22 de outubro de 2006


Caros amigos e leitores a partir de hoje e talvez por uma semana, duas, não sei(?) este blogue vai estar parado. Isto não acontece por manutenção dele (blogue), mas por "manutenção minha", manutenção essa que, infelizmente, felizmente, veremos(!) vai acontecer terça-feira de manhã.
No meio do meu azar, ainda tive algo de bom nisto tudo. É que se a manutenção fosse feita no próximo ano já pagava "taxa de parqueamento" e de "mecânica".
Um abraço e até já, espero eu.

E por que a noite também tem vida


20 de outubro de 2006

Frase interessante? Preocupante? Já nem sei. É verdade, a frase proferida pelo secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, teve ontem pelos menos duas frases que me deixam perplexo: “ou os sindicatos param de afundar o barco [com greves] e trabalham com o Ministério ou correm o risco de ser os primeiros a afundar-se” e “se o Ministério paga a factura da contestação, então vai legislar da forma que entende melhor para o País”.
Já aqui escrevi variadas vezes sobre educação, sobre o que penso de alguns dirigentes sindicais e sobre a ministra da Educação.
Mas estas duas frases dão-me ensejo de escrever algo mais.
Neste momento o que podemos ver é a contestação dos professores ao Estatuto da Carreira Docente. Este Estatuto transformou-se num papão de inúmeras cabeças que só foi criado para prejudicar os docentes.
Tirando dois pontos sobre os quais discordo plenamente (a questão do insucesso e abandono escolar que se atribui aos professores) não vislumbro problemas tão agudizantes que possam originar toda esta problemática, isto deixando de lado a questão corporativa.
Realmente faz-me confusão que os professores contestem o que estão a contestar e não se lembrem de fazer nenhuma referência ao caso do ensino da TLEBS.
Posso aferir que ninguém está preocupado com a matéria (conheço pelo menos uma professora que está).
E se os professores estão preocupados com a carreira, deixando questões destas na escuridão, o ministério não lhe fica atrás.
Mandou o ministério que os professores fizessem auto-formação, como se isto fosse possível numa matéria desta envergadura, sendo que as gramáticas que se encontram no mercado e que já referem a matéria são díspares, não sendo possível aferir, mesmo com a ajuda do ministério, qual delas é a correcta.
Por outro lado ninguém se lembrou de informar os pais/os encarregados de educação.
Para uns e para outros (professores e ministério) os pais são uns seres que estão a mais e que se souberem muito chateiam e dão demasiado trabalho, e tanto é assim que o ministério já abdica da opinião dos pais na avaliação afinando pela voz dos dirigentes da Fenprof (Paulo Sucena e Mário Nogueira, pelo menos) para quem os pais são uns ignorantes e sem capacidade de avaliar seja o que for.
Enquanto a educação andar assim num avanço e recuo não vamos a lado nenhum. Perdemos tempo e dinheiro e continuaremos na cauda da Europa.
E já agora, será que o Ministério da Educação não está a precisar de um abanão, um substituir de cadeiras, não de topo mas do baixo e do intermédio?

Estou preocupado. João Cordeiro, da Associação Nacional de Farmácias, manifestou-se contra o desejo do governo baixar o preço dos medicamentos.
Diz o referido senhor que a medida é injusta e vai fazer todos os esforços junto da Assembleia da República para travar a medida, inscrita no Orçamento de Estado, que diz prejudicar "duplamente" as farmácias.
Diz João Cordeiro que em dois anos, as farmácias passaram de uma margem de 20% para 18,25%, enquanto os armazenistas passaram de 10 para 6,87% e os laboratórios de 72 para 65%. A isto junta-se a redução do preço de venda ao público dos medicamentos - em dois anos, baixaram 12%, o que tem também implicações directas nos lucros destas áreas de negócio. De acordo com as contas da ANF, as duas medidas juntam têm um impacto de 19,97% nas contas das farmácias, "muito superior" ao impacto sofrido pela indústria, que é de "8,36%". O sector grossista é quem fica mais a perder, com uma redução de 24,87% dos lucros.
É só farmácias a fechar por falência......

Uma boa notícia. O Governo vai intervir na questão dos arredondamentos das taxas de juro do crédito à habitação.
A preocupação do Executivo em legislar sobre a matéria surge pouco tempo depois de o Banco de Portugal ter recebido um memorando sobre a prática do arredondamento das taxas de juro do crédito à habitação, apresentado pela Associação Portuguesa dos Consumidores e Utilizadores de Produtos e Serviços Financeiros (Sefin). Esta associação considera uma "prática abusiva", por parte de toda a banca, a decisão de arredondar para um oitavo ou um quarto de ponto percentual acima, o valor médio do indexante escolhido para fixar a taxa de juro do empréstimo, normalmente a Euribor a três ou a seis meses, considerando mesmo que tal prática é ilegal, uma vez que se trata de um cláusula contratual que não é objecto de negociação.
Só esperamos que a legislação que aí vem seja correcta.

19 de outubro de 2006

Nem quero acreditar em tal coisa. A Associação Nacional de Empresas do Comércio e Reparação Automóvel (ANECRA) apresentou recentemente ao Governo uma proposta para a implementação de um imposto sobre as reparações em automóveis, a cobrar junto do cliente final.
Para a ANECRA, esta proposta visa minorar os prejuízos das oficinas no cumprimento da actual legislação ambiental, que obriga as empresas a suportar o tratamento dos resíduos derivados das reparações dos veículos. “Os custos que as empresas do sector automóvel são obrigadas a suportar, com o tratamento de resíduos, são cada vez maiores” e justificam, segundo comunicado da ANECRA, um imposto junto do consumidor visando “a defesa dos interesses do sector”. Tendo presente a actual legislação ambiental, a proposta da associação do sector automóvel “visa a possibilidade das empresas da reparação e manutenção automóvel procederem à facturação e cobrança adicional, ao cliente final, de um valor fixo ou variável, nos serviços prestados e no custo dos materiais, em caso de substituição de peças usadas e/ou avariadas”. A ANECRA considera que a sua proposta “permitiria atenuar a considerável carga de custos directos e indirectos, suportados por esses operadores da reparação automóvel, enquanto produtores de resíduos, designadamente, para compensar parcialmente os encargos inerentes à gestão ambiental das referidas empresas” uma vez que o cumprimento destas obrigações legais no domínio da gestão ambiental, implica, segundo a associação, “custos manifestamente elevados, dificilmente suportáveis pelas pequenas e médias empresas que integram o sector em apreço, particularmente quando são confrontadas com uma conjuntura económica e financeira adversa, o que, inclusivamente, poderá fazer perigar a sua própria sobrevivência”. No seu comunicado, a ANECRA explica que a proposta apresentada vai ao encontro de soluções já adoptadas em outros países da União Europeia e afirma a sua convicção de que o Governo será sensível a mais esta iniciativa, “que não colide, com a normal implementação e funcionamento dos Sistemas de Gestão de Fluxos de Resíduos, respeitantes ao automóvel, em que está em causa uma questão que se reveste da maior importância para todos o sector em geral”.
Não consigo explicar isto e porquê? Porque o pagamento hora nas oficinas é calamitoso e o resultado nem sempre é o melhor.
Espero que o Governo não vá nesta comédia, se tal acontecer será novamente uma pedrada. Já o novo IA que aí vem me parece um bocado obtuso.

