30 de setembro de 2005

O desafio de Marques Mendes

Marques Mendes desafiou ontem José Sócrates para que este vá a Felgueiras. Primeiramente ainda pensei que o desafio era para uma suecada ou para "tirarem" umas ondas, mas não, o objectivo era para que José Sócrates condenasse Fátima Felgueiras.
Este pessoal não deixa de me surpreender.
Não é o líder do PSD que tem apregoado a independência do poder político face ao poder jurídico e vice-versa, coisa em que concordo em absoluto.
Então irem a Felgueiras condenar a candidata é o mesmo que estarem a exercer pressão sobre os tribunais! Ou será que neste caso já não é?
Gostaria de ter visto Marques Mendes avançar com um projecto de lei por forma a que casos destes, semelhantes não pudessem candidatar-se. Mas claro que ele nunca podia fazer semelhante coisa porquanto Isabel Damasceno - a candidata do PSD a Leiria - ficaria impedida de se candidatar até o "apito dourado" estar esclarecido.

Coitado do Carmona Rodrigues

Foi hoje tornado público o apoio de Lili Caneças à candidatura de Carmona Rodrigues.
Acreditem que estou com pena do candidato, tanto mais que a referida senhora não se coibiu de dizer que em todos estes anos nunca tinha ouvido dizer mal dele, logo ele devia ser uma boa pessoa e por isso ia apoiá-lo.
Já sobre Carrilho a dita senhora referiu que quando não tenho nada de bom para dizer prefiro estar calada.
É o puro estilo de "dondoca". Será que ela ainda não percebeu que a sua figura só tem servido para engrandecer o anedotário nacional?
Continue a distribuir "tigresses" e a participar em reality shows que é quanto basta.

29 de setembro de 2005

Qual independentes, qual quê!

Em todos os actos eleitorais - excepção feita áquele que elege o Presidente da República - somos confrontados com alguns elementos que, embora inseridos em listas partidárias, se auto-intitulam independentes.
Eu, cada vez que encontro uma situação dessas começo a rir. E porquê?
É fácil de explicar. Como é que alguém se auto-intitula independente e vai inserido numa lista partidária? O programa eleitoral que é apresentado é da responsabilidade do independentista ou foi elaborado pela concelhia partidária? Os elementos que com ele integram a lista foram designados por si, ou são imposição dos aparelhos partidários? E caso vençam, o que é que prevalece? Claro que é a vontade do partido.
Independentes são, por exemplo, Isaltino, Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro (embora não aceite a candidatura mor motivos expressos anteriormente). Os outros são meras figuras de retórica, autênticos paus-mandados, que por razões muito concretas emprestam a cara. Aliás eles não são independentes, são mas é subservientes.
Vem tudo isto a propósito do cabeça de lista à autarquia de Santarém pelo PSD. Trata-se, nada mais nada menos de Moita Flores, o criminalista, argumentista, colonista e, agora, também "independentista". Depois de o ver a falar numa reportagem no telejornal da SIC, percebi que ele protagoniza o maior erro de casting que alguma vez vislumbrei e é pena que tal aconteça.
Advogo mesmo que as listas em que tal se verifique sejam verdadeiramente penalizadas nas urnas, porquanto elas representam uma verdadeira fraude.

E por falar em campanhas eleitorais

Sobre esta mesma matéria, gostaria de deixar aqui exposto o seguinte: depois das eleições cada partido deveria ser obrigado a remover o seu material de campanha. E quando digo material, refiro-me a todo, incluindo os cartazes colados nas paredes.

Pouco dignificante

O último "Prós e Contras" da RTP1, brindou-nos com um espectáculo pouco dignificante. Com a presença do ministro da Saúde, Correia de Campos, e do presidente da Associação Nacional de Farmácias, João Cordeiro, discutiu-se a política do medicamento, nem sempre de forma elevada, acrescente-se.
Quem assistiu ao debate só pelo debate, sem estar imbuído de sentimentos por este ou aquele lado, pode constatar que a ANF representa o mais poderoso lobby nacional. Ao pé dela, os médicos, os advogados e algumas outras classes são verdadeiros aprendizes de feiticeiro. Para além disso pode perceber-se que o grande problema da ANF foi a liberalização dos locais de venda dos medicamentos, ou seja atacaram-lhe o monopólio.

28 de setembro de 2005

E nós somos parvos



A ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia e actual candidata à Câmara de Lisboa pelo CDS/PP, veio propagar aos sete ventos e não estava de acordo que a referida instituição empatasse 1,5 milhões de euros no rali Paris-Dacar.
Realmente, e bem vistas as coisas, também sou de opinião que é uma verba exagerada e que teria mais utilidade em obras sociais que tanta falta fazem.
Mas no caso da senhora o que estava em causa era denegrir a imagem do seu sucessor Rui Cunha e aí... travão.
Não sou procurador e muito menos advogado do actual provedor mas também não sou parvo e isto porque eu não acredito que um contrato desta natureza tenha sido pensado, deliberado e executado durante a vigência de Rui Cunha. Um contrato desta natureza tem antecedentes mais longínquos logo, durante o "reinado" da referida senhora.
Uma coisa é nós não ligarmos, outra é quererem comer-nos por parvos...

27 de setembro de 2005

Epístola de S. Paulo, in greco.
Manuscrito em pergaminho do séc. X.

