesse entrado em debacle, quando toda a economia mundial veio abaixo, arrastado pelo trambolhão do sector financeiro e imobiliário americano.
Foram esses três anos dedicados a pôr um travão ao fartar vilanagem financeiro dos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes (importa não esquecer que Manuela Ferreira Leite foi ministra das Finanças de Durão Barroso e deu de frosques no de Santana) que ainda permite hoje ao Estado ter alguma capacidade de intervenção contra a crise e de endividamento externo.
Ela pode desejar estar “segura”, mas nós também estamos.
Ela de que deseja ser primeira-ministra e nós porque sabemos que enquanto foi ministra das Finanças em nada contribuiu para que Portugal desse o salto necessário para se alcandorar aos lugares cimeiros europeus, mas hoje critica como se não tivesse nada a ver com isso.
Também sabemos que enquanto ministra da Educação lhe faltou a coragem política para mudar um sector que é um verdadeiro calcanhar de Aquiles do nosso país. Mas hoje critica.
A oposição gosta imenso de definir o actual governo como um governo que faz do conflito e da humilhação para com vários sectores como sejam os professores, os médicos, os juízes, os polícias e os militares, a sua forma de governar em maioria. É falso. O que aconteceu foi que “as virgens ofendidas e humilhadas” se sentiram pela primeira vez ameaçadas por um Governo que finalmente colocou em questão privilégios adquiridos sem se saber muito bem porquê.

Jaime Gama teve agora a resposta.

Tenho o máximo respeito por Nascimento Rodrigues, actual Provedor de Justiça. Tenho apreciado os seus "combates" e a sua isenção.
Mas não sei se é por ainda não ter sido substituído ou por qualquer outra razão que de repente decidiu mandar a isenção às urtigas.

8 de março de 2009

Lá vai a companhia de bandeira. Já aqui referi várias vezes que é necessário de uma vez por todas definir o que queremos para a TAP (assim como para a CP): ou é uma companhia de bandeira e o Estado assume os lucros e os prejuízos, ou então de uma vez por todas vende-a a privados e acabou a comédia.
Numa altura de crise profunda, onde todas as companhias ou estão na falência total, ou estã a ser fechadas, ou simplesmente a ser fundidas.
Numa altura em que o número de passageiros e o volume de carga diminuiram drasticamente, numa altura em que o prejuízo ascende a 280 milhões, virem os pilotos e o pessoal de cabine ameaçar com uma greve para exigirem aumento de ordenado, não me parece coisa justa.
Espero que o Governo e a Administração não cedam e não depejem nem um cêntimo que seja do erário público para satisfacer a gula de uns quantos.
Pode ser que um dia deixe de haver aumentos, deixe de haver emprego, deixe mesmo de haver TAP. Pronto aí ficam todos satisfeitos...

Por falar em ameaça de greve. Os trabalhadores da EDP também ameaçam com greve caso a empresa não lhes dê aumento de 6%.
Os trabalhadores julgam ser este o patamar correcto já que a empresa apresentou em 2008 lucros ímpares e que o lucro não pode ser somente distribuído entre os accionistas e os administradores.
Partilho da mesma opinião, só julgo que falta uma parcela para a distribuição: os consumidores.
São eles a origem do tal lucro e convém não esquecer que estes consumidores pagam a energia mais cara da Europa.

Gostei do editorial de hoje do DN. Impõe-se a análise concreta e sem demagogias.

Viva a demagogia e a fuga para a frente. Ontem os professores formaram um cordão humano que contou com cerca de 10 mil pessoas. Muito longe dos 120 mil da primeira manifestação.
Mas o que importa para este comentário, é que os referidos professores caminharam até à Assembleia da República, onde foram recebidos por todos os partidos com assento na AR menos o PS.
Curiosamente o que ouvi por parte da oposição foi uma fuga para a frente, ou seja, disseram que acabam com a avaliação, mas não tiveram coragem de dizer que vão antes fazer desta ou daquela maneira e que tivessem paciência porque em Outubro caía o governo e a maioria e então depois já se resolvia.
Ou seja votem em nós que depois em Outubro a gente logo vê.
Impressionante quanta demagogia, quanta desonestidade política...

