22 de dezembro de 2009

Uma das poucas multinacionais portuguesas está a uma curta distância de passar para mãos estrangeiras, mais especificamente brasileiras.
Pois é, a Cimpor está a ser alvo de tentativas de compra por várias outras outras empresas brasileiras.
Mas convém especificar que tudo isto tem origem nas guerras intestinas que se têm verificado pelo poder dentro da Cimpor e verdade seja dita que a Teixeira Duarte está na primeira linha das culpas.
Espero que o Governo, através da CGD, esteja consciente dos riscos que a empresa está a correr.

20 de dezembro de 2009

Em que ficamos? Todos nós sabemos como é Marcelo Rebelo de Sousa. Aliás é por isso mesmo que já lhe resta pouca credibilidade analítica. Não foi por acaso que, apesar de ele bem ter pedido, não lhe apareceu nenhuma vaga de fundo.
Quando Sócrates venceu as eleições, de imediato Marcelo se apressou a dizer que eram dois anos. Agora já diz não às eleições antecipadas.
Assim não Professor.

19 de dezembro de 2009

Fernando Madrinha falou - não directamente saliente-se - no Expresso de hoje, do desaguisado entre António Costa e Pacheco Pereira durante a Quadratura do Círculo.
Pois bem, sobre o caso em questão, importa dizer que António Costa está de parabéns. Já era tempo de alguém dizer a verdade a Pacheco Pereira, se bem que a culpa é inteira de Carlos Andrade e não é de agora, já vem do tempo da TSF.
O programa dura basicamente 45 minutos. Sem contar com Carlos Andrade, moderador do programa, são três elementos: Pacheco Pereira, António Lobo Xavier e agora António Costa (antes foi o José Magalhães e o Jorge Coelho). Pois bem, Pacheco Pereira entre as suas declarações, apartes (propícios à interrupção quer das declarações dos outros, quer do fio condutor da conversa) recusas em aceitar as indicações(poucas, saliente-se) do moderador, a maior parte das vezes ocupa mais de metade do tempo, pelo que a outra metade é dividida pelos outros dois intervenientes e o moderador.
A democracia não se propala somente, pratica-se.

Vergonhosamente o PSD e o CDS e também algumas associações do sector agrícola impediram que o ex-ministro Jaime Silva ocupasse o cargo de chefe de gabinete do novo comissário europeu da Agricultura.
Resumindo: um português foi impedido por alguns compatriotas seus, de assumir um cargo elevado na estrutura agrícola europeia, cargo aliás, para o qual tinha sido já convidado.
Enquanto formos dominados por esta pequenez sórdida, nunca seremos um país Grande.

Espero e desejo que a Cimpor continue "por cá".

Mais uma cimeira que só serve para a fotografia. Copenhaga ficará para sempre como uma vergonha. Obama não é o dono de nada.

15 de dezembro de 2009

E depois querem credibilizar a política. Com acções destas não é de certeza. Convoquem-se novas eleições para o município.

Poderão estes artistas ser encarregados da formação dos nossos filhos? Claro que não? É pena que nestes casos não vejo o solícito Mário Nogueira a dizer seja o que for.

14 de dezembro de 2009

De quando em vez o poder político dá-nos uma roda de excelência e nós, não só a recebemos de bom grado, como ainda a aplaudimos.
Vem isto a propósito dos muitos comentários que ouvi hoje acerca da proposta ontem feita pelo secretário de Estado da Administração Local.

Que alterações estão previstas?
São alterações relativas às questões da inelegibilidade. Alguém condenado em tribunal não poderá recandidatar-se nem na eleição intercalar, nem na seguinte.

A impossibilidade de recandidatura só se aplicará em caso de condenação?
Sim, mas os pronunciados definitivamente por crime doloso, cuja pena seja superior a três anos, serão objecto de suspensão de mandato. Estas alterações farão com que se subtraiam da vida política local alguns episódios que, por vezes, são utilizados para macular o poder local. Não queremos que isso aconteça, porque os autarcas dão o seu melhor, em todo o país... Excerto da entrevista ao JN de ontem.


Porquê esta minha ideia.
Porque o Governo prepara-se para legislar sobre uma matéria em que nós povo, somos soberanos: as eleições.
Será que nós não possuimos capacidade e discernimento suficientes para no momento do acto eleitoral fazermos a selecção.
Eu falo por mim e julgo que por muitos outros. Alguma vez eu seria capaz de dar o meu voto a quem esteja pronunciado por crimes cometidos dentro das funções autárquicas, ou por crimes que estejam tipificados como merecedores de pena mesmo que suspensa.
Claro que esse candidato não merece ter o meu apoio. Digo o meu, digo o nosso.
Mas para isso é preciso legislar?
Se não impera o sentido ético por parte do candidato e se submete à eleição, deve imperar o nosso sentido de responsabilidade e não depositarmos o nosso voto nesse candidato.
Sempre que se legislar sobre algo que esteja directamente ligado à ética e a dignidade do ser humano será o mesmo que passar um atestado de burridade a todos nós.
Talvez seja altura de começarmos a pensar seriamente nestas questões.

10 de dezembro de 2009

Voltámos à Roma antiga. Na Roma antiga, a escravidão que se verificava na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano, tal como hoje acontece, acabou por produzir problemas sociais. O imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou por criar a política “panem et circenses”, a política do pão e do circo.
Este método era do mais simples que se podia imaginar: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante esses eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão).
O objectivo era assim alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava acabava por esquecer os problemas e não pensava em revoltar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.
Pois bem, hoje só falta o pão, porque o circo é diário.

9 de dezembro de 2009

Começo a ficar cansado de Medina Carreira. O homem destila veneno por todos os poros. Mas se ele só destilasse veneno a coisa não ia mal. O pior é que decide promover-se a omnisapiente. Todos os outros são burros. a inteligência só lhe foi distribuída a ele.
Ei sei que nas "Novas Oportunidades" nem tudo está correcto. Eu sei que o nosso sistema de ensino tem alguns defeitos. Todos nós estamos conscientes disso.
Agora há algo que não podemos, nem devemos, deixar de ter em consideração: a parte não faz o todo.
E mais, a verborreia não acrescenta nenhum valor.
Ficava-lhe bem apresentar publicamente as suas ideias. E não me refiro somente a teorias.
Apresente as teorias, mas consolidadas na prática.
Apresente o como devia ser (na sua opinião), o como se faz e o que custa.
A crítica a nós já não nos interessa. O que interessa são soluções.

8 de dezembro de 2009

Deixem-se lá de brincadeiras. Olhamos para a imprensa e o que é que vemos?
Vemos que o défice da CP é actualmente de 3,1 mil milhões de euros. Vemos que a agência de notação financeira Standard & Poor’s piorou a avaliação da dívida pública portuguesa de “estável” para “negativa”. Vemos que o desemprego ultrapassou os 10%.
Então e face a isto tudo a oposição continua a brincar e o governo e o PS a dar-lhe troco.
Se não estão satisfeitos com o programa de Governo, que aliás foi sufragado e saiu vitorioso das eleições, tenham a coragem e derrubem o Governo.
Agora não podem é continuar a brincar com o país.
O país está acima das questiúnculas partidárias e dos desejos incontidos de vingança por parte de uma oposição que o é, porque foi derrotada.
E entretanto, o senhor que gosta de estar sempre atento, parece que está distraído.

E já agora, se bem que não seja do meu agrado escutar os termos utilizados por Sócrates na admoestação a Portas, sou forçado a concordar que a falta de respeito que grassa no emiciclo é deveras confrangedora. O facto de quando alguém discursa existirem elementos nas bancadas que não param de falar alto e invectivando quem está no uso da palavra demonstra tão só uma coisa: falta de educação, respeito e pouca propensão para a vida democrática, sim que a democracia não se funda só na liberdade política, em eleições livres e outras premissas que tais. A democracia tem por base a educação e o respeito pelos outros.

5 de dezembro de 2009

Semana após semana assistimos a uma degradação não só da política, mas também da própria sociedade.
O PS, partido que sustenta o Governo, decidiu fazer frente aos partidos da oposição, em vez de se remeter para uma posição de apresentar medidas que não se limitem a apoiar o sim às corporações.
O PSD está apostado em derrotar Sócrates. E curiosamente não é através de eleições, pretende forçar o poder judicial a derrubar o Governo.
Não sei se todos e volto a repetir todos, estão conscientes do caminho estreito que percorrem.
Todo o trabalho encetado na anterior legislatura está a cair por terra.
Neste momento parece que só importa é derrubar Sócrates seja a que preço for.
E não posso fugir ao "Face Oculta".
Algo não está bem.
E não me esqueço da indicação dos advogados de José Penedos, de que há acusações que podem ruir como castelo de cartas.
E reporto estas palavras ao caso de Vara.
Armando Vara foi apresentado no início como sendo o grande estratega do polvo liderado pelo sucateiro Godinho.
Hoje, e depois de ver as medidas que lhe foram impostas, acabo por pensar que possivelmente não era estratega e que o polvo não mais do que uma minúscula lula perdida no oceano.
Talvez que a acusação não tenha assim tantas provas como fez crer no início e estejamos perante algum show-off que nos pode custar muito.
Fiquemos a aguardar, mas prevejo algo de esquisito.

4 de dezembro de 2009

Uma sondagem interessante e deveras demonstradora.


Manuela Ferreira Leite averbou nova derrota. Carlos Carreiras foi o carrasco de serviço.

3 de dezembro de 2009

Ontem, quando tomei conhecimento das declarações do deputado do PS Ricardo Rodrigues na Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento, onde o mesmo disse que "dirigentes políticos, como Manuela Ferreira Leite, usaram no seu argumentário político declarações que dão a entender que há três meses a presidente do PSD tinha conhecimento das escutas[a Sócrates]", fiquei a pensar que já não bastava e era suficientes o anda e desanda de Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento, aparecia agora mais esta achega, que me levava a pensar estarmos a entrar na loucura total.
Curiosamente fiquei à espera de que Manuela Ferreira Leite explicasse, pedisse, exigisse, tomasse medidas ácerca de tal frase.
Afinal enganei-me e redondamente.
Ferreira Leite limitou-se tão só a dizer: "o problema que está em causa não tem a ver com o acesso às escutas - tem exactamente a ver com o facto de o povo português não conhecer o conteúdo das escutas".
Perante isto, será possível que a líder do PSD tivesse conhecimento?
Se assim for, e talvez fosse interessante esclarecer devidamente esta questão, a justiça está em causa e acreditem que não é pela lei, é sim pela parte humana.