Uma boa notícia

A British Library através da secção interactiva "Turning the pages" (www.bl.uk/onlinegallery/ttp/ttpbooks.html) permite folhear 'online' livros raros ou únicos e manuscritos intocáveis.
Entre as 14 preciosidades bibliográficas que a British Library já pôs online desde 1998 (data da criação desta secção), contam-se o Atlas de Mercator, o primeiro feito na Europa (1570); o manuscrito- -base de Alice no País das Maravilhas, com ilustrações do próprio Lewis Carroll; o Sutra Diamante chinês, o mais antigo livro impresso conhecido (868 a.C.), o livro de anatomia de Vesálio De Humani Corporis Fabrica (século XVI); o célebre Livre du Golf flamengo (século XVI); o Livro de Horas da família Sforza (século XV); o manuscrito da História de Inglaterra, de Jane Austen, escrita quanto a autora tinha apenas 15 anos; ou um caderno de apontamentos de Leonardo Da Vinci.
A tecnologia utilizada foi criada e aperfeiçoada na British Library, e utiliza a animação em 3D para conferir um máximo de tangibilidade e realismo aos livros, digitalizados em imagens de grande qualidade, e dar assim ao leitor a impressão mais próxima possível da do manuseamento real. A reprodução de cada livro é acompanhada de uma lupa para ampliar pormenores do texto ou dos desenhos, bem como um comentário áudio opcional, lido por actores conhecidos.O mais recente acrescento à colecção da "Turning the Pages" é o já referido manuscrito de Alice no País das Maravilhas (1864), com 90 páginas e 37 desenhos do punho de Lewis Carroll, e originalmente intitulado Alice's Adventures Under Ground. Seria publicado mais tarde em forma de livro, depois de expandido, reescrito e editado pelo autor, com o título por que hoje o conhecemos. Dele consta o primeiro desenho feito por Carroll da pequena Alice Liddell, inspiração e modelo da Alice dos seus livros clássicos, feito quando aquela tinha sete anos. Carroll não gostou do desenho, por isso cobriu-o com uma foto de Alice Liddell. A ilustração a lápis só seria descoberta em 1977, quando a foto se descolou.
A British Library disponibiliza ainda os 14 livros desta colecção digital sob formato de CD-ROM, em duas modalidades ou os destaques de cada uma das obras, ou as obras completas.
De quando em vez temos algo que nos anima.

26 de setembro de 2005

Oportunidade perdida

O Presidente da República, Jorge Sampaio, perdeu uma grande oportunidade de fazer história neste país.
O facto de não querer discursar no 5 de Outubro (discurso que é proferido da varanda do município ao lado do presidente da câmara) devido ao facto de estar a decorrer a campanha eleitoral autárquica pode equiparar-se - era a sua última comemoração da Implantação da República como Presidente - a um professor catedrático que se recusa a dar a última aula.
Era a oportunidade ímpar para o Presidente ensinar a estes "políticos de pacotilha" quais são os ideais republicanos e o seu significado.

Reforma

Santana Lopes está reformado, aposentado, seja lá o que for

Para ler ou reler

A partir de agora vou deixar alguns títulos que, na minha opinião, merecem uma leitura ou releitura: Os fantasmas inquilinos de Daniel Jonas (Editora Cotovia) e porque Manuel Alegre e Águeda estiveram na liça porque não Alma de Manuel Alegre (Círculo de Leitores)

22 de setembro de 2005

Só mesmo por cá

Fátima Felgueiras regressou ontem a Portugal, o Tribunal de Guimarães colocou-a em liberdade e à noite anunciou que se vai candidatar mesmo à Câmara.
Será que os nossos "fazedores de leis" ainda não foram capazes de escrevinhar uma meia dúzia de linhas que termine de uma vez por todas com "atentados" destes? Sim que isto são verdadeiros atentados à nossa inteligência.
A justiça, a política, as forças armadas, as forças de segurança teimam em denegrir-se e eu ainda não percebi porquê!

Teatro

Sofia Alves regressou aos palcos, desta feita no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide, com a peça ‘Socorro, Estou Grávida’, espectáculo polémico mesmo antes de estrear que Celso Cleto encenou a partir de uma peça assinada por Inês Pedrosa e Patrícia Reis.
Mas deixo aqui um desafio: será que alguém pode escrever alguma coisa com base em "Socorro, estamos fod....". Deveria ser um espectáculo interessante. Os actores nem precisam de ser de nomeada, podem ser o José, a Maria, o Joaquim, a Adélia, e tantos outros do nosso quotidiano. Quanto ao espaço não se preocupem com auditórios, cimenas, teatros, ou outros que tais, pois o palco da vida chega e sobra para representar a realidade.


As propinas de novo

A Academia de Coimbra ameaçou assumir posições firmes contra os 901,23 euros de propinas. O presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) disse que virá para as ruas nem que seja sozinho.
A chegada dos caloiros às Universidades faz regressar a contestação.
A minha opinião mantém igual. Todos nós sabemos que um dos factores primordiais para o desenvolvimento dos povos é a sua formação quer profissional, quer académica, quer mesmo social.
Posto isto apraz-me dizer que inegável que a formação académica se estenda a todos sem limitações e o factor monetário não deverá ser eliminatório na continuidade dessa formação. Contudo, também deverá ser tido em conta tudo o que rodeia o ensino e em especial o ensino superior.
Por exemplo, não posso admitir que alguns alunos pulem de curso em curso, arrastando-se penosamente pelos corredores das universidades, sem que de tal permanência resulte uma qualquer mais valia, seja ela para o aluno, seja para a sociedade em que está inserido. Aliás, esta permanência tem custos demasiado altos não só a nível monetário, mas também porque tapam vagas a alunos possivelmente com mais capacidades.
Por outro lado, e eu conheço bem a Universidade de Coimbra, durante o tempo de aulas todo e qualquer espaço livre junto da instituição está ocupado com veículos, na sua maior parte de estudantes - e não são carrinhos - o que faz transparecer uma capacidade económica de elevada monta. Mais - e continuo em Coimbra - à noite os bares, os cafés e locais afins estão cheios com o pessoal universitário.
É esta visão que obtemos após deambular pela cidade que me leva a questionar que o valor das propinas não é o mais insignificante no meio de tudo isto.

