26 de fevereiro de 2009

A deputada socialista Teresa Portugal, irmã de Manuel Alegre, afirmou hoje à agência Lusa que estará ausente do congresso do PS.
Diz a deputada que "é um congresso que não me motiva particularmente. Seria interessante se houvesse debate profundo e aceso, mas não prevejo que isso aconteça".
E porque não há, segundo ela, debate e porque ela não pretende suscitá-lo, não vá algum dos congressistas questioná-la sobre o trabalho desenvolvido quer como deputada, quer como autarca em Coimbra.

25 de fevereiro de 2009

Só é pena que o resultado da investigação acabe por dar em nada, mas que é uma investigação que merecia uma atenção especial, lá isso era.

Estou curioso sobre o futuro do BPP. Será que Miguel Cadilhe também se vai candidatar à Administração deste. Se assim for nem quero imaginar as contrapartidas que vão estar em jogo.

A Administração de Barack Obama está a preparar-se para doar mais de 900 milhões de dólares (cerca de 703 milhões de euros) de ajuda à reconstrução da Faixa de Gaza. Ao que parece o anúncio oficial irá ser feito no próximo dia 2 de Março por Hillary Clinton, em Sharm el-Sheikh (Egipto).
Vejam lá como a coisa é curiosa e engraçada.
Os americanos dão dinheiro para os palestinianos reconstruirem, mas depois vendem as armas aos israelitas para eles treinarem pontaria nos predios reconstruídos.

24 de fevereiro de 2009

Porque será que eu não estou a gostar da revisão da lei de financiamento dos partidos.

O IGESPAR enviou uma nota aos seus técnicos que noutras sociedades teria originado a demissão do director, mas em Portugal é...

22 de fevereiro de 2009

A polémica censura ao computador Magalhães serviu de publicidade, gratuita acrescente-se, ao carnaval de Torres Vedras.
Talvez fosse interessante que os protagonistas contassem a verdadeira história desta censura, assim seria possível ver muita boca pesporrente a desmanchar-se em "eu não disse isso", não é Helena Sacadura Cabral? Não é Joana Amaral Dias?
"A autarquia explicou ainda que a polémica começou com uma queixa de um cidadão que considerou as imagens impróprias", in http://diario.iol.pt/sociedade/carnaval-torres-vedras-imagens-mulheres-cm-ministerio-publico/1044299-4071.html

O Conselho de Estado continua como se nada esteja a acontecer.

Cada vez que se mexe no BPN ou na SLN descobre-se mais uma ramificação. Já vai no novo aeroporto. A coisa promete.

16 de fevereiro de 2009

No penúltimo post fiz um reparo à Igreja Católica. Um amigo que muito prezo fez questão de ter uma conversa aberta comigo no sentido de me demover daquela crítica.
Pois bem a minha resposta tem como base uma frase do senador americano Barry Goldwater, proferida em 1981, onde ele apoiava a tradição secular da fundação da república.
Dizia o referido senador que:
"Não existe posição em que as pessoas sejam tão inamovíveis como no que toca às suas crenças religiosas. Não há nenhum aliado mais poderoso a que se possa apelar numa discussão que não seja Jesus Cristo, ou Deus, ou Alá, ou o que se queira chamar a esse ser supremo. Mas como acontece com qualquer arma poderosa, a utilização do nome de Deus eu nome próprio deveria ser feita com moderação. As facções religiosas em crescimento por todo o país não estão a usar a sua influência religiosa com sabedoria, antes estão a tentar forçar os governantes a apoiarem as suas posições a 100 por cento. Se discordamos destes grupos religiosos em alguma questão moral concreta, eles queixam-se, fazendo ameaças de perda de dinheiro, de votos, ou de ambos. Estou sinceramente farto dos pregadores políticos que, de todos os lados me dizem que se eu, enquanto cidadão, pretender ser uma pessoa moral, então devo acreditar em A, B, C e D. Mas quem pensam eles que são? E donde presumem que falam, quando reivindicam o direito de me ditarem as suas crenças morais? E mais furioso fico enquanto legislador que tem de suportar as ameaças de todos os grupos religiosos que julgam que Deus lhes concedeu poder para controlarem o meu voto sempre que fazem a chamada no Senado. Hoje dirijo-lhes este aviso: vou enfrentá-los em toda a linha se, em nome do conservadorismo, tentarem ditar as suas convicções morais a todos os Americanos." Congressional Recorde, 16 de Setembro de 1981.
Talvez fosse conveniente que a Conferência Episcopal lesse e analisasse bem este texto. Se tal acontecesse certamente que os nossos ouvidos ficariam eternamente gratos-