2 de dezembro de 2009

Uma notícia destas só mesmo ao feriado para passar despercebida. Eu sei que não podemos virar costas aos compromissos assumidos, mas num momento de dificuldades orçamentais como este, com o deficit orçamental como o actual, com o investimento como está, nós damo-nos ao luxo de emprestar dinheiro...
Espero que os juros sejam compensatórios. Pelo menos nós pagámos e bem.

Que estranho?! Será que esta determinação do cardeal também abrange os padres pedófilos? Ou será como a bula na Quaresma (Antigamente, a Igreja vendia as “bulas” e “indultos”. Mediante o pagamento de certa importância por pessoa, ficavam estas desobrigadas da proibição de comer carne na Quaresma e em todas as sextas-feiras do ano. Quem não pudesse pagar esta “penitência” só tinha que cumprir, da outra forma, os preceitos de bom cristão: Não comer carne na Quaresma e em todas as sextas-feiras do ano) e aqui o facto da Igreja ter pago elevadas indmenizações, resolve o problema.

30 de novembro de 2009

Coube ao nosso país organizar a XIX Cimeira Ibero-Americana. Até aqui, nada de mais e embora estejamos conscientes de que as nossas finanças não estão para faustosidades, percebemos que há eventos a que não podemos fugir. Assim sendo, e parafraseando o nosso povo, "tudo como dantes, quartel em Abrantes".
Ora esta mesma Cimeira ocorre em Cascais no Hotel Cascais Miragem.
Assim sendo, o Governo decidiu reservar o Hotel por inteiro. Também aqui continua o tal "quartel" de que falei antes.
Agora é que as coisas alteram.
A delegação da Presidência da República à referida Cimeira achou por bem pernoitar as duas noites no referido hotel, ou seja: reservaram para esse "staf" 22 quartos ao preço módico de 200 euros por noite. Possivelmente que este preço só deve abranger pequeno almoço.
Agora imaginem qual a razão para esta estadia?! Questões de funcionalidade!!!!???
Dir-me-ão que como o hotel já estava reservado, não existe dispêndio.
Não será bem assim, já que, ao que parece, os lugares podiam ser ocupados por outras delegações que elas mesmas pagariam a estadia.
Não sei porquê, mas este episódio faz-me lembrar que a realeza portuguesa, a partir dos finais do séc. XIX, começou a passar férias em Cascais, atraída pelas águas terapêuticas do mar...
ler aqui

Gosto da analogia que foi feita.

27 de novembro de 2009

Foi sem surpresa que assisti ao comunicado da Associação Sindical dos Juízes Portugueses. Já estava à espera disto. Lamentavelmente não assisti a comunicados aquando do conhecimento público de que uma decisão da Relação chegou em primeiro ao empresário. Não vi comunicados quando os juízes entraram no mundo do futebol.
Este processo Face Oculta, é complicado. Estou consciente que muito de verdade existe, mas muito de inverdade também perpassa por aquelas linhas.
É importante que as decisões da magistratura sejam fundamentadas na legislação, nas provas e na convicção, mas sempre.
Não podem existir derivações conforme os casos, para que não fique a ideia de que aqui e ali poderão existir alguns resquícios de uma qualquer "vendetta".


Se é verdade, como é que isto foi possível?

O Governo foi hoje "derrotado" na AR relativamente ao novo Código Contributivo. Devo salientar que, neste momento, me fazia alguma impressão a entrada deste novo Código em vigor. Percebo e apoio a sua criação, mas o problema é que desde esse momento até hoje, o Mundo sofreu profundas alterações que inviabilizavam essa entrada em vigor.
A oposição não se remeteu somente ao Código Contributivo, foi mais longe. E esse mais longe implica que só existe um caminho: aumentar a dívida e o nosso país não pode de maneira nenhuma entrar por essa solução.
Esperemos agora por soluções reais por parte de quem arranjou o imbróglio.

24 de novembro de 2009

Hoje li um artigo no DE que me deixou a pensar seriamente no que andaram e andam a fazer a este pobre país.
Não basta falar do avanço tecnológico, da queda nas vendas, na crise, etc., e etc.
É preciso ter a coragem de falar de como nasceram essas mesmas oficinas, sendo certo de que o que falamos para as oficinas, podemos falar para as tipografias, as empresas de construção e mais algumas categorias profissionais.
A partir dos anos oitenta, instalou-se em Portugal a ideia de que todos poderiam ser patrões. Um género de capitalismo popular, com mania de poderoso empresário.
O simples tipógrafo decidiu ter uma empresa, o aprendiz de mecânico fez a sua oficina e o trolha constituiu a sua empresa de construção.
Alguém percebia alguma coisa de empresas?
Ninguém.
E alguém se importou com isso?
Ninguém.
Os bancos batiam as palmas de contentes com as oportunidades de negócios que daí decorriam. O Estado andava maravilhado: aumentava o tecido empresarial e aumentava a receita de impostos. As associações dos diversos sectores não cabiam em si de contentes, já que isso significava para elas um aumento de associados, logo de poder.
Para além destes todos existia o novo empresário que, de repente, se via alcandorado a um lugar mais elevado no patamar social (pensava ele), ficava mal o antigo patrão, já que o novo empresário arrastava consigo alguns clientes e ficava mal a concorrência, ao contrário do que muitos possam pensar.
E foi assim que este imbérbere país, num repente, se viu pejado de pequenos empresários. Claro que as empresas nasceram tortas quer na parte humana, quer financeira, quer mesmo estratégica. Claro que estas empresas só podiam competir através dos preços baixos, e foi isso que fizeram.
Com fraco poder económico estas empresas sempre dependeram de pequenos incentivos que o Estado, na sua infinita bondade e misericórdia, fez questão de ir distribuindo.
Só que isso não foi suficiente e hoje essas empresas estão de rastos.
A culpa dever ser redistribuída. O Estado e as associações sectoriais são as grandes culpadas. Agora vamos pagar com língua de palmo, este pseudo-capitalismo, e claro quem paga nunca são os culpados.

23 de novembro de 2009

Vítor Constâncio, digníssimo governador do BdP, diz que para se controlar o défice até 2013 será preciso implementar novas medidas, que podem passar pelo aumento dos impostos.
Por mim, o aumento pode ser já amanhã, desde que o aumento saia do ordenado princepesco de sua excelência.


Estranhei ter visto como um dos convidados para as jornadas do PSD, o bispo do Porto D. Manuel Clemente, depois li o artigo de hoje do CM e percebi logo: tanta trapalhada só mesmo com a benção de um bispo.

22 de novembro de 2009

Acho o máximo o novo Governador Civil de Lisboa. Para isto, mais vale extinguir o lugar e rapidamente.

O arquitecto que dirige o "Sol" deu uma entrevista ao "CM", onde diz que esteve quase a falir por causa do primeiro ministro.
Que curioso, talvez devesse dizer que o seu desejo de derrotar o "Expresso" gorou-se e que afinal, contrariamente ao que gostava de afirmar, ele não era o "Expresso" e a prova está bem à vista.

Todos os males da justiça, têm sido assacados à alteração das leis penais, só falta saber se este caso é ao penal ou ao processo penal.

15 de novembro de 2009

Gostei do artigo de Pedro Marques Lopes hoje, no DN.

A propósito do artigo que referi anteriormente (e devo dizer que é um excelente artigo) apetece-me dizer que não gosto desta onda! Os jornais são agora os Juízes, os jornalistas passaram a ser os acusadores públicos e os Portugueses os jurados!
Eu, como quase toda a gente sabe que Sócrates também tem defeitos tal como todos nós. Mas, que diabo, as eleições foram em Setembro e o Povo elegeu quem quis.
Depois de 35 anos de Democracia será este o exercício da Liberdade!
Sou um defensor nato da Livre Informação mas, não posso deixar de colocar algumas interrogações: Isto é jornalismo? Isto é informação? Isto é Liberdade?
Ou estamos tão só perante um simples acto de coscuvilhice pejada de vergonha e invejosa que se alberga à sombra da Democracia?
Não posso dizer que tudo isto é fado, mas sem dúvida nenhuma posso dizer que tudo isto é triste!
Iguamente triste é a nomeação de Filipe Boa Batista, ex-secretário de Estado adjunto do primeiro ministro para o conselho de administração da ANACOM.

13 de novembro de 2009

Ferreira Leite queria que Sócrates falasse, pois bem aí está e estou certo que Ferreira Leite já está arrependida.

12 de novembro de 2009

Estou preocupado seriamente com o caso "Face Oculta", não que nele esteja implicado, mas porque de repente tudo se está a esboroar, como se de uma arriba se tratasse.
Posso estar deveras equivocado, mas quase que me apetece fazer uma analogia com o mundo do futebol, e não é pelas frutas e demais acepipes, trata-se de Sócrates.
Como não o derrubaram no terreno tentam agora na secretaria.
A agulha está virada para ele e dalí não sai.
Importa saber se isto não é o reverso da melhada do posicionamento face a algumas corporações adoptado na anterior legislatura.
Eu espero que não, mas perante tudo isto assalta-nos a dúvida.
Mas este caso vai mais longe.
As fugas são demasiado cirúrgicas e dão a ideia de que são destinadas a fazer guerras entre os vários poderes.
Porquê? Não sei.
Isto mina a confiança de todos nós.
Se acrescentarmos a notícia de hoje do "Público" e sabendo como todos sabemos que existe uma luta fratricida entre o Ministério Público e a Magistratura, então devemos ficar muito mas muito preocupados.
Se pensarmos nas palavras de Noronha do Nascimento ontem na RTP, percebe-se essa luta, nomeadamente quando diz que as investigações devem passar para um juíz e sair das mãos do Procurador do Ministério Público.
Talvez a referida notícia do "Público" seja a resposta.
Será que a nossa democracia resiste a toda esta parafenália, a esta luta desenfreada, a esta falta de ética e educação que vai grassando na nossa sociedade?
Espero bem que sim...