21 de setembro de 2005

Mas é só por isto

A contestação às medidas governamentais feitas pelas Forças Armadas tem subido de tom quer pelos próprios, quer por interpostas pessoas.
O que se segue é um resumo dessas medidas publicadas no DN de hoje:
"Saúde
A saúde continua a ser inteiramente gratuita para os militares - tal decorre do estatuto da condição militar -, mas termina o tradicional conceito de "família militar" que abrangia nesta regalia os cônjuges (actuais e ex) e os filhos. As famílias dos militares passam agora a ter de pagar a taxa moderadora, quer seja para as consultas quer para os internamentos. Em relação aos medicamentos, continuam a existir os descontos nas farmácias militares.A ideia do Governo é a fusão dos três subsistemas de saúde dos três ramos das Forças Armadas no regime geral da ADSE.
Reformas
Aqui mantém-se a idade-limite dos 65 anos em que um militar pode estar no activo e a partir da qual é forçado a reformar-se. Até agora, no entanto, os militares, mediante os cinco anos de reserva (que se mantêm e durante os quais um militar pode ter uma actividade privada) e um conjunto de bonificações, podiam em muitos casos começar a receber a sua reforma, caso o requeressem, quando ainda estavam nos 50 anos. A nova lei impõe que, em qualquer caso, um militar tenha de ter 60 anos completados para poder ter direito, requerendo-a, à reforma - não precisando de ter os 36 anos de efectividade no serviço para ter acesso. Os militares mantêm o direito aos 15 por cento de bonificação de tempo para a contagem de tempo de serviço para a passagem à reserva e à reforma. E o tempo de formação académica (quatro ou cinco anos) é contado como tempo efectivo para efeitos da passagem à reserva e à reforma.
Suplementos
Continua a existir um conjunto de subsídios e suplementos para os militares, como os subsídios de condição militar (30 euros mais 15 por cento do vencimento), o suplemento de residência (para quem está deslocado) ou o suplemento de desgaste ou exigência especial (contabilizado em tempo para a reforma e percentagem sobre o vencimento-base). No caso, por exemplo, dos pilotos, esse valor é 40 por cento de bonificação do tempo e 66 por cento do vencimento-base de capitão.
Carreiras
O grupo para a reestruturação das carreiras militares, com responsáveis dos três ramos das Forças Armadas e que funciona na dependência do secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, Lobo Antunes, tem até 30 de Novembro para apresentar propostas para a reestruturação das carreiras dos militares, com o objectivo de corrigir assimetrias e distorções nas carreiras e sistema retributivo."

Não acredito que seja só isto que está em causa. Mas se for só isto, é muito barulho por nada.
Para complementar sugiro a leitura do editorial do mesmo DN em http://dn.sapo.pt/2005/09/21/editorial/a_luta_perdida_militares.html.

Simon Wiesenthal

O austríaco Simon Wiesenthal, também conhecido como o “caçador de nazis”, faleceu em Viena, aos 96 anos. Wiesenthal tornou-se conhecido por ter levado perante a justiça mais de mil criminosos de guerra nazis.
Wiesenthal nasceu a 31 de Dezembro de 1908 em Buczacz, no então Império Austro-Húngaro, e formou-se em arquitectura na Universidade de Praga. Detido pelos nazis após a invasão da Ucrânia, passou quatro anos e meio em vários campos de concentração, incluindo Buchenwald e Mauthausen, de onde foi libertado pelas tropas americanas em 1945. Pesava menos de 50 quilos, mas tinha guardados na memória os nomes de 91 soldados e comandantes nazis responsáveis pelas atrocidades que testemunhou. A seguir à guerra, trabalhou no gabinete aliado que investigou os crimes de guerra nazis e fundou o primeiro Centro de Documentação Judaica em 1947. Foi responsável pela prisão de mais de 1100 criminosos nazis, mas a sua maior frustração foi não ter conseguido capturar o ‘Anjo da Morte’, Josef Mengele, que morreu no Brasil.

19 de setembro de 2005

Arranjem páginas...

O "Correio da Manhã" apresenta como exclusivo seu a seguinte notícia:
A EPUL – Empresa Pública de Urbanização de Lisboa pagou em Abril passado uma indemnização de mais de 110 mil euros a Albertino Madeira Henriques, gestor de pequenos negócios, para este abandonar os quadros da empresa, onde trabalhava desde 2002, mas pagou-lhe no mês seguinte um salário mensal de 7259 euros, correspondente a um contrato de prestação de serviços externos por três anos, pelo exercício das mesmas funções como consultor externo.
Mal estará o jornal se decidir publicar todos os casos semelhantes que este país alberga. Das duas uma: ou reservam o jornal só para isso durante uma semana, contando com o Domingo e respectiva revista, ou aumentam o número de páginas para o dobro.
Será que ainda não perceberam que pagar indemnizações a funcionários é a especialidade de uns quantos senhores que se arrastam pelos corredores do poder.

