30 de maio de 2010

A Igreja em bicos de pés. A Igreja está em bicos de pés porque Cavaco não vetou o diploma sobre o casamento gay.
Claro está que vivemos num Estado laico, mas isso para alguns não significa nada.
Aliás uma estrutura como é a Igreja tem sérias dificuldades em perceber o conceito democracia.
Tratem das muitas questões internas que têm e deixem lá o resto.

18 de maio de 2010

O risco da dívida portuguesa é o quarto que mais sobe no mundo recentemente, colocando Portugal na sétima posição da tabela mundial dos países com maior risco de incumprimento.
Se pensarmos que os mercados estavam a acreditar no esforço português, não se percebe tudo isto, ou será que mais alguma coisa existe?
Claro que existe mais.
Josef Ackerman, presidente do Deutsche Bank, e um dos interessados em estabilizar os mercados, decidiu manifestar as suas reservas sobre a capacidade de Portugal resolver o problema do défice.
Não bastava os ataques dos especuladores, era preciso vir também este artista.
Mas o problema não fica só por aqui.
O que realmente está a acontecer é que de uma forma mais ou menos encapotada, alguns dos maiores da Europa apontam o dedo aos países mais frágeis, por forma a estarem fora da mira dos que ganham à conta da desgraça alheia.
Sim, não nos podemos esquecer que a dívida externa da Alemanha é assombrosa, a da Espanha ultrapassa a nossa, a Itália está como está, etc. e etc.
Quando o Comissário Almunia disse o que disse, todos lhe "foram ao osso". Ackerman falou e todos se encolheram.
Será que é por ser alemão?! Tenham lá paciência.

Porque estamos numa de economia gostaria de falar dos bancos portugueses. À não muito tempo era fácil encontrar as instituições bancárias a oferecerem tudo e mais alguma coisa nos créditos aos particulares, a encentivar o governo a avançar desbragadamente para grandes obras, enfim uns "mãos largas".
De repente, como o dinheiro ficou caro e não está aí à mão de semear, aqui del-rei que está tudo mal.
Vai daí que os spreads aumentam assustadoramente e as grandes obras têm de ser travadas.
Palavras para quê...

15 de maio de 2010

Foram-nos ao bolso. É verdade. Em nome de um déficit maluco que por cá se instalou, acharam por bem irem-nos de novo ao bolso. Nós que já possuímos uma das cargas fiscais mais onerosas da Europa vemos subir o IVA -pasme-se que é nos 3 escalões -, ser criado um novo imposto sobre o trabalho, ser actualizado o IRS e isto em cima do que já estava definido pelo PEC.
Estamos perante um dos maiores agravamentos fiscais de que há memória.
Enquanto isso, a classe política e os gestores das empresas públicas vêem o seu ordenado ser reduzido em 5% (na Espanha foi 15).
A somar a tudo isto vem aí o aumento do gás, já estabelecido, a ministra já fala no aumento da água e claro o resto também deve levar um abanão.
Não há hipótese meus senhores. Não é possível sobreviver.
Esperava a subida do escalão máximo do IVA em 2% e tudo igual nos outros escalões. Esperava ouvir que os cartões de crédito de directores, gestores e outros que tais estavam cancelados. Esperava ouvir dizer que algumas empresas públicas e municipais que só servem de "albergue" eram encerradas. Esperava ouvir dizer que a frota automóvel iria ser reduzida. Esperava ouvir dizer que os carros das empresas públicas e do Estado estavam proibidos de andar por aí, especialmente ao fim-de-semana.

A Standard & Poor desceu o rating da dívida da PT. E desceu precisamente num momento em que a PT é atacada pela congénere espanhola Telefónica. Somos mesmo pequeninos.

8 de maio de 2010

Assis diz que não exclui o Bloco Central, acho muito bem. Mas se não se importar muito, podia excluir os tiros nos pés: nomeações no Instituto de Emprego, o caso de maria de Medeiros, o deputado Ricardo Rodrigues...
Aliás sobre este último, não entendo como é que o deputado ainda não pediu escusa da sua eleição para a Segurança.

Também estou de acordo, mas acho que não devem ser só os colégios, deve ser também as aulas de natação, o ballet, a equitação...

Chavez contratou mais gente para o ajudar no Twitter do que palavras pode escrever...

5 de maio de 2010

A pirotecnia. O nosso país tem uma tradição reputada em matéria de pirotecnia. E se bem que vão longe os tempos áureos desta actividade, não podemos deixar de olhar para esta indústria com preocupação.
O recente acidente ocorrido em Canidelo, em Vila do Conde, e que lamentavelmente provocou um morto é o exemplo disso mesmo.
Mas vamos resolver esta preocupação com seriedade.
Não conheço as oficinas em causa, para poder emitir juízo sobre as condições de funcionamento, mas uma coisa eu sei, nomeadamente neste caso: a fábrica de pirotecnia foi fundada antes do jardim de infância e das demais casas.
Por isso vir agora de peito inchado reclamar a saída da oficina daquele lugar, é uma abordagem pouco séria da questão.
Quem licenciou as casas e o jardim de infância?
Se há negligentes, não são os donos da indústria em causa.
Não é vergonha nenhuma dar a mão à palmatória e admitir a falha.
A honestidade intelectual é um bem supremo...

Por uma questão de ética, não teria sido desejável que as questões elaboradas pela comissão parlamentar chegassem primeiro às mãos do primeiro ministro e só depois aos meios de comunicação...

Olhando para as restrições de segurança e de movimentação impostas pela PSP (http://24horasnewspaper.com/user/mostra.php?link=aHR0cDovL2NvbnRlbnQueXVkdS5jb20vTGlicmFyeS9BMW5ta28vMjRob3JhczM0NDQyZGVNYWlvL3Jlc291cmNlcy9pbmRleC5odG0/cmVmZXJyZXJVcmw9aHR0cDovL2xvZ2luLnl1ZHUuY29tL1l1ZHUvdmlld0xpYnJhcnlFZGl0aW9uLmh0bSUzRm5vZGVJZCUzRDI3ODE5NjA=&edicao=3444) (página 12)devido à visita de Bento XVI, acabamos por pensar que está tudo louco, então a que determina que o mobiliário urbano deve ser retirado no dia anterior deve ficar no anedotário nacional. Espero que depois sejam tão lestos a recolocá-los como a retirá-los.
Estou à espera na visita de um outro qualquer presidente de um outro qualquer Estado, também seja dada tolerância de ponto (numa altura destas isto vem mesmo a calhar).