Mas a ética, meus senhores, a ética. Jaime Gama teve de fazer reajustamentos nas viagens dos deputados. Será preciso impor por escrito aquilo que deveria ser a prática corrente...
A história que tirou Gama do sério é digna de figurar nos anais, só não sei quais...

Que raio de regulamentos são estes! Será que é necessário ir buscar os atletas à Alfredo da Costa?!

11 de novembro de 2009

Estou a ficar cansado desta história do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E estou a ficar cansado porque a cada dia que passa vejo a Igreja a meter-se num assunto que não lhe diz respeito.
Admirados?!
É a minha opinião.
O que é o casamento civil para a Igreja?
O casamento civil não existe para a Igreja. Esta só reconhece validade ao casamento religioso e nada mais.
Assim sendo porquê estes senhores andarem aí a debitar sentenças e a aconselhar caminhos se eles pura e simplesmente não aceitam.
Estou farto destes pseudo-moralistas.


9 de novembro de 2009

Só agora tive oportunidade de ler a entrevista de José Manuel Pureza, líder da bancada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, ao Rádio Clube e ao "Correio da Manhã" de ontem.
Acreditem que gostava de levar o BE a sério, mas a cada dia que passa, tal vai-se tornando verdadeiramente impossível.
Vejam estes dois fragmentos da entrevista:

.....
ND – Voltando ao programa do Governo. Acha que devia ter sido diferente do programa eleitoral do PS?
- Devia ter sido diferente.
ND – Mas o PS foi eleito com aquele programa.
- Claro que foi, mas também foi com aquele programa que o PS foi punido eleitoralmente. Perdeu maioria absoluta e deputados. É necessário que o PS perceba que a circunstância política mudou e que a velha circunstância social se manteve. Nós estamos a abrir uma legislatura num tempo em que o cenário político mudou mas em que o cenário económico e social se manteve. Há um apodrecimento da situação social em Portugal.


e

ARF – O BE não tem medo de eleições antecipadas? Não se vai deixar chantagear pelo Governo?
- Absolutamente. Isso não é questão que se coloque. Nós seremos fiéis ao nosso programa.

.....

Por favor não se incomodem, mesmo que sejam a incoerência levada ao extremo.
Conclusão: o PS que venceu as eleições deveria apresentar um programa de Governo diferente do programa eleitoral. O Bloco, que perdeu as eleições será sempre fiel ao programa.
Ora abóbora meus senhores, os programas são são para serem cumpridos, caso sejam do BE, porque se forem dos outros, devem ser modificados.

8 de novembro de 2009

Hoje quero falar do "Face Oculta". Primeiro estamos somente perante arguidos e não culpados e isto é deveras importante.
Depois, porque existem pormenores que gostaria de ver esclarecidos e isto não é de tão somenos importância como possam pensar.
Segundo, porque mais uma vez pasmei porque vi imagens da peça processual, auto de busca (seja lá o que for) nos telejornais da RTP, quando ainda estavam as diligências a decorrer.
Terceiro porque houve arguidos que o foram na praça pública, mesmo antes de o serem judicialmente.
Agora importa avançar para a ética.
Ser ético é procurar sempre e sempre o bem, combater vícios e fraquezas, cultivar virtudes.
Mas a ética também abrange toda reflexão que fazemos sobre o nosso agir e sobre o sentido ou a nossa missão, bem como sobre os valores e princípios que inspiram e orientam a nossa conduta, procurando a verdade, a prática de virtudes e a felicidade.
Não podemos, nem devemos confundir ética e moral, a ética não cria a moral nem estabelece os seus princípios, normas ou regras. Ela já encontra, numa dada sociedade ou grupo, a realidade moral vigente e parte dessa realidade para entender as suas origens, a sua essência, as condições objectivas e subjectivas dos actos morais e os critérios ou parâmetros que justificam os juízos e os princípios que regem as mudanças e a sucessão de diferentes sistemas morais.
A ética também estuda e trata a responsabilidade do comportamento moral, a decisão de agir numa dada situação concreta é um problema prático moral; investigar se a pessoa pôde ou não escolher e agir de acordo com a decisão que tomou é um problema teórico-ético, pois verifica a liberdade ou o determinismo aos quais os nossos actos estão sujeitos. Se o determinismo é total e vem de fora para dentro não há qualquer espaço para a liberdade, para a autodeterminação e, portanto para a ética.
Poderão perguntar porquê este texto?
Mas este texto é fundamental.
É preciso varrer de uma vez por todas de uma série de tainhas (um peixe que anda sempre na costa à "babugem") que poluem a nossa sociedade.
Mas isto não passa só por correr com essas "tainhas", é preciso que o Estado esteja disposto a colaborar seriamente nesta questão.
A minha ideia será que forçosamente o Estado tem de ser uma pessoa de bem e honrar os seus compromissos, ou seja, o Estado deverá liquidar as suas dívidas no período de 30 dias ou, no máximo, 45 dias.
Posto isto, e porque hoje as soluções tecnológicas são vastas, colocar em rede todas as empresas devedoras ao fisco, ou que tenham sido alvo de coimas ou de processos fiscais, ambientais ou outros e essas empresas têm de ser afastadas dos concursos com o Estado.
Os concursos deverão ser sempre revistos pelos gabinetes jurídicos das empresas e aí será feita a selecção dos concorrentes. Aqueles que estejam na lista negra serão de imediato excluídos.
Mas atenção que mesmo que o empresá possua vinte ou trinta empresas, basta que uma esteja em condições não aceitáveis e todas as outras serão de imediato excluídas, bem como todas as que o empresário detenha participação maioritária ou não.
Poderão dizer que isto não será suficiente.
Pode não ser, mas será um ponto de partida.
Importa salientar que o grande problema são os negócios com o Estado ou com as grandes empresas públicas.
A partir daí, e se ficar provado que existiu corrupção, o corrompido deverá ver os seus bens arrestados a favor da empresa e no valor do prejuízo causado.
Chamem-me utópico se quiserem, mas eu preocupo-me com o que grassa ao meu redor e não estou disposto a deixar que o eu dinheiro sirva para alimentar negociatas, negociatas essas que não só más para os directamente prejudicados, são igualmente para os outros empresários que assim se vêem afastados de forma indecorosa do direito à livre concorrência.
As sanguessugas, sejam elas de onde forem enojam-me.

6 de novembro de 2009

Rir faz bem, por isso aqui fica esta para o fim-de-semana.

Com tanta coisa para fazer por essas autarquias fora. Marcelo é um manobrador nato.

Fiquei ontem a saber que o jogador do Sporting, Anderson Polga, deve 180 mil euros ao fisco. Espectáculo.
Estou tentado a lançar uma colecta para ajudar o sr. a pagar. Com ordenados daqueles como é possível agora pagar tal quantia.
Fosse eu e já tinha ficado sem casa, mesmo que fosse dormir debaixo da ponte.

4 de novembro de 2009

A propósito do casamento entre pessoas do mesmo sexo apraz-me registar o seguinte comentário, e atenção que não está em causa a aprovação na Assembleia, com referendo, ou até mesmo a matéria em apreço.
Este comentário tem origem em declarações do deputado do PP, Ribeiro e Castro.
Diz o referido senhor que o PS, por não ter maioria absoluta, não tem "legitimidade para avançar com questões que não estão debatidas na sociedade portuguesa".
Vamos lá ver se percebo: as maiorias absolutas são más, isto sempre afirmou o PP, mas matérias há que só podem ser resolvidas com maioria absoluta.
Nenhuma questão está debatida na sociedade. O Orçamento não está, a Lei de Defesa Nacional não está, a compra de submarinos não foi debatida, isto são só alguns exemplos...
As carambolas de Ribeiro e Castro já me tinham deixado agastado, mas agora fiquei mesmo perplexo.
Que mais nos faltará ouvir...

falta ouvir isto... será possível?

2 de novembro de 2009

Parece que o programa de Governo é igual ao programa apresentado na campanha e sufragado em acto eleitoral. Como é igual, os partidos da oposição gritaram aqui d'el Rei.
Claro que se não fosse igual, os mesmos partidos da oposição gritariam d'el Rei aqui.


O "Lobo" partiu. António Sérgio permanecerá... Obrigado

1 de novembro de 2009

A revista do "Correio da Manhã" de hoje veio dar-me razão relativamente ao caso de Ermelo que publiquei aqui anteriormente.
Não fico feliz por ter razão, frico antes, preocupado.

31 de outubro de 2009

É fundamental ler o editorial de João Marcelino hoje no DN.

Marcelo deve estar mais que arrependido de ter tido a postura senatorial. De repente ele passou a ser o "D. Sebastião" que todos esperam, todos, todos, não. Quase todos.
Já se percebeu que Passos Coelho deseja a liderança do PSD como uma qualquer cidadão deseja acertar na chave do euromilhões. Porquê, não se percebe muito bem, já que a sua visão ultra neo-liberal não augura nada de bom ou mesmo fundamental para o nosso país, mas isso é outra parte da história.
De repente todos apoiam Marcelo e porquê?
Esta é uma legislatura complicada, sendo que o PSD não é um interlocutor privilegiado, assim sendo importa deixar que o PS se embrulhe, se possível com o CDS, e que o PSD passe este tempo sem muitas ondas. Para que esta última parte se verifique não interessa "queimar" mais dirigentes, e as várias correntes perceberam isso. Logo o que é que se impunha fazer? Manter os delfins sossegados e deixar que alguém que tem estatuto e carisma suficiente avançasse contra Pedro Passos Coelho, por forma a que este não saia vitorioso da contenda e ao mesmo tempo continuarem com um líder a prazo que sairá assim que as múltiplas sensibilidades começarem a com a guerrilha.
Esta solução é como sopa no mel para Sarmento e para o próprio Paulo Rangel.
Aguardemos para ver se as previsões que todos fizeram, não saem furadas...