Barbies pois então

Abriu no dia 17 no Toyota Box em Alcântara uma exposição onde poderão ser vistas mais de 1000 bonecas, algumas raras, que documentam os 46 anos de vida da boneca.
Perdõem-me os promotores da exposição, mas para ver barbies não é preciso ir ao Toyota Box, basta estar atento à televisão e aos programazinhos da treta que nos servem jet set, oito, nove e por aí fora, é ver das revistas e, porque não passar pelas catedrais lisboetas das compras durante a semana e ao fim de semana na feira de Cascais bem cedo, antes de chegar a populaça, a tratarem os/as comerciantes por tu. Essas sim são as verdadeiras barbies que do alto da sua petulância demonstram pelintrice quanto baste quando se lambuzam de croquetes e rissóis aconchegando a barriga.

Já que falo em barbies...

Assisti ao primeiro programa "1.ª Companhia" da TVI que ocorreu ontem e hoje vi o segundo. Chega de vida militar. Os concorrentes estão bem uns para os outros, aliás só aceitarem participar neste tipo de programas é indicador das suas personalidades.
Mas, de todos eles, um há que merece destaque. Claro que me refiro a Castelo Branco, esse sim uma verdadeira barbie. Capaz de tirar do sério qualquer eremita, continua, numa mescla de saloio que quer ser culto a deitar loas ao vento.
Mas o que mais me faz impressão é as fardas, as insígnias, a Bandeira Nacional metida naquele chafurdo, um manual sobre granadas que é muito parecido com os oficiais, enfim todo um conjunto de factos e artefactos que parecem saídos de um qualquer estabelecimento das nossas Forças Armadas.
Talvez gostasse de ver uma qualquer tomada de posição por parte dos oficiais, sargentos e praças sobre este programa. É que não basta exigir respeito, deve-se igualmente ser merecedor dele.
Ainda sobre o mesmo programa, faz-me confusão que tenham escolhido um espaço protegido e classificado. Se nas palavras do Presidente da Câmara de Sintra desta parceria público/privado vai resultar algo de bom, inclusivé a limpeza do espaço, talvez o sr. Presidente pudesse ter escolhido outras matas não protegidas e a necessitarem de maior limpeza, sim que elas existem.



18 de setembro de 2005

A minha filha é caloira de biologia e eu sou um pai babado.



as minhas desculpas às pessoas que aparecem na foto mas ela serve para ilustrar os caloiros e foi retirada de www.bio.ua.pt/ newsletter/3/caloiros.htm

16 de setembro de 2005

a lista aumenta

Apareceu hoje um novo candidato à corrida a Belém. Trata-se do advogado de Carlos Silvino (o Bibi da Casa Pia), José Maria Martins.
O desejo de protagonismo tolda a mente das pessoas.
A propósito deste candidato, gostaria de saber como é que ficou o processo que decorria contra ele, movido por uma ex-estagiária sua.

e já que abordo este tema

Desde sempre tive para mim que a ocupação de cargos públicos, quer de eleição quer de nomeação, não se compadecem com situações menos claras com a justiça.
Quero com isto dizer que é minha convicção que ninguém deve ocupar cargos públicos se o seu nome fizer parte, mesmo como suspeito que seja, de algum processo, ou mesmo faça parte de algum rol elaborado pelas forças de segurança ou pelo Ministério Público.
Bem sei que todos são inocentes até o processo transitar em julgado e tiver havido decisão judicial condenatória, mas também sei que à mulher de César não basta ser séria... como diz o ditado.
Como é que é possível que se apresentem como candidatos às eleições autárquicas pessoas que fazem parte de listas elaboradas pela PJ. Estou a lembrar-me de Valentim Loureiro em Gondomar, Ferreira Torres em Amarante, Isaltino em Oeiras, Isabel Damasceno em Leiria, Raposo na Amadora, o candidato da CDU à mesma Amadora. Estes os mais sonantes, porque deverá haver mais.
É o descredibilizar total da função.
Vou até mais longe. Por uma questão de ética, todo aquele cujo nome fosse nomeado em processos deveria, de imediato suspender as suas funções até que tudo estivesse esclarecido.
É claro que a moral e a ética não se vendem nas esquinas. É algo que se aprende e se cultiva ao longo da vida.
Ainda a propósito de eleições autárquicas devo dizer que me faz muita confusão aquelas personagens que suspendem os mandatos para se candidatarem a deputados e que depois, sendo eleitos, suspendem os mandatos para voltarem às Câmaras. Isto é porquê? Será que é para no caso de perderem o seu lugar de autarca poderem regressar ao "tacho" como deputados?
E os deputados que se candidatam às autárquicas é porquê?
Dá ideia que a vida política só gira em torno de uns quantos e que todos os outros que estejam fora desse círculo são perfeitos "mastronços" indignos e incapazes.
Estou convicto que por este país fora existe muito boa gente com tanta ou talvez mais capacidade para gerir uma autarquia mesmo sem possuirem canudos ou outros graus que tais.
Talvez seja por isto mesmo que se verifica a falência dos sistemas políticos e o descrédito dos seus apaniguados.