18 de outubro de 2006

Não gosto do sindicalista Mário Nogueira da FENPROF, vejo-o como um elemento que precisa do protagonismo como do ar que respira.
A palavra canalha, por muito dicionário que cite, tem um sentido pejorativo a cem por cento, para além de não ser uma palavra correcta na avaliação de um membro do governo, estejamos ou não de acordo com as posições deste mesmo elemento.
Critiquei os dois elementos do Sindicato da PSP pela linguagem displicente que utilizaram (e não foram tão longe) e critico agora Mário Nogueira pela falta de respeito que demonstrou.
Aproveito para reiterar aquilo que já referi aqui anteriormente a propósito de sindicalistas e recentemente sobre os deputados candidatos a lugares autárquicos.
Os sindicalistas, sejam de que quadrante forem, devem somente estar centrados no sindicalismo e deixarem a política para outras gentes.
Mário Nogueira é um mau exemplo: foi candidato a deputado na lista da CDU, foi elemento preponderante na campanha presidencial do líder do PCP e, não tenho a certeza se foi candidato autárquico.
Se um sindicalista tem tempo para a política é porque ou o trabalho sindical não é muito, ou tem no sindicato quem faça o seu trabalho, o que quer dizer gente a mais no campo sindical.

Estranho. A primeira iniciativa do novo procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, teve como resposta um chumbo do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). Num gesto inédito na história portuguesa, os conselheiros rejeitaram ontem o nome de Mário Gomes Dias para vice-procurador-geral da República.
Ao que parece, o chumbo do nome proposto por Fernando Pinto Monteiro, teve origem no funcionamento em bloco dos membros designados pelo Ministério Público.

Chateia-me que me atirem com poeira para os olhos, ou que não chamem as coisas pelo nome.
Vem isto a propósito das declarações do secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, que diz que a culpa do aumento de 15,7 por cento na factura da electricidade a partir de 1 de Janeiro de 2007 para os consumidores domésticos é do consumidor.
António Castro Guerra, disse à TSF, que admite que o aumento das tarifas eléctricas é grande, mas culpa o consumidor disso, porque esteve vários anos a pagar menos do que devia.
Segundo este senhor, até agora a lei impedia uma actualização de preços acima da inflação, o que criou um défice tarifário que devem ser os consumidores a pagar. "Este défice tem de ser pago por quem o gerou", afirmou António Castro Guerra, defendendo que este valor seja recuperado num prazo de três a cinco anos. Questionado sobre o facto de o aumento das tarifas eléctricas para as empresas ser menor do que para os consumidores domésticos, o secretário de Estado defende que assim seja."As empresas estão a competir no mercado e nós não podemos, por razões de energia, reduzir a competitividade das empresas. E mesmo assim já é um aumento substancial", justificou.
Querem as verdadeiras razões do aumento, leiam a minha crónica de ontem.

Acabemos com a prepotência. Estamos fartos de dar dinheiro para receber em troca programas sem qualidade e uma quantidade desmesurada de anúncios.
Vem isto a propósito de que o O Orçamento do Estado prevê um aumento das receitas da RTP e RDP no valor de 2,4% a pagar pelos consumidores nas facturas da electricidade. Ou seja, os portugueses (empresas e particulares) vão ter de despender mais quatro cêntimos por mês, mesmo os que não tenham rádio nem televisão ou que por qualquer outra razão estão impedidos de ter acesso a esse serviço.
Sou de opinião ainda que quem está ligado à TVCabo, ou à Cabovisão não devia pagar, sendo essas empresas que o fariam. As pessoas com essas ligações estão a pagar um serviço em duplicado. Pagam o pacote a que aderiram na televisão por cabo e posteriormente pagam na factura da electricidade novamente para uma estação de televisão que já pagam no pacote de cabo.
Neste país as duplas tributações são uma praga, sendo que a defesa do consumidor deixa muito a desejar.

17 de outubro de 2006

Qual liberalização, qual quê?! Muito se tem falado da liberalização do sector da energia, mas o que se tem falado vai no sentido de nos fazer acreditar que com a liberalização do mercado energético os consumidores iriam ser beneficiados porque, diziam eles, com mais oferta é possível ter preços mais baixos.
Claro que este paleio não é novo. Já quando se procedeu à liberalização do sector dos combustíveis se assistiu ao descalabro de aumentos em catadupa, numa acção organizada pelas petrolíferas, uma vez que a liberalização não se destinou aos revendedores, mas sim às petrolíferas.
Com a electricidade vai acontecer a mesma coisa.
A partir de Janeiro do próximo ano as famílias portuguesas vão pagar mais 15,7 por cento na factura da electricidade. Esta é a proposta da entidade reguladora do sector (ERSE).
Esta actualização dos preços deve-se, segundo a ERSE, a três ordens de razão: o aumento das tarifas de energia eléctrica limitado à taxa de inflação, a subida do preço do petróleo e a alteração legislativa do regime especial das energias renováveis.
De acordo com a proposta da entidade reguladora, o aumento global do preço da luz (consumidores domésticos, empresas e indústria) é de 12,4 por cento.
As empresas e indústria vão suportar aumentos médios de 7,8 por cento. Neste grupo, a indústria será a mais penalizada, com uma subida na ordem dos 9,3 por cento.
A autoridade do sector eléctrico diz que os consumidores domésticos vão pagar, em média, 14,4 por cento.
No entanto, a maior factura (15,7%) vai recair sobre as famílias que consomem menos de 20 kVA (kilo volts ampere), ou seja, 97,4 por cento dos consumidores domésticos.
Os consumidores domésticos cujo consumo ascende os 20 kVA vão pagar mais 8,9 por cento.
Tudo o que anteriormente ficou dito é tecnicamente verdade e é uma realidade inquestionável, mas há algo que não deixa de ser verdade.
O que estamos a assistir é que as empresas (veja-se o caso concreto da EDP) estão a ter lucros cada vez mais fabulosos, o que dá para concluir que este aumento se destina a manter, ou mesmo a engrandecer as margens de lucro das empresas, no sentido de as valorizar o mais possível não só para as tornar apetecíveis na privatização ou aos olhos de investidores estrangeiros e por outro lado dotar as empresas de poder económico para poderem concorrerem à compra e venda de empresas no estrangeiro.
É o fomentar de um capitalismo especial que tem como resultado tramar o consumidor doméstico, já que é necessário preservar o industrial, não vá ele deslocar-se para outras paragens.
É uma estratégia interessante mas muito penalizadora.

Será?! A deputada do PCP Odete Santos vai suspender o seu mandato na Assembleia da Republica por um período de 50 dias, a partir da próxima sexta-feira, sendo substituída no cargo pelo economista Eugénio Rosa, anunciou esta terça-feira o partido.
O PCP explicou que a substituição temporária de Odete Santos destina-se a permitir que o economista Eugénio Rosa participe nos debates do Orçamento de Estado para 2007, que vão realizar-se de 7 a 30 de Novembro.
Se pensarmos no que foi feito ao ex-presidente da Câmara Municipal de Setúbal e ao que na altura se disse a propósito de umas outras substituições, fico na dúvida se será só uma questão de orçamento.