15 de fevereiro de 2009

Parece que Sócrates não contou com os votos de Manuel Alegre e com os de João Cravinho. Sobre o segundo tenho pena e percebo que prefira estar no recanto de Londres do que vir agora ter de colocar a cruzinha ainda por cima em alguém que desviou a sua proposta de leis anti-corrupção para "canto", sendo que também não foi de grande perspicácia o prefácio do livro de João Rendeiro, que está em maus lençóis por causa do BPP.
Quanto a Alegre nada já me admira e isto só confirma que é cada vez mais necessário ajudá-lo a sair com dignidade.

Parece que nova guerra entre alguns professores e o ministério se avizinha. O ponto de partida é um parecer elaborado por Garcia Pereira.
Ficaria admirado que um parecer elaborado por Garcia Pereira não caminhasse no sentido que caminhou.

Manuela Ferreira Leite continua com semanas cada uma pior que outra. Na outra foram as sondagens, na que agora termina começou com a Marcelo Rebelo de Sousa a querer deitar por terra mais um líder do PSD e terminou com o grande general Ângelo Correia a também a tirar o tapete à líder.

Afinal o aeroporto em Alcochete dá jeito a alguém. Só espero que as muitas pressões não tivessem outras razão que não os custos da obra.

Se eu estivesse naquele imbróglio também tinha falhas de memória.

11 de fevereiro de 2009

Hoje temos pano para mangas. Por acaso alguém viu hoje a reportagem do telejornal sobre o debate na Assembleia da República? Se viu e se apercebeu do grito de socorro do botão do casaco do líder da bancada do PSD sentiu certamente falta da pena de Eça de Queiroz, da de Ramalho Ortigão, ou da de Camilo.
Para além desse grito algo deve ser salientado: ontem a Comissão de Fiscalização do SIS declarou que não havia perseguição do SIS aos procuradores do caso Freeport e atenção que foi uma declaração por unanimidade.
Se assim é, como se justifica a questão de hoje de Paulo Rangel?

Continuemos na Assembleia. Um dos administradores que foi para o BPN pela mão de Miguel Cadilhe, Rui Pedras, disse ontem na Comissão de Inquérito ao BPN da AR que "a fraude do Madoff, em termos comparativos, é consideravelmente inferior à do BPN" e não se coibiu de virar as baterias ao Banco de Portugal, afirmando não compreender a razão que levou a supervisão a não nomear administradores provisórios, após a carta em que Abdool Vakil confessou a existência do Banco Insular. 'Nessa data ficam dúvidas se o Banco de Portugal não devia ter actuado', assumiu. 'Se calhar falhou toda a supervisão', entre os quais os revisores de contas e auditores que analisaram as contas.
Voltemos ao início: este senhor estava na CMVM e tinha a seu cargo a investigação ao BPN, no entanto largou a investigação e acompanhou Miguel Cadilhe. Nessa altura ele sabia bem o que era o BPN e não me lembro de ouvir uma qualquer palavra da sua boca sobre se era uma fraude ou o que era?
Camões dizia "mudam-se os tempos...", mas Camões viveuhá muitos anos e era poeta.

Ontem os bispos portugueses vieram pela voz do seu porta-voz dizer que "Quando votamos, não está apenas em causa um partido, mas o projecto e os valores que ele defende. Os cristãos são inteligentes e sabem que não é fiável quem se mete por estas aventuras, como a proposta dos casamentos homossexuais, que são irresponsáveis e que expõem a sociedade a feridas profundas."
Claro que hoje, e após as palavras terem sido mal recebidas, vieram com pezinhos de lã dizer que não era aquilo que queriam dizer e que foram mal interpretados.
Pois abóbora meus senhores. Deem as voltas que derem, mesmo que façam o pino, o que disseram foi: que por causa dos casamentos gay as pessoas não devem votar no PS e nos demais partidos que apoiam a causa.
Pois bem a Igreja não tem moral para se pronunciar sobre este tipo de questões. Ouserá que a Igreja já se esqueceu da questão da pedofilia que provocou um verdadeiro tremor de terra dentro da instituição. E mais é ou não o ser humano um ser dotado de vontade própria com dieveres e com direitos, sendo que um dos últimos e, porventura, o mais importante é o direito à liberdade pessoal?