15 de setembro de 2005


só faltava esta

Então não é que a Dra. Maria do Carmo Seabra, ex-ministra da educação de Santana Lopes, que o ano passado por esta altura era a realizadora de um filme cujo argumento merece o prémio do maior absurdo governativo disse, ao "24 horas" que este ano correu tudo bem na colocação de professores devido à solução por ela encontrada.
Se dúvidas houvesse relativamente ao mau andamento do processo no ano transacto, estas declarações esclarecem-nas de imediato.
Um pouco de humildade não faz mal a ninguém, antes pelo contrário.
os boys e os jobs
A frase jobs for the boys usada pela primeira vez por António Guterres, tem acompanhado os vários governos desde que foi criada.
No governo do Engenheiro Sócrates temos vindo a assistir a acusações por parte da oposição sobre algumas dessas nomeações, aliás sobre este tema aconselho que oiçam as palavras da jornalista Teresa de Sousa do jornal "Público", proferidas hoje na revista de imprensa do programa da manhã da SICNotícias.
Mas voltando ao tema gostaria de deixar umas breves notas.
Será que a oposição tem dúvidas sobre a capacidade de António Vitorino como advogado da Galp?
Será que a oposição tem dúvidas sobre a capacidade de Oliveira Martins no Tribunal de Contas? Será que duvidam da capacidade de Maria Rui?
Se duvidam, apresentem os argumentos tácnicos capazes de demonstrarem que estas pessoas não terão capacidades para desempenhar o seu cargo.
Quanto a boys: Carlos Tavares também é boy?

14 de setembro de 2005

Não resisti a transpor para este espaço um texto do DN de 14 de Setembro (versão online).
Diz então o referido texto:

Onde páram as autárquicas? As eleições não estão só nos programas sérios também estão no entretenimento

Autarquias na TV, sabe-se como é. Ou, antes, pensa-se que se sabe. Mas há vida autárquica na televisão para além dos debates da SIC Notícias e da RTPN. Sim, também ao popular Você na TV!, da TVI, chega a palavra que esclarece, a opinião fundamentada, o debate enriquecedor. E de forma inesperada. Passe-se à descrição. Para quem não vê, Você na TV! é o programa da manhã da TVI, com Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira. Trata de assuntos que vão da vida dos famosos ao reencontro de famílias desavindas. E o que tem isso a ver com o trânsito, o urbanismo ou outros seríssimos problemas que nos afectam a todos? Para dizer a verdade, nada. No Você na TV!, as eleições autárquicas cruzam-se com a dramatização da vida privada, típica dos talk shows à portuguesa. Não é bem como nos debates moderados pelo João Adelino Faria. Mas tem graça. E é importante mostra como a política entra no universo televisivo por portas insólitas.Estava eu então a ver o dito programa e passava uma daquelas típicas reportagens sobre um casal de jovens, com uma filha. A história mete consumo de drogas e a família vive na miséria. A música sublinha o dramatismo da coisa. Acaba a reportagem e aí temos a tal família em estúdio, com a filha a passear pelo plateau. Manuel Luís Goucha anuncia que o programa não resolve tudo, mas falou com quem pode. E quem pode era, neste caso, o presidente da Câmara Municipal de Sintra. E Fernando Seara lá apareceu, com o emblema da vila, a felicitar o jovem por este ter deixado a droga e assim por diante. Fiquei aterrado propaganda autárquica, num programa destes? Escandaloso! Mas estava errado. As coisas evoluem e até os talk shows já se regulam por normas mais ou menos pluralistas. E porque estamos em campanha, o programa também mostrou um vídeo de outro candidato à câmara. E portanto lá apareceu João Soares a felicitar o jovem... por este ter deixado a droga. Passei de escandalizado a perplexo. Faz mais sentido ouvir dois candidatos do que só o presidente, claro. Mas aquilo era o quê? Informação ou entretenimento? O problema está nessa confusão. A rubrica acabava com a TVI a pagar as dívidas do casal o número de euros em falta aparecia em contagem decrescente num ecrã. E quando chegou ao zero apareceu a palavra "Pago!", com ponto de exclamação, deu-se a catarse do costume e todos aplaudiram. Eu fiquei a perguntar porque é que não apareceram por lá o candidato da CDU, o candidato do Bloco e assim por diante. Nem que fosse para felicitar o jovem. Afinal de contas, toda a gente precisa de aparecer. Será?
Miguel Gaspar


É a televisão que temos, possivelmente com os programas que merecemos.
É tão fácil nivelar por baixo.
E o que mais me surpreende é que ainda existam candidatos dispostos a embarcar neste "navio".

Espanto porquê

Os militares que tinham convocado e se preparavam para desfilar em manifestação, viram esta ser proibida pelo tribunal.
Embora acatassem a ordem do tribunal (melhora fora se não o fizessem) "terceram espadas! contra tal decisão e, de uma forma encapotada, acabaram por se manifestarem na Casa do Alentejo e, mais do que isso, avisaram que vai haver uma manifestação convocada pelos cônjuges.
Que eu saiba a sua condição de militares veda-lhes o direito à manifestação. A Lei de Defesa Nacional e a Constituição dizem-no claramente.
Mas, gostaria de deixar aqui um desafio a estes senhores: porquê não publicar numa página de jornal como publicidade as alterações que o Governo se propõe realizar.
Assim ficaríamos todos ao corrente.


