30 de julho de 2009

Porquê? Ao que parece o Governo assinou um protocolo com diversas religiões com vista a que os seus membros se deslocassem a hospitais, cadeias, etc., para que todos que o desejem possam receber assistência pelos pastores dessas mesmas Igrejas.Por mim não vejo obstáculo nenhum, só não posso concordar em que seja o Estado a pagar esses serviços.
Quem solicita paga, não pode ser o meu e outros bolsos a pagar também um serviço desta índole.
Penso que existem coisas muito mais importantes que merecem, esses sim, que o Estado invista valores monetários.

Manuela Ferreira Leite veio dizer que o Estado não deve tributar os ricos directamente, mas sim tributar certos produtos por forma a que os ricos paguem na mesma, mas de outra forma que não pelo IRS e deu o exemplo de um iate.
Não sou apologista do tal aumento de IRS para quem ganhe mais de cinco mil por mês, mas daí a acompanhar Manuela vai uma grande distância.
Se eu fosse rico, comprava o iate em Malta e registava-o nas Antilhas e assim… lá vai o tributo indirecto.

Segundo o “Correio da Manhã” a professora condenada a pena suspensa por abuso sexual de menor vai recorrer do inquérito disciplinar do Ministério da Educação que determinou a sua demissão.
Se há algo que está errado, é tão só a pena aplicada pelo tribunal: dois anos e meio de pena suspensa.
Afastamento imediato da docência e proibição de empregos na função pública bem como averbamento do crime por 25 anos em registo criminal.

25 de julho de 2009

Cavaco percebeu que se quiser um segundo mandato e não ser acusado de fazer campanha descaradamente pelo PSD, terá de ficar com a co-habitação estável. Por outro lado, não sabendo o resultado das eleições e perspectivando a não existência de uma maioria estável o que poderá implicar o aparecimento de um governo de iniciativa presidencial, Cavaco decidiu investir numa boa relação com o Governo actual. Só assim se compreende as declarações proferidas na Áustria e que devem ter deixado o PSD em estado de choque. Disse o Presidente que o deficit português é semelhante ao de “todos os outros países da EU” e que não compromete a zona euro.

Santana Lopes, vá-se lá saber porquê, adora a baixa política. Já teve provas de que não é um investimento rentável, mas persiste. A entrevista ao i é prova disso mesmo.

Manuela Ferreira Leite tem mais um problema: as tiradas do seu ideólogo Pacheco Pereira.

A Igreja, devagar, devagarinho, lá vai metendo o bedelho na política. Sem vergonha um conjunto de padres da baixa lisboeta escreveu um artigo a apoiar Santana. A falta que faz um Marquês de Pombal, ou um Joaquim António de Aguiar.

João Cordeiro da Associação Nacional de Farmácia, teve uma atitude verdadeiramente deplorável. Associar a farmácia pública do H de Santa Maria aos casos recentemente ocorridos no referido Hospital revela, no mínimo, uma falta de respeito para com os doentes e para com os portugueses. No mínimo exige-se um pedido de desculpas público. Alguns dos proprietários e dos farmacêuticos deste país merecem mais respeito.

22 de julho de 2009

Conselho de Ética? Mas que ética? Alguma vez o Conselho se aventurou em avançar com qualquer projecto, ou mesmo ideia que fosse, sobre o Testamento Vital? Claro que não. Imbuído de pensamentos alicerçados num catolicismo retrógrado e bacoco sempre serviram mais de entrave que propriamente de avanço para o que quer que fosse. Agora vêm, do alto do seu púlpito exclamar aos quatro ventos que apoiam a ideia, mas não a lei. Souberam tão só impregnar o seu parecer de adjectivos arrasadores (confuso, insuficiente, contraditório, incompreensível), mas não tiveram capacidade ou discernimento para dizerem: a vossa proposta não serve, eis a nossa. Preferem continuar na amálgama, num género de nem é carne nem é peixe e continua tudo como está. Parabéns, porque do alto da vossa cátedra ditaram que homens e mulheres deste país continuem impedidos de poderem optar livremente por serem ou não sujeitos a tratamentos absurdos que só lhe provocam o aumento de dor e, tantas vezes a incompreensão de uns quantos.