7 de fevereiro de 2009

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) pela voz de Mário Nogueira disse ontem que "50 a 60 mil" dos docentes não vão entregar objectivos individuais, e salientou que outras lutas, que passam pelos tribunais, pelo regresso à greve e à rua, se avizinham.
Depois 120 mil professores terem desfilado pelas ruas de Lisboa, Mário Nogueira vê-se agora confrontado com 50 a 60, sendo que no final vamos ficar pelos 20 mil.
Nogueira começa a ver esfumar-se a mol humana que lhe garantia a subida a número um da CGTP e numa altura crítica para o PCP que se confronta com a aproximação de Carvalho da Silva ao Bloco de Esquerda.
Mas a questão é mais pertinente e tem agora outras cambiantes.
Por muito que Mário Nogueira ameace é inquestionável que a avaliação do desempenho dos professores está a implantar-se nas escolas.
E se no início aventei que 20 mil podem ser os resistentes, fi-lo sem tomar em consideração o trabalho de persuasão que irá verificar-se por parte dos conselhos directivos.
Agora importa salientar que a vitória política vai por inteiro para a ministra e restante equipa ministerial, para o Governo que apoiou sempre a sua ministra.
A outra vitória vai direitinha para as escolas, para os alunos, para os pais e para os professores que teimosamente e contra tudo e todos persistiram a olhar seriamente para os alunos e não se serviram deles nem os instrumentalizaram.
Pode ser que um dia se faça a história deste movimento e aí possamos, de forma independente, ver as razões que motivaram todo este barulho.

O PSD disse cobra e lagartos da sondagem da empresa Eurosondagem de Rui Oliveira e Costa, tendo mesmo utilizado palavras de Manuel Alegre para o fazer (por acaso ainda não ouvi Alegre a insurgir-se contra esse aproveitamento, mas se tivesse vindo da parte do PS teria caído o Carmo e a Trindade).
Então e agora a sondagem da Aximage.

5 de fevereiro de 2009

Que curioso?! Li hoje no Portugal Diário que a procuradora-geral adjunta Cândida Almeida disse, e relativamente ao caso Freeport, que «Violação do segredo de justiça houve alguma, embora a maior parte seja especulação e mentira. Não querendo eu queimar as mãos, quase o faria com a afirmação de que não foi o Ministério Público que passou a informação», e acrescentou «Não referi nenhuns nomes que não fossem do conhecimento público e seria um pouco tonto da minha parte estar a dizer que não sabia ou que não podia dizer porque estava em segredo de justiça. O segredo de justiça tem por fim proteger a investigação e [neste caso] não houve violação», acrescenta.
Então em que é que ficamos: existiu ou não violação?
E mais, não foi esta mesma procuradora-geral adjunta que solicitou, ao gabinete de uma outra procuradora-geral adjunta, a abertura de um inquérito sobre as fugas de informação?

O menino guerreiro lá continua na sua senda. Depois de agradecer o facto de o PP ter decidido apoiá-lo na corrida à autarquia lisboeta, Santana Lopes não foi de modas e disse alto e bom som que só é candidato a presidente e não vereador.
Assim se vê o respeito pelos munícipes. Santana Lopes só tem ideias enquanto presidente.
Se votasse em Lisboa, dava-lhe a presidência e era de mão beijada....

1 de fevereiro de 2009

A recente questão do Freeport que anda de boca em boca e que Cavaco considera assunto de Estado, só aconteceu porque os políticos em Portugal colocam de lado uma questão fundamental; a ética.
Os governos de gestão devem de uma vez por todas convencer-se que devem resumir a sua actuação aos meros actos de gestão diária e nada mais.
Se porventura assim fizessem, não veriam cair-lhe no colo casos como: as decisões tomadas acerca do Casino de Lisboa, a adjudicação do SIRESP (o sistema integrado de comunicações para polícias e serviços de emergência que voltou agora ao Ministério Público) ou o abate de sobreiros em Benavente conhecido por caso Portucale, no fim do Governo Santana Lopes/Paulo Portas.
Se porventura olhassem para a norma constitucional que diz que "um governo de gestão deve limitar-se à prática dos actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos" talvez estivéssemos todos muito melhores.

Por falar em políticos, alguém me explica como é que o Movimento de Manuel Alegre já tem verbas para poder ter sedes?

Ouvi Alberto João dizer, a propósito do caso Freeport, que num outro qualquer país o Governo já tinha sido derrubado.
Sem querer ser muito grosseiro direi que num outro qualquer país com tomates ele já não governava coisa nenhuma e já tinha sido julgado.