ONU

Começam hoje as comemorações que assinalam os 60 anos de vida da ONU.
Talvez não seja só uma data para comemorar, mas antes uma data para repensar toda uma organização, nomeadamente o Conselho de Segurança e o direito de veto.
Para além dessa matéria, deverá ser igualmente repensado os últimos acontecimentos em matéria de escândalos que minam a herdeira da Sociedade das Nações.

11 de setembro de 2005


a justiça, pois claro...

Ao que parece os juízes e demais funcionários dos tribunais vão iniciar uma greve. Até aqui, e porque a greve é um direito, nada de anormal. Dizem eles que estão em causa os seus direitos e o que actual Governo nada mais tem feito do que usurpar os seus direitos.
Eles lá sabem com que linhas é que se cosem, só que depois aparecem umas notícias nos meios de comunicação que deitam por terra todo o seu discurso. Refiro-me concretamente à notícia que foi capa do "Correio da Manhã" de 11/9/05 e que dizia assim:

Justiça: mais um caso em que prazo máximo de prisão preventiva chega ao fim
Homicida libertado hoje
O gerente bancário de Coimbra condenado no ano passado a 18 anos de prisão por homicídio qualificado sai hoje em liberdade por ter chegado ao fim o prazo máximo de prisão preventiva.

Carlos V., de 61 anos, foi detido a 11 de Dezembro de 2002 no Estabelecimento Prisional Regional de Coimbra. Foi condenado em Fevereiro de 2004 a 18 anos de prisão, pena que o Supremo Tribunal de Justiça viria a baixar para 17 anos. Este acórdão, proferido em Maio último, ainda não transitou em julgado, pelo que o arguido não chegou a iniciar o cumprimento de pena.Os prazos da prisão preventiva é que chegaram ao fim, por isso, sairá em liberdade até estar finalizado o processo burocrático, que permitirá efectivar o cumprimento da decisão dos juízes.O gerente bancário foi acusado de ter morto um cliente à facada para se apoderar de uma quantia elevada de dinheiro. O montante em causa, 216 mil euros, e a arma do crime nunca foram encontrados.O homicídio ocorreu a 6 de Setembro de 2002. A vítima, António Mateo, de 73 anos, era proprietária dos Laboratórios Lux, em Coimbra. O seu corpo só foi encontrado no mês seguinte em avançado estado de decomposição. O cheiro proveniente da casa onde residia, em Montes Claros, levou os vizinhos a alertar as autoridades.O caso foi julgado por um Tribunal de Júri que deu como provada a prática dos crimes de homicídio qualificado, abuso de confiança e simulação de crime.Durante o julgamento, Carlos V. contou que esteve na casa da vítima na manhã do dia 6 de Setembro, onde se deparou com dois homens, encapuzados e armados. Segundo disse, a vítima estava deitada no chão e já tinha sido agredida. Acrescentou que o agrediram também e que o mandaram embora sob ameaça.Quatro dias após o crime, Carlos V. fez uma participação criminal, que só chegaria às mãos de um magistrado um mês depois. Por essa altura descobria-se também o corpo.O tribunal não acreditou na sua versão e condenou-o por ‘simulação de crime’. A intenção do arguido seria apoderar-se de 216 mil euros que a vítima, seu amigo de longa data, lhe confiara para depositar numa outra instituição bancária.O tribunal chegou à conclusão que só podia ter sido uma pessoa conhecida e de confiança da vítima a entrar em casa e a perpetrar o crime.Na sentença pode ler-se que o arguido se “aproveitou das suas funções como gerente da agência Solum do Banco Totta & Açores para ganhar a confiança de um cliente, o senhor António Mateo, e, abusando dessa confiança, apropriar-se da quantia de 216 mil euros, abuso de confiança que procurou ocultar praticando homicídio”.
DETIDO HÁ 33 MESES
O prazo máximo da prisão preventiva em crimes desta natureza é de 30 meses, pelo que o arguido em causa já poderia ter sido libertado em Junho. Carlos V. chamou a atenção do Supremo Tribunal de Justiça para estas datas tendo os juízes de topo considerado, em acórdão proferido em Junho deste ano, que a sua prisão só se esgotaria hoje. De acordo com os conselheiros, os prazos de contagem da prisão preventiva estiveram interrompidos para a realização de uma perícia médica. Tal exame foi ordenado em Outubro de 2002 e junto ao processo em Junho de 2003. “Significa isto que o decurso do prisão preventiva se suspendeu, ao menos pelo período de três meses”.
BANCÁRIO PODE REGRESSAR AO TRABALHO
Uma vez em liberdade, Carlos V. pode muito bem regressar ao seu posto na Agência bancária do Banco Totta. A hipótese está contemplada na decisão do Tribunal da Relação de Lisboa de Junho deste ano. É que a agência bancária despediu o arguido por faltas injustificadas a 23 de Janeiro de 2004, quando não havia ainda sentença condenatória, facto considerado relevante pelos juízes da Relação.De acordo com o acórdão, “as ausência do serviço motivadas por impossibilidade do trabalhador prestar trabalho devido a facto que não lhe é imputável (prisão preventiva), não integram a probabilidade séria de existência de justa causa se não existir decisão condenatória à data da decisão final do processo disciplinar, momento com referência ao qual deve ser apreciada a existência de justa causa”.Ora inexistindo decisão condenatória com trânsito em julgado, à data das duas notas de culpa atribuídas pela entidade bancária a Carlos V., “tais ausências têm de se considerar justificadas, porque motivadas por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador”, escrevem os juízes da Relação.
E o mesmo jornal deu ainda exemplo de outros casos do mesmo género.