O caso do aluno do 8.º ano que com nove negativas transitou para o 9.º ano, ameaça tornar-se num caso nacional, com repercussões negativas quer para o aluno, quer para a família, quer para a Escola. Tem sido de bradar os comentários que se vão escrevendo nos muitos blogues que versam a temática da educação, ou tão só destilam veneno contra o ministério. Alguns, acrescente-se, de uma pesporrência tal, que deixam a quilómetros o Manifesto Anti-Dantas do Almada Negreiros. Só não dizem, morra o ministério, morra! Pim porque sabem que muitos deles, se não estivessem sobre a sua alçada, nada fariam… Eu não acredito que os professores que se sentaram naquele Conselho de Turma sejam perfeitos idiotas. Penso que ponderaram muito bem nos prós e nos contras da atitude que assumiram. Se me disserem que custa ver um caso destes, claro que custa. Mas também é um facto que houve sempre meninos e meninas neste país que só completaram os estudos porque os paizinhos eram os sr. e a sra. Fulana Tal e nada mais. Aos professores e políticos que decidiram usar este caso como arma de arremesso que metam a mão na consciência e respeitem os intervenientes.

Israel voltou a fazer orelhas moucas à comunidade internacional e continuou a implantar duas dezenas de casas em Jerusalém Oriental. Dizem que o objectivo é judaizar. O objectivo também pode acabar em ar mas não é judaizar, antes sim espezinhar. Depois digam que os Palestinianos são maus…

14 de julho de 2009

Tem razão. Cavaco Silva aproveitou a cerimónia comemorativa do 160º aniversário do Tribunal de Contas, que se realizou no Ministério das Finanças, para salientar que Portugal enfrenta há anos um "problema grave" de finanças públicas, especialmente ao nível da despesa. Imbuído do espírito eleitoral que ultimamente tanto o tem caracterizado fez ainda questão de salientar que a resolução dos problemas que afectam as finanças públicas "deve ser partilhada pelo conjunto das entidades responsáveis pela aprovação, execução e controlo da despesa", para além de que, a defesa dos direitos dos contribuintes já não é apenas de equidade fiscal, mas exige também "uma avaliação rigorosa sobre a forma como seu dinheiro é gerido e repartido, ou seja, sobre a transparência, os benefícios, a justiça e a equidade dos gastos do Estado".
Será que Cavaco se estava a recordar de que o o desvio de execução financeira do CCB terá sido superior a 400%. E para que não se esqueça o secretário de Estado da Cultura é o homem dos concertos de violino de Chopin e hoje candidato de novo à autarquia lisboeta.

Ontem, vá lá a gente saber porquê, o Bastonário da Ordem dos Médicos declarou ao JN que "o tema da gripe não tem importância nenhuma" e que andamos todos a perder tempo com "uma doença banal".
Até eu, que não tenho formação nesta área, acho que são declarações levianas e que roçam mesmo a irresponsabilidade.
Já não bastaram aqueles que viram os preços das viagens descerem e caminharam lestos para os aeroportos denotando uma falta de respeito pelos outros, temos agora o sr. Bastonário.
No dia em que falecer o primeiro português cá fico à espera de ver o dr. Pedro Nunes a dizer que não disse nada disso e a remeter as culpas para o Governo.

E agora a finalizar, a notícia que dispensava dar. Até sempre Palma Inácio.

13 de julho de 2009

Hoje foi lida a sentença do caso Fernando Ruas. Se fosse num país normal o sr. dr. Ruas tinha suspendido o mandato de presidente da Câmara e da ANMP. Mas claro como é Portugal empurra-se com a barriga para a frente.
Claro que o autarca foi considerado culpado e foi-lhe atribuída pena.
Mas o mais engraçado foi ouvir alguns presidentes de Junta, nomeadamente o de Silgueiros que disse que os magistrados deviam estudar linguística para perceberem melhor as expressões usadas na Beira.
Primeiro, sou da Beira e não vejo que a expressão «Arranjem lá um grupo e corram-nos[aos vigilantes da natureza] à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento. Estou a medir muito bem o que estou a dizer» seja uma expressão especial da Beira.
Segundo, deixo aqui a definição de Lingística de acordo com o Departamento de Linguística da Universidade Nova de Lisboa:

O que é a linguística? Para que serve a linguística?
A Linguística é o estudo científico da linguagem, que se manifesta na diversidade das línguas e dos textos e que define o ser humano por oposição às outras espécies. É objectivo central da Linguística estudar a estrutura de várias línguas, não para as aprender, mas para as compreender.
A Linguística procura responder a questões como as seguintes:
• Como funcionam as línguas? Como é que se relacionam entre si e como se diferenciam? Que características e estruturas das línguas se encontram em todas as línguas e quais as especificidades de cada uma?
• Como é que as crianças aprendem a falar? Como é que aprendemos novas línguas?
• Como é que se relacionam os sistemas de comunicação de outras espécies animais, como os golfinhos, com a comunicação humana?
• Haverá factores biológicos e inatos a condicionar o formato das línguas humanas?
• Como e por que é que as línguas mudam ao longo dos séculos?
• Que variáveis condicionam os diferentes usos das línguas?
• Qual a relação entre língua e pensamento, língua e sociedade e língua e cultura?

Para que se possa encontrar respostas para estas e outras perguntas, os linguistas estudam a estrutura das línguas em todos os seus níveis, como a organização dos sons nas palavras, das palavras nas frases ou das frases nos textos.


Estamos conversados

9 de julho de 2009

Desculpem, mas importam-se de repetir?! O presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, acusou o Governo de estar desorientado. Relvas só pode estar a brincar.
Numa altura em que Manuela Ferreira Leite faz coro com António Borges e diz que afinal não rasga tudo, não sei muito bem de que lado está a desorientação.
Talvez seja mais cordato concluirem que são incapazes de criarem algo de novo e que só lhes resta manterem as políticas que não são deles, mas que são as importantes para o país.

Por falar em Governo, ontem ouvi Paulo Portas a dizer que os governos que legislam muito no fim do mandato, acabam por fazer asneiras.
Também estou de acordo, mas será que Portas se estava a referir ao tempo em que foi governo com Santana Lopes? Aí até se legislou depois de demitidos.

5 de julho de 2009

Este fim-de-semana aumentou o consumo de Eno nas zonas de São Caetano à Lapa, no Caldas e na zona de Belém. A culpa desta azia toda é de Ricardo Espírito Santo e da sua entrevista ao Jornal i.

Mas como é evidente o supra sumo que deu e continua da dar que falar foi a travessura de Manuel Pinho na Assembleia da República.
Manuel Pinho nunca foi um ministro que me provocasse grande euforia, sendo que algumas vezes o afirmei aqui.
As gaffes foram mais que muitas, mas também sou obrigado a concordar que fez um bom trabalho em matéria de energias alternativas e que se preocupou e muito com o preservar de alguns dos muitos empregos que estavam em risco.
Só que isto não lhe dá o direito de cometer esta loucura, loucura que o atingiu a ele, a Sócrates e ao PS.
Percebo que não é fácil aturar alguns apartes na Assembleia, mas é um acto condenável e sem desculpa.
Mas o PSD não pode lançar foguetes.
Um seu deputado teve linguagem verdadeiramente obscena e insulktuosa para com um outro deputado e o partido não teve qualquer atitude digna, que no mínimo seria a de substituir de imediato o deputado.
Na Assembleia Regional da Madeira os deputados do PSD e João Jardim dizem as maiores barbaridades e que acções são tomadas? Nenhumas.
Reitero a condenação da atitude e do gesto de Manuel Pinho.

Ainda devido a este caso... Manuel Pinho no dia em que foi demitido (para mim foi assim e ponto final), concedeu uma entrevista à SIC Notícias, onde revelou um caso pessoal e que está directamente ligado a circunstâncias de saúde da sua esposa. E ao revelar este caso, salientou que apresentou queixa à Ordem dos Médicos e que ainda não recebeu resposta.
Claro que o sr. Bastonário da Ordem dos Médicos veio de imediato e do alto da sua cátedra dizer que o caso se encontrava em investigação e que isso era a prova de que todos eram tratados da mesma forma e que não existia favorecimentos por ser ministro.
O sr. Bastonário pode ter razão na questão dos favorecimentos, mas seis anos à espera é inadmissível quer para um ministro quer para um vulgar e incógnito cidadão e a desculpa não colhe porque à seis anos Pinho não era ministro.
Imperdoável sr. Bastonário.