29 de outubro de 2009

A "Europa" cometeu hoje um erro de que se vai arrepender amargamente. Aliás, hoje foi, de certo, a primeira de muitas chantagens.
Que podemos nós esperar de quem se subjuga.
Tenho vergonha desta "Europa".

Armando Vara foi constituído arguido, entre outros, por alegadamente ter recebido dez mil euros para um acto de corrupção.
Será que o BCP paga tão mal aos seus vice-presidentes que os obrigue a, alegadamente, cometerem actos de corrupção por 10.000€. Muito a mim me admira...

27 de outubro de 2009

Que estranho o bispo de Vila Real não retirou as paróquias ao padre Fernando Guerra.


Manuela Ferreira Leite decidiu trocar as voltas aos barões e baronetes do PSD e dá o seu apoio ao delfim de Miguel Veiga, Paulo Rangel.
Diz-se à boca pequena que Marcelo está fulo da vida, por não ter visto a sua ideia de salvador aceite.
Estou curioso para ver a luta entre Veiga e Ângelo Correia.


Os médicos e os enfermeiros estão a recusar a vacina da gripe. Curiosamente estão a recusar porque acham que não está devidamente testada e, mais curioso têm todo o apoio quer da Ordem dos Médicos quer do Sindicato dos Enfermeiros. Têm consciência que esta sua posição descridibiliza toda a campanha de vacinação? Mais, o mais curioso é que nunca vimos tal posicionamento aquando de toda a discussão.
Coisa estranha...

Será que também é culpa do Código Penal.

Olha a crise.

22 de outubro de 2009

Será que nos tomam por parvos!? A caldeirada entre a PT, a Ongoing, a Prisa e agora a CGD, está longe de terminus.
Se a história entre a Ongoing e a Prisa já era estranha, mais estranha ficou com a mistura da PT e agora, com a CGD então é que ficou esquisita. E falta ainda "esmiuçar" o papel do BES e do BCP.
Claro que a CGD tem razão para estar de pé atrás com o negócio do investimento da PT na Ongoing.
E mesmo para o comum dos mortais, que vê estas questões de milhões como se fossem temáticas de outra galáxia, não deixa de ser esquisito que o Comité de Investimentos da Previsão, a sociedade que gere os fundos da PT, invista 75 milhões de euros na Ongoing, sendo que a Ongoing é accionista da PT (tem 7% do capital da PT) e que Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, faz parte do tal Comité de Investimentos da Previsão.
Tudo muito estranho...

20 de outubro de 2009

Os feudalismos de hoje. A matéria que se vai seguir é polémica já que expõe a minha visão sobre o caso de Ermelo.
Inicío dizendo que me repugna o assassinato e que espero que a justiça não seja branda com o assassino.
Deixando esta primeira observação avanço para o caso, não com o ponto de vista judicial, mas antes sociológico/antropológico e do político.
Do que me foi dado ouvir às pessoas quer de um lado quer do outro e mesmo das autoridades, nas reportagens das televisões e nos jornais, sou obrigado a concluir que estamos perante um caso que nada tem a ver com a política, quanto muito terá a ver com a disputa pela liderança de uma população, sendo que a política, aqui, era um elemento acessório e não fundamental.
O 24horas (esta edição online tem um erro, já que a pág. 13 versa ainda a mesma matéria) dizia mesmo que as desavenças vinham do tempo da tropa.
Antes de Abril, os senhores eram o regedor, o pároco, cabo da GNR e o senhor da cidade que tinha casa na aldeia.
Com a democratização da sociedade o leque dos senhores alargou-se. Entraram mais profissões e, inevitavelmente gente com mais dinheiro.
A máxima de que em terra de cegos, quem tem olho é rei, é uma verdade inquestionável.
O grande problema destas tricas nas aldeias é que a guerra não se queda somente pelos intervenientes directos. Estes fazem questão de arregimentar outros elementos para as suas barricadas, elementos que são alheios a tudo, mas que de uma forma ou de outra são obrigados a terçar armas pelos seus "senhores".
Transportando isto para as eleições autárquicas recentes, gostaria de salientar que em Ermelo estão criadas as condições para existirem problemas.
Perante tudo o que se passou o PS retirou a sua candidatura, ficando só a do PSD. Como é evidente a lista do PSD ganhou e a viúva da pessoa assassinada é a presidente da junta.
Mas terá esta senhora condições de exercer o cargo? Claro que não.
Penso que o melhor que podia e devia ter acontecido era o PSD ter retirado a sua lista (estou consciente que se a situação fosse ao contrário o PS também não retirava).
Ermelo precisava de uma junta liderada por uma comissão, presidida por um juiz. A magistratura não pode servir só para ter cargos no futebol.
É forçoso pacificar a povoação e esta solução não contribui em nada para isso.
Chorem-se os falecidos, castiguem-se os culpados, mas salve-se a povoação.
Para terminar deixo-vos uma pequena nota sobre a votação nesta freguesia.
Os membros da mesa de Ermelo foram substituídos por pessoas que vieram de Vila Real e existiram mais que muitas reclamações.
Algumas delas prendem-se com o facto de algumas pessoas não poderem votar por familiares, tendo uma habitante dito alto e bom som "sempre votei pela minha mãe e hoje não me deixaram".
É assim a democracia eleitoral por esse interior fora.
O feudalismo é isto mesmo.

19 de outubro de 2009

Eu só não percebo como é que este senhor continua a exercer a advocacia.

Deveras importante e interessante é o facto de a União Europeia (UE) aproveitar a 61ª edição da Feira do Livro de Frankfurt e vai hoje lançar oficialmente a sua biblioteca digital gratuita, com 50 anos de arquivos históricos em 50 idiomas diferentes. 23 línguas são oriundas de 27 países da UE, além de documentos em chinês e russo.
Ao todo, serão 110 mil publicações (12 milhões de páginas) editadas desde 1952 por instituições, agências ou outras organizações comunitárias. "A partir do momento em que a biblioteca digital estiver online, ninguém poderá queixar-se de dificuldades para consultar textos legislativos e documentos anexos", sublinhou o comissário europeu do multilinguismo, Leonard Orban.
O documento mais antigo da biblioteca é um discurso de Jean Monnet na sessão inaugural da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). A biblioteca poderá ser consultada em www.bookshop.europa.eu.

17 de outubro de 2009

Sempre me surpreendeu a ascensão meteórica de Paulo Rangel, o eurodeputado do PSD. Hoje o Expresso esclareceu-me o porquê. Trata-se do delfim do histórico Miguel Veiga. Estamos falados. E atenção de que assim sendo a liderança também é objectivo.
Agora é ver qual dos históricos tem mais peso, se Miguel Veiga, se Ângelo Correia e, no meio de tudo isto, onde entram os barrosistas, mendistas, santanistas. Só não falo dos cavaquistas, porque esses levaram o golpe de misericórdia com esta direcção.


Parece que a liderança do grupo parlamentar não está a fazer só mossa no PSD. O BE também fervilha.
José Manuel Pureza, professor de Coimbra, foi eleito mas sem unanimidade. Ao que parece tal se ficou a dever ao facto das tendências PSR e UDP terem chumbado o nome de João Semedo. Amor com amor se paga ou será que estamos perante um qualquer posicionamento para a corrida à liderança do partido.

Falei aqui de Deus Pinheiro e da sua triste figura, mas será que ele estava certo da vitória do PSD e já se julgava um género de senador como segunda figura do Estado (artigo 132 da Constituição Portuguesa). Como a coisa falhou, mandou tudo às urtigas.

16 de outubro de 2009

Imaginem que estes senhores chegavam ao governo, desculpem lá qualquer coisinha, mas...
Vejam bem o que o Pacheco já anda a fazer....

15 de outubro de 2009

Alguém me explica o porquê de João de Deus Pinheiro ter encabeçado a lista de deputados por Braga?


Lamentavelmente tenho de me rir da ERC. Foi dada à estampa pelo referido organismo a deliberação relativa ao final do Jornal de 6.ª da TVI e claro que ao lê-la veio-me à memória uma outra deliberação do mesmo organismo e sobre o mesmo programa
A de Maio, e a actual.
E depois querem ser levados seriamente, tenham juízo.

Gosto do editorial do DN.

13 de outubro de 2009

Só hoje foi possível marcar presença para comentar as autárquicas. O PSD tem mais câmaras (140 com as coligações), logo, e por este ponto de vista, o PSD é o vencedor. Só que que as coisas não são só assim.
As análises são feitas de mais parâmetros.
Basta consultar os resultados e verificamos que estamos perante mais um passo para o abismo do PSD. Menos votos, menos mandatos e perca de Leiria, Castro Daire, Barcelos, entre outras. É certo que retiraram Faro ao PS, mas só não chega. E o pior é que vem na sequência da derrota das legislativas.
Esta queda permanente não é boa para o actual momento. O país precisa de um governo forte, decidido e actuante. Mas o país precisa igualmente de uma oposição forte e actuante.
Quanto aos demais partidos, julgo que o CDS/PP deve estar mais que arrependido de ter assinado o acordo, já que continua um partido residual.
A CDU continua em queda e a perder bastiões no Alentejo.
O BE embandeirou em arco com os resultados das legislativas e agora despistou-se e chocou de frente.
Muito mais podia ser dito, mas julgo que os resultados já foram escalpelizados o suficiente.
Falta enviar parabéns para Felgueiras e Marco de Canavezes.
Pé ante pé a verdade vai vencendo.