PJ MORTO A TIRO: Os três suspeitos da morte do inspector da PJ João Melo foram colocados em liberdade por uma juíza do Tribunal de Instrução Criminal do Porto a 26 de Abril último. O inspector foi morto a tiro de metralhadora, em Janeiro de 2001, quando perseguia os assaltantes do chamado ‘Gang dos Ferreiras’ .
REI DO BACALHAU: Paulo Mota, o homem que a 27 de Novembro de 2000 matou à facada o seu patrão, o ‘Rei do Bacalhau’, foi libertado em Maio de 2003 após 30 meses de preventiva. O homicida, condenado a 13 anos de cadeia, interpôs recurso para a Relação e a falta de decisão em tempo útil levou à sua libertação.
DUPLO CRIME: Um homem condenado à pena máxima por um duplo homicídio nos Açores, em Novembro de 2002, foi libertado em 22 de Julho deste ano por se ter esgotado o limite de 30 meses de prisão preventiva. O acórdão que mandou Roberto Branco para a cadeia foi anulado pelo Supremo e o arguido saboreou a liberdade.

E nós, comuns mortais, olhamos para a reivindicação dos juízes e de outros funcionários e olhamos para anotícia e julgamos que o que falta é mais atenção aos processos e menos "fait-divers".

a propósito de reivindicações...

Durante esta semana que agora finda, ouvimos o sr. António Ramos, dirigente sindical da PSP, afirmar que já tinha despachado um primeiro-ministro para Bruxelas e que iria embalar outro para o Quénia.
A forma ameaçadora e descontrolada com que proferiu as referidas afirmações, levam-me a duas reflexões:
primeiro - este senhor faz parte de um corpo das forças de segurança, logo tem o dever de ser o primeiro a não desrespeitar a autoridade do Estado e tem o dever de usar de civismo e decência na sua linguagem. Como nada disto foi observado e tanto mais que foi desrespeitoso para com uma das figuras relevantes do Estado democrático, merece uma punição exemplar.
Toda e qualquer reivindicação deve ser feita dentro dos parâmetros não só da legalidade, mas igualmente da civilidade e da boa educação;
segundo - todo um trabalho anteriormente feito por grandes homens em prol do sindicalismo na PSP foi deitado por terra com estas declarações e até a própria luta perdeu muitos apoios, porquanto muitos não entendem como é que as forças de segurança têm nas suas fileiras e no seu dirigismo, homens como este.

Deixo a contestação das Forças Armadas para outro dia.

10 de setembro de 2005



Petróleo

Os derivados do petróleo são vários. Podemos ver que um barril (1 barril=158,98 litros) fornece,
em % por barril: GLP (gás liquefeito do petróleo) 7,5%; Gasolina 16,2 %; Diesel 33,9%; Querosene 5%; Óleo combustível 16,5%; Asfalto 1,8%; Lubrificantes 1,2%; Naftas 11,2%; Diversos 6,7% (são dados da Petrobrás - 1998).
Um barril de petróleo dá origem a 26 litros de gasolina e a 53 litros de gasóleo.
Um barril de petróleo custa 70 dólares. Um dólar é igual a 0,78968€, logo 70 dólares é equivalente a 55,2776€, admita-se mesmo 56€.
A gasolina custa 1,299€ por litro (GALP), logo 26x1,299=33,774€
O gasóleo custa 1,039€ por litro (GALP), logo 53x1,039=55,067
Só nestes dois produtos verifica-se um lucro de 33,5634 relativamente a cada barril comprado no mercado.
Adicione-se o que se ganha com todos os outros produtos e estime-se os lucros absurdos que o cartel das empresas petrolíferas a operar no nosso país obtém.

As inaugurações de Santana

Santana Lopes anda num virote. Inaugurações, atrás de inaugurações.
Ele pode ter toda a razão para andar nesta correria, só que eu não entendo, nem percebo.
Ele já não é presidente da câmara. Também ainda não é deputado. Afinal qual é o papel? Será que é o novo fotógrafo de uma das muitas revistas de jet-set que por aí abundam?

É curioso

Então não é que Luís Delgado o famoso articulista e comentarista da nossa praça escolheu o advogado Morais Sarmento para negociar a sua indmenização relativa à saída da Administração do DN. Mas o mais curioso é que foi o mesmo Morais Sarmento que, enquanto ministro do PSD, o indicou para aquele lugar

Obrigado

O meu obrigado vai para a Fundação Vodafone e para os CTT por viabilizarem o site "Ciberdúvidas". Mais do que mecenato, isto é serviço público.

9 de setembro de 2005


um país de ricos

A revista "Visão" (n.º 653, de 8 a 14 de Setembro) tem um artigo, a que deu o título de "Campanhas milionárias", onde compara as verbas dispendidas nas autárquicas 2001 e os orçamentos para as de 2005. Os números são assustadores.
O PS em 2001 foram 5.535.549,00 para 2005 orçamentou 27.208.779,00.
O PSD em 2001 foram 3.659.947,93 e está orçamentada para 2005 a quantia de 45.653.414,00.
O PCP gastou em 2001 1.884.145,00 e tem orçamentado para 2005 o valor de 9.991.589,00.
O CDS/PP em 2001 foram 479.755,00, para 2005 prevêem 23.625.297,00
O Bloco em 2001 utilizou 163.274,00 e prevê agora 2.356.125,00.