Sobre as novas taxas moderadoras que o governo pretende aplicar leia-se o que hoje foi publicado no DN relativamente à posição de Carlos César.

16 de outubro de 2006

Fica-lhe mal. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, recusou "triunfalismos" quanto aos resultados do combate aos incêndios e defendeu uma análise serena do cenário traçado pelo ministro da Administração Interna, que voltou a congratular-se pela reduzida área ardida (72 mil hectares).
Duarte Caldeira disse à Lusa "Estamos satisfeitos com os resultados, mas a análise técnica deve ser feita com serenidade e sustentabilidade, adversárias da análise política que precisa de resultados imediatos". Referiu ainda algum que reconhece alguma "justeza" em medidas como a criação dos GIPS (Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro, formados por elementos da GNR), disse ser necessário reunir muita informação e analisar o conjunto de incêndios cuja área ardida ultrapassou os 500 hectares. "O que realmente melhorou este ano foi a organização inter-institucional, não tanto o combate no terreno", disse, criticando a "sobrevalorização" da actuação dos GIPS, cujas brigadas heli-transportadas tiveram uma taxa de êxito equivalente às dos bombeiros, mas com um custo anual "vinte vezes superior". Em termos de combate, a GNR não representou uma mais-valia, mas que no que respeita à vigilância e patrulhamento os resultados foram muito positivos, considerou.
Percebemos pelas palavras deste senhor que a existência, para ele, dos GIPS não é importante (embora ele seja dúbio, porque primeiro realça e depois ataca), penso mesmo que ele pretenderia que esses grupos fossem formados por bombeiros e não por elementos da GNR.
É esta nossa mesquinhez tacanha que me chateia.
Será que era muito penoso para o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses reconhecer que neste ano as coisas correram um pouco melhor e que era importante que todos reconhecessem o que mesmo assim falhou neste ano, para que os próximos possam ainda ser melhores do que este? realmente esta constatação deve ficar-lhe atravessada.
A porra das "capelinhas"...

O problema é a cadeira em S. Bento e não um qualquer banco de automóvel para percorrer o país e ver a realidade.
Honório, Novo, Deputado do PCP, escreve hoje no JN um artigo com o título "O garrote do Poder Local!".
Honório Novo não é um novato nestas questões e, portanto ficam-lhe mal algumas palavras que profere.
No primeiro parágrafo do artigo em questão diz, e passo a citar, "Esta posição(contestatária à Lei das Finanças Locais) é mesmo reforçada por uma meia dúzia de presidentes discordantes que - logo se soube - ou serão dos poucos beneficiados com a lei (confirmando-se assim o pequeno número dos que sairão a ganhar), ou pertencem ao escasso lote dos que ainda precisam de baixar a cabeça para assegurar (re)candidaturas."
Isto é o quê? A tese democrática do PC? A mesma tese que mandou às malvas o escrutínio popular e substituiu Carlos Sousa, o presidente eleito da autarquia de Setúbal? Ou esta será a tese da Camâra Municipal de Montemor-o-Novo que cedeu gratuitamente o autocarro camarário, portanto pago com o nosso dinheiro para transportar pessoas para se manifestarem contra Sócrates aquando da sua permanência em Évora para um evento partidário, para além de essa manifestação ter sido publicitada através do mail da Câmara. Por acaso os dois autocarros também não foram cedidos gratuitamente para a manisfestação promovida pela INTER? (Isto é só um pequeno aparte para tentar perceber quem paga o combustível e as horas suplementares do motorista).
Quanto ao aspecto de assegurar as (re)candidaturas também gostaria de dizer algo, que não se destina somente ao deputado Honório Novo, mas a todos os deputados: porquê os deputados encabeçam, ou pelo menos aparecem em lugar de destaque, nas listas das autarquias locais? Esta situação sempre me deixou intrigado! Será para no caso de não serem eleitos deputados puderem ter sempre um lugarzito à disposição.
O sr. deputado podia trocar a cadeira de deputado por um volante e percorra o país e verá quantos milhares de contos não foram gastos em obras que nada dizem e nada servem aos locais e tão só à megalomania de uns quantos que acham que as cadeiras do Poder Local só servem para reforçar um poder caciquista e nada mais e olhe que sr. deputado este é um problema transversal a todos os partidos, se é que me entende.

Já está à venda o livro de Luís Miguel Rocha, "O Último Papa", que fala da morte misteriosa do Papa João Paulo I. Trata-se de uma obra que assenta em documentos reais e que assume ter uma parte ficcional. Seja de que forma for, até porque é uma matéria que o Vaticano sempre varreu para debaixo do tapete, trata-se de uma obra de leitura obrigatória.

14 de outubro de 2006

Comecemos por nos rirmos. É verdade o actor brasileiro António Fagundes voltou a repetir a proeza: fechou as portas do Teatro Tivoli, em Lisboa, às 21h30 e deixou na rua cerca de uma dezena de retardatários que não chegaram a horas para ver a estreia da peça ‘As Mulheres da Minha Vida’.
É quase um ponto de honra em Portugal, chegar atrasado aos espectáculos, demonstrando, assim, uma falta de respeito por aqueles que ocuparam os seus lugares a tempo e horas. O barulho que originam e o incómodo e transtorno que provocam é uma falta de respeito não só para com o restante público, mas também para com os profissionais que ali se encontram.
Mas o reverso da medalha também existe, embora em menor escala. Espectáculos há que não começam à hora prevista, sendo por isso um desrespeito para com o público.
Claro que isto só aconteceu porque foi António Fagundes. Tivesse sido um qualquer artista português e hoje estaria a ser "cruxificado".

O "SOL" decidiu, ao que parece, patrocinar o ex-Procurador Geral da República. Começou com a entrevista na "Tabu", continuou na semana passada com o editorial de Saraiva (o tal que referia a conspiração da Maçonaria) e continua esta semana com o "furo" jornalístico de que José Souto de Moura pretende candidatar-se a um lugar de juiz-conselheiro no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), sendo que esta esta semana voltou ao lugar que ocupava na Procuradoria antes de ser o Procurador Geral.
Para a semana será o quê?
Ainda não perceberam que tanto brancura já chateia. Já usaram o Tide, o Omo, o Skip. Agora só se usarem lixívia pura, mas atenção que esta queima.

Havia dúvidas? Nuno Melo foi reeleito líder da bancada do CDS com onze votos a favor e um voto em branco.
Foi o próprio líder da bancada quem acabou por divulgar a identidade do único deputado que não tinha votado nele: José Paulo Carvalho.
Para que conste José Paulo Carvalho ocupou o lugar de deputado após a renúncia de Pires de Lima e é o único afecto à direcção do partido.

