31 de outubro de 2009

É fundamental ler o editorial de João Marcelino hoje no DN.

Marcelo deve estar mais que arrependido de ter tido a postura senatorial. De repente ele passou a ser o "D. Sebastião" que todos esperam, todos, todos, não. Quase todos.
Já se percebeu que Passos Coelho deseja a liderança do PSD como uma qualquer cidadão deseja acertar na chave do euromilhões. Porquê, não se percebe muito bem, já que a sua visão ultra neo-liberal não augura nada de bom ou mesmo fundamental para o nosso país, mas isso é outra parte da história.
De repente todos apoiam Marcelo e porquê?
Esta é uma legislatura complicada, sendo que o PSD não é um interlocutor privilegiado, assim sendo importa deixar que o PS se embrulhe, se possível com o CDS, e que o PSD passe este tempo sem muitas ondas. Para que esta última parte se verifique não interessa "queimar" mais dirigentes, e as várias correntes perceberam isso. Logo o que é que se impunha fazer? Manter os delfins sossegados e deixar que alguém que tem estatuto e carisma suficiente avançasse contra Pedro Passos Coelho, por forma a que este não saia vitorioso da contenda e ao mesmo tempo continuarem com um líder a prazo que sairá assim que as múltiplas sensibilidades começarem a com a guerrilha.
Esta solução é como sopa no mel para Sarmento e para o próprio Paulo Rangel.
Aguardemos para ver se as previsões que todos fizeram, não saem furadas...

29 de outubro de 2009

A "Europa" cometeu hoje um erro de que se vai arrepender amargamente. Aliás, hoje foi, de certo, a primeira de muitas chantagens.
Que podemos nós esperar de quem se subjuga.
Tenho vergonha desta "Europa".

Armando Vara foi constituído arguido, entre outros, por alegadamente ter recebido dez mil euros para um acto de corrupção.
Será que o BCP paga tão mal aos seus vice-presidentes que os obrigue a, alegadamente, cometerem actos de corrupção por 10.000€. Muito a mim me admira...

27 de outubro de 2009

Que estranho o bispo de Vila Real não retirou as paróquias ao padre Fernando Guerra.


Manuela Ferreira Leite decidiu trocar as voltas aos barões e baronetes do PSD e dá o seu apoio ao delfim de Miguel Veiga, Paulo Rangel.
Diz-se à boca pequena que Marcelo está fulo da vida, por não ter visto a sua ideia de salvador aceite.
Estou curioso para ver a luta entre Veiga e Ângelo Correia.


Os médicos e os enfermeiros estão a recusar a vacina da gripe. Curiosamente estão a recusar porque acham que não está devidamente testada e, mais curioso têm todo o apoio quer da Ordem dos Médicos quer do Sindicato dos Enfermeiros. Têm consciência que esta sua posição descridibiliza toda a campanha de vacinação? Mais, o mais curioso é que nunca vimos tal posicionamento aquando de toda a discussão.
Coisa estranha...

Será que também é culpa do Código Penal.

Olha a crise.

22 de outubro de 2009

Será que nos tomam por parvos!? A caldeirada entre a PT, a Ongoing, a Prisa e agora a CGD, está longe de terminus.
Se a história entre a Ongoing e a Prisa já era estranha, mais estranha ficou com a mistura da PT e agora, com a CGD então é que ficou esquisita. E falta ainda "esmiuçar" o papel do BES e do BCP.
Claro que a CGD tem razão para estar de pé atrás com o negócio do investimento da PT na Ongoing.
E mesmo para o comum dos mortais, que vê estas questões de milhões como se fossem temáticas de outra galáxia, não deixa de ser esquisito que o Comité de Investimentos da Previsão, a sociedade que gere os fundos da PT, invista 75 milhões de euros na Ongoing, sendo que a Ongoing é accionista da PT (tem 7% do capital da PT) e que Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, faz parte do tal Comité de Investimentos da Previsão.
Tudo muito estranho...

