3 de outubro de 2012



Esta gente mete-me nojo.
Entregam alterações em Bruxelas sem falarem com aqueles que vão levar com as medidas (Passos Coelho esqueceu-se do que disse a Sócrates).
Fazem pouco da concertação social.
Passeiam-se impunemente, agora com muita segurança, como se a população fosse composta de animais e não de pessoas idóneas.
Falam de sorriso nos lábios como se tudo isto fosse uma brincadeira.
Revelam uma impreparação confrangedora. E aquilo que no passado renegaram porque não prestava, hoje é a bandeira a hastear já.
Agora até separam a concertação social para ser mais fácil de “vender” as suas ideias. A troco de quê, não sei...
Triste país este que tais governantes tem.
Ataca-se somente um dos lados.
As fundações foram uma ópera bufa.
A renegociação das PPP’s é uma miragem.
A venda dos nossos activos mais importantes foi feita a troco de um prato de lentilhas.
Declarem a vossa incapacidade, arrumem as secretárias e vão-se embora.



Ouvi falar de uma união de esquerda. Mas qual união? Como é que se fala em união, quando são apresentadas duas moções de censura. Ninguém entende isso. E também é difícil perceber como é que uma das moções ataca mais um partido da oposição do que os próprios partidos da coligação... não brinquem connosco

22 de setembro de 2012



Ontem aconteceu o dito Conselho de Estado. Tanto tempo para um comunicado miserável. Um comunicado que muitos órgãos de informação já tinham dado conta antes de terminar. Poderemos dizer que a montanha pariu um rato. Mas nada mais havia a esperar. Tratou-se de uma operação de cosmética do governo/coligação feita pelo sr. Presidente que neste caso se apresentou mais como um “jogador” da equipa da casa, do que um verdadeiro árbitro.
Mas este governo já não tem mais nada a dizer. O prazo de validade terminou. 
E não se trata só da TSU...

18 de agosto de 2012

Antes de avançar para o tema, impõe-se que faça uma declaração: lamento as mortes ocorridas na praia Maria Luísa em 2009 e tenho o maior respeito pelos familiares.
Feita esta declaração passo agora ao comentário.
Os familiares das cinco pessoas que morreram, vítimas do deslizamento de pedras na praia Maria Luísa, em Albufeira, pedem uma indemnização de 900 mil euros ao Estado português e também ao nadador salvador da praia, que estava de serviço na manhã de 21 de agosto de 2009.
Perante isto quero deixar aqui uma questão:
- onde fica a nossa capacidade de discernir o certo e o errado?

É ou não nossa responsabilidade evitar situações de perigo? Mais, estava ou não a praia sinalizada? Há indicações no inquérito que sim, que estava. E o nadador salvador, porquê? Quantas vezes fizemos e fazemos nós todos orelhas moucas aos avisos dos nadador salvador, sejam eles sobre a bandeira vermelha, sobre as arribas, sobre os animais na praia...
Repito o que disse no início: lamento as mortes e respeito a dor das famílias, mas acho esta acção totalmente despropositada.
Após escrever esta nota e ao ler o jornal Sol deparei-me com esta notícia...

Julian Assange está agora no epicentro de um complicado imbróglio diplomático. Sendo ele um defensor acérrimo do total esclarecimento e da liberdade, talvez lhe ficasse bem ir esclarecer tudo na Suécia, mas claro isto sou eu a pensar.



15 de agosto de 2012

Gostava de perceber o porquê de acharem que somos todos estúpidos? E isto porquê? O FMI vem tecer loas de júbilo à Islândia por esta ter saído do buraco em que se encontrava. Claro que eu também penso que a Islândia merece o nosso aplauso, só acho é que o FMI é hipócrita se também der os parabéns.
Os islandeses fizeram o contrário da receita do FMI. Mandaram os bancos às urtigas, não pagaram dividendos a ninguém, apoiaram os desempregados e mantiveram o seu sistema de segurança social.
Precisamente a receita contrária àquela que o FMI impõe.
E se nós copiarmos a receita da Islândia?
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=573249

E... apareceram por geração espontânea
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/106-milhoes-de-euros-em-notas-depositados-por-funcionarios-na-conta-do-cds-no-final-de-2004-1559142



14 de julho de 2012

Aquilo que todos nós íamos falando ficou agora exposto: a coligação governativa está colada com saliva.
O Tribunal de Contas e a licenciatura de Relvas foram a gota de água. Aliás desde as eleições na Madeira que as coisas estão tremidas.
Até agora Paulo portas continua com o seu low profile a viajar pelo mundo e tem em alguns dos seus fiéis  seguidores a máquina de combate, faltas saber até quando...

O vice-presidente da Câmara de Gaia veio falar de sua justiça sobre a licenciatura do ministro. Não sei porquê mas tenho uma leve impressão de que mais dia menos dia vai ser dispensado de funções. http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/menezes-avisa-vicepresidente-da-camara-para-nao-repetir-criticas-a-relvas--1554868


Anda por aí uma crise de satisfação com a balança de pagamentos. Bolas, será que não vêem que é o facto de não existir dinheiro nas mãos dos portugueses que fazem com que as importações estão de rastos?????

O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, aconselhou hoje a Espanha a recorrer ao resgate europeu enquanto país e a não se limitar ao pedido de ajuda para a recapitalização do sector bancário. É o que faz ganhar à comissão...

Assim é que é: não se consegue pagar uma, mas sempre podemos ter a segunda....



14 de abril de 2012

O primeiro-ministro pensa que pode fazer o que quer sem passar cavaco (salvo seja) à oposição e à concertação social.
Veja-se o caso das reformas antecipadas e do tal Tratado.
Não sei porquê mas "cheira-me" que se vai arrepender amargamente de tal dislate.