7 de março de 2009

Não é parlamentar, é sim para lamentar. Que falta de educação, que baixeza de nível, que tudo...
O incidente ocorrido na passado quinta feira em plena sessão da Assembleia da República é bem revelador sobre quem nos representa.
E de nada vale a Paulo Rangel vir dizer o que disse, porque isso não serve de nada a não ser de aumento da indignação.
Diz paulo Rangel que o deputado do PSD, José Eduardo Martins, já veio pedir desculpas e aceitou o seu erro está tudo bem.
Mas pediu desculpas a quem?
Ele deve pedir desculpas ao povo português que paga o seu salário e que o elegeu para ele o representar. Quem fala assim (ver o vídeo da hiperligação) não é digno de representar ninguém.
Mais, só fica mal a Paulo Rangel dizer que houve provocações múltiplas que não são perceptíveis na comunicação social.
Quem viu a reportagem e quem estava dentro da sala não diz isso.
Assim sendo sejam dignos dos votos que receberam.
Mas este incidente merece mais comentários. Merece que o Senhor Presidente da Assembleia da República desça do seu "trono" e proceda contra aqueles senhores.
Mais, o deputado José Eduardo Martins, não é um deputado qualquer, tem currículo, já foi duas vezes secretário de Estado e é vice-presidente do grupo parlamentar.

6 de março de 2009

Alberto João Jardim persiste em arrasar com o pessoal seu correligionário. O PSD bem atira no Sócrates, mas vem o Alberto João por trás e pronto lá vai tudo por água abaixo.
Manuela bem pode rezar a todos os santinhos.

Mas nem só o Alberto João lixa PSD. Marcelo também não deixa os seus créditos por mãos alheias. Disse que não queria ir para a Europa e que o candidato ideal era Aguiar Branco. Na altura eu disse que tinha regressado a vichisoise.
Pois bem hoje acabei de saber que Marcelo defende que para a Europa devia ir Marques Mendes.
Tudo depende do interesse pessoal ou do tamanho do maquievelismo.

5 de março de 2009

TVI24. Pois é o canal já abriu à tanto tempo e ainda não disse nada! Que lamentável. Mas tal ficou a dever-se ao facto de se eu tenho acesso ao original(SICNotícias) para quê preocupar-me com imitações.

Fica hoje online o site que se propõe fazer os trabalhos de casa dos alunos a troco de alguns euros. O site chama-se faismesdevoirs.com e ameaça tornar-se na maior encrenca a nível de educação.
Não me parece que seja uma grande solução.
O Público faz hoje dezanove anos. E para comemorar apresentou um trabalho sobre as falhas cometidas ao longo da sua vida.
Não deixa de ser curioso, até porque não sei como é houve páginas que chegassem para reviver tanto erro.

4 de março de 2009

Quanta hipocrisia. A igreja brasileira quer impedir que uma criança de nove anos, grávida de gémeos como resultado da violação por parte do padrasto, ponha fim à gravidez.
A criança foi vítima de abusos sexuais por parte do padrasto desde os seis anos. O homem é igualmente suspeito de abusar da enteada mais velha, uma adolescente de 14 anos. A gravidez foi descoberta quando a criança se queixou de dores e foi levada pela mãe ao hospital. Os médicos descobriram então que a menina estava na 16ª semana de gestação.
A idade e o facto de estar grávida de gémeos levaram os médicos a classificar esta gravidez como de alto risco. A família dela solicitou a interrupção da gestação, situação que está prevista na lei devido ao risco da gravidez.
Mas o arcebispo de Olinda e do Recife reuniu-se com a família da criança para tentar evitar o aborto. Participaram da reunião, além do arcebispo, o advogado da arquidiocese, dois párocos e dois conselheiros tutelares. «A menina engravidou de maneira totalmente injusta, mas devemos salvar vidas», disse o arcebispo.
Já o advogado da arquidiocese afirmou que vai denunciar o caso ao Ministério Público de Pernambuco para tentar travar a interrupção da gravidez.
Mas em que tempo vive esta Igreja? Quem são estes representantes de Deus?

Mas a Igreja não fica por aqui. Acho que se apresta para "atacar" Darwin e a origem das espécies.
Há pessoal que nem de burrice é farto.

O que se passa com Marcelo. Tudo isto é muito estranho. Petição, página de internet, slogan? Que esquisito, tanto mais que Marcelo diz que não quer. Pressinto nova vichisoise no ar.

2 de março de 2009

Os EUA são teimosos. No habitual relatório anual sobre Direitos Humanos elaborado pelo Departamento de Estado norte-americano, Portugal é apontado por abusos da polícia e dos guardas-prisionais, más condições nas cadeias, violência contra mulheres e crianças e o tráfico de mão-de-obra e de mulheres.
É curioso ver como estes senhores gostam de ver os agreiros nos olhos dos outros e não nos deles.
Um país com pena de morte, com Guantanamo, com tanta coisa, faz um relatório sobre os outros países.................

O Congresso já acabou. É verdade já acabou o Congresso do PS e algo não aconteceu que me deixou perplexo: Onde estão as vozes críticas (Seguro, Ana Gomes, Pedroso, Vera Jardim, etc.)? Desculpem, mas é unanimidade a mais.