12 de outubro de 2009

Pedro Santana Lopes falou cedo de mais. Afinal perdeu a Câmara e também a Assembleia.
Logo haverá mais análise-

10 de outubro de 2009

A chantagem dos checos. De repente a Checoslováquia impõe condições para a assinatura do Tratado de Lisboa. Mas não são umas condições quaisquer.
O presidente checo quer incluir no Tratado uma cláusula para evitar que os alemães expulsos da antiga Checoslováquia após a Segunda Guerra Mundial peçam indemnizações junto do Tribunal Europeu de Justiça, ou seja, em 1945 que um decreto do então Presidente Edvard Benes revogou a cidadania a centenas de milhares de checos de etnia alemã, bem como o seu direito à propriedade, apesar de muitos viverem no país há várias gerações. A medida surgiu como uma represália pelas atrocidades nazis.
A maioria dos refugiados germânicos partiu para a Alemanha e para a América do Norte. Muitos alemães autorizados a ficar nas terras checas acabaram por abandonar o país devido ao clima de perseguição das autoridades de Praga. Ao todo, cerca de três milhões de pessoas foram afectadas.
Acontece que o presidente Vaclav Klaus diz que «não podemos permitir que juízes de Malta ou de Espanha, que têm assento no Tribunal de Justiça Europeu e que ignoram a história da nossa região, decidam que os alemães têm direito a recuperar os seus bens», já que «o tratado permite aos queixosos contornar a justiça checa e apresentar as suas reclamações directamente ao Tribunal Europeu de Justiça».
Por mim a União já tinha resolvido o problema. Confrontada com esta exigência, nada melhor que dizer aos checos que fecha a torneira dos fundos e ponto final.
Se é chantagem, então chantagei-se.
Não são reivindicações para melhorar a Checoslováquia ou a favor da União, são reivindicações que se destinam a branquear momentos da história que em nada dignificam a Europa.
Se querem branqueamentos comprem Tide ou Omo, esses é que tratam da brancura.

8 de outubro de 2009

De novo a magistratura. Já bastava a questão do juiz Rui Teixeira, ou mesmo a acção disciplinar do Procurador Geral da República a um procurador do Porto, era preciso ainda o caso de João Palma.
Claro que são casos distintos. E se o caso de Rui Teixeira me provoca apreensão por várias razões, já os outros dois são inteiramente líquidos.
Vejamos por exemplo o último.
João Palma é o Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP).
Ora o SMMP diz respeito ao Ministério Público, e este é o órgão do Estado encarregado de o representar, exercer a acção penal e defender a legalidade democrática e os interesses que a lei determinar (artigo 1.º da Lei Orgânica do Ministério Público).
Até aqui tudo bem, embora seja minha opinião que os magistrados fazem parte dos órgãos de soberania, logo não lhes é possível o associativismo, mas mesmo que não houvesse a circunstância anterior que é também opinião de muita outra gente, verifica-se que o referido magistrado está colocado na IGAI (Inspecção Geral da Administração Interna).
Lendo um e outro, não vejo em que é que os dois se cruzam.
Assim sendo, não vejo como é que um elemento destacado num determinado lugar pode subtrair tempo a esse mesmo departamento para tratar de situações sindicais que não se prendem com esse departamento nem com quem lá trabalha.
Mas claro tudo isto é ética e quanto a isso feijões...

7 de outubro de 2009

Aproxima-se a "noite dos facas-longas" no PSD. Passos Coelho já não esconde que quer de imediato o lugar de MFL. Marcelo Rebelo de Sousa continua nas "ponderações" maquiavélicas tão ao seu jeito, sendo que o seu objectivo chama-se Presidência da República. A linha mendista também anda por aí e a barrosista deu já sinais de vida pelo seu membro mais ilustre: Morais Sarmento.

E isto fica por aqui, ou também vamos ver outras profissões (advogados, médicos, etc., etc) objecto da mesma atenção?

Que estranho, ao que parece a situação financeira da Ongoing alberga participações de referência na PT, no Bes, no Espírito Santo Financial Group, mas também mantém uma dívida que ascende aos 850 milhões de euros.
Compra a Media Capital, investe no fundo dos jogadores do Benfica, lançou uma OPA sobre a Media Capital...
Possivelmente sou eu que sou burro e não percebo nada disto...

Querem divertir-se um bocado? Então leiam a entrevista de Santana ao DE.

5 de outubro de 2009

Ouviram as declarações de MFL em Alcobaça? Claro que só mesmo ela para depois de uma derrota estrondosa lançar-se na fuga para a frente.
Dizia que o PS ainda não tirou as devidas ilacções. E ela tirou? Parece que não, pois caso contrário estaria longe da liderança.

E por falar em declarações, temos de falar nas de Cavaco Silva hoje. Existem realmente passagens que merecem atenção, nomeadamente a que refere que “devemos unir-nos em torno dos grandes ideais republicanos. Ideais que exigem, da parte dos agentes políticos, um esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”.
Exactamente, mas são mesmo todos os agentes políticos...

1 de outubro de 2009

Hoje tive de voltar a ler a estopada do discurso do Presidente da República. O motivo foram as notícias de hoje na imprensa.
Diz a imprensa que em Junho, Cavaco Silva substituiu o responsável pela informática em Belém.
Em Junho, então antes desta salsada toda.
Aliás a remodelação foi tão profunda que passou de Núcleo de Informática a Direcção de Serviços de Informática.
Mas se existiu remodelação é porque houve conversas.
Mas o Presidente diz: "Foi para esclarecer esta questão que hoje [29.9.09]ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir." (comunicação).
É demasiado complexo.

A azia é tanta que se insulta, mas por escrito. Mais que estava à espera de ser ministro, já que nem euro deputado foi. Um pouco mais de educação não lhe fazia mal nenhum. E são estes os intelectuais deste país. Estamos feitos...

30 de setembro de 2009

Pacheco Pereira não consegue aceitar que o PSD perdeu as eleições e não vai formar governo. Será que Pacheco queria ser ministro? E já agora de quê? Da propaganda, só pode.

Lembram-se de Cavaco, enquanto primeiro ministro, ter dito que se devia ajudar o presidente[Soares] a terminar o mandato com dignidade? Pois é, pela boca morre o peixe...

29 de setembro de 2009

Media Capital/TVI. A primeira parte da minha previsão já está, aguardemos pelo resto da festa. Claro que percebo o porquê de Manuela não querer sair.

Cavaco falou e aos costumes disse nada. Um discurso recheado de malabarismos linguísticos, mas pensado ao milimetro. Aliás saliento as análises feitas pelo director do "Expresso" no Jornal das 9 da SIC Notícias e a análise de Luís Delgado no Jornal das 10 também da SIC Notícias.
Para além disso importa esclarecer que o calendário que se aproxima é complicado para Cavaco. Após dar posse ao governo e durante seis meses não o pode demitir, depois não o pode demitir 6 meses antes das eleições presidenciais, assim sendo Cavaco está em maus lençois.
Outra coisa importante: Cavaco não pode tomar-nos por parvos.

28 de setembro de 2009

Vamos lá então.
Primeiro estou satisfeito porque tinha bilhetes para toda a temporada de Rodeo e se o BE ganhasse, tinha perdido o dinheiro já que eles iam proibir o espectáculo.
Segundo, as declarações de Maria José Nogueira Pinto à SIC devem figurar no anedotário nacional. Realmente não percebo qual foi a mais valia de ela ser candidata pelo PSD. Capaz de dizer aquilo tem o PSD aos montes e não os aproveita.
Terceiro, gostei de ver a fuga para a frente do "gazeteiro-mor" (José Pedro Aguiar Branco), de Deus Pinheiro e de Rui Machete.
Mais haveria para dizer, mas vamos à parte séria da coisa.
Contra tudo e contra todos, o Partido Socialista ganhou. Sei que se esgotaram os frascos de "Eno" e nem mesmo assim passou a azia para muitos.
Claro que todos eles dizem que venceram as eleições, mas é mentira.
No início da campanha todos estavam em igualdade de circunstâncias: zero votos, zero deputados.
Ontem à noite o PS teve mais votos e mais deputados (não é Eduardo Cintra Torres?!).
Mas avancemos.
Ontem o PS foi um vencedor, mas podemos engrossar a fila dos que se sairam bem da noite, juntando Paulo Portas.
É verdade o CDS/PP de Paulo Portas subiu estrondosamente para o terceiro lugar, beneficiando dos votos de quantos se recusaram a votar PSD/Manuela Ferreira Leite e, importa dizê-lo de uma excelente campanha, pensada e executada em pormenor.
O BE que se afirmou como um grande vencedor, não o foi tanto assim. Vejamos.
Louçã fez campanha para derrotar o PS e contra Sócrates e centrado num resultado que lhe permitisse ser a terceira força no Parlamento, por forma a que o PS se visse obrigado a recorrer ao BE. Enganou-se e falhou. Aliás só os seus votos, são insuficientes.
Quanto à CDU, caminha a passos largos para ser um partido residual. E ficará mais residual se perder alguma influência nos sindicatos.
O PSD, é o derrotado, arrastando Alexandre Relvas, Pacheco Pereira e Cavaco não fica nada bem também

27 de setembro de 2009

Deem a volta que quiserem, mas o PS venceu as eleições e os outros perderam, ponto final parágrafo.
Amanhã cá estaremos para falar.

25 de setembro de 2009

A campanha está a chegar ao fim. Agoras vamos todos reflectir e domingo logo veremos. Poderá haver surpresas. O Bloco deverá parar de crescer, a CDU deve efectivar a consolidação, o PP deverá crescer, o PSD deverá perder e possivelmente por 7 pontos e o PS vai ganhar.
E ganha porque a oposição decidiu, em vez de mostrar as suas propostas fizeram uma campanha pela negação: não ao Sócrates, não ao PS, não aos ministros. Não às obras públicas, não ao investimento, não, não, não...
Poderiam dizer, nós estamos aqui porque temos estas ideias para o país.

A propósito de programas deixo aqui uma questão: o BE proibe os rodeos, mas não diz nada sobre touradas. Em Portugal existem, como todos sabemos milhares de rodeos e não existem touradas. E depois nos rodeos estamos a falar de animais que são montados por homens durante uma curta fracção de tempo e as touradas são espectáculos onde se espetam ferros nos animais.
Mas vocês querem saber o porquê?! Porque a única câmara do Bloco de Esquerda é Salvaterra de Magos, terra de touros e toureiros.
Estamos conversados...