20 de outubro de 2009

Os feudalismos de hoje. A matéria que se vai seguir é polémica já que expõe a minha visão sobre o caso de Ermelo.
Inicío dizendo que me repugna o assassinato e que espero que a justiça não seja branda com o assassino.
Deixando esta primeira observação avanço para o caso, não com o ponto de vista judicial, mas antes sociológico/antropológico e do político.
Do que me foi dado ouvir às pessoas quer de um lado quer do outro e mesmo das autoridades, nas reportagens das televisões e nos jornais, sou obrigado a concluir que estamos perante um caso que nada tem a ver com a política, quanto muito terá a ver com a disputa pela liderança de uma população, sendo que a política, aqui, era um elemento acessório e não fundamental.
O 24horas (esta edição online tem um erro, já que a pág. 13 versa ainda a mesma matéria) dizia mesmo que as desavenças vinham do tempo da tropa.
Antes de Abril, os senhores eram o regedor, o pároco, cabo da GNR e o senhor da cidade que tinha casa na aldeia.
Com a democratização da sociedade o leque dos senhores alargou-se. Entraram mais profissões e, inevitavelmente gente com mais dinheiro.
A máxima de que em terra de cegos, quem tem olho é rei, é uma verdade inquestionável.
O grande problema destas tricas nas aldeias é que a guerra não se queda somente pelos intervenientes directos. Estes fazem questão de arregimentar outros elementos para as suas barricadas, elementos que são alheios a tudo, mas que de uma forma ou de outra são obrigados a terçar armas pelos seus "senhores".
Transportando isto para as eleições autárquicas recentes, gostaria de salientar que em Ermelo estão criadas as condições para existirem problemas.
Perante tudo o que se passou o PS retirou a sua candidatura, ficando só a do PSD. Como é evidente a lista do PSD ganhou e a viúva da pessoa assassinada é a presidente da junta.
Mas terá esta senhora condições de exercer o cargo? Claro que não.
Penso que o melhor que podia e devia ter acontecido era o PSD ter retirado a sua lista (estou consciente que se a situação fosse ao contrário o PS também não retirava).
Ermelo precisava de uma junta liderada por uma comissão, presidida por um juiz. A magistratura não pode servir só para ter cargos no futebol.
É forçoso pacificar a povoação e esta solução não contribui em nada para isso.
Chorem-se os falecidos, castiguem-se os culpados, mas salve-se a povoação.
Para terminar deixo-vos uma pequena nota sobre a votação nesta freguesia.
Os membros da mesa de Ermelo foram substituídos por pessoas que vieram de Vila Real e existiram mais que muitas reclamações.
Algumas delas prendem-se com o facto de algumas pessoas não poderem votar por familiares, tendo uma habitante dito alto e bom som "sempre votei pela minha mãe e hoje não me deixaram".
É assim a democracia eleitoral por esse interior fora.
O feudalismo é isto mesmo.

19 de outubro de 2009

Eu só não percebo como é que este senhor continua a exercer a advocacia.

Deveras importante e interessante é o facto de a União Europeia (UE) aproveitar a 61ª edição da Feira do Livro de Frankfurt e vai hoje lançar oficialmente a sua biblioteca digital gratuita, com 50 anos de arquivos históricos em 50 idiomas diferentes. 23 línguas são oriundas de 27 países da UE, além de documentos em chinês e russo.
Ao todo, serão 110 mil publicações (12 milhões de páginas) editadas desde 1952 por instituições, agências ou outras organizações comunitárias. "A partir do momento em que a biblioteca digital estiver online, ninguém poderá queixar-se de dificuldades para consultar textos legislativos e documentos anexos", sublinhou o comissário europeu do multilinguismo, Leonard Orban.
O documento mais antigo da biblioteca é um discurso de Jean Monnet na sessão inaugural da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). A biblioteca poderá ser consultada em www.bookshop.europa.eu.

17 de outubro de 2009

Sempre me surpreendeu a ascensão meteórica de Paulo Rangel, o eurodeputado do PSD. Hoje o Expresso esclareceu-me o porquê. Trata-se do delfim do histórico Miguel Veiga. Estamos falados. E atenção de que assim sendo a liderança também é objectivo.
Agora é ver qual dos históricos tem mais peso, se Miguel Veiga, se Ângelo Correia e, no meio de tudo isto, onde entram os barrosistas, mendistas, santanistas. Só não falo dos cavaquistas, porque esses levaram o golpe de misericórdia com esta direcção.