Estas são as previsões dos cinco maiores partidos.
Mas afinal o que é isto?
É o terceiro mundismo a atacar em pleno.

8 de setembro de 2005

Sem perdão

Segundo o relatório da PJ, o menino de 6 anos que faleceu, foi vítima de sevícias sexuais, e foram estas que ditaram a sua morte.
A pena máxima não pode ficar nos 25 anos. É muito pouco para um crime tão brutal.



Não resisto a dar a conhecer o seguinte texto:

Permitam-me que lhes transcrevam, de forma sintética, um artigo que li no Boletim Informativo do Clube de Campismo do Concelho de Almada, datado de Junho de 2005, da autoria de José Chitô.
Leiam, porque vale mesmo a pena! Consta do seguinte:
Este senhor acordou um dia com um problema no olho direito. Pareceu-lhe grave. Deslocou-se ao Hospital Garcia de Orta, em Almada (16 Abril 2005).
Diagnóstico: deslocamento de retina. Só poderá recuperar com operação. Segundo a opinião do oftalmologista a situação é grave e urgente. Mas a lista de espera é muito grande: talves 6 meses a um ano.
O nosso amigo fica abismado, pois uma situação destas requer internamento imediato.
Qual a solução que veio da boca do médico?
A existência de um bom especialista em Setúbal, que ele próprio conhecia.
Lá vai o homem à consulta do referido especialista que lhe confirma o diagnóstico: tem que ser operado.
Eu levo 3.000 euros por operar, mais 3.000 para a clínica e assistentes. TOTAL: 6.000 euros (1.200 contos). Por esta consulta desembolsou 60 euros.
Por achar este orçamento brutal, resolve marcar consulta para uma clínica em Badajoz.
Devido à urgência do caso, marcam-lha para o dia seguinte.
É atendido meia hora depois de ter chegado. Confirmam-lhe o diagnóstico. O especialista diz não haver tempo a perder, não tem datas livres, por isso vai ter de adiar operações menos urgentes para poder encaixar a dele.
Volta passado 10 minutos, com a data da operação: AMANHÃ ás 17 horas.
São 1.200 euros (240 contos). Custo da consulta: 35 euros. A operação foi um um êxito!
Nos 30 dias seguintes e sempre que se deslocou à Clínica, não pagou mais nada.

Palavras para quê?

7 de setembro de 2005

novamente

Mais uma criança que faleceu vítima de maus tratos. Esta morte não envergonha só a família da vítima, envergonha-nos a todos nós porque revela a incapacidade de todos (família, organizações governamentais e não governamentais, sociedade em geral) de olharem para as crianças como o futuro de todos nós.

será da matemática...

Pelo que se lê, 7.000 professores do ensino básico irão receber formação em matemática, já a partir do próximo ano. Esta foi a solução encontrada para fazer face ao insucesso na disciplina. Mais uma vez começamos a casa pelo telhado. E digo isto porque é minha convicção que os problemas de insucesso escolar advêm do facto da má interpretação. Por isso julgo que seria mais importante ensinar bem a língua materna. Quem souber bem português estará apto a poder interpretar correctamente os problemas das mais diversas ciências.

ai os números

Marques Mendes sabia desde logo do quão difícil seria o seu papel de líder da oposição, quanto mais não fosse pelo facto de o Governo ter como base de apoio uma maioria.
Desta forma e para não sair descredibilizado impõe-se que Marques Mendes escolha criteriosamente as armas de arremesso contra o Governo, porque falar por falar é para outras forças políticas e não para o líder do maior partido da oposição.
Mas parece que o líder do PSD não entende os factos dessa forma e avança lançando loas ao vento que, sabe-se lá porquê, se revelam verdadeiros tiros nos pés.
A questão do desemprego é disso exemplo gritante.
Marques Mendes, garboso, avançou com números que o Governo demonstrou que estão errados. E isto porque, quer queiramos quer não, é um facto que o desemprego baixou durante o governo socialista.
Má onda esta para Mendes.

6 de setembro de 2005

Uma violenta tragédia abateu-se sobre os EUA, não sobre a totalidade do território, somente sobre alguns estados e mesmo assim sobre a população de menores recursos.
O mundo parou para contemplar a desgraça.
Mas não só a desgraça merece que paremos e pensemos.
A incapacidade do governo dos "donos do mundo" merece o nosso olhar reflectido. Tão fortes para umas coisas e tão fraquinhos para outras.
Mas não devemos parar aqui a nossa reflexão.
É importante debruçarmo-nos sobre aqueles que se dispuseram a ajudar. Os países árabes, por exemplo, que deixaram os seus irmãos muçulmanos sofrerem as agruras de um tsunami sem que isso lhes causasse a mais leve perturbação, deixaram agora o seu lado sentimentalista falar mais alto. É pena que esse mesmo lado não olhe para o seu próprio país tão repleto de assimetrias deveras gritantes.
Também Portugal, este rectângulo à beira-mar plantado, se dispôs a enviar gasolina. Gasolina para quê? Será que os nossos governantes se esquecem que o preço do petróleo está como está devido à pressão dos EUA, da China e da Índia, entre outros.
Se os EUA precisam de combustíveis, que utilizem as suas reservas.
Mas o que mais me faz confusão é o facto dos países que sofreram os horrores do tsunami terem resolvido a questão de uma forma célere e sem violência apesar de pobres.