Sobre a campanha, penso que deve ser feita uma alteração à lei eleitoral. Nesta campanha verificou-se que Louçã forçou a Universidade de Aveiro a abrir as portas para uma sessão de esclarecimento num dos auditórios durante o dia. Eu chamo a isto uma violação, tanto mais que a reitoria não queria aceder ao pedido e muito bem.
As campanhas deviam ficar fora de Universidades e de alguns outros locais, tais como forças de segurança, por exemplo.

A Casa Civil da Presidência da República não acerta uma. A seguir às escutas, decidiu colocar a "boca no trombone" acerca da visita do Papa no próximo ano.
Vai lá vai...

24 de setembro de 2009

Ferreira Leite deu ontem mais uma pancada em Santana Lopes. Manuela disse que o povo sempre foi sábio nas escolhas que fez.
É verdade, até quando derrotou Santana e deu a vitória a Sócrates, o povo foi sábio.
É gaffe atrás de gaffe, dra. Manuela.
E que feliz deve estar Santana.

Toda a gente sabe que Maria João Avillez é unha e carne com o inquilino de Belém, daí que as suas declarações à SIC no dia em que Fernando Lima foi afastado, não são obra do acaso.
Pois bem, hoje a "Visão", de forma muito inteligente, avança com um artigo muito bom "Cavaco e o País à escuta".
De uma forma subreptícia ficamos com a certeza de que a outra fonte da Presidência da República, é Suzana Toscano.
A ser assim percebe-se o porquê de Cavaco Silva estar em silêncio. Suzana Toscano é um dos nomes ministeriáveis caso o PSD ganhe as eleições e uma das apoiantes indefectíveis de Manuela.
Assim sendo penso que Cavaco está a poupar Suzana, Manuela e o próprio PSD.

Agora quero rir. Manuela Moura Guedes, solicitou à ERC sigilo sobre as suas declarações acerca do caso do Jornal da TVI.
Até aqui nada de mais. O engraçado é o motivo para o sigilo.
Segundo uma fonte da TVI declarou ao CM “Manuela receia dizer a verdade à ERC, porque tem um compromisso de lealdade para com a administração e normalmente o processo e respostas dadas à ERC são públicos”.
Boa. Lealdade para com a administração?!
Foi então por lealdade que lhes chamou estúpidos.

E para que conste, vou rir-me outra vez, só para que conste [http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1371228] . Ai Pacheco, Pacheco... e a história da mulher de César.

A Mulher de César
A história conta-se que terá tido lugar no 1 de Maio do ano 62 a.C., há precisamente 2067 anos.Nesse dia festejava-se a Bona Dea (“a boa deusa”) em casa de Júlio César, recentemente eleito pontifex maximus (sacerdote supremo). Tradicionalmente, o acesso a estas festas estava reservado às mulheres. Pompeia Sula, segunda mulher de Júlio César, era a jovem e bela anfitriã do que era conhecido como uma orgia báquica reservada ao sexo feminino. Nesse ano as festividades acabaram em escândalo: Publius Clodius, jovem nascido em berço de oiro, mas conhecido pela sua insolência e audácia, estando apaixonado por Pompeia, não resistiu. Disfarçou-se de tocadora de lira e introduziu-se em tão reservada celebração. As coisas correram mal a Publius Clodius que acabou por ser descoberto por Aurélia, mãe de César, sem usufruir da bela Pompeia.
O escândalo correu por Roma o que levou César a divorciar-se de Pompeia. Publius Clodius foi acusado de sacrilégio e julgado em tribunal. O povo estava com Clodius e César, chamado a depor como testemunha, disse que nada tinha, nem nada sabia contra o suposto sacrílego. Foi o espanto geral entre os senadores: “Então porque se divorciou da sua mulher?”. A resposta tornou-se famosa: “A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita”.A mulher de César ficou eternamente sob suspeita. Publius Clodius beneficiou da demagogia de Júlio César e do receio dos senadores de perderem apoio popular.

23 de setembro de 2009

O semanário "Sol" perdeu a decência. Na sua edição online de hoje apresentava as seguintes notícias:
Directora do CEJ demite-se por divergências com o ministério da Justiça e
Directora do CEJ confirma demissão e recusa divergências com o ministério
Como é que é possível. A senhora negou as divergências, mas mesmo assim o "Sol" manteve a notícia.

Era interessante que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) e a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ dissessem publicamente de onde partem os ataques ao dito sindicalismo.

Falam, falam, mas não dizem nada.

Sobre Rui Teixeira, continuo a dizer porquê a proposta votada no CSM para não homologação da nota do juiz ter partido de Laborinho Lúcio. Isto são factos e é a única coisa que gostaria de compreender.
Fui eu que percebi mal ou a história do juiz Rui Teixeira é diferente. Diz-se à boca cheia que o congelamento se ficou a dever aos três elementos indicados pelo Partido Socialista.
Ora hoje li declarações de Ferreira Girão, vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura, de onde se pode concluir que esta questão não é devida a partidarização, mas sim devido à votação de uma proposta de Laborinho Lúcio, ex-ministro da Justiça de Cavaco Silva.

Entrámos no hábito de dizer o que nos vem à cabeça, sem que depois sejam daí extraídas satisfações.
Vem isto a propósito das declarações proferidas pela Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos. Disse a senhora que as farmácias nos hospitais só conseguem dar margens de 30 por cento às unidades se recorrerem a meios ilícitos, como venda de medicamentos contrafeitos.
Num país às direitas, a senhora era de imediata chamada a provar as afirmações, mas como vivemos nesta espécie de país, as afirmações gravíssimas vão acabar no esquecimento.

22 de setembro de 2009

A coisa está pior do que eu pensava. O "gazetas" [Aguiar Branco] diz uma coisa, Pacheco Pereira diz outra, Luis Filipe Menezes diz outra e Marques Mendes só fala de ética.

Não sei se é verdade, mas a acreditar nas contas da Lusa, os pilotos da TAP que vão fazer greve na quinta e sexta, querem um aumento de 1000 euros.
Boa, são 800 pilotos...
Mas que importa a gente paga.
Por morrer uma andorinha, não acaba a Primavera, diz o povo e com razão. Aproveitando o ditado quero dizer que apesar de Cavaco Silva ter "liquidado" o mensageiro, não terminou o problema.

Manuela Ferreira Leite disse hoje, sobre a demissão de Fernando Lima: “Não tenho elementos suficientes para poder pronunciar-me sobre esse caso específico. Esse é um problema do senhor Presidente da República e eu não interfiro nas decisões do senhor Presidente da República. “
Realmente este é um problema de Cavaco, mas é um facto que Manuela e o PSD fizeram questão de aproveitar o caso até à exaustão, claro que com o beneplácito de Cavaco.

21 de setembro de 2009

Cavaco mandou Fernando Lima às urtigas. É fácil, é o assessor, e consegue tapar sol, só que com... uma peneira.
Alguem acredita que Lima, fiel escudeiro, actuasse à revelia?
Não brinquem comigo.
Cavaco quis entalar Sócrates e o PS, só que as contas sairam furadas.
E dêm lá as voltas que quiserem, mas o Presidente da República, tomou partido nestas eleições, assim sendo ficava-lhe bem regressar já a Boliqueime.
E O PSD deve desculpas.
Mas o que se passa com Belém? As fontes oficiais, oficiosas, sejam elas quais forem andam boas da mona? Primeiro da história de Fernando Lima e das escutas, depois veio uma fonte oficial da Presidência confirmar uma diligência no Palácio de Belém para detecção de eventuais escutas, excluindo o envolvimento da PJ e do SIS.
Excluído o envolvimento da PJ e do SIS ao que parece por não garantirem confidencialidade, só restava a secreta militar, a Divisão de Informações Militares (DIMIL).
O problema é que o Estado-Maior-General das Forças Armadas garantiu que não lhe foi solicitada uma operação no Palácio de Belém para detecção de eventuais escutas.
Afinal quem é que fez o trabalhinho? Outra secreta? Mas há mais secretas?
Tudo é estranho.


E tudo é estranho, tanto mais que Marcelo Rebelo de Sousa, o sr. vichyssoise, já veio dizer que tudo não passa de um equívoco.
Se é, é dos grandes...

E por falar em Marcelo, como é que ele sabe que se Sócrates ganhar só governa dois anos? Não me digam que foi mais alguma fonte oficial? Oficiosa?

20 de setembro de 2009

Regressemos de novo às escutas. E regresso para falar de José Manuel Fernandes. O director do "Público" teve como primeira reacção, na sexta-feira, à aparição do mail, que esta se ficava a dever aos serviços secretos/informação.
Depois como percebeu que tinha metido o pé na argola, mudou. À noite, na SIC Notícias, a culpa já não era dos tais serviços, mas antes de alguém que os enviou de propósito da própria redacção do "Público".
Ontem a coisa alterou de novo. No Twitter, o sr. director passou a ter outra visão da coisa. Confirmou que não houve violação externa, mas diz que "nos mails há uma função chamada replay all e outra forward, misturar as duas dá asneira."
Isto diz ele do tal mail apagado dos computadores.
Mais, dá uma roda de inteligente aos que com ele trabalham.
E por falar em mails, parece que alguém andou a vasculhar o correio electrónico do provedor Joaquim Vieira.
E por falar no provedor dos leitores do "Público" é conveniente que o seu director, administrador, conselho editorial, de redacção, jornalistas, enfim os profissionais daquela casa, leiam com atenção o artigo de hoje "A questão principal", na página 39.

19 de setembro de 2009

Sobre as escutas importa destacar o seguinte:
- o "Público" vai ou não ser investigado pela ERC?
- José Manuel Fernandes vai ou não ser sujeito a investigação?
- José Manuel Fernandes vai ou não pedir desculpa aos serviços de investigação?
- O jornalista Alvarez vai ou não ser sujeito a processo?
- É verdade ou não que José Manuel Fernandes esteve para ir ou vai para o staff da Presidência da República? (CM)
- Cavaco vai continuar como Presidente depois disto?