13 de outubro de 2006

Lembram-se de eu vos ter falado dos TLEBS (Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário), tendo eu prometido voltar ao assunto, pois bem aqui vai.
Primeiro quem quiser conhecer a nova nomenclatura pode consultar a Portaria n.º 1488/2004 e logo ficará a par da coisa.
Mas sobre a matéria propriamente dita importa dizer o seguinte:
De quando em vez aparecem uns artistas que não sei se é por não dormirem de noite ou se, pelo contrário, é por muito sonharem que dão à estampa umas ideias e as vendem como se se tratassem de uma das sete maravilhas do mundo. Se quisermos ter uma imagem mais real, comparemos estes artistas com os vendedores de banha da cobra que aparecem vulgarmente nos filmes de cowboys, embora esta comparação seja perniciosa para estes últimos.
Pois bem, estes artistas decidiram nada mais nada menos substituir a terminologia linguística que vigorava desde 1967. Porquê? Por certo que nem eles saberão, mas como ouviram dizer que era necessário inovar eles não foram de modas inovaram (substituiram).
O ensino do português já não está fácil, mas estes tipos teimam em complicá-lo ainda mais.
Porquê ensinar a terminologia no ensino básico? Porquê confundir?
Não seria preferível ensinar a escrever e a interpretar correctamente?
Imaginemos uma ida duma criança ou até mesmo de um adolescente ao médico. O médico ao observá-lo verifica que é portador de varicela. Será que o médico lhe diz que ele tem varicela ou, pelo contrário diz-lhe que ele tem catapora, ou que ele tem uma doença causada pelo vírus varicela-zóster, também conhecido como HHV3 (human herpes virus 3).
Estou em crer que estes senhores nem se lembram do imbróglio que aconteceu nos anos 70/80, nas nossas escolas, quando limparam dos manuais de português tudo o que estivesse relacionado com a gramática tradicional, optando por dar à estampa aquelas tretas do generativismo.
Vamos estar perante uma nova desgraça.
Nem quem ensina, nem quem aprende vai entender nada disto. Não estarei a exagerar se disser que está instalado o caos no ensino do português.
Agora e para rematar, sabem quem foi o secretário de Estado que assinou a Portaria, foi o mesmo que na anterior época de exames questionou a sra. ministra da Educação no Parlamento sobre um exame de história do 12.º ano porque este não considerava o regime da URSS como totalitário, nada mais nada menos que o deputado do CDS/PP Diogo Feio.

Para terminar deixo-vos uma peça jornalística hoje publicada no DN e da autoria de Fernanda Cancio e que é de leitura obrigatória.

12 de outubro de 2006

As novas taxas da saúde. O ano de 2007 vai ser marcado, no dizer do ministro Correia de Campos, pela introdução das taxas moderadoras relativas ao internamento e às cirurgias.
Esta é, sem dúvida uma questão polémica e que deverá sofrer a contestação dos utentes da saúde.
Não duvido que o ministro da Saúde tem uma missão difícil e que tem tido a coragem de atacar de frente alguns problemas que afectam o sector.
Mas uma coisa é eu reconhecer isso mesmo, outra coisa é eu entender a alteração do valor das taxas ditas moderadoras da saúde e, pior que isso é aceitar estas duas novas taxas.
Em Portugal existem dois sectores que importa financiar a todo o custo, para além de alguns outros serviços.
São esses sectores a educação e a saúde.
Na educação, e salvaguardando o ensino superior, sou de opinião que o Estado deve possuir e financiar uma rede de ensino (incluindo o de adultos e o profissional) que atingisse não os 100%, mas, pelo menos, os 90%. A formação é um pilar base para o desenvolvimento de um país. Sobre educação não me vou alongar, porquanto já expressei a minha opinião anteriormente.
No que concerne à saúde já tenho uma opinião diferente.
Todos nós sabemos que a saúde é um sector que desperta muita cobiça por parte do sector privado. Não estou contra essa cobiça e acho muito bem que quem puder ser tratado no sistema privado o seja, agora o que não pode é o Estado fugir à questão do direito à saúde independentemente das capacidades económicas ou outras dos cidadãos e isso passa, sem a menor dúvida, por um Serviço Nacional de Saúde a funcionar em pleno.
Nestes ultimos meses tive oportunidade, infelizmente para mim, de conhecer de perto (ao vivo e a cores como é usual dizer) o serviço hospitalar.
Sem querer estar aqui a "dourar a pílula" é verdade que encontrei profissionais de uma capacidade, dedicação, afabilidade, paciência, eu sei lá mais o quê, dignas de todos os elogios.
Não digam que essa era a sua obrigação.
A Paula, a Isabel, o Luís, o Pedro, o Vicente, a Ana Cristina (só Cristina), a Alice, a Júlia, a Elsa, o Sérgio, e mais alguns nomes que não recordo (não coloco as categorias de propósito) excederam a sua obrigação e estabeleceram não só laços profissionais, mas também de amizade e isso, para quem está internado é muito importante, diria mesmo fundamental.
Mas se o anterior é verdade o oposto também.
Igualmente encontrei, especialmente ao fim-de-semana pessoal que entrava a correr, a horas que não estavam compaginadas com a mudança de turnos, o que deixa antever que estariam de serviço, mas talvez em casa.
Mas isto foi uma divagação.
Admito as taxas moderadoras tal como estão neste momento. Admito as dos centros de saúde, porque encontramos muita gente que vai ao centro de saúde como poderia ter ido a um centro comercial (é normal ouvirmos estes doentes a queixarem-se por não lhe diagnosticarem nada e nem receita lhe passaram). Admito as das urgências dos hospitais porque, e da mesma forma, encontramos ali todo o tipo de doentes: os doentes de solidão, os doentes que não pretendiam ir trabalhar, os doentes que são ali despejados e os que estão mesmo doentes.
Sendo assim pagam todos pela mesma moeda.
Já os internamentos e as cirurgias são questões diferentes.
Excluindo as cirurgias plásticas e reconstrutivas (estas devem ser analisadas caso a caso) e excluindo os internamentos de idosos feitos pelos familiares porque querem ir de férias, ou não querem ter trabalho, não devem existir taxas moderadoras.
É desumano castigar quem já está numa situação enfraquecida.
O Estado pode e deve poupar, mas nunca na saúde propriamente dita dos cidadãos.
O Estado pode poupar começando por não pagar a quem não cumpre o horário do estabelecimento de saúde porque ou vai prestar serviço noutro ou vai para o seu consultório.
O Estado pode poupar se se recusar a pagar a algumas empresas de limpeza que se arrastam penosamente pelos corredores dos hospitais sem que da sua passagem resulte qualquer acto de limpeza.
O Estado poderia poupar em muitas outras coisas. Existem benefícios em lugares de topo que são inconcebíveis, direi mesmo vergonhosos.
Prometo que voltarei a este assunto.
Mas antes de terminar e aproveitando a imagem que inicia este texto e que é da autoria de Vasco Célio - DN, gostaria de questionar o sr. ministro do seguinte: o tempo que estamos internados nos corredores não em camas, mas em macas, também deve ser pago?