A Páscoa foi tramada para o Governo. Mentiu, desmentiu. Disse, desdisse. Enfim... um fartote.

Já tinha escutado na televisão, mas com o estava muito barulho pensei que tinha percebido mal. Agora li e como o texto estava entre comas, tenho que acreditar que é uma transcrição e que afinal tinha escutado correctamente na televisão.
Disse António Fiúza, presidente da equipa do Gil Vicente, "se ganhar a Taça da Liga, vou oferecer champanhe do bom aos nossos sem-abrigo durante oito dias".
Para que conste, este senhor é membro do GASC (Grupo de Acção Social Cristã).
E que tal trocar o champanhe por um pouco mais de respeito pela condição dos outros?
Que porra de gente...

O Governo quer proibir-me de fumar no meu carro, carro esse que comprei com o meu dinheiro, se levar os meus filhos.
A seguir vai querer proibir que eu fume na minha casa, casa essa que comprei com o meu dinheiro.
É verdade que o Governo me assalta com impostos e taxas sobre o meu carro e sobre a minha casa, mas isso não os torna dele. São meus.
Se quer proibir, proíba nos automóveis dos ministros e secretários de Estado que diga-se também são nossos, mas andam sempre por outras mãos.
E para que fique esclarecido, não fumo desde 2006.




26 de março de 2012

Então não é que gostei do Congresso do PSD. Primeiro pelo slogan, um partido de causas, depois pelas intervenções pedagógicas de Passos Coelho a evitar a derrota e  por fim porque em votações secretas não há pedagogia que salve, da derrota do líder para a Comissão Nacional, onde perdeu a maioria.
Mas vamos lá ao slogan, um partido de causas. Se as há, não dei por elas durante a assembleia magna dos sociais democratas. Aliás a única coisa que constatei foi um ataque cerrado ao PS e nada mais. Não vi nada de interessante que se dirigisse ao país.
Depois gostei que Passos Coelho, vendo que estava entalado pela moção da JSD e perante o alheamento de todo o congresso que votou sim, como podia votar não (é uma matéria para análise futura sobre as massas), tivesse de vir a terreiro "chamar ignorantes aos congressistas" e a desautorizar Fernando Ruas. Tendo também aqui acontecido algo que merece um estudo profundo: uma proposta já aprovada em Congresso, foi depois retirada??????!!!!!!!
Por último, porque perdeu a maioria na Comissão Nacional.
Saiu-lhe bem este Congresso...



16 de fevereiro de 2012

políticos de pacotilha

Nestes dois últimos dias assistimos a declarações que acentuam a nossa revolta. Um jovem deputado de seu nome João Almeida disse alto e bom som que "os funcionários públicos que entendam que a mobilidade proposta não é solução podem, no seu interesse, negociar a rescisão."
Negociar rescisão??? Se não estivéssemos  perante uma frase tão triste, quase se poderia dizer que isto foi devido ao Carnaval... Mas o problema é que estes senhores não estão a brincar.
Tive curiosidade em ir ver o Curriculum deste senhor e procurei na Assembleia da República e encontrei este. Percebi de imediato.
Ainda não estava refeito desta triste frase e eis que um ministro, curiosamente ou não, do mesmo partido do sr. deputado referido anteriormente, que decidiu dar mais 47 milhões para o reforço dos refeitórios sociais.
Preferimos gastar 47 milhões do que abrandar o "garrote" que se colocou aos portugueses. Estou a imaginar a satisfação do sr. ministro a ver as filas nesses refeitórios.
Estas duas situações provocam-me asco, repugnam-me... e fazem-me sentir que este povo está entregue a gente sem alma, a gente que diz "custe o que custar", a gente que mais nada fez do que passear nos corredores da política.
Depois de saber disto fui informado de que o governo gastou 12 mil euros em 100 exemplares  do programa do governo e a minha revolta triplicou.



18 de janeiro de 2012

Hoje o ponto de ordem é a assinatura do acordo de concertação social. Todos falam da excelência, da importância, de tudo...
Estamos perante a maior alteração alguma vez produzida nas leis laborais, desde que foi instaurada a democracia.
Penso mesmo que seremos o país com as leis mais liberais, ou se assim não for, estaremos em segundo logo atrás da Irlanda.
O patronato atingiu finalmente o que ansiava à muito tempo. 
Mas importa aqui deixar duas pistas para reflexão que ainda não vi referidas.
Primeiro, está consignado que a fraca produtividade é motivo suficiente para despedimento. É curioso. Afinal o que é que se pretende? Não é incentivar a produtividade? Se é para quê despedir? Porque não premiar quem produz bem, para que aquele que menos produz queira também produzir bem para auferir esse incentivo?
Não percebo porque se continua sistematicamente na penalização? E os incentivos? 
Já alguém imaginou o que seria se no início de cada ano as administrações das empresas dessem conhecimento aos seus trabalhadores que os objectivos para esse ano serão de X e que se forem alcançados será dividida pelos trabalhadores uma percentagem dos lucros?
A segunda reflexão que aqui deixo é a seguinte: até hoje o patronato sempre se escudou na lei laboral para todos os males que atingem as empresas e mesmo os partidos do arco governativo da direita (que agora assinaram este acordo) sempre acusaram as leis laborais para o não investimento das empresas estrangeiras em Portugal.
Pois bem, acabou-se a moleta. A partir de agora não há desculpas. A partir de agora vamos ver qual a real capacidade de gestão do patronato português e do governo para captar investimentos.
E que me desculpem, mas o problema não estava na lei... mas isso vamos constatar a partir de agora.