Ainda sobre o caso. Se o caso foi de Abril de 2008 como é que o "Público" só o relata em Agosto de 2009, sendo que não pode dizer que esteve a investigar, já que o trabalho realizado na Madeira por um jornalista do mesmo jornal, nem sequer é referido?
O PS tem razões para dizer que está perante um combate desigual, uma vez que até o "árbitro" apoia escandalosamente uma das equipas.
Talvez que a matéria lhe caia no colo.

Para José Manuel Fernandes, o mail publicado pelo DN é verdadeiro, mas a notícia é falsa.
Que estranho, a notícia nada acrescenta, nem em nada difere do mail.

18 de setembro de 2009

O DN de hoje agarra para a primeira página um assunto que se vai estender ainda por muito tempo: a questão das escutas.
Esta questão nasceu em Agosto através de uma fonte anónima da Casa Civil da Presidência.
O Primeiro Ministro desvalorizou e o Presidente nem comentou, a meu ver erradamente.
Isto é um caso demasiado grave para se seguir a comédia protagonizada por Cavaco Silva e a fatia de bolo rei.
Logo em Agosto o Presidente tinha de ter tomado uma atitude: ou demitia o seu assessor ou apresentava queixa do Primeiro Ministro e do Governo na Procuradoria e demitia o Governo.
Agora perante o que sai a público a questão entra em bola de neve e não se vislumbra a maneira como acabará.
O que eu sei é que Fernando Lima, que curiosamente já tinha sido apontado como a tal fonte anónima por Louçã na semana passada no debate, tem de ser posto a andar, isto se o pPresidente quiser salvar a face.
Sim porque o Presidente perde toda a credibilidade ao vir citado como sendo o mandante desta história. E talvez até não seja um grande exagero referir que o Presidente deixou de ter capacidade de exercer o mandato.
A última palavra vai para o "Público". O Provedor do jornal, Joaquim Vieira, já falou sobre o caso no domingo com um texto com o título "Subitamente neste verão".
O director do "Público" já veio dizer que foi a secreta que entrou nos computadores do jornal. Claro que pode dizer o que quiser, até pode dizer que prestou um mau serviço ao jornalismo.
E a ser verdade o teor do mail de Alvarez (e nada me demonstra o contrário) ficamos a saber que o PR só acredita no "Público" e desconfia de todos os outros e pior que isso ainda fez questão de empurrar este assunto para cima de Alberto João Jardim.
O carácter também se vê aqui.

Alguns textos relacionados:

Ainda a deontologia jornalística. O código deontológico dos jornalistas é algo de muito sério. Pode mesmo dizer-se que estamos perante a bíblia da profissão.
Vem isto a propósito de que o JN, um jornal respeitável, cometeu uma falha inadmissível.
Refiro-me como é evidente à capa da edição de 17 de Setembro de 2009, que mostra os corpos das raparigas dentro do carro após o acidente que lhes provocou a morte.






17 de setembro de 2009

Gostei de ler as declarações de José Miguel Júdice à "Revista Sábado". Diz o antigo Bastonário dos Advogados que não vota na lista de António Costa para a CML, apesar de ter sido o ex-mandatário de Costa e apesar de apoiar António Costa. O que se passa é que Júdice não é capaz de apoiar quem, segundo ele, o enxovalhou.
A situação não se prende directamente com Costa, mas sim com Sá Fernandes que, desta vez, integra a lista do PS.
Só é pena que esta integridade não seja do âmbito geral.


Talvez fosse interessante saber quem foi o "garganta funda" que deu à estampa o caso dos votos comprados no PSD.


Por falar em "garganta funda" o Presidente da República discursou na entrega dos prémios Gazeta 2008 e falou do diálogo que manteve com o assessor, para fazer o discurso. Será que é este o assessor que se sente espiado?
Já agora, muitos salientam o discurso como uma excelente peça de humor. Desculpem, mas eu discordo- De humor não tem nada.

16 de setembro de 2009

Mira Amaral não pára de me surpreender. Hoje foi no "Expresso".

Por falar em "Expresso", o artigo de Miguel Sousa Tavares, na edição de fim-de-semana, é de luxo.

O atleta do lançamento do peso, o tal da "caminha" teve agora a seguinte frase numa entrevista ao Jornal i: "Por isso já ninguém liga ao que diz o Zé Povinho, que só pensa nas medalhas".
Alguém diz a este senhor que é o Zé Povinho que lhe paga para ele dizer estes dislates.

14 de setembro de 2009

Li um artigo interessante. É um artigo de Paulo Gaião no "Semanário".

Que estranho, oito greves e nove manifestações durante a campanha, a CGTP quer entrar directamente na campanha.

Fui fazer uma revisão de história universal e vejam o que encontrei. Em 2003, estávamos nós em recessão, o nosso governo era liderado por Durão Barroso e o ministro das Finanças era a Dr. Manuela Ferreira Leite que assinou com o governo espanhol o tal memorandum sobre o TGV.
O governo espanhol era liderado por José María Aznar, o líder do PP espanhol, ou seja o líder da direita de Espanha.
O que acontece hoje é que Espanha tem como Primeiro-Ministro o socialista Zapatero.
Assim sendo Manuela Ferreira Leite não aceita o TGV. Fosse o Raroy ouo Aznar e a música era outra, enfim...

12 de setembro de 2009

Nunca fui um grande adepto de Mira Amaral, mas sou forçado a tirar o chapéu à entrevista de hoje no jornal i.

Acabou o debate entre Sócrates e Ferreira Leite. Sócrates acaba por ganhar o debate, é verdade que por pouco, mas ganha. Sócrates ganha na parte política, na parte económica e mete umas farpas na parte social.
Mais uma gaffe fenomenal e que sabe que é mentira e baixa: o TGV e os espanhóis.

8 de setembro de 2009

Tenho de dar a mão à palmatória e recomendar aqui um excelente artigo de Daniel Proença de Carvalho. Chama-se "Liberdae/Dignidade" e foi dado à estampa no DE de ontem.

Mas o DE não se ficou só pelo artigo anterior. Marques de Almeida deixou igualmente uma excelente peça, que aliás vem na sequência de um outro escrito também no mesmo Jornal.

7 de setembro de 2009

Manuela Ferreira Leite perdeu ontem o debate com Francisco Louçã. Começa a configurar-se alguns problemas no interior do PSD.
As declarações hoje proferidas na Madeira são a prova cabal de que afinal ela precisa desesperadamente dos votos de Jardim.
Só que isto não augura nada de bom e também traz alguns encolhos aqui no continente.

João Palma, Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, diz que o caso Freeport só no próximo ano. Mas vale a pena ler bem a entrevista.

6 de setembro de 2009

Então não é que o 24horas decidiu fazer igualmente trabalho de investigação jornalística. Leiam os trabalhos publicados ontem e hoje e irão descobrir uma nova verdade na TVI.
Claro que isto tem sido um clamor. A história da asfixia democrática e de suspender quem discorda então tem assumido foros de número um.
Claro que talvez o facto de as pessoas quererem comemorar os 50 anos do queijo Limiano com algum excesso de ingestão deste lacticínio tenha provocado alguma amnésia.
Por exemplo Pacheco Pereira, candidato a deputado e que atropela tudo e todos no programa "Quadratura do Círculo", que agora vem muito indignado acusar Sócrates de ser o culpado do fim do Jornal da TVI. Claro que Pacheco Pereira esqueceu-se que enquanto deputado e mesmo líder da bancada do PSD, foi quem proibiu os jornalistas dentro da Assembleia da República.
Manuela Ferreira Leite diz que Sócrates e o governo afastam quem dele discorda.
Será que já se esqueceram que Pedro Passos Coelho, apesar de ser desejado pelas bases, foi afastado das listas de deputados só porque disputou o poder a Manuela. E não foi só ele.
Portas tem de olhar para trás e lembrar-se que afastou Nobre Guedes. Louçã deve recordar Joana Amaral Dias que porque apoiou Soares, foi dispensada. Do PCP basta recordar alguns dos militantes que se afastaram do líder e que de imediato foram afastados do Comité Central.
Mas voltando ao início, espero que o 24horas continue com as investigações.

4 de setembro de 2009

Continua a saga da Moura Guedes, só que vão aparecendo novos desenvolvimentos que talvez permitam começar a esclarecer esta situação.
Sem querer meter as mãos no fogo por ninguém gostaria de aqui dizer que o final do telejornal de sexta da TVI é mais prejudicial do que benéfico a Sócrates e ao PS. Assim sendo não acredito que tal seja obra do PS e do seu Secretário-Geral.
Mas registo que apesar de Vasco Beirão dizer que foi contra a decisão não se demitiu, E mais, afinal nem todos assinaram o baixo-assinado.
Para além disso, todos sabíamos que Manuela estava naquele lugar porque Moniz assim o quiz.
Mas importa também não esquecer que Henrique Garcia que estava indicado e foi o organizador do TVI24 e que à última hora foi afastado por Moniz.
E alguém acreditou na justificação para a saída de Júlio Magalhães da TVI24?
Saíu o Moniz e os clãs agitaram-se.
Esperemos por novas desventuras.
Importante também as declarações de Paes do Amaral.