10 de outubro de 2006

Voltamos sempre ao mesmo. Esta situação já começa a cansar. Sempre que se inicia um novo ano escolar aí temos nós mais umas ameaças contra as propinas do ensino superior.
Este ano, para não fugir à regra, os estudantes da Universidade de Coimbra decidiram encerrar ao trânsito, no dia 19 de Outubro, uma rua que dá acesso ao Pólo I, em solidariedade com os alunos que anualmente não se matriculam por razões económicas.
A rua escolhida foi a rua Padre António Vieira.
Não deixa de ser curioso que ainda é possível aceder a esse Pólo I pelas seguintes vias: Rua Oliveira Matos; Escadas Monumentais, pela Praça João Paulo II, pela Rua de Tomar, pela Couraça de Lisboa, pela Almedina e Rua da Matemática, pela Couraça da Estrela, pelo Jardim Botânico, pela Rua dos Combatentes, etc., etc., e etc..
O presidente da Associação Académica de Coimbra, Fernando Gonçalves, disse à Lusa que o encerramento é uma "forma de mostrar o nosso descontentamento pelos alunos que anualmente não têm acesso por razões económicas".
O problema de acesso pode ser dividido em duas partes: razões económicas e vagas.
Quanto às razões económicas alguém já fez verdadeiramente as contas?
Se fizermos a equivalência do valor das propinas em noitadas a que é que corresponde? Dá para quantas? Dez na Casa da Madeira? Para quantas cervejas na Praça? Para quantas noites no Garden? e no Dux? e no Aqui há Rato? e no Boémia Bar? e no Quebra Costas? Isto é só bares e não são todos, nem fui às discotecas.
Acreditem que o valor das propinas não dá para muitas noitadas (saí de Coimbra em 1998, sei bem do que falo, sei quem encontrava na noite coimbrã).
Vamos à questão das vagas.
Quantos e quantos andam a passear de curso em curso, nunca sainda da cepa torta e somente tapando vagas a quem pretende na verdade estudar? Alguém já se preocupou em fazer a conta aos "alunos fantasmas"? Claro que não. É uma matéria que ninguém está interessado em mexer.
Após que fica dito, já pensaram se eu fosse referir o parque automóvel que encontramos junto à Universidade e no espaço que lhe fica adstrito? Seria mais um rol deveras extenso não só das marcas, mas até onde vai o estacionamento.
Acho muito bem que debatam o futuro como licenciados, com a certeza que não compete ao Estado dar-vos um lugar de bandeja, debatam Bolonha e toda a sua incerteza, debatam instalações, isso sim. Deixem os dinheiros que é uma parte em que perdem sempre por a+b.

9 de outubro de 2006

É fácil ser demagogo. A demagogia é um termo nada bonito pela carga pesada que ostenta.
Pois bem, Marques Mendes arrisca-se a receber o prémio de maior demagogo neste ano de 2006.
Vem isto a propósito da missiva que acaba de enviar aos autarcas laranjas onde, não só recorda a "retumbante vitória" como de igal modo aproveita para acusar o executivo de "afrontar" o poder local, dizendo-se solidário com a luta dos autarcas.
É fácil fazer demagogia, o difícil é ser-se oposição séria e credível.
O que me deixa perplexo é que no fundo ele concorda com a Lei, só que não pode desagradar a Alberto João Jardim e aus autarcas do PSD, isto porque não quer ser apeado do lugar de presidente do PSD.
Mas esta história está a deixar-lhe os cabelos em pé (até cresce dois palmos), porquanto o seu ídolo, o habitante do Palácio de Belém, já deu mostras de que é favorável à lei, e se alguém tem dúvidas basta ter tomado atenção ao discurso do 5 de Outubro onde ele exortou o Poder Local a combater a corrupção.
É caso para dizer que o vento não sopra de feição a Marques Mendes e que a ventoinha de Belém teima em permanecer desligada.
Ou muito me engano ou o presidente do PSD não tardará a dizer que esta era a lei possível e necessária no momento que atravessamos e etc. e tal, basta para isso que o tio Aníbal lhe dê um leve puxão de orelhas.

Cada cavadela, cada minhoca. Este é o melhor lema para o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Encarnação.
Desta feita, foi a questão da designação de Coimbra a Capital Europeia da Cultura.
Disse o presidente que esta designação lhe tinha sido prometida pela Delegação Regional do Centro do Ministério da Cultura.
Afinal a designação ocorreu sobre Guimarães e a ministra desmentiu de imediato tal prometimento.
Foi a suspensão da co-incineração, foi agora a cultura, coitado do homem não acerta uma.
Aliás, não percebo a preocupação com a cultuta quando o vereador dessa área tem uma visão mais que redutora em tal matéria, lembremo-nos da "Escola da Noite" e ficamos de imediato esclarecidos.

Haja decência e respeito. O Governo definiu uma nova modalidade para quem tem mais de 23 anos e quer ingressar no ensino superior.
Não é preciso ter o 12.º ano, ou mesmo o 9.º ano que seja, basta tão só apresentar um curriculum profissional(?), fazer o exame de aptidão e, milagre dos milagres, somos logo alunos universitários. É tipo totoloto: fácil, barato, não dá milhões, mas dá canudos.
Claro que isto é indecente e uma falta de respeito para com quem queimou as pestanas durante 12 anos, para além de ser um convite ao abandono das escolas. Para quem tanto problema se depois dos 23 anos posso entrar com facilidade para a universidade? Sim que o curriculum profissional é coisa de somenos importância, basta um par de conhecimentos e o assunto está resolvido.
Com isto o Governo facilitou a vida ao cábula.
Mas este é só um aspecto da questão, porque outros aspectos há que são tão ou mais problemáticos.
Já foi publicamente assumido por quem de direito existeum elevado número de cursos espalhados por Universidades e Institutos que terão de ser extintos e isto porque, para além de não terem inscrições, também não têm saídas profissionais.
Esta situação veio colocar os cabelos em pé aos privados, embora os públicos também não fiquem alheios a esta problemática, porque tudo isto se traduz, verdadeiramente, na diminuição de verbas que somada à nova lei de financiamento provoca não "constipações", mas sim "pneumonias".
Ora com esta lei vão poder as instituições arrecadar mais verbas, sendo que o que na realidade vai acontecer é que o país fica cheio de canudos, mas mantém altos os níveis de iliteracia, ou seja: ignorantes, mas doutores. É caso como comprar um título da nobreza, chiquérrimo.
Se em vez de andarmos a brincar aos canudos e ao ensino superior podíamos e devíamos investir seriamente no ensino profissional.
Não aquele que é ministrado por muitas escolas profissionais, algumas mesmo com acordos especiais com os Centros de Emprego e a receberem balúrdios de subsídios e que mais não são do que centros de colocação de amigos, familiares e amigos dos amigos, onde nada se ensina e nada se aprende e onde somente importa a obtenção de um qualquer certificado.
O que o Estado devia era revitalizar as excelentes escolas comerciais e industriais que existiram, escolas que deram excelentes profissionais e que ainda hoje encontramos espalhados nos diversos ramos de actividade, até porque, tanto quanto sei, o problema português é a falta de mão-de-obra especializada.
Estou convencido que o Governo se vai arrepender desta Lei, temo é que seja tarde de mais.

8 de outubro de 2006

O homem está furibundo. Alberto João Jardim emitiu um comunicado onde solicita o afastamento do Ministro das Finanças. Diz ele que: "Estamos numa situação de claro ataque político à Madeira, através da instrumentlização partidária dos meios financeiros do Estado".
Isto diz ele, porque nós dizemos: "Tás lixad, não podes andar a esbanjar dinheiro em porcarias porque agora não tens, bem feito".

A lebre anda aí. É verdade Luis Nobre Guedes é a lebre na corrida ao CDS/PP. A entrevista na RTP1 e o facto de andar a visitar as estruturas é um sinal evidente que está na lista de candidatos. O grande problema é ele não ser já franco e dizer que anda a preparar o caminho para Paulo Portas.
É que as coisas têm nome.