Parece que a liderança do grupo parlamentar não está a fazer só mossa no PSD. O BE também fervilha.
José Manuel Pureza, professor de Coimbra, foi eleito mas sem unanimidade. Ao que parece tal se ficou a dever ao facto das tendências PSR e UDP terem chumbado o nome de João Semedo. Amor com amor se paga ou será que estamos perante um qualquer posicionamento para a corrida à liderança do partido.

Falei aqui de Deus Pinheiro e da sua triste figura, mas será que ele estava certo da vitória do PSD e já se julgava um género de senador como segunda figura do Estado (artigo 132 da Constituição Portuguesa). Como a coisa falhou, mandou tudo às urtigas.

16 de outubro de 2009

Imaginem que estes senhores chegavam ao governo, desculpem lá qualquer coisinha, mas...
Vejam bem o que o Pacheco já anda a fazer....

15 de outubro de 2009

Alguém me explica o porquê de João de Deus Pinheiro ter encabeçado a lista de deputados por Braga?


Lamentavelmente tenho de me rir da ERC. Foi dada à estampa pelo referido organismo a deliberação relativa ao final do Jornal de 6.ª da TVI e claro que ao lê-la veio-me à memória uma outra deliberação do mesmo organismo e sobre o mesmo programa
A de Maio, e a actual.
E depois querem ser levados seriamente, tenham juízo.

Gosto do editorial do DN.

13 de outubro de 2009

Só hoje foi possível marcar presença para comentar as autárquicas. O PSD tem mais câmaras (140 com as coligações), logo, e por este ponto de vista, o PSD é o vencedor. Só que que as coisas não são só assim.
As análises são feitas de mais parâmetros.
Basta consultar os resultados e verificamos que estamos perante mais um passo para o abismo do PSD. Menos votos, menos mandatos e perca de Leiria, Castro Daire, Barcelos, entre outras. É certo que retiraram Faro ao PS, mas só não chega. E o pior é que vem na sequência da derrota das legislativas.
Esta queda permanente não é boa para o actual momento. O país precisa de um governo forte, decidido e actuante. Mas o país precisa igualmente de uma oposição forte e actuante.
Quanto aos demais partidos, julgo que o CDS/PP deve estar mais que arrependido de ter assinado o acordo, já que continua um partido residual.
A CDU continua em queda e a perder bastiões no Alentejo.
O BE embandeirou em arco com os resultados das legislativas e agora despistou-se e chocou de frente.
Muito mais podia ser dito, mas julgo que os resultados já foram escalpelizados o suficiente.
Falta enviar parabéns para Felgueiras e Marco de Canavezes.
Pé ante pé a verdade vai vencendo.

12 de outubro de 2009

Pedro Santana Lopes falou cedo de mais. Afinal perdeu a Câmara e também a Assembleia.
Logo haverá mais análise-

10 de outubro de 2009

A chantagem dos checos. De repente a Checoslováquia impõe condições para a assinatura do Tratado de Lisboa. Mas não são umas condições quaisquer.
O presidente checo quer incluir no Tratado uma cláusula para evitar que os alemães expulsos da antiga Checoslováquia após a Segunda Guerra Mundial peçam indemnizações junto do Tribunal Europeu de Justiça, ou seja, em 1945 que um decreto do então Presidente Edvard Benes revogou a cidadania a centenas de milhares de checos de etnia alemã, bem como o seu direito à propriedade, apesar de muitos viverem no país há várias gerações. A medida surgiu como uma represália pelas atrocidades nazis.
A maioria dos refugiados germânicos partiu para a Alemanha e para a América do Norte. Muitos alemães autorizados a ficar nas terras checas acabaram por abandonar o país devido ao clima de perseguição das autoridades de Praga. Ao todo, cerca de três milhões de pessoas foram afectadas.
Acontece que o presidente Vaclav Klaus diz que «não podemos permitir que juízes de Malta ou de Espanha, que têm assento no Tribunal de Justiça Europeu e que ignoram a história da nossa região, decidam que os alemães têm direito a recuperar os seus bens», já que «o tratado permite aos queixosos contornar a justiça checa e apresentar as suas reclamações directamente ao Tribunal Europeu de Justiça».
Por mim a União já tinha resolvido o problema. Confrontada com esta exigência, nada melhor que dizer aos checos que fecha a torneira dos fundos e ponto final.
Se é chantagem, então chantagei-se.
Não são reivindicações para melhorar a Checoslováquia ou a favor da União, são reivindicações que se destinam a branquear momentos da história que em nada dignificam a Europa.
Se querem branqueamentos comprem Tide ou Omo, esses é que tratam da brancura.