3 de setembro de 2009

Tive o cuidado de ler tudo o que o "Portugal Diário", jornal da Media Capital dona da TVI, foi publicando sobre as demissões no canal de Queluz de Baixo

Veja aqui na íntegra o abaixo-assinado da redacção da TVI
TVI: redacção assinou abaixo-assinado de repúdio
Governo nega interferência na TVI
TVI: Sindicato mostra «repulsa e indignação»
ERC: cancelamento do Jornal Nacional é «inaceitável»
Moniz: cancelamento do Jornal de Sexta é «um escândalo»
Direcção de Informação da TVI demite-se

e creiam que fico estupefacto com um questão:

se está em causa os valores do jornalismo democrático e a pressão do Governo através da Prisa, como é que o director-geral da TVI não pediu a demissão?
Segundo Moniz, Vasco Beirão era o seu braço direito e partilhavam das mesmas ideias para a TVI e defendiam os mesmos valores, para além de uma amizade inquestionável.
Algo está muito mal contado e tal como pedi no caso de Alexandre Relvas, peço agora também: vamos todos ser crescidinhos e vamos falar a realidade.
Concorrência. A Autoridade da Concorrência (AdC) aplicou a maior multa de sempre às empresas do Grupo PT e Zon Multimédia, por abuso de posição dominante no mercado de acesso à banda larga. Ao todo são 53,062 milhões de euros.
Os factos remontam a 2002 e 2003, altura em que a Zon ainda integrava o Grupo Portugal Telecom. O regulador avança agora que depois das investigações em curso concluiu que existia um abuso de posição dominante por parte da PT e da Zon, nos mercados grossista e retalhista de acesso em banda larga.
O Conselho da Autoridade da Concorrência explicou numa nota enviada aos jornalistas que «decidiu aplicar às arguidas que integram o Grupo PT uma coima de 45,016 milhões euros e às arguidas que integram o Grupo ZON uma coima de 8,046 milhões de euros, perfazendo um total 53,062 milhões de euros».
Agora expliquem-me uma coisa, como na altura as duas empresas eram da PT, quem é que paga? Cada uma a sua? A PT tudo?
Como não têm força para as petrolíferas, vão acertando o passo às outras.
Assim é que é.

Alguém me explica como é que a Filipa de Castro a ex do jogador Beto é mandatária da juventude para o PS do Seixal? E a mandatária da juventude Carolina Patrocínio? São modelos de quê? Dignifiquemos a política se faz favor.

30 de agosto de 2009

Em nome da ética será necessário que Marcelo Rebelo de Sousa justifique as palavras proferidas na Universidade de Verão do PSD.
A história de duas eleições não é inocente, tanto mais que Marcelo é um elemento do Conselho de Estado e poderemos estar perante um golpe bem urdido. Aguardemos...

29 de agosto de 2009

Cavaco Silva aproveitou a inauguração de uma Fundação (nunca vi um país tão pequeno e com tanta apetência para a criação de Fundações) para mandar mais alguns recados.
É curioso, ou não quem sabe, mas sobre o comunicador da presidência nada, mas para tecer comentários tudo.
Mas entre as várias coisas que disse tem esta brilhante: «Eu conheço bem os problemas graves de Portugal. E por isso devo ser o último a contribuir para o desvio das atenções. Com certeza que alguns podem desejar afastar as atenções, porque o desemprego é elevado, porque Portugal tem problemas de competitividade, porque existem problemas de insegurança, mas nunca o Presidente da República».
Claro que conhece, alguns arrastam-se penosamente desde os tempos em que esteve à frente dos destinos do país.



Finalmente lá apareceu o dito programa do PSD. 40 páginas perfeitamente banais. Por exemplo no investimento público a ordem é para suspender o TGV, as novas infraestruturas rodoviárias (mesmo as adjudicadas, logo indmenizações à fartazana) e o aeroporto. Não para eliminar, mas sim para redimensionar, reavaliar e recandelarizar.
Isto é: será tudo para fazer desde que não seja na legislatura deste governo. Que estranho.
Mesmo que se percam fundos comunitários (Mota Pinto na entrevista ao jornal i, tenta tornear a questão, mas sabe que uma parte dos fundos vai à vida).
Relativamente ao desemprego, o programa quer estender com cariz excepcional e temporário o período de concessão do subsídio.
Estranho que seja agora uma prioridade e quando o PCP apresentou esta mesma ideia no parlamento, não tenha recebido o apoio do PSD. Será para "inglês ver"?
E nos impostos? Para além de descerem a TSU, querem acabar com o pagamento especial por conta, para além de outras medidas mirabolantes.
Curiosamente Manuela Ferreira Leire era deputada na altura em que esse pagamento foi criado e não vi que fizesse qualquer crítica, aliás a bancada do PSD, através de uma intervenção do então deputado Rui Rio saudou efusivamente a iniciativa.
Mas continuo a ter um receeio terrível desta senhora na questão dos impostos, e isto porque não me esqueço que foi ela que fez aquele negócio louco com o citygroup.
Muito mais poderia ser dito.
Poderíamos dizer que ficamos sem saber como é que os professores vão ser avaliados, porque o vão ser.
Em matéria de avaliações fico ainda surpreso porque se propõe alterar o actual sistema de avaliação dos professores, mas defende um nos mesmos moldes do que existe agora para os professores, só que para os juízes. E eu não digo que não devam ser avaliados.
Ficamos a saber das preocupações com as PME, mas nada é dito sobre matéria laboral.
Mais haverá para ler nas linhas e entrelinhas deste programa e é isso que vou fazer, mas algo afirmo desde já: não uso cheques e este é claramente um cheque, mas branco, para nós assinarmos.

José Eduardo Moniz deu uma entrevista ao jornal i. Realmente depois da entrevista de Paes do Amaral à Sábado, Moniz tinha de dizer algo, pena é que tenha disparado atabalhoadamente e tenha errado o alvo.

26 de agosto de 2009

Deixemo-nos de hipocrisias. O Governo do Reino Unido apresentou um conjunto de medidas para o combate à pirataria informática, uma das quais prevê o corte no acesso à Internet para quem faça downloads ilegais.
O Reino Unido pretendo com isto diminuir os prejuízos para a indústria de conteúdos.
Acabemos com a hipocrisia. Isto é uma pescadinha de cauda nos beiços.
Alguém me explica como é que um filme ou um cd que ainda não estão no mercado, aparece disponível para download? Aliás, muitas vezes estão em fase de gravação não definitiva e já se encontra o conteúdo disponível para download.
Façam uma pesquisa rigorosa e depois verão quem é que espalha os conteúdos na internet.
Para além disto também temos de pensar que muitas vezes é do interesse do produtor espalhar os conteúdos e isto porque há temas e grupos que só atingem o estrelato porque foram despejados na rede.

Há gente neste país cuja boca se assemelha a uma fossa: quando a abrem só sai trampa.

25 de agosto de 2009

Fosse eu o motorista, ou o dono do carro e estaria metido num lindo imbróglio. Mas como uns são filhos e outros enteados fiquemo-nos pelos relatos jornalísticos e aguardemos as declarações da PSP.
E já agora alguém me esclarece o que é um sinal de paragem explícito por parte de um polícia...
E o que é pequeno e usual contacto com o retrovisor, conforme refere o comunicado da SAD? E ninguém deu pelo toque? Claro, e eu sou o Papa Bento XVI...


António Borges, vice-presidente do PSD, deu hoje uma aula de economia na Universidade de Verão do PSD. A temática escolhida deve ter sido os bancos, já que ele não se coibiu de "bater" na CGD e no BCP.
Realmente de bancos é uma matéria que ele deve perceber ou não tivesse ele, entre 2000 e 2008, sido o vice-presidente do banco de investimentos Goldman Sachs International, um dos que ajudou a este imbróglio da crise que ainda vivemos.



Aliás hoje não foi um dia feliz para o PSD. Manuela teve uma reunião com o presidente da associação das empresas construtoras de obras públicas (telejornal da SIC -9.10) e a reunião deve ter corrido tão bem que a senhora passou pelo microfone com um ar que mais parecia que o dito microfone tinha lepra e por isso tinha de estar longe dele.
A juntar a isto temos o ouro de Santarém para Sócrates.
Foi uma azia tão grande que o Eno de sabor a laranja esgotou nas farmácias junto à S. Caetano à Lapa.

24 de agosto de 2009

Cavaco vetou mais um diploma. E vão doze. E penso que neste caso não colhe a ideia expressa pela presidência de que é mais um diploma feito à pressa, sem debate público e etc., e etc..
Este veto tem a ver com convicções.
Cavaco é um conservador nato, logo esta lei nunca fará parte dos seus planos.
Leia-se a mensagem na íntegra e recordaremos que a família para Manuela Ferreira Leite é para a procriação e percebe-se de imediato.
Não si porquê mas veio-me à memória o discurso do deputado do CDS, João Morgado, na Assembleia da República a 3 de Abril de 1982, quando disse que o “acto sexual é para ter filhos”.
Falta cá uma Natália Correia que na altura respondeu ao referido deputado com o seguinte poema:

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão de
que o viril instrumento
só usou - parca ração! - uma vez.

E se a função faz o órgão - diz o ditado -

consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

Natália Correia - 3 de Abril de 1982

23 de agosto de 2009

Pensei maduramente antes de falar no caso ocorrido na praia Maria Luísa, uma tragédia que vitimou de uma assentada uma família inteira (pai, mãe e duas filhas) e ainda mais uma pessoa do sexo feminino.
Pouco importa o que todos e mais algum possa dizer sobre a tragédia, o que importa é que se perderam vítimas humanas.
Como é hábito nestas coisas uns fogem às suas responsabilidades e outros procuram desesperadamente culpados.
Lamento ter de dizer isto, mas a culpa vai para as vítimas que apesar de um letreiro avisando do perigo fizeram questão de o desrespeitar.
Aliás é curioso, ou talvez não, que no dia a seguir à tragédia a SIC foi fazer uma reportagem à praia da Nazaré que tem uma vedação para impedir que os banhistas cheguem perto do sopé da arriba. Adivinhem lá para estavam os banhistas no dia seguinte à tragédia no Algarve? Para lá da vedação encostados à arriba. Isto é de gente com juízo? Claro que não.
Mas para além do desprezo que as pessoas demonstram pela sua própria vida, existe um outro factor que importa aqui deixar e que me provocou uma revolta profunda. Num dos muitos directos que a TSF fez ao longo do dia em que ocorreu a tragédia, o locutor questionou o repórter sobre a atitude dos veraneantes na praia. Disse o repórter que enquanto se procedia à procura das vítimas os banhistas continuavam a tomar banhos de sol ou banhos de mar, como se nada tivesse acontecido.

Ainda sobre a tragédia da praia Maria Luísa, apareceu agora o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público a dizer que o MP «tem necessariamente que abrir um inquérito-crime» à tragédia ocorrida, para «averiguar eventuais responsabilidades».
Acho que sim, mas também gostaria de ter visto o mesmo senhor a ser tão rápido a solicitar uma investigação ao erro processual que permitiu colocar na rua os assaltantes do Museu do Ouro em Viana.