22 de dezembro de 2009

Uma das poucas multinacionais portuguesas está a uma curta distância de passar para mãos estrangeiras, mais especificamente brasileiras.
Pois é, a Cimpor está a ser alvo de tentativas de compra por várias outras outras empresas brasileiras.
Mas convém especificar que tudo isto tem origem nas guerras intestinas que se têm verificado pelo poder dentro da Cimpor e verdade seja dita que a Teixeira Duarte está na primeira linha das culpas.
Espero que o Governo, através da CGD, esteja consciente dos riscos que a empresa está a correr.

20 de dezembro de 2009

Em que ficamos? Todos nós sabemos como é Marcelo Rebelo de Sousa. Aliás é por isso mesmo que já lhe resta pouca credibilidade analítica. Não foi por acaso que, apesar de ele bem ter pedido, não lhe apareceu nenhuma vaga de fundo.
Quando Sócrates venceu as eleições, de imediato Marcelo se apressou a dizer que eram dois anos. Agora já diz não às eleições antecipadas.
Assim não Professor.

19 de dezembro de 2009

Fernando Madrinha falou - não directamente saliente-se - no Expresso de hoje, do desaguisado entre António Costa e Pacheco Pereira durante a Quadratura do Círculo.
Pois bem, sobre o caso em questão, importa dizer que António Costa está de parabéns. Já era tempo de alguém dizer a verdade a Pacheco Pereira, se bem que a culpa é inteira de Carlos Andrade e não é de agora, já vem do tempo da TSF.
O programa dura basicamente 45 minutos. Sem contar com Carlos Andrade, moderador do programa, são três elementos: Pacheco Pereira, António Lobo Xavier e agora António Costa (antes foi o José Magalhães e o Jorge Coelho). Pois bem, Pacheco Pereira entre as suas declarações, apartes (propícios à interrupção quer das declarações dos outros, quer do fio condutor da conversa) recusas em aceitar as indicações(poucas, saliente-se) do moderador, a maior parte das vezes ocupa mais de metade do tempo, pelo que a outra metade é dividida pelos outros dois intervenientes e o moderador.
A democracia não se propala somente, pratica-se.

Vergonhosamente o PSD e o CDS e também algumas associações do sector agrícola impediram que o ex-ministro Jaime Silva ocupasse o cargo de chefe de gabinete do novo comissário europeu da Agricultura.
Resumindo: um português foi impedido por alguns compatriotas seus, de assumir um cargo elevado na estrutura agrícola europeia, cargo aliás, para o qual tinha sido já convidado.
Enquanto formos dominados por esta pequenez sórdida, nunca seremos um país Grande.

Espero e desejo que a Cimpor continue "por cá".

Mais uma cimeira que só serve para a fotografia. Copenhaga ficará para sempre como uma vergonha. Obama não é o dono de nada.

15 de dezembro de 2009

E depois querem credibilizar a política. Com acções destas não é de certeza. Convoquem-se novas eleições para o município.

Poderão estes artistas ser encarregados da formação dos nossos filhos? Claro que não? É pena que nestes casos não vejo o solícito Mário Nogueira a dizer seja o que for.

14 de dezembro de 2009

De quando em vez o poder político dá-nos uma roda de excelência e nós, não só a recebemos de bom grado, como ainda a aplaudimos.
Vem isto a propósito dos muitos comentários que ouvi hoje acerca da proposta ontem feita pelo secretário de Estado da Administração Local.

Que alterações estão previstas?
São alterações relativas às questões da inelegibilidade. Alguém condenado em tribunal não poderá recandidatar-se nem na eleição intercalar, nem na seguinte.

A impossibilidade de recandidatura só se aplicará em caso de condenação?
Sim, mas os pronunciados definitivamente por crime doloso, cuja pena seja superior a três anos, serão objecto de suspensão de mandato. Estas alterações farão com que se subtraiam da vida política local alguns episódios que, por vezes, são utilizados para macular o poder local. Não queremos que isso aconteça, porque os autarcas dão o seu melhor, em todo o país... Excerto da entrevista ao JN de ontem.