8 de outubro de 2009

De novo a magistratura. Já bastava a questão do juiz Rui Teixeira, ou mesmo a acção disciplinar do Procurador Geral da República a um procurador do Porto, era preciso ainda o caso de João Palma.
Claro que são casos distintos. E se o caso de Rui Teixeira me provoca apreensão por várias razões, já os outros dois são inteiramente líquidos.
Vejamos por exemplo o último.
João Palma é o Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP).
Ora o SMMP diz respeito ao Ministério Público, e este é o órgão do Estado encarregado de o representar, exercer a acção penal e defender a legalidade democrática e os interesses que a lei determinar (artigo 1.º da Lei Orgânica do Ministério Público).
Até aqui tudo bem, embora seja minha opinião que os magistrados fazem parte dos órgãos de soberania, logo não lhes é possível o associativismo, mas mesmo que não houvesse a circunstância anterior que é também opinião de muita outra gente, verifica-se que o referido magistrado está colocado na IGAI (Inspecção Geral da Administração Interna).
Lendo um e outro, não vejo em que é que os dois se cruzam.
Assim sendo, não vejo como é que um elemento destacado num determinado lugar pode subtrair tempo a esse mesmo departamento para tratar de situações sindicais que não se prendem com esse departamento nem com quem lá trabalha.
Mas claro tudo isto é ética e quanto a isso feijões...

7 de outubro de 2009

Aproxima-se a "noite dos facas-longas" no PSD. Passos Coelho já não esconde que quer de imediato o lugar de MFL. Marcelo Rebelo de Sousa continua nas "ponderações" maquiavélicas tão ao seu jeito, sendo que o seu objectivo chama-se Presidência da República. A linha mendista também anda por aí e a barrosista deu já sinais de vida pelo seu membro mais ilustre: Morais Sarmento.

E isto fica por aqui, ou também vamos ver outras profissões (advogados, médicos, etc., etc) objecto da mesma atenção?

Que estranho, ao que parece a situação financeira da Ongoing alberga participações de referência na PT, no Bes, no Espírito Santo Financial Group, mas também mantém uma dívida que ascende aos 850 milhões de euros.
Compra a Media Capital, investe no fundo dos jogadores do Benfica, lançou uma OPA sobre a Media Capital...
Possivelmente sou eu que sou burro e não percebo nada disto...

Querem divertir-se um bocado? Então leiam a entrevista de Santana ao DE.

5 de outubro de 2009

Ouviram as declarações de MFL em Alcobaça? Claro que só mesmo ela para depois de uma derrota estrondosa lançar-se na fuga para a frente.
Dizia que o PS ainda não tirou as devidas ilacções. E ela tirou? Parece que não, pois caso contrário estaria longe da liderança.

E por falar em declarações, temos de falar nas de Cavaco Silva hoje. Existem realmente passagens que merecem atenção, nomeadamente a que refere que “devemos unir-nos em torno dos grandes ideais republicanos. Ideais que exigem, da parte dos agentes políticos, um esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”.
Exactamente, mas são mesmo todos os agentes políticos...

1 de outubro de 2009

Hoje tive de voltar a ler a estopada do discurso do Presidente da República. O motivo foram as notícias de hoje na imprensa.
Diz a imprensa que em Junho, Cavaco Silva substituiu o responsável pela informática em Belém.
Em Junho, então antes desta salsada toda.
Aliás a remodelação foi tão profunda que passou de Núcleo de Informática a Direcção de Serviços de Informática.
Mas se existiu remodelação é porque houve conversas.
Mas o Presidente diz: "Foi para esclarecer esta questão que hoje [29.9.09]ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir." (comunicação).
É demasiado complexo.

A azia é tanta que se insulta, mas por escrito. Mais que estava à espera de ser ministro, já que nem euro deputado foi. Um pouco mais de educação não lhe fazia mal nenhum. E são estes os intelectuais deste país. Estamos feitos...