Importa-se de repertir. "Portugal tem de reduzir a burocracia e actualizar as leis laborais. Só assim o país pode ser competitivo".
Sem nenhuma indicação esta frase poderia ser de elementos do PSD, do CDS/PP, das associações patronais, dos neoliberais do "Compromisso Portugal", etc. e etc. e se assim fosse não me levaria a tecer nenhum comentário, até porque já sabemos o que a casa gasta.
Agora pasmem senhores: a frase foi proferida pelo embaixador americano em Portugal.
Que falta que faz Freitas do Amaral para colocar este senhor no seu devido lugar!
Que diriam os "sobrinhos do Tio Sam" se o Director-Geral das prisões, numa visita aos E.U.A., dissesse que os americanos devem suspender de imediato a pena de morte?
É uma descortesia total abordar este tipo de matérias, ainda por cima um simples embaixador.

Fim-de-semana produtivo - A "guerra" entre os dois semanários ("Sol" e "Expresso") já não se fica somente pelas tiragens, vão até às matérias.
Neste sábado quem leu um e outro por certo que percebeu isto mesmo. António José Saraiva ("Sol") no seu editorial focou Souto Moura. No "Expresso" e pela pena de Sousa Tavares tivemos também como personagem de foco o ainda Procurador.
Se o texto de Sousa Tavares não me causou estranheza porque ele está na linha do que se vem escrevendo, já o texto de Saraiva, me causa preplexidade.
Quem recordar os textos de "Política à portuguesa" que Saraiva escreveu no "Expresso" e agora ler este editorial do "Sol" verá que aconteceu uma reviravolta de 360º.
Não sei porquê mas era minha convicção que iria sair um texto deste quilate. A entrevista publicada na revista do passado sábado, fazia adivinhar que estava em preparação uma sabonária com"OMO".
Neste artigo também se confirmou o que escrevi na altura sobre o jornal. A Maçoaria já começa a aracar com as culpas.
Espero que, e a propósito da "Casa Pia", também não se tenham verificado pressões da Opus Dei sobre o sr. Procurador. É que isso a acontecer lançava o "Sol" para uma profunda e longa noite de Inverno.

7 de outubro de 2006

Eu sei que só os burros não mudam de opinião, mas há mudar e mudar. Vem isto a propósito de Zita Seabra, a tal que desistiu do projecto sobre o aborto, e que esteve presente no almoço da Associação Cristã de Empresários e Gestores. Esta Associação tem por finalidade defender uma cultura de gestão de acordo com os princípios católicos.
Não é por nada, mas gostaria de ver como é que estes empresários tratam os seus tabalhadores.
Mas o mais curioso é que Zita Seabra, responsável da editora Alêtheia, é um dos 641 membros da dita associação.

Mas nem tudo é mau. A brigada Victor Jara vai voltar a gavar um disco.
Ao que parece este novo trabalho dará uma volta por temas mais antigos e vai ter a presença de alguns amigos como sejam: Vitorino, Janita Salomé, Jorge Palma e Manuela Azevedo dos Clã.
A "Clepsidra" iria exultar de júbilo. Um abraço a toda a banda, em especial ao Rui Curto, meu distinto professor de desenho em tempos idos ('tamos velhotes).

Ao que parece a TSF não se vai ficar por Santana Lopes, e vai ter outro comentador.
Adivinhem lá quem será?!... O Vitorino! Claro, querem melhor. RTP, "DN", agora TSF.
Futuramente será o quê? Comentador no Diário da Assembleia? Talvez, quem sabe.

A findar, mais uma boa notícia. Quem é que não se lembra do "Discurso do filho da puta" de Alberto Pimenta?
Não é nenhuma nova edição, antes um novo livro do autor, desta vez com o título de "Imitação de Ovídio".
Se pensarmos na "Arte de amar" de Ovídio e transportármos para este poema de Alberto Pimenta, veremos que um e outro são de leitura obrigatória, quanto mais não seja porque este livro marca o regresso do poeta Alberto Pimenta após alguns anos de interrupção.
Com esta obra, nada mais nada menos que um só poema. o autor propõe-se refletir sobre a condição humana, o tempo, o corpo, o pensamento e a sociedade contemporânea.
Nota 20 para este regresso.

6 de outubro de 2006

O congresso da ANMP. O presidente da Associação Nacional de Municipios Portugueses, Fernando Ruas, disse, no congresso extraordinário, que os autarcas "não querem mais dinheiro, mas uma melhor divisão dos dinheiros públicos e acrescentou que esta contestação à Lei das Finanças Locais faz-se "em nome dos superiores interesses das populações".
Realmente está tudo correcto, mas falta o mais importante.
Algum autarca perguntou às populações que representa quais são os seus anseios e qual é a sua opinião? Que eu saiba nada disto foi feito, portanto, e embora não me tenham pedido opinião eu vou deixar aqui a minha ideia sobre toda esta problemática:
1º Os vereadores podem e devem ir para o seu local de trabalho em meio de transporte próprio ou da sua responsabilidade. Após a sua entrada ao serviço e para resolução de problemas inerentes à sua função então terão viaturas de serviço;
2º É fácil encontrar viaturas das câmara espalhadas durante a noite pelos vários lugares do município e por vezes em localidades que não pertencem ao município. Serão piquetes de serviço? Se formos aos parques das câmaras à noite eles estão desertos, só as máquinas estão paradas lá.
3º Porquê as empresas municipais? De onde vem o dinheiro para elas? Em tempos idos todos os serviços que hoje são empresas municipais e intermunicipais estavam integrados nas Câmaras, não eram tão dispendiosos e funcionavam melhor.
Estas são três questões que os munícipes colocam às suas Câmaras, mas que nunca obtêm resposta.

PSL de novo na ribalta. É verdade Pedro Santana Lopes voltou à ribalta, agora como comentador madrugador na TSF.
Marques Mendes e Jorge Sampaio bem podem ir preparando as orelhas, porque não vai haver a menor dúvida de que Santana Lopes lhas vais fazer arder aos dois.
E já agora, por onde anda o bem dito livro que Santana Lopes ia escrever ou já escreveu? Foi mais um bluff, ou é sério?

A ser verdade o documentário da BBC o papa Bento XVI está com novo imbróglio às costas.
Não tinha já sido suficiente a visita ao campo de concentração nazi, não tinham sido suficientes as declarações acerca do texto antigo na universidade, veio agora a BBC, no dia 1, afirmar que o actual papa enquanto cardeal Ratzinger terá encoberto casos de pedofilia ao garantir por mais de 20 anos, o respeito por um documento secreto de orientação para os bispos que lidassem com casos de pedofilia. O documento, que tem o nome português de "Crime da Solicitação" ameaçava com excomunhão quem violasse o juramento de sigilo exigido à vitima, acusado e ainda testemunha nestes casos.
Não há hipótese, cada tiro cada melro.

Não poss deixar passar em claro uma frase proferida por D. Duarte ao "24 horas".
Disse ele que: " quando o meu filho mais velho nasceu, no ano seguinte houve um aumento da natalidade no País".
Não sou louro e muito menos burro, mas que não percebi patavina do que ele disse, ou, supostamente, pretendeu dizer, isso é um facto inquestionável.