Porquê esta minha ideia.
Porque o Governo prepara-se para legislar sobre uma matéria em que nós povo, somos soberanos: as eleições.
Será que nós não possuimos capacidade e discernimento suficientes para no momento do acto eleitoral fazermos a selecção.
Eu falo por mim e julgo que por muitos outros. Alguma vez eu seria capaz de dar o meu voto a quem esteja pronunciado por crimes cometidos dentro das funções autárquicas, ou por crimes que estejam tipificados como merecedores de pena mesmo que suspensa.
Claro que esse candidato não merece ter o meu apoio. Digo o meu, digo o nosso.
Mas para isso é preciso legislar?
Se não impera o sentido ético por parte do candidato e se submete à eleição, deve imperar o nosso sentido de responsabilidade e não depositarmos o nosso voto nesse candidato.
Sempre que se legislar sobre algo que esteja directamente ligado à ética e a dignidade do ser humano será o mesmo que passar um atestado de burridade a todos nós.
Talvez seja altura de começarmos a pensar seriamente nestas questões.

10 de dezembro de 2009

Voltámos à Roma antiga. Na Roma antiga, a escravidão que se verificava na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano, tal como hoje acontece, acabou por produzir problemas sociais. O imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou por criar a política “panem et circenses”, a política do pão e do circo.
Este método era do mais simples que se podia imaginar: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante esses eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão).
O objectivo era assim alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava acabava por esquecer os problemas e não pensava em revoltar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.
Pois bem, hoje só falta o pão, porque o circo é diário.

9 de dezembro de 2009

Começo a ficar cansado de Medina Carreira. O homem destila veneno por todos os poros. Mas se ele só destilasse veneno a coisa não ia mal. O pior é que decide promover-se a omnisapiente. Todos os outros são burros. a inteligência só lhe foi distribuída a ele.
Ei sei que nas "Novas Oportunidades" nem tudo está correcto. Eu sei que o nosso sistema de ensino tem alguns defeitos. Todos nós estamos conscientes disso.
Agora há algo que não podemos, nem devemos, deixar de ter em consideração: a parte não faz o todo.
E mais, a verborreia não acrescenta nenhum valor.
Ficava-lhe bem apresentar publicamente as suas ideias. E não me refiro somente a teorias.
Apresente as teorias, mas consolidadas na prática.
Apresente o como devia ser (na sua opinião), o como se faz e o que custa.
A crítica a nós já não nos interessa. O que interessa são soluções.

8 de dezembro de 2009

Deixem-se lá de brincadeiras. Olhamos para a imprensa e o que é que vemos?
Vemos que o défice da CP é actualmente de 3,1 mil milhões de euros. Vemos que a agência de notação financeira Standard & Poor’s piorou a avaliação da dívida pública portuguesa de “estável” para “negativa”. Vemos que o desemprego ultrapassou os 10%.
Então e face a isto tudo a oposição continua a brincar e o governo e o PS a dar-lhe troco.
Se não estão satisfeitos com o programa de Governo, que aliás foi sufragado e saiu vitorioso das eleições, tenham a coragem e derrubem o Governo.
Agora não podem é continuar a brincar com o país.
O país está acima das questiúnculas partidárias e dos desejos incontidos de vingança por parte de uma oposição que o é, porque foi derrotada.
E entretanto, o senhor que gosta de estar sempre atento, parece que está distraído.

E já agora, se bem que não seja do meu agrado escutar os termos utilizados por Sócrates na admoestação a Portas, sou forçado a concordar que a falta de respeito que grassa no emiciclo é deveras confrangedora. O facto de quando alguém discursa existirem elementos nas bancadas que não param de falar alto e invectivando quem está no uso da palavra demonstra tão só uma coisa: falta de educação, respeito e pouca propensão para a vida democrática, sim que a democracia não se funda só na liberdade política, em eleições livres e outras premissas que tais. A democracia tem por base a educação e o respeito pelos outros.

5 de dezembro de 2009

Semana após semana assistimos a uma degradação não só da política, mas também da própria sociedade.
O PS, partido que sustenta o Governo, decidiu fazer frente aos partidos da oposição, em vez de se remeter para uma posição de apresentar medidas que não se limitem a apoiar o sim às corporações.
O PSD está apostado em derrotar Sócrates. E curiosamente não é através de eleições, pretende forçar o poder judicial a derrubar o Governo.
Não sei se todos e volto a repetir todos, estão conscientes do caminho estreito que percorrem.
Todo o trabalho encetado na anterior legislatura está a cair por terra.
Neste momento parece que só importa é derrubar Sócrates seja a que preço for.
E não posso fugir ao "Face Oculta".
Algo não está bem.
E não me esqueço da indicação dos advogados de José Penedos, de que há acusações que podem ruir como castelo de cartas.
E reporto estas palavras ao caso de Vara.
Armando Vara foi apresentado no início como sendo o grande estratega do polvo liderado pelo sucateiro Godinho.
Hoje, e depois de ver as medidas que lhe foram impostas, acabo por pensar que possivelmente não era estratega e que o polvo não mais do que uma minúscula lula perdida no oceano.
Talvez que a acusação não tenha assim tantas provas como fez crer no início e estejamos perante algum show-off que nos pode custar muito.
Fiquemos a aguardar, mas prevejo algo de esquisito.

4 de dezembro de 2009

Uma sondagem interessante e deveras demonstradora.


Manuela Ferreira Leite averbou nova derrota. Carlos Carreiras foi o carrasco de serviço.

3 de dezembro de 2009

Ontem, quando tomei conhecimento das declarações do deputado do PS Ricardo Rodrigues na Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento, onde o mesmo disse que "dirigentes políticos, como Manuela Ferreira Leite, usaram no seu argumentário político declarações que dão a entender que há três meses a presidente do PSD tinha conhecimento das escutas[a Sócrates]", fiquei a pensar que já não bastava e era suficientes o anda e desanda de Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento, aparecia agora mais esta achega, que me levava a pensar estarmos a entrar na loucura total.
Curiosamente fiquei à espera de que Manuela Ferreira Leite explicasse, pedisse, exigisse, tomasse medidas ácerca de tal frase.
Afinal enganei-me e redondamente.
Ferreira Leite limitou-se tão só a dizer: "o problema que está em causa não tem a ver com o acesso às escutas - tem exactamente a ver com o facto de o povo português não conhecer o conteúdo das escutas".
Perante isto, será possível que a líder do PSD tivesse conhecimento?
Se assim for, e talvez fosse interessante esclarecer devidamente esta questão, a justiça está em causa e acreditem que não é pela lei, é sim pela parte humana.

2 de dezembro de 2009

Uma notícia destas só mesmo ao feriado para passar despercebida. Eu sei que não podemos virar costas aos compromissos assumidos, mas num momento de dificuldades orçamentais como este, com o deficit orçamental como o actual, com o investimento como está, nós damo-nos ao luxo de emprestar dinheiro...
Espero que os juros sejam compensatórios. Pelo menos nós pagámos e bem.

Que estranho?! Será que esta determinação do cardeal também abrange os padres pedófilos? Ou será como a bula na Quaresma (Antigamente, a Igreja vendia as “bulas” e “indultos”. Mediante o pagamento de certa importância por pessoa, ficavam estas desobrigadas da proibição de comer carne na Quaresma e em todas as sextas-feiras do ano. Quem não pudesse pagar esta “penitência” só tinha que cumprir, da outra forma, os preceitos de bom cristão: Não comer carne na Quaresma e em todas as sextas-feiras do ano) e aqui o facto da Igreja ter pago elevadas indmenizações, resolve o problema.