5 de outubro de 2006

Como disse na altura. Quando o presidente da Câmara Municipal de Coimbra apresentou a providência cautelar para susender a queima de resíduos em Souselas eu comentei aqui que era uma mera operação de show.off que não levava a lado nenhum.
Pois tal como eu previa o Ministério do Ambiente travou os efeitos suspensivos da providência.
Ainda por cima Carlos da Encarnaçãodisse que já estava à espera que isto acontecesse, porquanto é um expediente a que a própria Câmara já recorreu várias vezes.
Ora tenha la paciência, se o presidente já sabia deste desfecho, porque é que recorreu a tal artefacto, só se foi para ar trabalho aos tribunais e eu julgo que estes têm assuntos sérios para tratar.

Uma excelente medida. Os ministros da saúde e da educação apresentaram em Loulé um livro com título "Educação alimentar em meio escolar - Referencial para uma oferta alimentar saudável". Este livro versa sobre o que deve e não deve estar disponível ao consumo dos alunos e porque é como que um enunciado das regras sobre a alimentação nas cantinas e bares das escolas.
Acho uma excelente ideia e daqui lanço a ideia de cada aluno traga um exemplar para casa. é que muitas vezes quando questionamos os nossos filhos sobre a ementa da escola ficamos perplexos, por isso e caso de dúvida uma espreitadela no livro resolvia a questão.

É importante, mas que vai ser engraçado vai. Foi discutido na AR um projecto de lei do Bloco de Esquerda e que teve voto favorável do PS sobre os tempos de espera nos serviços de saúde.
O projecto obriga o Governo a estabelecer tempos clinicamente aceitáveis para os doentes serem atendidos, seja nas consultas seja nos exames, seja nas operações.
Eu não digo que não seja um procedimento necessário e importante. Eu só não sei é como é que se põe em prática.
Uma consulta não é o mesmo que entregar o IRS na Repartição de Finanças, pagar a luz ao balcão da EDP, etc e etc.
A consulta tem 90% de componente humana e 10% de técnica.
E meus amigos prever o tempo para 90% é coisa para os cientistas do futuro.

Para terminar. Ao que parece a Diocese de Coimbra utilizou fotos que não lhe pertencem para publicitar a "semana da vida". A história conta-se em poucas palavras: o panfleto distribuido pela Diocese, a propósito da celebração da "semana da vida" utiliza a imagem de um bebé com cerca de um mês e a de uma grávida.
O caricato de tudo isto é que o bebé em causa tem hoje dois anos e seis meses e é filho de uma jornalista defensora da legislação do aborto até às 10 semanas.
Mais caricato é que ninguém pediu autorização para usar a foto que é pertença da "Noticias Magazine" (a jornalista é editora da revista).
Como é lógico os pais colocaram um processo à Diocese, processo esse que foi arquivado.
Confrontado com a denúncia pública do facto da Diocese através de Luís Marques disse: "Dá a sensação de que alguém está com receio da nossa mensagem."
Ora tomem lá. Utilizam material que não lhes pertence, confundem deliberadamente a opinião e por fim os outros é que têm medo da mensagem.
De certeza que Deus não ensinou os seus representantes a serem assim.
As escolhas de Marcelo. A jornalista Maria Flor Pedroso bem se esforça, mas o Professor já não tem mais nada a dizer. Já o Campeonato do Mundo de Futebol na Alemanha foi penoso, quanto mais os comentários Domingo a Domingo.
Atacou no caso Mateus as instâncias internacionais do futebol, atacouo a Lei das Finanças Sociais e atacou o debate sobre a Segurança Social.
No meio disto tudo o que me causa admiração é o ataque à Lei das Finanças Sociais.
Marcelo Rebelo de Sousa está plenamente consciente dos graves problemas financeiros das autarquias locais, sabe o quanto algumas das autarquias são esbanjadoras (por acaso uma grande parte dessas autarquias são dirigidas por homens do seu partido), e está consciente porque tantas vezes tem criticado, o exagero que se assiste por esse país fora.
Isto leva-me a pensar que a "miopia" que nos últimos tempos se têm agravado não é devida a excesso de leitura, mas sim à "partidarite" que é uma doença contagiosa para muitos comentadores.
Ah e claro, toda a gente percebeu que a história do acordo sobre o aborto com Portas e Zita Seabra era verdade e qe as suas explicações mais não foram que desculpas esfarrapadas.

Já começaram os problemas. Noronha do Nascimento foi eleito, os jornais "Público" e "DN" disseram o que pensavam, resultado a direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público veio de imediato, de sabre em punho, disposta a vingar o ultraje (?).
Mais uma vez se verifica que alguma magistratura não aceita as críticas, masmo sendo elas fundamentadas. É pena porque quem não consegue "ouvir" muito menos consegue "dizer".
E por falar em dizer: "Cães de guarda" é o quê?

O que se passa com o "DN"? Sempre fui consumidor do "Diário de notícias", porque é um jornal que respeito com profissionais dignos, com um bom naipe de comentadores (dispenso o Luís Delgado), só que, desde há duas edições verifico que nele vem inserido um suplemento que se chama "Clube Morangos" que verifiquei estar ligado à telenovela juvenil da TVI.
Por favor, o "DN" é um jornal sério, para quê poluí-lo e mediocrizá-lo?

3 de outubro de 2006

Ouvimos e pasmamos. Foi notícia no DN (secção de economia) de que o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo "se pudesse fechava a Portucel".
Achei curiosa a ideia do autarca.
Não percebi que o autarca quisesse ajudar a Portucel a ser uma empresa menos poluidora ou que tenha dito que fechava a Portucel mas tinha solução para os trezentos trabalhadores que laboram na empresa.
Vamos imaginar que a Portucel aproveita esta boleia e encerra a empresa, o que é que vai acontecer?
O autarca vai reclamar para o governo para evitar que a empresa encerre?
Os autarcas devem pensar em desenvolvimento sustentável.
Eu percebo que é urgente salvar o ambiente, mas e os trabalhadores das empresas?

A Johnson Controls é uma empresa americana que se encontra e risco de encerrar as suas portas quer em Nelas, quer em Portalegre.
Estas linhas não estão relacionadas com o encerramento propriamente dito, até porque a deslocalização das empresas estrangeiras é o prato do dia.
O que está em causa é o facto de os trabalhadores terem eles próprios avançado para as negociações sem que os sindicatos tenham tido palavra a dizer.
Esta situação pode ser reveladora de dois factores:
Primeiro: os trabalhadores estão já cáusticos relativamente a casos desta natureza e são por si só capazes de lutarem pelos seus direitos;
Segundo: os sindicatos foram, mais uma vez, ultrapassados.
Se o primeiro factor é positivo, o segundo deve dar-nos que pensar.
Não é a primeira vez que abordo esta matéria dos sindicatos nos tempos de hoje, mas voltemos lá mais uma vez.
Os sindicatos foram afastados desta temática porque, como é evidente iam encetar uma série de greves, bloqueios e outras formas de luta e que levariam a que os trabalhadores fossem despedidos na mesma e possivelmente com menor valor monetário.
É mais que altura de os sindicatos perceberem que são outros tempos, outras lutas, outros valores que estão em causa.
Talvez que se s sindicatos abandonarem o sistema monocórdico e abrirem os seus horizontes tendo em atenção o séc. XIX (e porque não o XXII), então sim o panorama sindical mudará por completo, sendo que é possivel que ele possa dar frutos já na altura dos nossos filhos.

A finalizar quero chamar à atenção para uma exposição que está em Lisboa e que é patrocinada pela AMARA (Associação pela Dignidade na Vida e na Morte). É uma exposição que pode, à primeira vista, chocar algumas mentes, mas na verdade trata-se de um conjunto de fotografias preciosas.
Penso que numa altura em que nos preparamos para discutir uma matéria proposta pela comissão de ética e referente à obrigatoriedade ou não de prestar terapêutica ou assistência médica contra a vontade do doente em casos terminais era de primordial importânca dar uma espreitadela ao conjunto de fotografias que compõe a exposição, sabendo de antemão que são fotografias tiradas a doentes terminais um mês antes de morrerem e após a sua morte.
Esta é uma matéria que importa discutir até porque morrer é a única coisa que temos certa na vida.
Deixo aqui o site de organização para quem deseje saber mais: www.amara-project.org e chamo a atenção para o dia 7 de Outubro que é o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.

1 de outubro de 2006

Não há pachorra. Na verdade já era precisa alguma dose de paciência para aturar os arremedos de majestade que Manuel Alegre nos atira para cima.
Primeiro: não entendo o porquê de formalizar o MIC quando se encontrava no desempenho das mais altas funções do Estado. São coisas que podem não ter grande importência, mas que causam mossa na imagem;
Segundo: primeiro não queria intervir no congresso do PS, assim como não tem intervido, por ausência, em algumas reuniões dos órgãos máximos do partido a que pertence, sendo que também aí não entendo como é que alguém com a sua veia tão verrinosa ainda não se limitou a ser um simples militante de base;
Terceiro: alguém me explica a ida ao aeroporto para esperar o Presidente Cavaco Silva?
Não dá para crer nesta personagem. A Rádio Argel é somente um ponto lá longe, muito longe.

Sabem-me dizer o que é feito ds famílias brasileiras que com pompa e circunstância, foram instaladas em Vila de Rei?

Zita Seabra a tal da pastelaria suiça lembram-se, quer o quê do aborto?
Entendia a sua linguagem quando estava no PC, depois bradei contra o processo de intensões que esse mesmo partido lhe moveu, só que hoje não a percebo. Tem um arrazoado mais que mau, péssimo.

Parece que o PSD não quer juízes no futebol.
Parece-me bem essa ideia, mas já agora podiam compor o projecto de lei proibindo igualmente deputados de entrarem para os órgãos directivos (Hermínio Loureiro (PSD), Gilberto Madaíl (PSD); Valentim Loureiro (ex-PSD)) e outros k nem sei.

Leram a entrevista de Souto Moura à revista "Tabu" do semanário "Sol"?
Se não leram, leiam, é de abrir a boca de espanto.
São onze (onze!) páginas de lamento, há mesmo partes que me fazem lembrar as birras de bebé quando lhe tiram o chupa.
Não sei se foi porque Souto de Moura assim o quiz, ou por opção do jornalista, não vieram a lume os casos das secretárias e funcionárias da Procuradoria e estes julgo que não são inseridos na cabala da Casa Pia.
Souto de Moura não se pode raclamar uma "vitima" da Casa Pia. Ele é tão só uma vitima de si mesmo.
Mas para além disso há duas partes que gostaria de deixar aqui para vossa análise.
Diz Souto de Moura que não abandonou o lugar porque: "haviam pessoas que mereciam que eu continuasse: além dos que tarabalharam no processo, as vítimas e a directora da Casa Pia".
Estamos perante uma frase perigosa.
A segunda diz respeito à questão que lhe foi posta sobre as fugas que se verificavam das reuniões do Conselho Superior do Ministério Público, ao que Souto Moura responde: "Isso prova que responsabilizar apenas os que têm contacto com o processo não se resolve nada. Agora também penso que o âmbito do segredo deve ser diminuido".
Aqui, aleluia, os jornalistas não são culpados.
Se no tribunal se utiliza "e aos costumes disse nada", sobre esta entrevista poderá dizer-se que de concreto, nada disse.
É preciso mais do que uma entrevista para que a imagem da Procuradoria ganhe novas definições.
Sócrates não ficou nada satisfeito por a sua imagem servir na campanha do venezuelano Hugo Chavez.
Não percebo o porquê de tanta problemática. Tivesse sido o Tony Blair a utilizar uma foto de Sócrates e nada disto se passava. Aliás ainda era capaz de ser utilizada em "consumo interno".

Dores. Após o despedimento da SIC, Carlos Dias da Silva, passou a ter uma coluna no "24 horas" intitulada "Querida Televisão".
Pois bem, nunca vi ninguém com tão grande "dor de cotovelo". O homem destila ódio senão pela SIC, pelo menos pelo seu director.
Quem se apresta a ter uma crónica deve assumir a sua independência, facto que não acontece com o jornalista Carlos Dias da Silva.
Fica-lhe mal destilar tanto ódio.

Parece que a manifestação de agentes da PSP de apoio aos elementos do Sindicato dos Profissionais da Polícia apresentados compulsivamente pelo ministro se traduziu num fracasso.
Já aqui referi que os dois elementos sindicais não podem confundir o direito sindical à contestação com o insulto, porque isso acaba por se tornar numa arma que geralmente fere quem a usa.
Como é lógico que os seus colegas perceberam que estes dois elementos foram muito além dos seus direitos.
Os sindicalistas não são diferentes das outras pessoas, antes pelo contrário, os seus direitos e deveres têm uma barreira mais alta. Transpô-la é o limite dos limites.

Souto Moura o Procurador Geral da República até 9 de Outubro, vai lançar um livro.
A obra tem por título "Direito ao Assunto" e vai ser dada à estampa a 3 de Outubro, ou seja antes de terminar o mandato.
Espero não ter sido o tempo gasto no livro que o fez demorar tanto a dar o resultado do inquérito do "envelope 9".
O ainda sr. Procuradorfazia uito bem se se remetesse ao seu cargo, sossegadamente e após a transição optasse por umas férias longas, longuíssimas mesmo.
O novo Procurador precisa recuperar a imagem da Procuradoria e só isso vai ser uma tarefa árdua.

Finalmente foi publicado o "O Último Papa" de Luís Miguel Rocha.
Esta obra que se apresenta um misto de ficção com realidade promete trazer polémica sobre uma matéria que sempre se apresentou nebulosa para muitos: a morte de João Paulo I.
Seja ou nao polémica, seja ou não ficcional, o que é certo é que tudo quanto sirva para acelerar esta matéria é sempre benvindo.

Para terminar Noronha Nascimento não conseguiu o pleno. Dos 72 Juizes conselheiros, 53 votaram em Noronha Nascimento. Os restantes foram 14 em branco, 1 nulo, 1 em Henrique Gaspar e 2 em Duarte Soares.
Para Noronha do Nascimento acredito que este resultado seja um autêntico tiro no porta-aviões.